Amor E Ódio
7 Fugindo, refúgio, saudades.
Notas iniciais
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–Gabi? Eu pensei era um ladrão- ele disse me olhando, vendo meu estado- você estava correndo? Por quê?
–Eu não te devo explicações da minha vida- eu disse respirando fundo, e saindo do carro.
–Ei..- ele disse porém a batida do porta do carro, interrompeu sua fala.
Eu estava fora do carro, porém ainda estava próxima do mesmo, respirei fundo pelo cansaço, como fui entra logo no carro do Pedro? Abaixei a cabeça, e quando levantei escutei um grito “Olha ela ali”, no mesmo instante olhei, e notei que era os três seguranças e eles estavam vindo em minha direção, que droga!
–ANDA LOGO PEDRO, ACELERAR- eu entrei no carro, gritando.
–Ãn? Por que?- ele disse me olhando confuso.
–PARAR DE PERGUNTA E FAZ LOGO O QUE EU TO MANDANDO
Ele arrancou o carro rapidamente, eu permaneci olhando para trás para vê se os seguranças estavam vindo, mandei o Pedro ir pra qualquer lugar distante o suficiente, e que ninguém imaginaria que eu fosse para lá, o silêncio permanecia no local, eu respirava fundo, por que ainda estava com cansaço. Depois de muito tempo chegamos ao um prédio muito charmoso, ele estacionou, e fez menção para eu desce do carro, e eu desci.
–Onde estamos?- eu perguntei fechando a porta do carro.
–No meu apartamento- ele disse e sorriu, e começou a andar, em direção a entrada do Prédio.
–Por que me trouxe pra cá?- eu disse lhe seguindo.
–Por que foi o único lugar que eu pensei- ele disse, e entrou no elevador.
Eu o olhei e entrei também, eu não sabia onde estava e minha única ajuda séria, esse boco, então resolvi dá uma trégua a minha vontade de querer mata-lo para minha sobrevivência afinal ela estava dependente dele agora, o elevador demorou tanto que cheguei a pensar que ele tinha parado, quando chegou o apartamento dele era na cobertura, não sei por que esse povo adora mora no último andar, afinal se você fugir, e tive com pressa, o elevador demora e você for de escada, vai cansar muito mais, mas enfim, ele abriu a porta e deu passagem para minha entrada, e eu entrei logo seguida dele, ele me olhou e sorriu, retribui, e ele foi para seu quarto.
–ótimo vou pode vasculha as coisas dele. — eu pensei.
Fiquei na sala, e notei porta-retratos, não sei por que mais sou encantada por fotos, enfim, tinha vários espalhando pela sala, e tinha um mural em uma das paredes daquele apartamento grande e charmoso, levantei e fui olhar, uns que estavam em cima do centro, e era da família dele, a Mi continuava linda, e sua mãe também, seu pai não mudou, fui olhar o mural que ficava na parede e tinha várias fotos, da banda dele, dele com várias vadias, e tinha uma dele beijando um vadia morena, que era aparentemente bonita, deduzi se sua namorada, pois não tinha apenas uma foto tinha várias, notei também que havia várias fotos de uma menininha linda, me achei na ousadia de puxa uma foto do mural para analisa melhor, e foi o que eu fiz, puxei uma que a menininha estava sentada sorrindo, seu sorriso era encantador, ela era a cara da Mi quando era mais nova.
–Essa é minha sobrinha filha da mi, lembra-se da mi? – ele disse atrás me dando um susto, e virei para olha-lo.
–Lembro sim, linda filha ela tem- eu disse e sorri, logo lhe entregando a foto.
–É sim- ele disse olhando a foto que lhe entreguei com um sorriso no rosto.
–Que horas são? – eu disse lhe olhando, e acabei notando que ele estava de bermuda, e sem camisa- uau, ele era magro, mas era mó delicia- eu pensei, sim, minha mente é pervertida.
–São 17:00 horas.
–Já? Nossa daqui a pouco é o show, e eu tenho que ir pra esse show infernal, ai... – eu disse em desespero, eu realmente tinha que ir, e eu não tinha roupa.
– Calma Gabi.
–É já que eu estou aqui- eu disse lhe olhando com cara fofa e ele sorriu- não tem nenhuma roupa da mi, ou da sua namorada, ai não pra me empresta?- eu disse por fim, e quando eu falei a palavra “Namorada” ele arregalou os olhos e me olhou estranho.
–Minha namorada?
–Sim, essa da foto que você está beijando é sua namorada né?- eu disse apontando pra foto.
