Amor Demoníaco
12 Capítulo 12: E esse é o fim:
Narração: Sebastian.
Eu estava quase explodindo de tanto esperar. Estava ali desde a noite passada e não sabia o que fazer. Ciel estava preso em algum outro lugar, onde eu não podia ajudá-lo. Como Claude era diabólico não?! O que será que me aguardava?
Eu consegui um jeito de ficar dentro da mansão naquele momento. Claude estava ocupado com alguma coisa que realmente não me importava, mas, precisava ficar atento mesmo assim. Caso ele percebesse que eu estava rondando a mansão e ainda mais do lado de dentro seria pior.
A mansão de Claude era bem cuidada, era solitária, e não havia ninguém limpando ou algo do tipo. Acho que os capangas dele apareciam somente quando o solicitado.
Eu consegui ver Claude, que estava do lado de fora contemplando algo. Até parecia ser um bom demônio apaixonado esperando pela pessoa que seria o motivo de seu sorriso. Mas, aparentemente, a pessoa por quem Claude nutria amor estava com sua alma aprisionada em um punhal. Que amor diferente não é?!
Eu aproveitei para procurar a sala onde o corpo de meu bochan estava “descansando”. As salas pareciam todas iguais, mas, eu consegui sentir o cheiro de meu bochan especialmente vindo de uma sala.
- Então é aqui que esta repousando não é bochan? –Disse eu abrindo a porta e logo vendo aquele lindo corpo de pele alva e macia, por onde meus dedos passaram tantas noites. Era naquele rosto que encontrava a paz, era dali que saia aquele belo sorriso e o olhar capaz de me fazer rir –Fique tranquilo meu pequeno jovem mestre, assim que a lua estiver a pino e o eclipse começar, você estará de volta. –Disse eu passando minha mão naqueles lindos cabelos negros.
Logo eu sai dali, provavelmente o maldito do Claude já estava de volta para praticar seu amor doentio em um corpo sem alma. Antes disso, meu medo era que Claude abusasse de meu amado Ciel, mas, sabia que ele não iria querer fazer sexo em um corpo “morto”. O prazer dele estava em ver o desespero do bochan, e sem alma, ele não poderia fazer tal gesto.
A noite chegaria mais cedo naquele dia. O eclipse estava finalmente chegando e eu estava ainda mais apreensivo. Será que eu conseguiria trazer o bochan de volta? Ele estaria a salvo se voltasse? Claude finalmente nos deixaria? Essas perguntas teriam respostas logo mais.
- Andem já com isso, quero tudo perfeitamente bem organizado. –Pude escutar enormes gritos vindo de dentro da casa. Eu não estava tão longe, mas, eu estava suficientemente perto para escutar Claude ordenando “alguém” a fazer algo. O que seria?
Eu tentei procurar um bom lugar para ver o que estava acontecendo. Me lembrei que na sala onde o bochan estava tinha uma janela, e que a árvore que estava perto de mim daria para que eu vesse o que estava acontecendo lá exatamente. Então, sem pensar eu subi nela e comecei a espiar. Era inacreditável o que Claude podia fazer: Aqueles eram os capangas que sempre me atacavam, eles estavam preparando uma espécie de altar, com o corpo verdadeiro de bochan e o “boneco”. Como eu sabia? O boneco podia ser exatamente igual, mas, não tinha o tapa olho, então obviamente não teria a marca de meu contrato. Mais uma parte do plano de Claude.
- Esta na hora. –Eu disse isso olhando para o céu, que já estava escurecendo. Segundos depois, quando eu já estava no chão, pude ver o primeiro sinal da lua invadindo o sol. Aquele seria um eclipse completo, mas, mesmo assim eu não teria tanto tempo então, iria precisar fazer tudo com rapidez.
Narração: Claude.
O eclipse já havia começado e tudo estava pronto. Eu queria que a alma de Ciel fosse com “estilo” para meu boneco.
O punhal já estava no peito de Ciel novamente, naquele momento sua alma ainda estava no punhal. Assim que a lua cobrisse todo o sol, eu só iria tirar o punhal do corpo de Ciel e fincá-lo no boneco, quando o eclipse acabar a alma já estaria transmitida. Um plano perfeito até então, ainda mais que o mordomo mal-trapilho do Sebastian não havia interferido em absolutamente nada.
Como aquela pele alva estava completamente indefesa. Talvez o eclipse intensificasse algo em meu querido Ciel. Eu podia amá-lo mesmo o torturando, mas, a questão era que eu o queria somente para mim. Queria que somente eu passasse minhas mãos em seu corpo, cabelos... Queria que ele se entregasse somente para mim.
- Não se preocupe — Disse eu fincando o punhal novamente em Ciel -Logo você sairá daí. –Eu observei Ciel como se, no fundo ele me contemplasse.
O eclipse já estava em andamento, à lua já cobria a metade do sol, e eu podia ver a pedra do punhal começar a brilhar. Eu sentia uma imensa êxtase em pensar que em poucos minutos tudo estaria acabado!
