Amor Do Contra

10 Capitulo - 9 – Insegurança?


Notas iniciais
Huuum sinto cheiro de desaprovação...
Não ficou lá o meu melhor capitulo mas eu fiz o melhor que pude; =)

Estávamos deitados no sofá tinha gostado muito daquela nova experiência, mas os pensamentos ainda me consumiam, e faziam me assustar cada vez mais, eu percebi que ele estava cochilando, então levantei bem devagarinho, peguei minha blusa que estava jogada no chão, e sai da casa dele, a chuva tinha sessado e eu precisava ir pra casa, peguei um ônibus na esquina mais próxima e me sentei bem no fundo, como eu tinha sido capaz de fazer tudo aquilo? não vou mentir, foi a coisa mais incrível que já fiz em toda a minha vida, a sensação era incrível, mas não é o mesmo agora.

O Dc era o cara mais carinhoso, e cavalheiro do mundo e sei que nunca me pediria algum tipo de compensação, mas eu sentia a necessidade de satisfazê-lo, mas não era capaz, e não sabia o que fazer naquele momento.

Eu não tinha percebido, mas o Toni estava logo na minha frente apenas me olhando, eu apenas acenei com a cabeça quando o vi, ele se levantou e sentou do meu lado.

(Toni) – Oi linda, porque está tão tristonha?

(Mô) – Olha Toni, é um assunto meio complicado, não acho que devo conversar sobre isso com você. – Como poderia, iria falar pro meu EX, sobre os problemas com o meu namorado.

(Toni) – Mônica, você pode falar qualquer coisa comigo, mesmo se o problema for com o Do Contra – ele estava tranquilo, não entendi o porquê – Não vou mentir, fiquei muito chateado quando você terminou, mas depois de ficar triste e com raiva de você, percebi que estava certa paixão não era o suficiente pra gente ficar junto – olhei muito assustada pra ele – eu sei Mô, que é complicado às vezes, mas você estava certa, se a gente continuasse, poderíamos chegar a um ponto em que acabássemos nos arrependendo de alguma coisa que fizéssemos. – Ele realmente tinha mudado, um Toni adulto que compreendesse o sentimento dos outros tão bem, com certeza ele merecia que uma garota incrível em sua vida.

(Mô) – Obrigada Toni por entender, você tirou um peso do coração – eu sorri.

(Toni) – Mô sempre que precisar estarei aqui, quero ser seu amigo, não importa o que aconteça, mas acho melhor eu ir, o meu ponto é o próximo.

(Mô) – Claro que eu quero ser sua amiga, Tchau, e obrigada de novo.

Ele desceu, e não demorou muito para que fosse minha vez, mas mesmo que meu coração tivesse mais leve, ainda estava insegura com relação ao DC.

Eu cheguei em casa tomei um banho rápido e fui trabalhar, foquei somente no que estava fazendo naquele momento, desliguei o celular e pedi pra recepcionista do escritório que não me passasse nenhuma ligação pessoal ou que deixasse que alguém subisse para me ver, eu estava confusa demais, quis me isolar um pouco para pensar.

Eu não fui mais a faculdade, foram duas semanas de trabalho e trabalho, não atendia o Dc no telefone e não respondia nenhuma de suas mensagens, falava com as outras pessoas bem brevemente dizendo que tinha muito trabalho a fazer. Ao fim da semana quando sai do trabalho iria direto pra casa dos meus pais, eu realmente ainda estava atordoada com aquele assunto, que me corroía cada vez mais, me fazendo sentir a pessoa mais egoísta do mundo.

Eu estava dirigindo muito atordoada, chorando muito com a música que repetia no meu rádio (Mad – Ne-Yo), não entendia o porquê de tudo aquilo, em pouco mais de 1 ano minha vida tinha virado de ponta cabeça, eu não estava mais aguentando aquilo.

Parei o carro, estava perto da casa dos meus pais, só não tinha mais condições de dirigir, meu rosto de tão inchado pelas lágrimas que mal me deixavam enxergar, como ultimo recurso das tentativas falhas de me acalmar e terminar a viagem, liguei pra minha mãe, disse onde estava, e ela desligou rapidamente dizendo que chegaria em 5 minutos.

Ela chegou, bateu na janela da porta do carona e eu destravei o carro, ela entrou, fechou a porta respirou fundo e começou a falar.

(D.Luisa) – Pelo amor de Deus me diz o que está acontecendo com você, todo o dia eu recebo ligações dos seus amigos e do seu namorado perguntando se eu tinha alguma noticia sua, me diz o porquê você tá se escondendo das pessoas que te amam, e porque pelo amor de Deus você veio pra cá há essa hora dirigindo sozinha nesse estado – notei o olhar desesperado fixo em meu rosto esperando uma resposta.