–Ah é sim... a Giovana
–Então a Chifruda se chama Giovana, bonito nome – eu disse sorri.
–Não chama, ela de chifruda.
–A ela não é não? Pensei que quando uma pessoa que namora beija outra pessoa, a namorada daquela pessoa que namora leva gaia, assim sendo chifruda – eu disse irônica, e sorri sínica.
–Foi você que me beijou.
–Como? Primeiro eu nunca beijaria um arco-íris ambulante, segundo Eu acho que eu não fui a única que você beijou colocando gaia na Giovana, pelo visto- eu disse apontando para outra foto aonde ele estava rodando de mulheres e algumas beijava sua bochecha.
–Essas são minha amigas.
–Eu não sabia que vadias agora também são chamadas de amigas- eu disse e quando ele ia fala interrompi- E chega, você vai me empresta a roupa ou não?
–Se eu disse que não vou?
–Ai eu vou tirar a roupa, e sai de sutiã e calcinha pelo prédio em busca de um moço caridoso para me doar uma roupa.
–Tá bom, tem roupa, sapato e joias da Giovana no meu quarto.
–Obrigada- eu disse e sorri sínica.
Eu fui caminhando em direção ao seu quarto, quando fiquei em frente a porta que bagunça, tinha roupa pra todo lado, sapato jogado no chão, foram que seus fones de ouvidos estão todos espalhados, seus cd’s, a única coisa que vi organizada, foi um tipo de aérea reservada para aquelas adolescentes loucas por esse arco-íris , era a única coisa organizada o resto estava um bagunça. Caminhei a uma espécie de guarda-roupa e abri o mesmo era até organizado, estava divido entre roupa de mulheres, e dele, e tinha muita roupa de mulheres, que não eram da mesma, por que dava pra percebe, peguei um vestido que achei simples, e um salto que estava jogado no chão.
–PEDRO- eu gritei o chamando.
–Oi- ele disse aparecendo na porta.
–Vem cá.- eu disse chamando-o com o dedo.
–Fala- ele disse se aproximando.
–Segura enquanto eu troco, não vou usa, se eu coloca isso na sua cama, não sei quantas mulheres já dormiram ai.- eu disse e entreguei o vestido.
–Você é muito folgada. — ele disse e pegou o vestido.
Eu retirei meus sapatos, e colete, colocando ambos em cima da cama, o Pedro me olhava estranho, coloquei minha bolsa junto com o sapato e o colete, retirei minhas joias, meu óculo, e minha boina colocando dentro da bolsa, quando eu ia tirar minha blusa, Pedro me olha e me interrompe.
–Quer que eu vire?- ele disse me olhando.
–O que você vai vê aqui, você já viu várias vezes- eu disse, e rir.
Ele sorriu estranho, e eu tirei a blusa dobrando e colocando junto com o restante das minhas coisas, tirei meu short, e fiz o mesmo processo da blusa, eu estava apenas de sutiã, e calcinha e o Pedro me olhava dos pés a cabeça.
–Mudei muito? – eu disse rindo, e dando uma voltinha, e o Pedro apenas assentiu, ele estava de boca aberta e não falava nada- Me dá o vestido, e limpa a babar- eu disse pegando o vestido da sua mão.
–È eu vou tomar banho. – ele disse e correu pro banheiro
–Vê se não inventar de se masturba, por que estamos atrasados- eu disse alto, e sorrindo.
Escutei ‘muito engraçado’ vindo de dentro do banheiro, e rir mais ainda, coloquei o salto, que por sorte era do meu número, e fui olha uma caixinha que havia em cima de um criado-mudo, quando abrir, vi joias, e um colar belíssimo, peguei os brincos e coloquei, a pulseira também, e o colar, fiquei me olhando no espelho, e eu confesso que eu me achei mó gata, essa roupa caiu bem, arrumei meu cabelo, e peguei um lápis de olho que eu havia colocado na minha bolsa, e passei deixando meus olhos mais escuro, e intensos, agora sim eu estava digna para um show, sorri pra mim mesma no espelho, e fiquei assim por um bom tempo, até que uma porta se abrindo me faz tirar a concentração, olhei para trás e vim o Pedro, arrumado, ele estava com uma bermuda de lavagem escura, havia uma camisa de manga longa presa na cintura, ele usava uma camisa branca com uns detalhes em cores vermelha, azul, e dourado na frente, é digamos que ele estava bonito. E saiu da porta do banheiro e sorriu para mim, ele passou por mim, caminhando para perto de um par de tênis, assim que ele passou por mim, o seu perfume inalou minhas narinas, trazendo um cheiro agradável e doce, só de senti o cheiro, sorri.
