Amor E Inocência II-Uma Nova História d'Amor HIATU
9 Capítulo 09
Notas iniciais

O sol raiou, e seus raios ultrapassaram pela a floresta e passaram através dos vidros da minha janela, assim acariciando suavemente o meu rosto. Fiz minha higiene matinal e coloquei um vestido simples. Assim que sai, pude ver minha irmã casula em frente a porta de seu quarto – no qual ficava de frente para o meu — , a menina de cabeleira azulada e um tanto bagunçados, com a sua camisola de babados e fitas – no qual ela odiava — , esfregava seus olhos dourados.
— Bom... Dia... – Me cumprimentou entre seus bocejos matinais.
— Bom dia.
Descemos as escadas juntas enquanto comentávamos quaisquer baboseiras de irmãs, passamos pela a sala de visita e logo depois por um pequeno corredor para assim chegarmos a mesa de dez lugares onde fazemos as refeições. E assim demos de cara com a Sra. Miller sentada na ponta da mesa,com seus costumeiros trajes escuros sempre lembrando-a de que era viúva, seus cabelos presos em um coque na tonalidade branca, suas sobrancelhas finas e arqueadas, seus olhos dourados nos encaravam. Parecia irritada.
— Bom dia. – Eu disse sentando ao seu lado direito, sendo acompanhada pela a minha irmã que se sentou ao meu lado.
Nenhuma palavra foi ouvida, era perturbador como o clima estava tenso. O único som que ouvíamos era dos talheres. Menos de um minuto ouvíamos as vozes dos meus pais, acompanhada com a risada da minha mãe que provavelmente foi algo que o moreno havia lhe dito algo. Ambos olharam para a mesa e viu a mulher mais velha os encarando, quase foi notável um suspiro pesado da minha progenitora, assim afirmando que não fora um sonho ruim de sua tia estar presente conosco.
Sentou-se ao lado esquerdo dela, e assim Ikuto sentou-se do lado de sua mulher. Os dois logo começaram a se servir.
— Por Deus! – Exclamou a mulher mais velha, Miller Suarck. – Amu, você sabe que horas são? E olha como a sua mais nova está trajada durante a primeira refeição. – Ela aponta o seu dedo indicador para a menor, a fazendo abaixar o olhar. – E... E onde está a sua educação também? Sabes que não pode sentar ao lado do marido durante as refeições!
— Podemos conversar sobre essas coisas depois. – Respondeu calmamente a rosada a minha frente, enquanto ela mexia uma colher no seu café.
— Que tipo de matriarca é você, hm?
— A do tipo que gosta de apreciar o café da manhã em paz.
Sra. Miller bufou e ficou levemente vermelha de raiva por sua sobrinha lhe responder daquela forma. Papai sorriu com o nariz pela a ousadia de sua esposa, eu e Misa seguramos o riso. Nunca tínhamos visto mamãe responder alguém daquela forma. Ela é sempre calma e carinhosa durante as conversas com as pessoas.
— Mas já que você insiste, irei explicar. – Começou ela logo depois que tomou um longo gole de sua bebida quente. – Minha família tem horários diferentes do seu e, Misa acabou de acordar e ela gosta de fazer a refeição primeiro antes de se arrumar e não vejo problema algum com isso. E Ikuto é o meu marido, por isso sempre está ao meu lado.
Mamãe retribuiu o olhar sério a sua parente mais velha, vendo-a que não iria falar nada mais sobre os costumes, voltou a tomar seu café. Porém não demorou muito o pequeno silencio já que a mesma olhou para mim.
— Menina Aika, você toca algum instrumento?
— Ahn, sim. – Respondi a olhando. Eram raras as pessoas que me perguntavam sobre isso, mas eu sabia onde a mulher queria chegar. – Piano.
— Canta ou dança?
— Ambos.
— Que coisa maravilhosa! – Exclamou um tanto feliz. Que era estranho. Não lembrava dela, mas mamãe já falou dela pra mim. – Você têm todos os atributos para conquistar qualquer homem que quer. Mas acho que você já escolheu aquele jovem Tenente, não é?
— Espero que não. – Comentou papai levando o alimento a sua boca.
— Fique quieto, vira-lata! – A viúva o encara.
— As aparências enganam. – Disse mamãe. – Aquele jovem é tão “vira-lata” quanto o meu marido. Aquele rapaz é filho e neto de refugiados, viveu nas ruas, grande parte de sua infância.
— Impossível! – Protestou a mulher mais velha. – Ele tem uma boa aparência, boa postura.
— Agora sim fiquei ofendido. – Papai novamente fez um de seus comentários em hora inapropriada, fazendo com que eu e mamãe sorríssemos levemente com isso.
Eu sei que é normal ter casamento arranjado – também conhecido como casamento político. – nesta época em que vivemos. E Sra. Miller quer que isso aconteça com quem que seja de sua família, para que todos vivam bem. Porém, mamãe quer seguir uma tradição no qual começou por sua progenitora, que é casamento por amor. Talvez a Miller Suarck tenha raiva disto – e inveja. – Já que como filha mais velha teve a responsabilidade em seus ombros de casar com um filho de um senhor rico para salvar toda a família da miséria. E assim Midori, mãe de Amu e irmã mais nova de Miller, casou-se por amor, com um descendente de japonês que foi Tsumugo Hinamori, o meu avó. E ele não era de família rica.
A rosada ficou calada, assim confirmando que não iria responder mais nada durante o café da manhã.