- Finalmente o sol está coberto! –Eu disse com uma voz esperançosa.
- E finalmente eu entro em ação! –Exclamou a voz insolente de Michaelis. Como ele era intrometido, e realmente achava que iria conseguir a alma de seu bochan novamente.
- Se acha que vai conseguir...
- Não acho... Tenho certeza! –Ele lançou aquelas facas que sempre me acertava. Mas, dessa vez eu havia pedido que meus capangas esperassem por ele. E agora... era só esperar.
- Tem mesmo certeza disso? –Perguntei irônico. Quando vi, meus capangas estavam presos pelos pulsos na parede. Presas por aquelas facas malditas. Como aquilo sempre acontecia? Era muito... Muito inaceitável.
- Acho que você Claude, não sabe fazer planos... –Disse Michaelis já perto do corpo de Ciel.
Narração: Sebastian.
Era incrível como aquele mordomo ou talvez projeto de um achava que realmente conseguiria evitar que eu salvasse Ciel. Mas, agora não tinha tempo para pensar nisso, a lua já estava cobrindo o sol e eu tinha pouco tempo.
- Não vai conseguir... –Claude atirou algo que tirou o punhal de minha mão. Ele estava poderoso naquele momento e eu não entendia como ele estava tão poderoso. Talvez ele realmente quisesse transferir a alma de Ciel para o boneco, e isso o motivasse ainda mais.
Nós estávamos lutando nesse momento. Ele conseguiu me acertar nas costas, mas eu revidava com socos de direita e esquerda. Tudo estava confuso e estávamos perdendo tempo.
- Não sei por que vou fazer isso... Mas sangrando vai ficar impossível lutar. –Disse eu fixando meu olhar no pescoço de Claude. Eu tinha um propósito: Perfurar a jugular dele. Com isso eu teria tempo para pegar o punhal.
- Do que esta falando idiota? –Disse ele tentando me bater.
- Disso... –Eu coloquei minhas mãos nos ombros dele e os trouxe a mim, com isso dei uma grande mordida que, perfurou a jugular. Eu estava com sangue em minha boca e agora, no chão, Claude tentava estancar o sangue.
Eu andei até onde o punhal estava e o peguei. Imaginar que a alma de Ciel estava ali era um tanto agonizante. Mas, isso logo teria um fim.
Ou talvez não.
Senti uma grande pressão em minhas costas e logo em seguida algo prendia um meus braços. Dois capangas de Claude estavam ali, me prendendo. Eu podia ver a lua saindo da frente do sol, já permitindo a passagem de um pouco de luz. Não pensei duas vezes, com a outra mão que ainda estava solta atirei o punhal em direção ao bochan...
Na mosca.
- Nããããão! –Exclamou o maldito Claude. Eu havia conseguido acertar o peito de bochan sem o machucá-lo e agora podia ver a pedra do punhal brilhar. Eu estava tão feliz que matei os dois capangas sem pensar. Eles não eram tão perigosos, mas naquela êxtase o que eu queria era poder fazer aquilo.
- Vamos... Acorde! –Disse eu já perto de meu bochan. Talvez ele se assustasse por causa do sangue em minha boca, mas, com certeza estaria aliviado em ver meu rosto.
Narração: Ciel.
Por um instante havia perdido a consciência, havia saído daquele lugar sombrio e gélido. Quando abri meus olhos, dei de cara com meu mordomo sujo de sangue. Diferente do que pensei que seria eu não me assustei, era como se, mesmo se ele estivesse completamente coberto de sangue, eu o aceitaria.
- O que aconteceu Sebastian? –Disse eu confuso e rouco. Não sabia onde estava e nem o que estava acontecendo.
- Esta tudo bem agora... Bem, precisamos ir, mas, antes... –Ele disse tirando um punhal de meu peito. Como eu estava com aquilo no peito sem estar derramando uma gota de sangue se quer? — Claude... Acho que isso aqui, lhe pertence. –Sebastian disse aquilo e atirou aquele punhal em direção a Claude que estava sentado no chão sangrando. A mira de Sebastian era impressionante, e ele conseguiu perfurar o peito de Claude que caiu no chão e ficou paralisado.
- Afinal, o que houve e o que aconteceu com ele?! –Disse eu meio assustado. Eu me levantei daquele lugar e Sebastian me levou de volta pra casa.
No caminho ele me contou tudo o que havia acontecido. Eu fiquei pasmo ao saber do que aquele crápula podia fazer por... “Amor”.
- Então quer dizer que a ‘alma’ de Claude ta presa?! –Disse eu em meio aos risos. Sebastian havia preparado um banho para mim e estava me contando mais detalhes. Eu ainda não havia contado do lugar tenebroso em que fiquei aprisionado, pensar naquilo me causava náusea, mas, acreditava que se eu dividisse com ele tudo ficaria melhor.
