Amor Do Contra

5 Capítulo 4 - Festa do Pijama para matar a saudade.


Notas iniciais
Leiam, foi feito com muito carinho. =)

Era um novo ano, e dali eu realmente desejava começar uma nova vida, logo que cheguei em casa no dia primeiro liguei para o Cebola pedindo para me encontrar mais tarde, ele concordou e disse que viria em casa as 17:00h.

Era 14:00h e estava cansada da viajem, sem perceber lentamente fui adormecendo em cima da minha mala, tive um sonho, um lindo sonho onde tudo era glamoroso como em filmes antigos, eu era uma linda mocinha se arrumando para um baile, a espera de seu galante cavalheiro que lhe faria companhia aquela noite, era um rapaz belo, um porte físico muito bonito, um sorriso que derretia meu coração, olhos escuros que atraiam o meu de maneira enigmática e ... Fui acordada pelo som da campainha, olhei o relógio era 17:01h levantei rapidamente e fui até a porta atender, era o cebola. Até o momento de vê-lo carregava o sorriso do bonito sonho que tive, mas tudo acabou ao me lembrar do porque dele estar ali, seria uma noite difícil para os dois.

(Mô) – Oi Cê entra – disse liberando o caminho.

(Cê) – Oi Mô – disse entrando, estava meio cabisbaixo – olha eu não quero demorar muito, tenho algumas coisas pra arrumar antes de voltar ao trabalho amanhã.

(Mô) – Tudo bem, o que eu tenho pra te falar vai ser rápido, como tirar um band-aide.

(Cê) – Certo, já que estamos aqui acho que é a hora certa pra te dizer uma coisa também.

(Mô) – Ótimo então pode falar primeiro.

(Cê) — Não, por favor, fala você primeiro.

(Mô) – Certo, mas não é nada fácil o que eu tenho que te dizer – disse já com algumas lágrimas escapando dos olhos.

(Cê) — Tudo bem, certeza que não deve ser pior que o meu assunto – Ele me parecia muito triste também.

(Mô) – Olha, não é que eu não o ame mais, só acho que o meu amor por você é mais pra um irmão, então, acho que devíamos terminar – uma lágrima escorreu de meu rosto, e ao mesmo tempo vi uma expressão de alivio no rosto dele. Fiquei confusa.

(Cê) – Olha Mô eu concordo com cada palavra que você disse – fiquei meio extasiada – também te amo, mas não como namorada, você sempre será uma pessoa muito especial na minha vida, mas concordo que temos que terminar esse namoro.

(Mô) – Certo então o que você tinha que me dizer – já sabia a resposta, mas queria ter certeza.

(Cê) – Eu queria terminar, assim como você, já faz algum tempo que tenho pensado no meu sentimento por você e aqueles dias na praia, confirmaram minha suspeita.

(Mô) – Então é isso, agora não somos mais namorados, pensando bem acho que nunca fomos namorados de verdade né Cê? Digo nos beijávamos e passávamos muito tempo junto, mas nunca teve o mínimo de desejo entre nós, eu me sentia até desconfortável quando nos deitávamos junto – desabafei tudo o que minha cabeça havia martelando a muito tempo.

(Cê) — De certa forma você está certa, olha Mô a gente terminar hoje, não quer dizer que a gente vai deixar de ser amigo, ou de sair junto, e muito menos que eu vou deixar de sentir ciúmes de você, pois nesse exato momento me nomeio seu guarda-costas/irmão falso. Ok – disse em uma gargalhada.

(Mô) – Ah Cê – disse rindo também – É claro que nós sempre estaremos juntos, e eu aceito você como meu guarda-costas/irmão falso.

(Cê) – Ótimo então como primeiro conselho de irmão falso eu queria te dizer para dar uma chance pro Toni – Meu rosto empalideceu – Eu sei que parece estranho, mas a gente vem conversando á um tempo, e ele realmente mudou Mô, a única coisa que não mudou é que ele continua caidinho por você.

(Mô) – Nossa Cê até parece que você tá tentando me desencalhar, calma eu acabei de sair de um relacionamento sério – os dois caíram num mar de risos.

(Cê) – Que bom que nos entendemos agora, se fosse antes acho que você estaria gritando e chorando e eu me fazendo de forte pra chorar quando chegasse em casa – “era verdade” eu pensei – Mas acho que isso vêm com a idade, estamos mais maduros agora.

