Amor Do Contra
7 Capítulo 6 - A Decisão
Notas iniciais
Espero que gostem e aproveitem, que o próximo vai demorar um pouquinho pra sair. =)
Era Domingo, e estava fazendo alguns deveres da aula de direitos civis, sabia que o Toni viria em casa hoje, e sabia que tinha uma decisão a tomar, mas não queria pensar naquilo tentava me distrair. Ouvi um carro estacionar na frente de casa, era ele. Quando ele bateu na porta, o mandei entrar afastei uns livros do sofá pra que ele pudesse sentar, ele me deu um beijo e se sentou.
(Mô) – Olha Toni, precisamos conversar – eu baixei a cabeça, por mais que fosse o certo o que estava prestes a fazer aquilo me doía muito.
(Toni) – Tudo bem minha linda, pode falar – ele tinha um sorriso no rosto, pelo jeito ele ainda acreditava que o nosso relacionamento poderia dar certo.
(Mô) — Toni eu realmente gosto de ficar com você, você me fez sentir coisas que eu nunca tinha sentido antes, me fez sentir desejada, e sempre nos divertimos quando está junto, mesmo sendo por pouco tempo. – Não consegui segurar, algumas lágrimas escorreram pelo meu rosto – Mas não dá pra continuar assim.
(Toni) – Então você quer terminar? – a voz dele tinha sumido um pouco, pelo jeito ele segurava um soluço – Eu entendo que estamos na mesma, mas acho que não é motivo pra gente terminar, faz só alguns meses que estamos junto, será que não dá pra esperar mais um pouco?
(Mô) – Não Toni, não tá dando certo pra mim, primeiro eu tive um namorado que eu amava só que era amor de irmão, e agora tenho você, mas é só paixão, nada mais e acho que isso não vai mudar, não posso ficar te enganando – naquele momento lágrimas saiam dos meus olhos e dos dele também, entre nós havia muito respeito e carinho.
(Toni) – Eu entendo, mas acho que está sendo precipitada, ao menos... – ele me olhou, e leu o meu rosto de um jeito que me surpreendeu – você já está sentindo algo por outro alguém não é? Tem outro cara?
(Mô) – Não tem ninguém Toni – de certa forma não estava mentindo, o que eu queria era evitar que ele sofresse mais – Eu preciso colocar alguns pensamentos em ordem e tem a faculdade e o trabalho, muita coisa pra eu organizar.
(Toni) – Mônica não precisa mentir pra mim – ele acariciou meu rosto limpando algumas lágrimas – percebi que estava diferente desde o dia que o DC terminou com a Dani, e se for por ele que você está apaixonada tudo bem eu respeito isso, pois respeito seus sentimentos, e quero que seja feliz mesmo não sendo do meu lado.
(Mô) – Olha Toni desculpa mesmo, mais eu tenho certeza que vai encontrar uma menina que te ame do jeito que você merece você é lindo, gentil, atencioso e tem milhões de qualidades, mas não há nada entre nós dois nesse momento do que amizade e atração física – Abaixei a cabeça, não tinha coragem de encara-lo, o estava fazendo sofrer e isso me machucava muito.
(Toni) – Não fique assim – disse segurando meu queixo e me fazendo olhar em seus profundos olhos verde – Vamos fazer o seguinte, daqui a 20 anos quando eu tiver 42, e você insistir que ainda tem 35 – eu dei um sorriso e ele sorriu por isso – se a gente estiver solteiro você dá outra chance pra nós dois ok?
Eu não entendi muito bem o que ele queria com isso, mas concordei com a cabeça, ele me deu abraço bem apertado, me olhou, secou algumas lágrimas insistentes em meu rosto, deu um beijo em minha testa e foi embora, me deixando ali sozinha com meus pensamentos.
“Como eu poderia ser tão boba, como eu passei todo esse tempo sem perceber que sempre gostei daquele rockeiro, pra perceber que ele sempre foi o único menino que não teve medo de falar o que sentia, de fazer o que queria quando estava comigo.”