- Bochan esta bem agora... Pode confiar e contar o que quiser. –Disse ele se despindo. Ver aquele corpo nu, a pele alva de Sebastian e suas formas demoníacas me causavam conforto em poder dizer o que eu quisesse.
- É que... –Sebastian entra na banheira. A água quente derrama da banheira molhando ainda mais o chão. Ele me envolveu em seus braços, e agora confortado eu podia continuar- Ele era gélido, sombrio e solitário. Não havia ninguém lá, apenas zumbidos de dor e agonia. –Eu fechei meus olhos. Em seguida, pude sentir o doce toque aveludado da boca de meu mordomo. Como estava quente, como acalmava meu coração e fazia o frio daquela lembrança sumir.
- Não se preocupe esta comigo agora. –Ele me beijou ternamente. Seus beijos passavam pelo meu corpo acendendo um imenso desejo. Ele adorava passar a língua em cada canto, sabia que aquilo causava arrepios em mim. Seus dedos nunca podiam ficar parados, e então ele fazia carinho em meus mamilos. Um ele acariciava, outro ele chupava.
- Sei que gosta... Sei que estamos sem fazer isso há um tempo então... Estou desesperado por seu corpo bochan. –Ele dizia e voltava para as caricias. Dessa vez estava tudo mais fácil, já estávamos despidos então, ele havia sido poupado de um trabalho extra.
- Ah... Sebastian, senti a falta de seus... Toques. –Eu tentava dizer em meio a gemidos. Ele estava nervoso naquela tarde. Ele tirou a espuma de todo meu corpo com a água que estava na jarra. Agora, ele iria fazer algo... Audacioso.
- Bochan, venha aqui. –Ele se sentou e me colocou sobre ele. Ali mesmo me penetrou sem nenhum ensaio e agora estava a fazer movimentos rápidos e desesperados. Eu mal podia respirar ou dizer algo, só conseguia gemer de olhos fechados e morder meus lábios a ponto de fazer um pequeno corte. Mesmo pequeno esse corte soltou muito sangue, que escorreu sobre meu pescoço até a jugular. Sebastian passou a língua sobre o rastro rubro e simplesmente disse:
- Esse sangue é bem melhor. –Agora, depois de me causar um “quase orgasmo” ao dizer isso tão sensualmente, ele estava a me masturbar. Ao mesmo tempo em que ele estava dentro de mim, ele me masturbava, causando prazer duplo.
- S-Sebastian, vá mais de vagar. –Eu finalmente consegui dizer algo.
- Acho que não posso satisfazer esse pedido. –Ele aumentou a velocidade. Eu nunca havia reparado, mas, Sebastian também estava gemendo. Não como eu, mas, eram gemidos de alivio, e que pediam por cada vez mais.
Ele saiu de dentro de mim e agora almejava meu membro. Como ele o cobiçava, mas antes de fazer qualquer coisa ele começou a beijar-me. Eu estava derretendo de tanto prazer. Estava em êxtase também e muito nervoso. Em um movimento impulsivo peguei o membro de meu mordomo e já estava o masturbando. Sebastian se derretia com tanto prazer. Eu adorava vê-lo gemendo, e eu me surpreendia em como eu conseguia fazer aquilo bem.
-Esta ficando muito bom nisso! –Alegou meu mordomo ofegante.
- Não estou... Só estarei bem quando você não conseguir falar, por estar sentindo tanto prazer. –Agora eu estava ali, me debruçando em Sebastian. Primeiro o mamilo esquerdo, depois o direito, e para não ter que ir para de baixo d’água pedi a ele que se levantasse. Agora podia me deliciar com ele. Fazia movimentos de vai e vem e colocava pressão na língua. Era disso que ele gostava.
Quando eu estava quase desistindo de fazê-lo gozar, ele se desmanchou ali, em mim. Que ótimo gosto tinha meu mordomo.
- Posso fazer o mesmo? –Perguntou ele sarcástico. Eu corei, e só pude deixar que Sebastian me levasse. Ele estava nervoso demais ainda, me chupava com uma voracidade. Era como um vampiro bebendo sangue. Ele me fazia ter vários espasmos, e adorava me encarar enquanto eu estava os tendo.
Passamos a noite fazendo amor, Sebastian me fazia chegar ao ápice varias e varias vezes assim como eu também. Ele adorava beijar meu corpo, e isso me fazia subir pelas paredes. Nós nos amávamos, e sempre seria assim.
No dia seguinte tudo correu bem, tudo voltou ao normal. E eu e Sebastian estávamos juntos, como sempre deveria ser.
Não há sombras, não há duvidas, quando se há amor.
Egoísmo, raiva, solidão se tornam um só. Tornam-se aliados para proteger quem amamos.
Esse amor é manchado. É rubro como o sangue que corre em minhas veias.
É repleto de luxuria e violência, e é isso que o torna único.
É um amor sem igual, um amor demoníaco. Que me completa de corpo e alma.
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