Já perto do final da tarde, a matriarca procurava a sua filha mais nova. E assim que desci as escadas, ela veio na minha direção perguntando sobre a mesma, que no qual eu também não sabia o seu paradeiro. Assim que a porta principal abriu, levamos nossa atenção a ela, porém quem apareceu foi papai com algumas compras que ele tinha feito na cidade.
— Ikuto, a Misa foi com você? – Perguntou a sua esposa assim que o homem chegou perto de si.
— Não a vi desde que sai.
— Céus! – Exclamou a minha progenitora.
— Mamãe! Papai! – Gritava a menina adentrando a sala. Seu vestido estava todo sujo de terra, cabelos bagunçados com algumas folhas por cima. A garota estava com as mãos fechadas e esticadas para nós.
— Misa, por Deus! Onde estava? – Perguntou mamãe se aproximando aliviada.
— Eu estava brincando no jardim de trás e vi esse passarinho caindo do ninho. – Explicava a menor, revelando a pequena ave em sua palma da mão. – Eu até tentei por ele de volta, mas não consegui.
— Amu, veja como ela está! – pronunciou Miller pela primeira vez. Ela estava no sofá tricotando. – Toda despenteada e trajes sujos. Até parece uma selvagem! Você não está a educando apropriadamente? Veja a Aika, ela sim é uma dama. Um exemplo de irmã mais velha!
Misa abaixou a cabeça envergonhada, eu pousei minhas mãos em seus ombros e falando que estava tudo bem. Mamãe iria falar algo, porém o nosso patriarca se pronunciou primeiro.
— Não permitirei que fale assim da minha filha. – Ele a encarou nos olhos.
— E quem você pensa que é? – Perguntou a mulher se erguendo, levantando sua cabeça para poder encará-lo também.
— Não preciso ser ninguém para você, aliás, é o que faço desde que você chegou. Você pode me xingar de diversos nomes e até me chamar de vira-lata, não me importo. – Disse dando de ombros, fazendo a velha bufar com seu mau comportamento. – Mas a parti do momento que suas maldades são diretamente para as minhas filhas, eu vou ser alguém que você não vai gostar.
— Ikuto... – Murmurou a sua esposa.
— Vamos. – eu guiei minha irmã até o quarto. – Vamos nos arrumar para as visitas.
Assim que chegamos no quarto, eu procurei uma caixa de sapato e entrei para a Misa, e a garota pôs o animalzinho nela. A mesma se despia enquanto caminhava em direção ao seu banheiro e eu escolhia um outro para ela.
Depois de alguns minutos, já estava trajada com um vestido azul escuro que iam até acima de seus joelhos, mangas curtas e uma fita lilás em volta de sua cintura, formando um laço atrás. Usava sapatinhos pretos de boneca.
— Por que ela é tão má?
— Sra. Miller? – Perguntei, terminando de arrumar seus cabelos. Misa concorda com a cabeça. – Não sei.
— Você... Você acha que ela me odeia? – Perguntou quase em um sussurro.
— Hey, ninguém aqui te odeia. – Falei virando ela, para que encarasse seus olhos, incrivelmente iguais de mamãe. – Você pode ser chata, mas não ao ponto de fazer alguém te odiar. – Sorri mexendo em seu nariz, fazendo ela me corresponder com o mesmo.
— Eu realmente devo vestir isso? – Perguntou ela, pulando da cadeira e rodopiando para ter uma visão exata do que estava vestindo.
— Sim, lembre-se que hoje é um dia importante para nossos pais.
A mesa estava com um grande banquete, feito especialmente para o dia da comemoração de mais um ano de casamento do Sr. E Sra Tsukiyomi. Mamãe vestia um lindo e simples vestido vermelho, papai com calça e blusa social e por cima um colete preto.
Estávamos na sala, com nossos avôs velhinhos sentado no sofá. Tia Utau colocava os papos em dias com a matriarca e papai conversava com tio Kukai. E pobre da Misa, estava tendo suas bochechas puxadas pelo o casal de idosos.
Era uma cena realmente agradável.
— Gostaria da atenção de todos. – Eu me impus a falar. Fazendo com que todos realmente olhassem para mim. – Eu e Misa. – Eu estiquei a mão para ela e a mesma veio até mim. – Gostaríamos de presentear nossos pais com uma música, que por sinal, foi a Misa quem compôs.
Eu fui em direção ao piano e pude ver Miller descendo as escadas e a mulher ficou por lá mesmo, nos olhando. Sentei e me posicionei, assim que minha irmã mais nova pegou o violino. — No qual ela trouxe escondido de papai. – Ela apoiou o instrumento em seu ombro e depois seu queixo sobre ele. Fez um leve aceno com a cabeça.
Meus dedos tocavam suavemente as teclas do piano, fazendo com que pequenas notas fossem ouvidas. Logo poucos segundos, Misa começou a me acompanhar, estava calma com seus olhos fechados. – Mas na verdade estava envergonhada de tocar para outras pessoas.
Éramos piano e violino, fazendo uma melodia para que nossos pais sentissem nosso amor por eles. E para que todos saibam o quão feliz estávamos. Éramos dois instrumentos com notas diferente, porém com o mesmo desejo. Porém, somos irmãs e frutos do mesmo amor. Foi isso que Misa quis expressar com sua bela e inocente melodia que compôs.
Mamãe estava emocionada, lagrimas brotavam em seus olhos dourados. Papai estava ao seu lado, segurando suas mãos. Nossos avós tinham um sorriso em seus lábios. E nossos tios ouviam cada nota que eram tocadas.
Sra. Miller simplesmente voltou ao seu quarto, provavelmente não agüentava aquelas pessoas. Mas na verdade, ela estava tão infeliz que não permitia que a nossa canção chegasse em seu coração.
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