Amor Demoníaco

8 Capítulo 8: Selado por amor.


Notas iniciais
Me perdoem pelo tempo que fiquei sem postar, mas, é que estou sem tempo mesmo. Tenho outra fic yaoi original minha que comecei a escrever, e tem mais 2 que quero escrever também. Eu gosto de adiantar as coisas... Bom espero que gostem desse capitulo

Capitulo sete.

Selado por amor.

Ficamos exatamente uma semana naquela imensa casa. Sebastian fez com que aqueles dias parecessem apenas segundos com sua gentileza e carinho. Ele sempre me acordava com café na mesa e me levava para passear em lugares exuberantes. Eu sei que não gosto desse tipo de divertimento, mas com Sebastian, tudo valia a pena.

Já se fazia duas semanas depois daquela estadia ótima. Essa experiência causou grande paz em mim. Eu comecei a me sentir mais suave, mais calmo e tolerante. Era isso que meu Sebastian causava em mim.

- Bochan, não está com fome? –Perguntou Sebastian. –Nesse momento Meirin acabara de colocar um prato de pão de curry na mesa e estava se retirando.

- Não, é claro que estou. É que só estava pensando um pouco. –Sebastian se aproximou de mim, fitando-me com total interesse.

- E o que faz meu bochan não colocar nenhuma garfada na boca? –Perguntou ele se sentando ao meu lado.

Eu não queria comentar aquilo com Sebastian. Não em um momento como aquele, uma refeição tão importante. Mas aquilo me afligia e o modo que Sebastian olhava para mim fazia com que aquilo se tornasse ainda mais complexo.

- É que... As coisas estão muito quietas ultimamente –Disse colocando um pouco de comida na boca- Eu estou desconfiado. A rainha parou de enviar missões e o Claude, não está mais procurando confusão atrás de minha alma.

- Repita isso meu caro Ciel. –Uma voz masculina disse e vinha da porta. Eu me levantei assustando e então olhei para porta. Ali estava Claude e seus demônios.

- Gomen bochan... Não pude evitar. –Disse meirin a frente daquele maldito.

- Tudo bem Meirin. Agora saia daqui. Não permite que ninguém mais venha para cá. –Ordenou meu mordomo.

- Não hesite! Faça já o que ele disse. –Eu disse isso e em seguida fui para mais perto de meu mordomo. Estava assustado, não sabia o que aquele maldito queria e o que faria para conseguir.

- Digamos que vim aqui para fazer um pouco de bagunça. Aquele lugar estava muito pacato e... Meus demônios estão querendo diversão. –Ele estendeu o braço e um daqueles servos dele quebrou os copos e tudo de vidro que havia em cima da mesa. Eu me assustei com tal gesto, o que será que ele pretendia em seguida?

- Pare de assustar o meu bochan! –Sebastian lançou facas em direção ao servo de Claude. Ele não conseguiu se esquivar à tempo e caiu no chão como se estivesse morto. Eu estava assustado, mas acabei percebendo uma coisa: Quando o demônio caiu no chão, Claude deu uma vacilada. Como se ele tivesse sentido a dor do seu servo.

- Sebastian, ele está ligado a esses malditos. Se eles morrem...

- Entendido bochan! Aliás... Ótima observação. –Sebastian olhou para mim e em seguida lançou facas em direção aos outros dois demônios que ainda estavam de pé. Eles pareciam ser mais rápidos do que o outro, se esquivavam facilmente das facas e em algumas vezes as pegavam no ar e revidavam para Sebastian.

- Acho bom a briga parar. Não acho que queira ver o seu bochan sangrando!

- Sebastian... –Eu gritei por meu mordomo. Estava com medo, aquele maldito conseguiu me pegar por trás e agora estava apontando um punhal para meu pescoço. O que ele pretendia? Matar-me? Me ver sofrendo? Ele dizia me querer, mas, acho que esse querer estava virando obseção.

- Solte o meu bochan! Agora! –Sebastian estava realmente nervoso. Ele lançou duas facas ao mesmo tempo, que fez os dois demônios caírem de uma só vez. Claude deu uma vacilada e arfou. Mas, mesmo assim, não largou o punhal e nem eu.

- E por que eu soltaria? Você sempre foi o prestigiado. Sempre foi considerado o melhor e ganhou essa saborosa alma! E por quê? Por que eu não o ganhei? –As palavras de Claude soavam tão melancólicas e magoadas- Agora, você verá o seu bochan sangrar... Sofrer... Se submeter a mim. Ou isso, ou lhe darei a morte!

- Não! –Sebastian gritou como se ele estivesse desmanchando aos poucos. Naquele mesmo momento Claude passou com firmeza o punhal em meu pescoço. O sangue escorreu sobre minha pele deixando um rastro rubro. Eu senti uma dor muito agonizante e não sabia o que pensar nem ao menos falar.

- S-Sebastian... Está doendo. –Aos poucos fui falando, sentindo o sangue escorrer e Claude passando o punhal como se quisesse me decapitar.

- Aqui, nesse momento, eu Sebastian Michaelis desfaço o contrato com Ciel Phantomhive. –Meus ouvidos não acreditavam no que tinham acabado de ouvir. Sebastian se levantou e olhou firme em meus olhos. Aos poucos pude ver que, a marca do contrato na mão de Sebastian havia sumido.

- Por que! –Com dificuldade falei não entendendo nada. Naquele momento Claude se virou para mim jogando o punhal ao chão.

- Agora, que aquele infeliz desfez o contrato, faça um comigo. Eu darei tudo o que você quiser e, depois do termino, comerei a sua alma. A sua saborosa... –Pude ver o punhal ultrapassar o peito de Claude. Sebastian o fez.

- Isso não acontecerá, enquanto eu viver! –Ele pegou Claude pelos ombros e o jogou ao chão. Com aquele pequeno punhal Sebastian retalhava o corpo de Claude. De onde eu estava era possível ver o sangue espirrando e manchando o chão com seu vermelho intenso. Sebastian estava com muita raiva e parecia que nunca pararia. Aquela cena chocou meus olhos.

- Pare! Ele já...

- Não! Ele te feriu. Sujou sua pele de vermelho. Não posso perdoar. –Sebastian abaixou a cabeça e por um momento parou de cortar o corpo já em pedaços. Eu me aproximei, e pude ver que o que sobrou estava virando pó e só o que restava era o vermelho intenso manchando o chão.

- Por que desfez o contrato? –Eu perguntei me ajoelhando e fitando meu ex-mordomo.

- Por que, o bochan não conseguia me ordenar nada. A dor não permitia. Seu eu fizesse algo ali sem sua ordem eu... Eu... –Eu não permiti que ele terminasse. O abracei com toda a minha força e tentei acalmá-lo.

- Teremos que fazer aquilo de novo? Para selar nosso pacto novamente?

- Não! Agora ele está selado com amor! –Sebastian me beijou com toda a ternura do mundo. Depois daquilo, e da suposta morte de Claude eu estava com meu coração mais puro. Mais calmo. Mas, mesmo se não estivesse, tinha meu amor para me acalmar. Sempre e para sempre.