Amor Demoníaco

6 Capítulo 5: Longe de meu amor.


Naquela mesma semana, Sebastian insistiu em fazer um piquenique para comemorar nosso “namoro”. Na verdade não era nada oficial, mas já que um amava o outro eu não via motivo para não namorarmos. Eu estava feliz, mas ao mesmo tempo entediado. Eu não gostava de passeios como esses, achava meio patético. Mas por Sebastian eu encararia isso.

- E então bochan, já está pronto? –Sebastian abriu a porta de meu quarto.

- Já estou sim... Você não acha que ir a um piquenique logo depois do almoço é meio irrelevante? –Perguntei ajeitando o laço de minha roupa.

- Bochan, já faz quatro horas desde o almoço. Ainda não esta com fome? –Ele perguntou preocupado.

Eu já estava com um pouco de fome, mas eu realmente não queria ir nesse piquenique. Eu também não queria dizer isso a Sebastian, pois eu sei que ele se chatearia. Então eu só podia fazer uma coisa: Ir ao piquenique.

- Ok, vamos logo. –Disse eu passando por Sebastian e descendo as escadas.

Quando eu entrei na carroça, achei que mais pessoas entrariam. Meirin, Finny e Bard certamente iriam conosco. Mas depois de uns minutos a carroça começou a andar, e eu estava sozinho. Não entendi, e como não dava para perguntar o que estava acontecendo eu decidi esperar pacientemente até que eu pudesse descer daquela carroça.

- Bochan, chegamos. –Disse meu mordomo.

Claro, para ele era fácil dizer calmamente, eu estava a mais de trinta segundos dentro daquela carroça, eu definitivamente estava nervoso com ele.

- E porque Meirin, Finny e Bard não vieram? –Eu perguntei cruzando meus braços.

- Esse é um piquenique para comemorar nosso namoro bochan, não queria mais ninguém a não ser nós dois. –Ele abriu um imenso sorriso e pegou uma cesta que eu não sabia de onde havia vindo.

O lugar era bonito, era uma colina, tinha algumas arvores e o morro era todo coberto por uma grama incrivelmente verde. Sebastian tinha um bom gosto para escolher lugares para se fazer piquenique.

- Bochan, temos suco, temos chá, trouxe alguns biscoitos, um bolo que é o preferido do bochan, e também temos... Ah sim, pudim. –Aquele cardápio estava divino. Eu adorava os biscoitos que Sebastian preparava, eram macios que desmanchavam na boca. Como aquilo era divino.

- Que incrível Sebastian! –Eu disse com um brilho nos olhos.

- É tudo para o bochan! –Ele veio até mim e me beijou.

- Baka! Pare com isso, não faça isso mais ouviu. –Eu disse com raiva e Sebastian só deu uma risada de leve.

A tarde estava linda, o sol brilhava, a brisa leve balançava as folhas das árvores e Sebastian e eu jogava xadrez. Sim, ele levou meu jogo de xadrez, tudo para me agradar. Como ele era incrível.

- Bochan, fique aqui, irei até a carroça buscar mais chá. –Sebastian se levantou, e antes de ir me beijou de novo. Como ele era teimoso.

- Está bem! –Eu disse meio nervoso.

Sebastian estava fora há cinco minutos e eu já estava preocupado. A carroça não estava tão longe para ele demorar tanto. Então eu resolvi me levantar e ir até onde ele estava.

- Então é você o famoso Ciel Phantomhive? –Uma voz masculina perguntou. Quando me virei pude ver um cara vestido parecido com Sebastian, de óculos e cabelo curto parado atrás de mim.

- E quem quer saber? –Perguntei cruzando os braços.

- Claude Faustus. Prazer em conhecê-lo. –Quando ele disse isso eu me desesperei.

- Sebas... –Eu não consegui terminar de chamar meu mordomo, pois Claude tampou minha boca.

- Não pense em chamar seu mordomo. Vamos logo sair daqui. –Ele me levou dali.

Narração: Sebastian.

-Desculpe a demora bochan, não estava achando o chá. Bochan? –Quando voltei meu bochan não estava mais lá. Onde será que ele foi?

Eu procurei atrás das árvores, mas ele não estava lá. Não estava na carroça, não estava em lugar algum. Foi então que eu deduzi uma coisa: Os demônios de Claude deveriam ter vindo atras de meu bochan novamente. Mas e agora? Onde ele levou meu bochan? Quando eu fui à casa daquele maldito, não pude ver o caminho, pois aqueles demônios idiotas tamparam meus olhos... Vou voltar para a mansão. Mas o que eu vou fazer? E se Claude tentar algo com meu bochan!

Eu realmente não sabia o que fazer... Aliás, não tinha muito o que fazer se meu bochan não havia me chamado! Agora eu só poderia esperar... Esperar pelo meu bochan.

Narração: Ciel

- Me solta! Me solta! –Eu pedia para aquele idiota me soltar. Ele havia me levado para uma casa grande e luxuosa, mas ele me prendeu em um quarto meio escuta, onde somente a luz da janela iluminava um pouco daquele lugar. Amarrou minhas mãos para traz numa espécie de cano que estava preso ao chão.