“E se o DC desistiu de mim, faz tanto tempo, mesmo a Dani tendo dito tudo aquilo, provavelmente ele me dispensaria mais uma vez”.
Eu tentava esquecer esse drama mexicano que se apossava dos meus pensamentos, mas aparentemente uma parte minha continuava meio adolescente, eu não conseguia pensar como adulta naquele momento.
Um desespero se apossava dos meus pensamentos, poderia ser o destino, eu ficaria solteira até os 40, e acabaria ficando com Toni, talvez eu devesse me contentar com isso, me focar apenas na minha carreira.
Aquela noite eu dormi no sofá, estava tão confusa, tantos pensamentos absurdos passavam pela minha cabeça, eu ia concordando com todos eles, passei a noite chorando como uma adolescente. Quando o despertador tocou, eu levantei depressivamente e fui tomar um banho pra esfriar a cabeça, me troquei e quando ia saindo me lembrei de que era feriado então não tinha faculdade, não tinha trabalho, seria um dia entregue aos meus pensamentos tristes, seria um dia cinza.
Era por volta de 9:00h, eu estava deitada na cama abraçada com meu velho amigo sansão, ouvi um barulho na porta da frente, e depois passos na escada, fiquei um pouco assustada, mas antes que eu pudesse levantar e ir de encontro com o invasor...
(Maga) – Mônica Souza não me diga que você ainda está dormindo – senti um alívio muito grande, vai que era um ladrão, ia ser o ápice do meu dia, além de encarrar uma enorme depressão ainda seria roubada.
(Mô) — Que susto Magali, você quase me matou do coração – ela entrou no quarto e pulou na cama – mas o que faz aqui tão cedo?
(Maga) – Vim te chamar pra ir pra casa, as meninas estão indo pra lá agora – ela deu um sorriso – Alguém tem novidades pra nos contar – sabia do que se tratava provavelmente a primeira vez da cascuda com o cascão tinha rolado, já que só sobramos eu e ela do grupo, mas não tinha animo pra ficar ouvindo a felicidade dos outro, estava curtindo minha solidão.
(Mô) – Olha Maga eu não tô muito na Vibe pra festa do pijama as 9:00h, até porque eu terminei com o Toni ontem – ela me olhou com tristeza, mas notei um rápido sorriso em seus lábios.
(Maga) – Que ótimo, agora mesmo é que você vai curar a tristeza com suas amigas, ai mais tarde saimos pra esfriar a cabeça – Ela me puxou da cama me levando para o banheiro pra que eu lavasse o rosto, foi até meu quarto e arrumou algumas roupas, quando estava voltando ela estava guardando o celular.
(Mô) – Quem era? – perguntei meio curiosa, já que quando ela me viu ficou com uma cara meio suspeita.
(Maga) – O Quim dizendo que me ama! Agora vamos – percebi que ela tinha mentido, mas antes que eu pudesse dizer algo ela tinha me empurrado até o portão me fazendo entrar no carro enquanto fechava a casa, tinha alguma coisa errada.
Todo o caminho para a casa dela foi silencioso, o único barulho que ouvia vinha do rádio que tocava “I Won’t Give Up – Jason Mraz”, então a minha situação interna só piorava, pensa só:
When I look into your eyes
Quando olho em seus olhos
It's like watching the night sky
É com se estivesse olhando o céu de noite
Or a beautiful sunrise
Ou um belo amanhecer
There's so much they hold
Eles carregam muito coisa
And just like them old stars
E como as estrela antigas
I see that you've come so far
Vejo que você evoluiu muito
To be right where you are
Para estar bem aonde está
How old is your soul?
Qual a idade da sua alma?