(Mô) – Mãe eu não sei, eu estou tão confusa, eu me sinto uma mulher, sou tratada como uma e vivo como uma mais não consigo agir de tal forma, em um breve período de tempo descobri coisas que nunca haviam passado pela minha cabeça, o que eu consegui superar, mas agora com o Dc eu tenho medo, principalmente quando o assunto é sexo, nunca imaginei que travaria desse jeito, sempre achei que seria capaz de superar qualquer neura e desafio que aparecesse, mas estou consumida pelo medo, não sou a mesma Mônica de antes, não sou forte e nem consigo tomar mais as decisões da minha vida. – Depois daquele desabafo, ela olhou e sorriu pra mim, o que me acalmou um pouco.

(D.Luisa) – Mônica minha filha, só pra esclarecer pra mim, o que realmente está te incomodando mesmo?

(Mô) – Eu tenho medo de mais intimidade com o Do Contra mesmo querendo muito, eu não sei o que fazer, sou leiga nesse assunto, e tenho medo de que ele não me queira mais por estar o evitando . – Olhei pra frente e vi um casal se beijando – Tudo mudou tanto, em tão pouco tempo, essa mesma época o ano passado, eu estava apaixonado por um garoto, e a duas semanas atrás eu quase me entreguei pra outro que eu nem imaginava que poderia ser meu namorado um dia. – Aquilo á surpreendeu um pouco.

(D.Luisa) – Então tudo isso tem a ver com você e o seu namorado terem relações sexuais? – Ela baixou a cabeça um pouco decepcionada – Me desculpa filha, isso é culpa minha! – deu um suspiro prolongado, e eu a olhei meio atordoada – Eu sempre achei que você era independente e forte o bastante pra passar por tudo isso sem problemas, e seu pai também não quis que eu tivesse conversas mais profundas sobre o que o sexo deveria significar, pois ele achou que assim você sempre evitaria faze-lo – minha cara de espanto era enorme.

(Mô) – Do que você tá falando mãe?

(D.Luisa) – Mônica é claro que você mudou, você cresceu, é uma mulher agora, mas não perdeu sua essência, é obvio que muitas das decisões que você tomar a partir de hoje pode machucar algumas pessoas a sua volta, mas isso não quer dizer que você é má por isso, essas decisões são parte do mundo adulto em que você está agora. E com relação aos seus sentimentos, você os acha estranhos porque sempre os escondeu pra parecer forte o tempo todo, e agora você “encontrou” alguém que te permite sentir tudo o que tem dentro de você sem ter vergonha de parecer fraca, e essa parte de desejo, eu só vou te dar um conselho, se entregue a eles, quando estiver entre quatro paredes com uma pessoa que você ame de verdade, pois se for recíproco nada do que você ou ele fizer vai ser motivo de vergonha e sim, motivo de satisfação e felicidade, pois ninguém te entende melhor do que a pessoa que te ama de verdade e te conhece como você realmente é. – Fiquei meio confusa, mas depois a ficha foi caindo aos pouquinhos.

(Mô) – Eu acho que entendi – liguei o carro, estava bem melhor agora – Mas tenho que pensar sobre isso primeiro. – ela assentiu com a cabeça, e nós fomos pra casa, meu pai estava nos esperando meio aflito, quando entrei me deu um abraço forte que eu retribui, conversamos um pouco sobre a faculdade e o trabalho, e logo depois de tomar um banho eu desabei na cama, estava exausta mal conseguia manter meus olhos abertos, ouvi de longe meu celular tocar, mas eu já estava entregue ao sono.

(Narração DC On)

Eu estava morto de cansaço, nem queria ir ao trabalho, matinha meus olhos fechados pra continuar lembrando-me de cada momento que tinha passado junto dela, e o fato de tela em meus braços... Estiquei o braço e senti que ela não estava mais deitada ao meu lado, abri os olhos e chamei seu nome, nada dela aparecer, percebi que tinha ido embora, deixando apenas seu cheiro em meu corpo e a lembrança daquele momento tão especial, procurei por um bilhete ou uma mensagem no celular e nada. “Será que aconteceu algo”, olhei as horas, pelo jeito ela foi para o trabalho, e eu já deveria estar indo pro meu. Troquei de roupa rapidamente e fui, quando cheguei no serviço tentei ligar pra ela, mas nada dela responder, comecei a ficar preocupado, deixei “algumas” mensagens na caixa postal e mensagens de texto.

Estava preocupado, já era noite e nada dela me responder, eu cheguei em casa e a única coisa que me veio a cabeça foi ligar pra Magali.

(Dc) – Magali, oi é o DC!

(Maga) – Oi Dc, tá tudo bem?

(Dc) – Não sei Maga, por isso te liguei você falou com a Mônica hoje? Sabe se está tudo bem?

(Maga) – Eu liguei pra falar com ela agora pouco, ela disse que estava tudo bem, mais que estava muito ocupada e que não podia falar muito.

(Dc) – Nossa eu tentei falar com ela o dia inteiro e não tive nenhuma resposta! – fiquei realmente triste – Então tá Maga, valeu, a gente se vê amanhã.

(Maga) – Okay tchau!

