Amor Do Contra

2 Capítulo 1 - O sonho, e os reencontros.


Notas iniciais
Eu escrevi e reescrevi mil vezes mas ainda acho que falta alguma coisa, please! leia e comente pra saber os meus erros okay!! Aproveitem.

(Sonho On)

Tudo estava meio embaçado, e tudo que eu ouvia era uma respiração pesada em meu pescoço seguido de um leve gemido de prazer, eu estava entregue ao êxtase do momento. Onde eu trocava além de chupões, lambidas, e mordidinhas, muitos beijos de tirar o folego, o prazer era tanto que quase me esqueci do mais importante! Quem era o provedor desse calor que tomava meu corpo, principalmente uma pequena área no meio de minhas pernas?

Pensei rapidamente que só poderia ser o meu querido e amado Cebola! Mas foi ai que escutei a sua voz, era grave, porém melódica e falava romanticamente eu meu ouvido:

(DC) — Nossa Mô você é tudo oque sempre sonhei! – reconheci a voz no mesmo instante, o choque, fez minhas pernas amolecerem um pouco, entretanto, a troca de carícias continuava, e o que saiu da minha boca naquele momento, foi o que me assustou mais:

(DC) — DC você também é um sonho! – Como aquilo poderia sair da minha boca? Essa “Eu” que estava de agarração com aquele menino de cabelos rebeldes, só poderia estar fora de si.

Como eu poderia estar plenamente consciente e mesmo assim fazendo todas aquelas carícias em seu corpo levemente suado em contato ao meu, trocando todos aqueles beijos insaciáveis com o menino que sabia que não amava, dei uma breve olhada em volta, e ali estava o motivo, só poderia ser! O Cebola na mesma troca de calor com a Irene era isso, eu estava fazendo ciúmes aquele careca sem vergonha, só pode!

Sendo assim entrei no jogo, tudo que fazia era me aproveitar da situação, arranhando levemente as costas de DC enquanto acariciava por baixo da camisa aquela barriga sarada que me deixou completamente perplexa, “como ele é bonito, e cheiroso” pensava enquanto beijava de leve seu pescoço, ao mesmo tempo olhava com raiva a cena logo à frente.

Quando surpreendentemente comecei a me movimentar puxando o rockeiro pelo braço, para dentro de uma sala cheia de mesas e cadeiras, porém vazia, tranquei a porta. Minha cabeça explodia em raiva, como eu poderia ir para esse lugar?

Desse jeito não conseguiria ver mais o que o Cinco fios estava fazendo com aquela lá, estava num acesso de fúria tentando gritar comigo mesma, como poderia ser tão burra, que deveria voltar imediatamente para não deixar aqueles dois sozinhos.

Enquanto isso meu corpo não correspondia minha mente, ainda estava naquela troca de calor com o moreno, que me tocava delicadamente fazendo-me carinhos nas costas, beijando suavemente meu pescoço o mordendo delicadamente, enquanto eu o puxava ferozmente pelo cós da calça tentando eliminar o espaço entre nossas bocas, pedindo passagem com a língua para iniciar aquela dança estranha que fazia dentro de nossas bocas, às vezes mordendo o seu lábio inferior às vezes mordendo seu pescoço. Eu só poderia estar maluca de continuar com aquela cena mesmo sem ninguém para olhar! Pensava, de qualquer jeito queria que aquilo cessasse, e no momento que acontecesse queria sair correndo dali e estapearia aquela loira que se agarrava com o meu Cebola!

Naquele momento senti o corpo de DC se afastando do meu, porém para minha surpresa, era ele que se distanciava não eu, e meu corpo ainda protestava aquela distância, mas tudo o que pensava era “anda, vai, sai dai e acaba com aquela vaca loira”, mas meu corpo não obedecia, então, senti as mãos de DC no meu quadril me colocando sentada em uma mesa que tinha ali perto, e assim, segurando minha mão e olhando profundamente em meus olhos começou a falar:

(DC) — Olha minha linda – comecei a prestar atenção no que dizia. – Eu gosto muito de você, e tudo o que eu mais desejo é ser seu namorado – ele estava com uma expressão séria, diria até um pouco triste. – Mas não quero ficar com você se a situação for apenas pra fazer ciúmes no Cebola – meu coração estremeceu ao som daquelas palavras, como eu poderia ter feito aquilo com o pobrezinho, tê-lo usado daquele jeito, me sentia envergonhada e ao mesmo tempo triste, não aguentaria ficar ali se não tivesse ouvido aquelas palavras saírem da minha boca:

(Mô) — Não DC, eu gosto de você também, a verdade é que eu demorei pra perceber o quanto você é importante pra mim – Como aquelas palavras saíram de mim? Eu não poderia estar falando sério! O pior e que ainda não tinha acabado! – Tudo o que eu quero agora é ser sua namorada, só sua – quem era aquela pessoa que possuía meu corpo? Dizendo coisas sem sentido, não era verdade, eu queria ser namorada do Cebola, queria ser só dele.