I won't give up on us
Não desistirei de nós
Even if the skies get rough
Ainda que os céus fiquem violentos
I'm giving you all my love
Eu estou lhe dando todo meu amor
I'm still looking up
Ainda olho pra cima
And when you're needing your space
E quando precisar de seu espaço
To do some navigating
Para navega um pouco
I'll be here patiently waiting
Esperarei pacientimente
To see what you find
Para ver o que descobrirá
Cause even the stars, they burn
Porque até as estrelas queimam
Some even fall to the earth
Algumas também came sobre a terra
We got a lot to learn
Temos muito a aprender
God knows we're worthy
Deus sabe que somos dignos
No I won't give up
Não eu não desistirei
I don't wanna be someone who walks away so easily
Não quero ser alguém que vai embora facilmente
I'm here to stay and make the difference that I can make
Estou aqui pra ficar e faze a diferença que posso fazer
Our differences they do a lot to teach us how to use
Nossas diferenças elas fazem muito nos ensiando a usar
The tools and gifts we've got yeah we got a lot at stake
As ferramentas e os dons que temos, sim, há muito em jogo
And in the end, you're still my friend
E no fim você ainda é minha amiga
At least we didn't tend
Pelo menos não fomos tendenciosos
For us to work we didn't break, we didn't burn
Para funcionar não quebramos, não queimamos
We had to learn how to bend without the world caving in
Tivemos de aprender a ceder sem ceder a pressão do mundo
I had to learn what I got, and what I'm not
Tive que aprender o que tenho e o que eu não sou
And who I am
E quem eu sou
I won't give up on us
Eu não vou desistir de nós
Even if the skies get rough
Mesmo que os céus ficarem violentos
I'm giving you all my love
Estou te dando todo o meu amor
I'm still looking up
Ainda olho pra cima
I won't give up on us
Eu não vou desistir de nós
God knows I'm tough, he knows
Deus sabe que sou forte, sabe
We got a lot to learn
Nós temos muito o que aprender
God knows we're worthy
Deus sabe que valemos a pena
I won't give up on us
Eu não vou desistir de nós
Even if the skies get rough
Mesmo que os céus ficarem violentos
I'm giving you all my love
Estou lhe dando todo o meu amor
I'm still looking up
Ainda olho pra cima.
Lágrimas começavam a descer pelo meu rosto, e a Maga rapidamente desligou o rádio, ela não me perguntou nada o que me deixou curiosa, mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, o carro tinha parado e as meninas correram para nos receber, estavam todas lá esperando-nos com seus namorados, me senti totalmente fora do lugar, seria a tia solteirona, enquanto elas casavam e construíam suas famílias.
Uma vez que estávamos todas jogadas nos colchões depois das despedidas melosas e de descarregar todas as malas, “Não tem jeito, mulher carrega muita coisa quando sai de casa”. Entramos no que eu imaginei que seria a conversa da tarde:
(Maga) – Então dona Cascuda, o que tem para nos contar?
(Marina) – É amiga nos diga tudo não esconda nada, e foco nos detalhes, todos eles.
Eu não estava muito interessada, queria mesmo era me isolar em um monte de cobertores com um pote de sorvete de chocolate com muita cauda, “Que drama é a minha vida, porque eu nunca consigo facilitar as coisas, porque pra mim as coisas sempre vêm do jeito mais difícil”.
Então a Cascuda começou a contar a história.
(Cascuda) – Então meninas, como vocês sabem, no sábado eu e o Cas passamos o dia inteiro juntos na república dele.
(FLASHBACK ON)
Já era quase 1:00h eu e o Cas estávamos, deitados de conchinha assistindo um filminho no quarto dele, aquele fim de semana nenhum dos rapazes que dividiam apartamento com ele estava em casa, então aproveitamos pra ficar juntinho. O Cas sempre foi bem careta em relação ao assunto sexo, ele achava que era melhor esperar o casamento vê se pode, mas sempre rolava um calorzinho quando ficávamos assim sozinhos, eu não estava mais aguentando esperar então iria aproveitar aquela oportunidade.
Quando o filme acabou ele foi tomar um banho para dormir “Muitas mudanças aconteceram quando nós envelhecemos”, eu tinha levado uma lingerie se desse tudo certo, me vesti apaguei a luz do quarto e deitei na cama, quando ele saiu do banheiro estava apenas enrolado na toalha.