(Mô) – É verdade, olha Cê, eu vou pensar no que você me disse sobre o Toni, mas acho que esta tarde e eu preciso descansar pro meu primeiro dia de trabalho amanhã, e também pra jorrada de perguntas que as meninas vão me fazer sobre o nosso termino. – Disse olhando no relógio incrivelmente já era 19:00h.

(Cê) – Você tá certa também tenho que me preparar pra amanhã. Boa noite e boa sorte amanhã, te amo maninha – disse me dando um beijo na testa e saindo.

Naquele momento estava feliz, mas parecia que o chão girava em meus pés, me joguei deitada no sofá pensando no que deveria ter sido o término mais estranho da história dos relacionamentos, não estava reclamando, ainda tinha certeza de que era o certo a ser feito, mas o Cebola me dando um empurrão em direção ao Toni me assustou.

Não é que eu não queria ficar com o Toni, na verdade vinha pensando muito nisso depois daquele beijo na praia, “Ah, aquele beijo me fez sentir no céu e ao mesmo tempo sentir um fogo se apossar do meu corpo, como era possível?”.

Mas de uma coisa eu sei, tem alguma coisa que o Cebola não me contou, tudo bem ele iria me contar na hora certa, mas agora eu queria muito um enorme pedaço de pizza, e foi o que jantei, não demorei pra dormir naquele dia, para acordar bem disposta amanhã.

Logo que acordei sabia que seria um dia especial. E assim foi, um ótimo começo, dona Suzana me acompanhou o dia inteiro me mostrando o escritório, que era enorme, e me designando tarefas, mesmo não sendo um trabalho fácil pra mim era o melhor do mundo.

Estava feliz, e o melhor as aulas na faculdade só voltavam na quarta, pois os veteranos estavam fazendo as iniciações nos novatos, lembro-me da minha como se fosse ontem, fui suja toda de tinta e fomos pra rua plantar mudinhas de arvores, foi muito divertido.

Peguei meu celular e mandei uma mensagem pra todas as meninas chamando-as pra uma festa do pijama como as dos velhos tempos “Nossa como me sinto velha falando assim”. As respostas foram quase imediatas, todas viriam. Foi o tempo de arrastar os moveis da sala pra abrir espaço dos colchões que a campainha começou a tocar, achei que era uma das meninas então mandei entrar.

Minha surpresa foi que ao abrir à porta a pessoa que estava ali na verdade era Toni, segurando um buquê de rosas vermelhas, “fofo” abri um sorriso instantâneo e fui atendê-lo.

(Mô) – Oi Toni, o que faz aqui? – “Boa Mônica, agora ele acha que você não o quer aqui”.

(Toni) – Eu queria falar com você, mas se não for uma boa hora, nos falamos outra hora – ele fez menção de ir embora, eu segurei seu braço, “e que braço, forte musculoso...”.

(Mô) – Não espera, pode falar – sentia uma sensação estranha, um calor repentino.

(Toni) – São pra você – me entregou as flores – eu queria te chamar pra sair, qualquer dia que você puder, é só me ligar – estava meio envergonhado, parecia tentar fugir.

(Mô) – Obrigado – agradeci pegando as flores – tudo bem quando você quiser – eu sentia muita atração por aquele cara, ele era muito lindo.

(Toni) – Olha Mônica eu sei que você acha que não sou confiável – ele estava tentando decifrar a minha cara – mas eu mudei muito desde a ultima vez que nos vimos quando adolescentes, e a única coisa que to te pedindo é uma chance pra você conhecer um Toni melhor.

(Mô) – Tudo bem Toni, eu aceito seu convite sim – ele abriu um sorriso, e aquilo foi o ápice do desejo.

Me joguei em seus braços e dei-lhe um beijo, não fazia ideia do porque fazia isso, mas tudo nele era atrativo, o corpo, a voz, o cheiro, o cabelo bagunçado, os olhos verdes, havia um forte instinto dentro de mim que clamava por aproximação entre meu corpo e o dele, porém ao mesmo tempo senti o meu coração entristecer ao fazer aquilo, mas o calor do momento foi mais forte, e quando Toni finalmente se deu conta do que estava acontecendo e retribui o beijo com o mesmo desejo, havia um êxtase que envolvia nossos corpos que fazia minha cabeça girar, pedindo mais e mais mesmo com aquele sentimento de que era errado, demorou um bom tempo para que conseguíssemos parar.