- Bom, não vou te soltar, e antes que você evoque aquele maldito mordomo eu vou te amordaçar. –Eu fui amordaçado por um pano vermelho. Eu não conseguia chamar meu mordomo, meu coração palpitava e pedia por Sebastian- Agora vamos ver o que temos de baixo dessa roupa. –Claude começou a tirar minha roupa. As mãos dele me davam arrepios, não de prazer, mas de medo pelo que elas fariam depois. Ele começou a beijar meu pescoço, como Sebastian naquele dia, mas a diferença era que o beijo de Claude era cheio de veneno. Ele passava a mão em minha barriga, descia pelo meu quadril e massageava meu membro.

- Vamos ouviu seu gemido! –Ele tirou o pano de minha boca.

- P-pare com isso! Por favor! Pare! –Eu não conseguia me concentrar, era como se aqueles toques doessem em mim de forma que só um remédio curaria: Sebastian!

- Anda, gemi pra mim... Quero escutar você gemendo!

- Baka! –Eu exclamei!

- Agora, vamos terminar isso! –Ele disse palavras semelhantes à de Sebastian naquele dia. Ele me virou de costas para ele (eu ainda estava amarrado). Eu me concentrei, e quando ele ia entrar dentro de mim eu disse:

- Sebastian, venha me salvar, é uma ordem!

Narração: Sebastian.

Foi então que depois de alguns segundos pude sentir meu bochan chamando por mim. Pude sentir seu medo, e sua energia vinda de uma casa grande e luxuosa. Com certeza era lá que meu bochan estava! Eu deixei as coisas do piquenique aonde estavam e fui correndo para o lugar.

Quando cheguei lá, era uma casa bem grande mesmo. Seria difícil achar o bochan. Foi quando eu senti ele me chamando mais uma vez... Pude sentir que sua voz vinha de um quarto... Então fui diretamente até ele.

Narração: Ciel

Sebastian estava demorando, eu estava ficando preocupado. Quando fui surpreendido pelas palavras de Claude.

- Acho que seu mordomo te abandonou... Então, onde estávamos?

- Acho melhor você soltar o meu bochan! Ele não lhe pertence, e nunca pertencerá. –Sebastian surgiu pela porta.

- Meu, meu... Amor. –Eu tentei dizer essas palavras, elas saíram tremulas, eu estava fraco, com medo.

- Se acha que vai conseguir levar ele daqui está enganado! Vocês matem Sebastian Michaelis. –Ele ordenou que seus demônios matassem meu amada,

- Se acha que vim sozinho... Está enganado! Grell, venha! –Um ser de vermelho e com uma serra-eletrica entra e para do lado dele.

- Que é esse ser porpurinado? –Perguntou Claude.

- É um Shinigami amigo meu...

- Tem certeza que somos só amigos Sebby-chan? –Aquele shinigami tinha acabado de cantar meu mordomo!

Eles começaram a lutar. Eu escutava o barulho da serra-eletrica de Grell e os gritos dos demônios sendo retalhados.

- Grell cuide deles para mim! –Pediu Sebastian.

- Mas eu não consigo!

- Consegue sim, eu acredito em você. –Sebastian disse com palavras ternas.

- Meu amor, por você eu consigo! –Grell começou a ceifar todos aqueles demônios.

- Bochan, você está bem? –Sebastian começou a desamarrar as cordas que me prendiam.

- Não sei... Por favor, me tire daqui logo.

- Calma bochan... Nós já estamos indo. –Sebastian me pegou no colo. Eu estava nu, mas isso não o impediu de nada! –Vamos Grell, já terminamos tudo.

- Maldito mordomo idiota! –Claude gritou.

- Não fale assim do meu Sebby-chan. –Grell deu um grito e ceifou o braço de Claude que voou longe- E da próxima vez, arranco algo mais precioso.

- Grell, ande logo! Abra a porta, rápido.

- Tudo pelo meu Sebby-chan!

Finalmente eu estava fora daquela mansão arrepiante e longe do alcance das mãos daquele pervertido do Claude.

- Comande a carroça por mim Grell. –Pediu Sebastian.

- Entendido! –Grell exclamou.

Nós estávamos dentro da carroça. Eu e meu mordomo amado.

- Claude tocou em você? –Perguntou Sebastian passando a mão em meus cabelos afagando suavemente.

- Sim... Foi horrível Sebastian! –Eu estava relembrando aqueles momentos horríveis.

- Não se preocupe, não deixarei que isso aconteça novamente! –Ele me beijou e acalmou meu coração que paipitava.

Quando chegamos a mansão Sebastian agradeceu Grell pela ajuda, antes de me tirar da carroça.

- Obrigada por ajudar... Grell. –Sebastian abraçou aquele ser porpurinado.

- O que?! Sebastian Michaelis me abraçou!!!!! Sugoi! –Grell exclamou loucamente e saiu pulando pela mansão a fora.

- Aquele shinigami parece gostar de você não é?! –Eu disse quando Sebastian me pegou no colo.

- É, acho que sim.

- Como o conheceu?

- É uma longa história... Mas não se preocupe... Eu sou somente do bochan! –Quando ele terminou a frase me beijou e me levou para dentro da mansão.

Naquela tarde, eu fui salvo pelo meu mordomo protetor, aquele que eu amava e que podia contar sempre.

Notas finais
Bom gente, eu peço desculpas caso os capitulos estejam sendo um pouco pequenos comparados aos primeiros mas enfim, eu vou deixar o melhor pro final hahaha! Beijos a todos!