–O que foi?- ele perguntou me olhando, e agora já estava com um sapato branco em seus pés.
–Cheiro bom.
–Ah- ele disse e sorriu envergonhando- vamos?
–Eu estou pronta só estava esperando a donzela decidir de que horas iria sair do banho- eu disse, e sorri fechado.
Ele mostrou o dedo do meio.
–Que feio Pedro- eu disse e rindo, e o mesmo me olhou com uma cara, de que não estava achando a mínima graça.
Peguei meu celular, e saímos do quarto, ele pegou umas coisas, e fechou tudo, o elevador demorou séculos pra chega, e quando finalmente chegou, entramos, e formos para garagem, demoramos mais 5 minutos para acha o carro, por que o idiota do Pedro esqueceu aonde estacionou. Como uma pessoa esquece aonde estacionou o carro? Só o Pedro mesmo, quando finalmente achamos, entramos no mesmo ele colocou as suas coisas no banco de trás, e formos para o HSBC, fui o caminho enchendo o saco, falando que estava com fome, e ele não dava um piu, caralho aquele silêncio estava me incomodando tanto, resolvi liga o som e estava tocando uma música desconhecida por mim, mas bem animada, comecei a dançar, e vi o Pedro sorri de lado, quando chegamos finalmente ao local, ele deu a volta e entrou por trás, havia fãs no portão, descemos do carro, eu entrei, e ele foi fala com algumas meninas que gritavam pelo seu nome loucamente.
Entrei no local havia alguns seguranças, que no começo frescaram, mas depois que falei meu nome, eles me deixaram entra, caminhei até aonde era os camarim, para dá um oi pro Lucas, entrei no camarim, havia apenas o Lucas, e o Pedro Lucas, o Lucas não havia me visto, ele estava de costa, então me aproximei, e tapei seus olhos.
–Quem é?- ele disse colocando a mão sob a minha.
–Adivinha- eu disse mudando um pouco a voz.
–Pedro?- ele disse e riu, me fazendo imediatamente solta-lo.
–Por cara, se me esculacho geral agora, me chamando de Pedro. — eu bufei.
–Sua tonta eu sabia que era você, pelas suas mãos, seu toque inconfundível, e sua voz boba que fez quando tenta imitar alguém.- ele disse e deu um sorriso fofo.
–Aiwn que sorriso mais lindo- eu não resistir, e falei isso.
–haha- ele riu envergonhando.
–ownt, ser é mó fofura- eu disse dando uma mordida na sua bochecha.
–Ai Li, isso machuca- ele disse fazendo uma voz fofa, e eu lhe dei um abraço.
–Quanta fofura pra uma pessoa só- eu disse ainda abraçada a ele.
–Eu também posso, ganha um abraço Gabi?- escutei uma voz vinda de trás de mim, me virei e era o Pedro Lucas, o olhei incrédulo, alternando olha entre ele e o Lucas.
–Ele sabe quem é você, eu contei- ele disse e eu sei uma tapa no seu braço.
–Fofoqueiro- eu disse rindo.
–Me desculpa por tudo que eu fiz no passado para você, eu era muito pirralho, não sabia das coisas direito- ele disse me olhando.
–Sem problemas, é passado, amigos?- eu disse estendendo a mão.
–Amigos- ele disse apertando.
–Deixa de besteira, e me dá um abraço Girafa- eu disse o puxando pela mão e lhe dando um abraço mega fofo.
È eu estava meio emotiva demais, pro meu gosto, ele começou a me aperta, e começou a dá beijinhos na minha bochecha, a cada beijo ele fazia uma voz de criança fofa e falava “decupa” , e eu comecei a sorrir.
–Tá bom, larga ela Pedro Lucas- o Lucas disse sério.
–Tá com ciúmes Luquinhas?- o Pedro provocou- Não vou solta- ele disse e deu língua, me fazendo sorrir.
–Se vai sim- o Lucas disse me puxando.
E começou uma guerra, o Pedro Lucas me abraçava cada vez mais, e o Lucas começou a me puxa pela cintura tentando me livra do abraço do Pedro, nesse momento eu me senti tão amada, nunca havia me sentido assim antes, lágrimas escorreram dos meus olhos, me soltei do Pedro, e abracei os dois ao mesmo tempo, e fizemos um abraço triplo, ficamos rindo abraçando, até que escuto uma voz rouca.
–Atrapalho?- era o Pedro que nos olhava estranho.
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