(Cas) – Nossa Cascuda! O que aconteceu, queimou a lâmpada? – percebi que ele ia em direção ao interruptor, então liguei o abajur do lado da cama e fui pra cima dele.
(Cascuda) – Cas Eu Te Amo, você sabe disso, mas eu tenho necessidades – eu o beijei de uma forma “Muy Caliente”.
(Cas) – Não, Cascuda você sabe... Não faz isso... Você quer me deixar louco? – ele falava enquanto eu beijava seu pescoço e acariciava seu abdômen definido dando mordidinhas, sabia que uma hora ele teria que ceder.
(Cascuda) – O que quer que seja o seu problema com sexo Cas eu não quero saber, eu preciso saber se você se sente do mesmo jeito que eu, não quero que o nosso namoro seja que nem o da Mônica e o do Cebola “Desculpa Mô” sem desejo, eu Te amo e quero que você seja só meu pra todo o sempre, mas preciso saber se isso é reciproco. – Naquele momento nossos olhos estavam fixos uns nos outros.
(Cas) – É claro que eu te amo, e é obvio que sinto desejo por você, mais do que possa imaginar – vi seu rosto ganhar uma cor rubra – Mas somos namorados desde pirralho e eu vou te respeitar até o ultimo momento da minha vida, e acho que não ceder a esse desejo é a melhor forma de demonstrar isso.
(Cascuda) – Olha Cas depois de todo esse tempo, eu não tenho duvidas de que você me respeita, por isso mesmo acho que devemos fazer isso mais do que ninguém, e esse negócio de ser puritana até colocar uma aliança dourada no dedo não é o que eu quero.
Esperava uma resposta, mas ele apenas me olhava, pra mim naquele momento ele iria me afastar e sairia do quarto dizendo que não podia, ele fugiria do mesmo jeito que tinha feito antes, mas não foi o que aconteceu, ele me segurou firme pela cintura me jogando na cama com ele por cima e me beijou aquilo me fez sentir bem, ele finalmente se entregaria ao nosso momento.
Estávamos nos beijando muito ardentemente, quando o ar me faltava o beijava no pescoço dando chupões, deixando marcas bem vermelhas, e ele beijava meus seios já expostos, quando ele os beijava sedentamente ele me arrancava gemidos de prazer, queria faze-lo sentir isso também, então simplesmente peguei seu membro e comecei a massageá-lo, e apenas com o toque ele endureceu, por mais que aquilo me parecesse um pouco exagerado eu continuei, pois também parecia o certo.
Nós virávamos na cama em meio de beijos, mordidas e arranhões, nos movíamos tanto que não restara nada em cima da cama, eu estava clamando por mais, e vi que a única coisa que impedia esse aumento de prazer era minha calcinha, então sussurrei em seu ouvido – Eu quero agora – Ele entendeu, foi lentamente beijando meu pescoço, se demorando um pouco em meus seios, beijando minha barriga até chegar ao ponto sensível, ele vigorosamente rasgou a calcinha, ele beijava meu ponto de prazer do modo que o tinha deixado bem molhado.
Ele voltou a me beijar, a barriga, os seios, o pescoço por fim mais na boca, de tirar o folego, então lentamente foi introduzindo seu membro no meu ponto de prazer, não senti nenhum tipo de dor, apenas prazer, um êxtase inimaginável que me fez gritar seu nome, então começaram as estocadas, uma atrás da outra, eu pedia com mais força e ele concedia, aquele movimento me deixava louca demorou bastante pra sentir o ápice daquele momento, e quando ele aconteceu foi o suficiente para que os dois gritassem de prazer.
Foi consensual, uma única vez não nos satisfaria, viramos a noite com esses movimentos loucos, umas vezes na cama, outras comigo em cima da escrivaninha e algumas encostada na parede, foram horas até que nós caíssemos completamente sem energia na cama, mal me sobrou energia pra manter os olhos abertos enquanto sussurrava em seu ouvido – Eu te amo.
(FLASHBACK OFF)
Notas finais
=)
Fale com o autor