Não me identificava em nada do que tinha feito até aquele momento, nesse lugar escuro e desconhecido, tudo que queria era chorar e gritar o mais forte o possível. E mesmo com a confusão que estava em minha cabeça, meu corpo já estava tomado novamente ao êxtase de estar sendo beijada e acariciada por DC.

(Sonho Off)

Naquele momento o despertador tocava, levantei em um susto, eram 5:00h da manhã e não poderia me atrasar pro primeiro dia da faculdade, mas mesmo assim, parei um pouco sentada na cama abraçada ao meu travesseiro pensando no que acabara de sonhar!

Estava confusa ao mesmo tempo intrigada, como poderia estar tão certa do que sentia naquele sonho sendo que o que realmente achava é que amava o Cebola há muito tempo!

Tomei um banho para esfriar a cabeça, coloquei um vestido simples vermelho com um casaquinho preto e uma sapatilha da mesma cor, fui até a cozinha tomar o café e nada me tirava da cabeça aquelas palavras que me intrigavam “Não DC, eu gosto de você também, a verdade é que eu demorei pra perceber o quanto você é importante pra mim” como aquilo parecia ter sido tão real, mesmo sendo apenas um sonho? Aqueles pensamentos estavam me deixando louca, então respirei fundo, peguei minhas coisas, entrei no carro e fui pra faculdade.

Chegando lá encontrei minha melhor amiga Magali que há um mês não via, por causa das férias, estava com tanta saudade que nos abraçamos muito forte como se não víssemos há décadas, mais isso era porque ela realmente fazia falta no meu dia-a-dia.

Boa parte da turma continuava ali naquela faculdade que tinha um enorme Campus e variados cursos, com exceção de Carmen e Denise que foram pra Capital e Xaveco que foi pros EUA. Mesmo o resto da turma estando ali era difícil vê-los todos os dias, pois cada um ficava em uma área diferente.

Maga estava me contando como tinha sido sua viajem a praia com o Quim:

(Maga) — Ai amiga, foi tudo tão lindo, tão perfeito, nós juntinhos apenas com aquele mar sem fim, eu poderia ficar lá, para o resto da vida! Suspirou.

(Mô) – Que lindo amiga, mas me diz todo esse tempo junto, aconteceu algo que queira me contar? — Perguntei com uma cara de malícia!

(Maga) – A sua besta não me olha assim,..., mas na verdade aconteceu sim – disse ela corando.

(Mô) – Então você almoça comigo em casa hoje pra colocarmos o papo em dia ok? – já era 7:00h e eu precisava correr, maga percebeu a hora também, e respondeu rapidamente:

(Maga) — Ok, então até mais tarde! Vamos estamos atrasadas – e saiu rapidamente para um lado enquanto eu fui apressadamente para o outro, estava pensando no que pediria para o almoço, já que não estava muito a fim de cozinhar, quando alguém passou bruscamente do meu lado, me fazendo cair.

Era DC, que rapidamente ajudou-me a levantar me pedindo milhões de desculpas, eu apenas fiquei ali olhando a coincidência, já que a muito tempo não o via.

(DC) – Mô, tá tudo bem? Você está me assustando, fala alguma coisa — disse desesperadamente agarrando meus ombros e me olhando, me dando a chance de olhar profundamente aqueles olhos castanhos que me pareceram perfeitos naquele momento. Cai em mim naquele momento me afastando e pensando “eu só podia ter batido a cabeça e ficado louca”. Rapidamente respondi o DC saindo o mais depressa possível:

(Mô) – Tudo bem DC... Tenho que ir agora, obrigada tchau! — Estava atordoada, porém quando entrei na sala de aula tentei prestar atenção ao máximo em cada palavra que o professor dizia.

Quando deu o intervalo fiquei na sala não queria esbarrar com mais ninguém, não queria mais pensar naquele assunto, porém, mesmo assim me peguei pensando no profundo castanho de seus olhos e de como ele estava lindo com aquela simples calça jeans e camisa polo preta de sempre, junto de seu all star, “não pode ser, eu realmente estava pensando no DC!”.

Não podia esperar o almoço para poder desabar todas aquelas duvidas e pensamentos em cima de sua melhor amiga, com certeza ela me colocaria de volta á realidade.