Ele me olhou com um sorriso no rosto, porém com o olhar meio assustado, e antes que ele dissesse qualquer coisa.

(Mô) – Não diz nada, vamos fazer o seguinte, amanhã a noite as 21:00h você vem me buscar e ai sim conversaremos – ainda queimava de desejo em beija-lo, mas me contive – até amanhã – disse dando um beijo meio molhado em sua bochecha.

(Toni) – Tudo bem, até amanhã então – acho que o susto da minha atitude o deixou sem ação, porém o que me importava agora era saber como resistir a tanto desejo para que pudéssemos conversar de verdade amanhã.

Estava uma noite agradável, eu e minhas amigas juntas colocando o papo em dia, fofocando contando histórias, mas eu só pensava naquela força que meu corpo exercia quando estava perto do Toni, nunca tinha sentido isso por homem nenhum, muito menos com o Cêbola, e eu quase o tinha visto pelado em uma das vezes em que ele dormiu aqui em casa, é com o cebola sempre foi meio namoradinho de escola, nunca senti desejo por ele, só gostava de estar perto dele, mas agora era diferente sentia isso, era bom e arrebatador no momento não sentia vergonha mas depois, era bem embaraçoso por mais que sempre fui bem explicita com muitas coisas em minha vida, sempre fui tímida quando o assunto era sexo.

(Maga) – Mô eu vou pedir umas pizzas pra gente tudo bem?

(Mô) – Ótima ideia Maga.

(Aninha) – Não querendo ser indiscreta, mas sendo mesmo assim, meninas eu quero mesmo é saber de uma certa história cheia de detalhes que a dona Marina tem que nos contar – disse fazendo uma cara meio safada.

(Cascuda) – E que história é essa que eu não estou sabendo?

(Maga, Mô) – Nem eu estou sabendo de nada!

(Marina) – E era pra continuar assim né dona Aninha curiosa – disse avermelhando na hora.

(Aninha) – Então meninas é que a dona Marina aqui, passou o ano novo no apartamento do Franja e não quer me contar os detalhes.

(Maga) – Mas agora ela tem que contar.

(Cascuda) – Vamos começa a abrir o bico.

(Marina) – Okay, mas sem intervenção ou piadinha ouviram?

(Todas) – Certo.

Sentamos em volta dele ouvindo atentamente cada palavra que ela dizia.

(FLASHBACK ON)

Era dia 31 de Dezembro, eu fui pra casa do Franja pois tínhamos combinado passar a virada do ano juntos, eu iria dormir lá com ele pra no dia seguinte ajudar a colocar as coisas no lugar, já que ele tinha acabado de se mudar para aquele apartamento.

Arrumei-me, estava bonita com um vestidinho branco um pouco transparente, uma faixa rosa na cintura e um salto bem simples, e uma malinha pequena pra trocar de roupa, não havia nada planejado, nem havia considerado a possibilidade.

Cheguei lá ele abriu a porta e me recebeu com um beijo carinhoso, e me serviu uma taça de champanhe já era 23:50h eu larguei a bolsa no chão e fomos pra sacada olhar o céu, ele passou um dos braços pela minha cintura, me levando pra perto, e em pouco tempo os fogos começaram, nos beijamos, mas de um jeito mais caloroso, e aquele calor foi aumentando aos poucos, fiquei um pouco sem ar, ele também porém invés de se afastar me agarrou mais forte e foi beijando meu pescoço, eu gemi timidamente, pois aquilo me deixava maluca, decidi revidar então mordi de leve o lóbulo de sua orelha, isso o deixou maluco.

Ele me agarrou mais forte e as coisas foram esquentando, voltamos a nos beijar loucamente e ali eu percebi o que estava prestes a fazer, não vou dizer que não estava com medo, pois estava, mas queria muito aquilo, e queria muito que fosse com o Franja, eu sempre tinha mantido um certo celibato entre nos até porque ele tinha um pouco de receio daquilo, mas eu queria muito, o amava demais pra não querer.

