Amor E Auto-hipnose
12 Capítulo 12: Pai e filho
Notas iniciais
A televisão mostra a notícia de uma mulher chamada Elizabete Mary que foi assassinada. — É a minha.. mãe... — digo, pálido e chocado. Olho para o canto inferior da televisão. — É transmissão ao vivo. Emily, eu vou lá agora. — mal termino termino de falar e começo a descer as escadas. — Charles, espera! Se você aparecer assim do nada pode trazer problemas..! — Emily tenta inutilmente me impedir. Abro a porta da casa e saio correndo. Pelo o que eu vi, tinha policiais lá. Se bem que eu já sei quem foi que fez isso... — Desgraçado... — digo, chorando. Por que eu tive que fugir de casa?! Estou me sentindo a pior pessoa do mundo... de não ter protegido a minha mãe... eu tinha esquecido completamente que toda aquela cena de uma taça sendo quebrada, uma faca que cortou meus dedos... uma dicussão. Esqueci tudo isso. Tudo por causa de amor. Não vou culpar Emily por nada, mas se tem algo que eu vá fazer, é encontrar meu pai. Continuo correndo até que vejo um enorme movimento na minha rua. Vou para lá. Fitas amarelas — não ultrapasse — estão espalhadas ao redor da minha casa. Tento passar por baixo mas alguém me impede. Olho para cima. — Quem é você? — um policial me pergunta. — Filho de Elizabete Mary. — essas palavras foram suficientes para ele não mostrar resistência e me deixar entrar, mas no meio do caminho eu hesitei em entra em casa. Viro para trás. Todos estão com a atenção voltada para mim. — Parece que alguém entrou ali! — um repórter diz. Mas eu não me importo com isso. Eu não quero ver minha mãe mor... não... Por favor, Deus... faça com que ela esteja viva... — Poderia me dizer quem é você? — alguém segura meu ombro. Viro-me.
- Sou Charles, filho de Elizabete.. — digo. — Sou o investigador principal desse caso, pode me chamar de Torenstare. Por favor, venha comigo por enquanto, OK? — ele diz. — Holandês.. — reparei pelo sobrenome. — Sim, sou. Agora vamos. — acompanho-o até um lugar mais isolado, que é o jardim de trás da minha casa. — Olha só... prove que você é filho dela. — essa pergunta me deixou com raiva. — QUE TIPO DE PESSOA IRIA BRINCAR COM ISSO?! — começo a gritar, e ele faz um sinal para eu abaixar o tom de voz. — Preste atenção... eu não quero pisar nos seus sentimentos, mas... sua mãe... — ele reluta em terminar a frase. Eu já imagino o que ele quer dizer. — ...tem pequenas chances de sobreviver. — ele completa a frase, de uma forma que eu não imaginava. — Hã?! Quê?! — ele está ou não mentindo? Não sei. Só sei que a expressão dele se mantém séria todo o instante. — Você tem ideia de quem fez isso? — uma pergunta decisiva. Se eu falar, eles irão no trabalho do meu pai e irão o prender, e eu não quero isso. Quero eu mesmo fazer a justiça. — Não... não tenho ideia. — quase acabei olhando para a esquerda. Olhar para a esquerda quer dizer que a pessoa está mentindo, direita quer dizer que a pessoa está inventando algo. Pelo menos é isso o que eu lembro sobre algumas histórias de detetive... — Charles... eu não vou controlar para onde você vai ou o que você deve fazer, então... tome. — ele tira um cartão do bolso da camisa — É o meu número. — ele me entrega o cartão. — E além disso, me dê o seu. — ele diz. — É vvvv-mmmm. — digo. — OK... caso acontecer algo, me ligue. Se tiver pistas, me ligue. Caso eu tiver alguma notícia, eu lhe ligo. Meus pêsames. — ele tenta de alguma forma, me consolar. Saio andando, desolado. Mas eu já sei o que farei.
- Meu pai está no trabalho agora... — eu quero tanto traçar algum plano, mas não sei o que fazer. Ah, que se dane. Esperarei dar a hora dele sair do trabalho. Sigo de volta para a casa da Emily. Chegando lá, ela me abraça desesperada. — Charles..! Por que você voltou tão rápido??! — ela me pergunta. Olho para ela sem responder, talvez ela já saiba a resposta apenas pelo meu olhar. Pelo visto ela entende e me larga, me deixando entrar. Minha expressão é de uma completa tristeza. A mãe de Emily chega perto de mim e senta do meu lado. — Charles... — ela passa a mão no meu rosto — ... eu também já perdi a minha mãe, então eu sei o que você está sentindo, caso precise de apoio, pode falar comigo. — ela diz. Sem hesitar eu abraço-a, chorando. Choro muito. Tudo o que eu passei guardando calado, eu coloquei para fora naquele momento. Emily fica no canto da sala, olhando para o lado, também triste. — Quer um copo d'água? — Sara pergunta. — Por favor... — digo. Ela se levanta, e passado algum tempo, ela volta. — Eu misturei gelada com natural. Tome. — ela me entrega o copo. Bebo tudo em questão de segundos, e me sinto bem melhor. — Ah.. minhas malas. Onde estão? — pergunto. — Estão no quarto de hóspedes... eu lhe levo lá, vamos. — ela me guia até um pequeno quarto, paredes róseas, para refletir bastante luz. Um chão suave e encerado, cor castanho-claro. Uma cama de solteiro no canto, uma televisão de LED na parede e um armário do outro lado. Também há uma enorme janela. — Pode dormir aqui. — ela diz. Vejo as malas do lado da cama e procuro meu tablet. — Ufa. Achei. — pego-o. — Obrigado por tudo... não sei como retribuir isso. — digo. — Ora, fique calmo. Não tem que retribuir nada. — Sara diz, me levando de volta para a sala. Emily me vê com o tablet na mão. — Para quê isso, Charles...? — ela pergunta. — Só quero passar o tempo com você. Tenho uns filmes aqui. Vamos ver? — pergunto. Ela consente.
Isso tudo é pretexto para a hora passar e eu poder ir no trabalho do meu pai. Continuamos vendo o filme no tablet. Rimos, levamos sustos com as reviravoltas... e então olho a hora. Já posso ir. — Emily, eu vou dar uma volta, preciso comprar uma coisa. — digo, me levantando. — Hã? Agora? Eu vou com você... — ela diz. — Não, não precisa. Não se preocupe... — mas é óbvio que ela está preocupada. Já está de noite. Mas eu saio de casa e sigo pelas ruas. Meu destino? O trabalho do meu pai.
Notas finais
Estilete.
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