Continuei o resto da manhã muito focada nos estudos, tão focada que mal percebi que já dera 12h30m e que só estava eu e o professor na sala me olhando curiosamente. Fiquei vermelha de vergonha, juntei minhas coisas levantei e sai apressadamente, entrei no carro e fui direto ao shopping comprar as quentinhas para o almoço com a Maga.

Quando estava quase indo embora uma voz conhecida me chamou, era o Cê, ele veio em minha direção e me deu um abraço bem apertado “Ah como eu gostava daqueles braços, e daquela sensação de felicidade que me preenchia”.

(CÊ) – Nossa Mô já faz um tempo que a gente não se vê! – Disse coçando a nuca.

(Mô) — É verdade Cê, um bom tempo, desde o inicio das férias, por falar nisso, como foram as suas? – Perguntei explodindo de curiosidade.

(CÊ) — Foram boas! – Disse dando meio constrangido – Mais que bom que eu te encontrei! – Abrindo um sorriso muito lindo.

(Mô) – Sério, por quê? – Naquele momento meu desejo de pular em seu pescoço e lhe dar um enorme beijo, só aumentava.

(Cê) – É que a turma vai se encontrar num barzinho hoje a noite, pra botar o papo das férias em dia – Disse ele sorrindo – Então você vai né?

(Mô) – É claro, já chamou a Maga? Se você quiser eu aviso, vou ver ela daqui a pouco! – Eu estava parecendo um céu de ano novo por dentro, não me aguentava de ansiedade de vê-lo mais uma vez.

(Cê) – Avisa-a então, estaremos as 20:00h aqui no Silver Bar! Agora eu tenho que ir – Disse me abraçando rapidamente – Até mais tarde – Saiu, se afastando cada vez mais.

Fiquei ali durante um momento com meus pensamentos “O que eu faço agora, por mais que eu o ame demais, nenhuma atitude dele demonstra um sentimento igual ao meu, e porque ele ficou tão constrangido ao falar das férias?”.

Voltei à plena consciência entrei em meu carro e fui embora, sem parar de pensar em um mísero segundo de como seria bom se naquela hora a distância dos nossos corpos fosse inexistente.

Eu queria que algo mudasse naquele momento, que ele me ligasse e se declarasse pra mim ou pelo menos há algum momento em que tivéssemos juntado a partir daí ele se entregasse a um ardente desejo e me beijasse como se o amanhã não existe.

Quando cheguei em casa, Maga já estava lá (Ela tinha a chave para que entrasse sempre que quisesse, do mesmo jeito que eu tinha uma chave da casa dela) tinha arrumado a mesa para por a comida.

(Maga) – Nossa amiga você demorou! E que cara é essa? – Ela olhava curiosa para meu olhar perdido.

(Mô) – Ah amiga, estou perdida viu – Disse, deixando as embalagens na mesa e me atirando no sofá – Tenho tanta coisa pra desabafar com você, mas vamos comer primeiro.

Enquanto a gente comia, e assistia vídeos na Tv, apenas conversávamos sobre assuntos banais, pois as coisas importantes eram guardadas para sobremesa.

(Maga) – Então começa a contar! Qual o problema que te aflige? – Disse pegando uma colherada de sorvete do pote.

(Mô) – É complicado – Disse meio desanimada – Você sabe como eu sempre tive esse amor pelo Cebola...

(Maga) – Ah o que aquele careca fez com você – Disse me interrompendo.

(Mô) – Nada amiga, e esse é o problema, nada muda entre a gente, continuamos os mesmo bons amigos de sempre – Já com lágrimas nos olhos – Ele parece não notar o quanto eu cresci, parece só ter olhos para outras garotas, não importa a quantidade de olhares e indiretas que eu passe, parece que ele sempre vai me ver como a dentuça e gorducha de 10 anos atrás. – Terminei num suspiro de tristeza.

(Maga) – Olha Mô o que eu vou te dizer agora, pode não parecer muito certo pra você no momento – Disse com uma cara séria – Mas você tem que sair dessa mulher, poxa, quanto tempo mais você vai ficar se torturando por um amor que não vai pra frente, tenha dó!

Naquele momento eu estava um pouco irritada com a Maga, mas não quis estragar a tarde então apenas abaixei a cabeça e mudei de assunto.

(Mô) – Mais então me conta tudo sobre a sua viagem com o Quim!

(Maga) – Ai meu Deus! O que você quer saber? – disse virando os olhos.

(Mô) — Você sabe muito bem o que eu quero saber danadinha! – fiz uma cara meio safada.