Desliguei o telefone realmente confuso, porque a Mônica falara com a Magali, mas não respondera nenhuma de minhas ligações ou mensagens, eu sei que às vezes eu posso ser um pouco exagerado, mas é porque eu realmente amo essa garota, será que ela tem ideia de como eu a amo, sempre amei desde pirralho.

(FLASHBACK ON)

Era um domingo à tarde, meu irmão Nimbus, meus pais e eu tínhamos nos mudado para um bairro chamado Limoeiro, eu estava sentado no jardim jogando um peão bem antigo que tinha ganhado do meu avo, meu irmão brincando com o seu kit de mágica, até que uma bola cai na minha frente, e uma menininha muito linda aparece na minha frente, ela tinha cabelos pretos curtinhos e era dentucinha, mais achei a coisa mais lindinha do mundo, ela vestia um vestidinho vermelho e veio correndo em minha direção pegar a bola. Eu peguei a bola do chão e a estendi pra ela.

(Mô) – Oi, meu nome é Mônica e o seu? Você é novo aqui no bairro não é? – Ela parecia bem confiante, e tinha atitude, coisas que nunca tinha visto em nenhuma menina da minha idade até aquele dia, isso tinha me deixado bastante feliz.

(Dc) – Tchau, e meu nome não é Do Contra, e essa não deve ser a sua bola! – Ela fez uma cara meio confusa, me olhando como se eu tivesse alguma coisa muito estranha.

Meu irmão veio correndo e se apresentou.

(Nimbus) – Oi Mônica, meu nome é Nimbus, e esse é o Mauricio, mas pode o chamar de Do Contra porque ele faz e fala tudo ao contrario – ela sorriu – Nós acabamos de nos mudar pra cá.

(Mô) – Entendi! Muito prazer Nimbus – virou pra mim e sorriu – muito desprazer Do Contra, e não essa não é minha bola.

(Dc) – O mesmo – sorri de volta – Mônica, eu não posso brincar com você?

(Mô) – É claro que não.

Depois de ela me apresentar sua amiga Magali, nós passamos a tarde inteira jogando bola.

(FLASHBACK OFF)

E depois de conhecê-la demorou pouco tempo pra perceber o quanto eu gostava dela, mas nunca achei que teria uma chance, e quando teve aquela vez em que ela me pediu em namoro, meu primeiro impulso foi gritar um sim pro mundo inteiro ouvir e beija-la como sempre quis, mas fui obrigado a dizer não, ela era visivelmente apaixonada por aquele careca e se eu aceitasse aquilo acabaria me dando mal, por mais que eu já a amasse naquela época, eu deveria esperar ela viver sua história com o cinco fios pra que quem sabe um dia eu pudesse ter uma chance.

Não vou mentir, eu desisti milhões de vezes de tentar me aproximar, mas nunca consegui para de pensar nela, e agora que a tinha nos braços finalmente... Lágrimas desceram pelo meu rosto, provavelmente eu tinha feito algo errado, ou ela percebera que não gostava de mim do mesmo jeito que eu dela.

Adormeci com esses pensamentos.

No dia seguinte, na faculdade procurei por ela todo o tempo precisava conversar, precisava saber se eu estava certo, se tinha acabado tudo entre nós, mas ela não fora, e nem no dia seguinte e nem no decorrer de duas semanas, eu tinha até ligado pra mãe dela pra ter noticias, mas nada, ela tinha me deixado, e pior sem me dizer absolutamente nada. Resolvi não pressiona-la mais, pelo menos por enquanto.

Era meu ultimo dia de trabalho antes das férias, eu não estava muito concentrado no que fazia, pois meu coração misturava sentimentos tristes com amargura. Nem um adeus ela teve a decência de me dar. Tinha certeza de que aquilo significava que estava tudo acabado, mas um único resquício dela que encontrava era o suficiente pra reacender toda a dor de um sentimento jogado fora.

Nunca pensei que ela seria capaz de desconsiderar meus sentimentos daquela forma, na verdade, ninguém pensava, nossos amigos ficaram muito preocupados com o que estava acontecendo naquelas duas ultimas semanas, a Mônica sumida, todavia presente em todos os meus pensamentos e lembranças, não estava aguentando aquela tortura que ela me fazia passar, resolvi tomar uma atitude sabia que ela ira pra casa dos pais esse fim de semana, e se ela não atendesse essa minha ultima ligação eu iria até lá por um fim de vez nessa palhaçada.

Liguei para ela, esperei até o ultimo toque, mas como o imaginado, ela não atendera isso era o ponto final, eu teria que esquecer aquela mulher de um jeito ou de outro, e a partir desse momento me desintoxicaria da Mônica de qualquer jeito, quando conversasse com ela amanhã, nada me faria voltar atrás, ela me machucou mais do que machucaria se nunca tivesse aceitado ser minha namorada um dia, eu não cederia mais àquela boca... Tão sedutora aqueles olhos... Tão serenos, e muito menos aquele cheiro... Tão inebriante. Estava decidido era o fim do babaca aqui ficar implorando pelo amor daquela lá.

Notas finais
Ficou meio ruim né?
Critiquem para que o próximo melhore. =)