Ele me puxou mais uma vez, e dessa vez minhas pernas amoleceram então me afastei um pouco olhando em seus olhos.

(Marina) – Franja eu quero muito isso, mas não vai ser aqui na sacada. – ele ficou meio vermelho.

(Franja) – Certo Ma vamos entra.

Entramos e fechamos a porta da sacada, mas por um momento senti que ele não sabia como começar, então me joguei em cima dele o beijando, ele retribuiu, logo me pegou no colo colocando minhas pernas em volta de seu quadril e me sentando no sofá cama montado na sala, eu estava muito apreensiva, mas notei que mesmo querendo aquilo tanto quanto eu ele tinha muito medo de fazer qualquer coisa que me deixasse desconfortável.

Então tomei as rédeas da situação, pois se fosse esperar o primeiro passo daquele Nerd, nem namorando estaríamos.

Eu deitei e puxei-o pra cima de mim pelo cós da calça, e naquele momento senti algo inesperado, ele estava excitado o volume da sua calça encostou-se a minhas coxas, aquilo me fez sentir feliz, e desejada, nos beijamos um bom tempo até ele decidir tomar uma iniciativa.

Lentamente ele tirou meus sapatos e foram beijando dos pés até chegar as minhas coxas, onde se concentrava a maior parte do calor de meu corpo, quando chegou bem perto das partes mais sensíveis eu não aguentei e arranquei sua camisa, e ver aquela barriga sarada me deixou muito mais excitada, eu o virei fui lentamente beijando seu abdômen bem definido pra um Geek de laboratório até chegar bem perto de sua calça que desabotoei e o ajudei a tirar, comecei a beijar seu pescoço, e ainda por cima dos panos da calcinha e de sua boxe pude sentir sua excitação muito dura, com minha parte sensível a esfreguei de leve o fazendo gemer de um jeito muito lindo, de um jeito que adorei o que me fez pegar em sua mão e levar até meu zíper do vestido, o qual ele abriu e me ajudou a retirar, a expressão em seu rosto foi o suficiente pra sentir o quanto era certo o que estávamos fazendo.

Depois de mais algum tempo trocando beijos e carícias, naquele momento eu não aguentava mas as preliminares e me livrei do sutien enquanto ele se livrou da boxe, me assustei com aquele membro, mas isso não impediu a curiosidade de toca-lo, e com esse simples toque vi que era chegada a hora, ele me virou, ficando por cima desta vez, e tirou minha calcinha, me abraçou e falou em sussurro no meu ouvido “Eu Te Amo”, respondi “Eu te amo” em seu ouvido também.

Naquele momento, senti seu poderoso membro entrar em meu ponto de prazer me fazendo gritar e arranhar suas costas, foi uma dorzinha leve, que logo abriu espaço pra uma onda de prazer criada pelo movimento de ida i volta que ele fazia com o quadril, eu gemia, e ele também, e ao mesmo tempo encontrávamos folego para nos beijar loucamente, até que senti uma pressão muito grande entre meu ponto de prazer e o membro dele, ali seria o ápice, nos dois gozamos juntos.

Aquilo foi só em um breve momento, pois no seguinte ele já tinha me pego no colo e tínhamos recomeçado aqueles movimentos que nos traziam tanto prazer.

A noite inteira foi assim, mal parávamos pra respirar, deixei muitas marcas de unhas em suas costas enquanto ele me marcava com chupões na barriga, até que o chegamos ao limite do cansaço, só ai nós paramos, nos beijamos novamente, e deitamos um abraçado ao outro, até cair em um profundo sono de satisfação.

(FLASHBACK OFF)

Estávamos todas impressionadas com a história da Marina, primeiro por que nunca tínhamos pensado que ela seria capaz de dar o primeiro passo, e segundo, “Múltiplos orgasmos na primeira vez!” aquilo era novidade. Fiquei imaginando como seria a minha primeira vez.

E depois de todas as perguntas possíveis que as meninas imaginaram respondidas pela Marina fomos dormir, até porque amanhã eu iria trabalhar.


Notas finais
Como deu pra notar,eu tento ao máximo fazer com que os personagens sejam o mais desinibidos e adultos o possível, porque lembrando... é uma TM adulta !!!
Quanto mais rewies mais rápido eu posto o próximo capitulo.