(Maga) — Tá bom. Então como eu te disse eu e o Quim passamos 2 semanas na praia sozinhos, na casa do tio dele, no primeiro dia a gente nem saiu de casa pois estávamos muito cansados e simplesmente dormimos, mas no dia seguinte fomos a praia, e você sabe, desde que o Quim começou a malhar ele tem ficado mais atraente para as outra mulheres, então eu meio que dei um pequeno “piti” na praia por causa de ciúmes, voltamos pra casa eu enfurecida fui para o banheiro tomar banho, quando saí para me trocar ele estava sentado na cama de cabeça baixa me esperando para conversar.

(FLASHBACK ON)

(Quim) – Olha Maga me desculpa, mas eu acho que eu nunca dei razão para você ter ciúmes de mim, você sabe o quanto sou fiel a você e como nunca faria algo que te magoasse de alguma forma – Naquele momento ele levantou a cabeça e viu que eu estava só enrolada na toalha, então levantou e me envolveu em um beijo ardente, me apertando forte em seus braços.

(Maga) – Quim me desculpe eu sei que eu ando exagerando um pouco, mas você tem que entender que eu te amo, e não suporto a ideia de que um dia você possa achar alguém melhor do que eu, e acabar me trocando, mas daqui a pouco continuamos a conversa, agora sai que eu quero me trocar. – Recuei de seus braços e disse meio envergonhada, notando o seu olhar fixo em mim.

(Quim) – Não Magali! Acho que já tá mais do que na hora da gente ter a outra conversa que a gente vem adiando muito, eu não quero te desrespeitar nem nada desse tipo, pois tá impossível desse jeito, sempre que começamos a fazer alguma coisa você me afasta e arranja uma desculpa, poxa temos 20 anos e você tem medo de intimidade com o seu namorado. – Estava com uma cara muito seria, porém um tanto decepcionado.

(Maga) – Olha Quim eu sei que é difícil mais tenta me entender! Eu ainda tenho que pensar – Naquele momento lágrimas caíram do meu rosto.

(Quim) – Se você tem que pensar, eu tenho que pensar também, vou dar uma volta.

Tentei impedir que ele fosse mais quando ouvi a porta da frente se fechar, me joguei na cama debulhada em lágrimas.

Quando parei de chorar percebi que eu realmente estava errada naquele assunto, pois a verdade é que eu também desejava intimidade com ele o problema é que tinha muito medo, mas quando ele me falou aquilo acho que o medo de perdê-lo ficou reduziu a pó o medo de intimidade.

Eu já tenho 20 anos e consciência de que ele é a pessoa que eu verdadeiramente amo, sem contar que na verdade eu precisava começar a pensar mais como mulher e menos como uma garotinha.

Aproveitei que ele estava “dando uma volta” e dei uma bela arrumada na casa enchendo de velas perfumadas, fui até o quarto coloquei uma maquiagem bem provocativa, uma lingerie rosa que a muito tempo tinha ganhado da Aninha, era linda, cheia de lacinhos, a parte de cima era corpete, e a parte de baixo era ligado a uma cinta liga, coloquei um sobretudo por cima e estava pronta.

O único problema é que ainda não tinha a coragem o suficiente, eu me vi na oportunidade, tinha superado o medo, e encarado a realidade de que eu também desejava meu namorado, então fui até a cozinha e tomei uma cerveja, sabe pra dar um empurrão, respirei fundo e ligue para o Quim pedindo que ele voltasse, pois tinha algo muito importante pra dizer.

Não demorou muito ele chegou e entrou na casa, me chamou e eu lá do quarto respondi, pedindo que subisse. Terminei de acender as velas, desliguei a luz do quarto e fechei as cortinas, pois era tarde ainda.

Ele entrou e em um pulo o agarrei com todo o desejo reprimido dentro de mim, o beijando desesperadamente, segurando sua nuca com uma mão enquanto acariciava suas costas com a outra, demorou um pouco até ele entrar no jogo, e me beijar de volta, com todo o seu desejo, me acariciando e passando a mão pelo meu corpo, até que ele me segurou firme pela cintura, e me afastou um pouco dizendo:

(Quim) — Amor, você não precisa fazer isso só por causa da discussão de hoje, me arrependo do que falei pra você, fui meio grosso contigo.

Respondi olhando diretamente em seus olhos

(Maga) – Joaquim, você estava certíssimo, eu tinha medo e agora não tenho mais, então, por favor, faça algo mais útil com essa boca e me beija.


Notas finais
Só pra esclarecer eu vou escrever a historia da Mô de acordo com o que acho que deveria ser uma possível TM Adulta, mas se vocês tem alguma ideia diferente, me mandem que eu prometo ler e tentar incluir na história! =)