Amor Demoníaco

4 Capítulo 3: Confissão


Notas iniciais
Bom esse é o tão esperado cap que vai ocorrer uma confissão! rs

Depois daquela soneca, é claro que eu fui jantar. O resto daquele dia foi um tanto quanto normal. Claro que normal da parte daqueles que me cercavam. De forma alguma eu era normal, não pelos meus pensamentos pervertidos, mas sim pela minha forma de pensar e de agir.

Passaram-se quase três dias e novamente meu mordomo não comentava nenhum de seus atos obscenos. Claro que aquilo para mim não era nenhum tipo desacato a mim, mas de qualquer forma era confuso. Sebastian me beijava e me acariciava, e depois fingia não ter feito nada daquilo. A esse ponto minha mente estava muito confusa. Eu já havia deduzido que, sem duvida alguma eu estava gostando daquele mordomo. As palavras saiam da boca de Sebastian e chegavam aos meus ouvidos como o doce som de uma harpa. No dia que senti o toque de Sebastian em minha pele, meu corpo entrou em uma espécie de dependência, e o que ele pedia era Sebastian. Eu tentava negar esse meu sentimento, mas quanto mais eu fazia isso, mais ele se mostrava e mais ele crescia. Sem contar no que Sebastian fazia, ele demonstrava um afeto por mim, maior do que o simples desejo pela minha alma. Parecia que ele queria possuir meu corpo em seus braços.

- Bochan, seu almoço está servido. –Sebastian entra no meu quarto interrompendo todos os meus pensamentos e fantasias.

- Já estou descendo.

Eu desci para almoçar, mas, com toda sinceridade não era o que eu realmente queria.

- Hoje temos um prato genuíno da frança. Aposto que o bochan vai amar. –Eu me surpreendi com aquelas palavras. Eu realmente amava comida francesa e não fazia a mínima ideia de como ele sabia disso.

- Como sabe que minha comida preferida é a francesa? –Perguntei pasmo.

- Como mordomo da família Phantomhive, o que eu faria se não soubesse isso? –Disse ele me servindo- E além do mais, gosto de agradar o meu querido bochan. –Ele abriu um sorriso.

Eu me senti lisonjeado por ser o “querido bochan” do Sebastian, era como se eu fosse o único. Eu fiquei pensando naquele meu sentimento e sem pensar acabei dizendo:

- Sebastian, porque me acariciou naquele dia e me beijou no banho? –Eu elevei a voz, mas, logo acabei querendo retirar o que havia dito.

- Meu querido bochan, eu gosto do senhor. Claro que não é comum um demônio se apaixonar por um humano, ainda mais do mesmo sexo. Mas o seu jeito teimoso e persistente conquistou esse demônio de coração de manteiga. Eu não sei explicar, mas... Eu simplesmente gosto do bochan.

- Sebastian... Eu... –Disse gaguejando.

- Com sua licença, irei trazer a sobremesa. É um pudim. Simples, mas sei que o bochan adora. –E mais uma vez ele acertou o meu gosto.

Eu relevei pela proposta que ele fez, mas não esqueci que Sebastian tentou encobrir sua confissão com um simples pedaço de pudim. Eu queria dizer que também gostava dele, mas tinha medo de que minha autoridade e minha integridade fossem afetadas por tais palavras. Mas o que há demais em um relacionamento entre homens? Não continua sendo amor? Essas questões logo tiveram resposta: Não importa o que fosse acontecer, eu iria assumir o que estava guardado em meu peito.

Quando Sebastian trouxe o pudim, eu esperei que ele servisse-o. Quando ele colocou o pedaço no prato e ia tirar a mão para colocar a colher de servir de volta na bandeja eu a segurei e disse:

- Não importa o que você pense sobre isso, ou o que os outros pensem ou até mesmo o que eu penso, eu quero dizer que gosto de você. Eu realmente não entendo o porque mas, quando você diz “bochan” eu estremeço, aquele seu beijo na banheira me fez delirar de desejo e desde que você começou a fazer essas coisas comigo (mesmo que tenha sido apenas duas vezes ate então) eu não consigo parar de pensar nelas. Por favor... Não me ache estranho por isso... –Antes que eu terminasse, Sebastian me levantou com um puxão pelo braço e me deu um beijo cheio de desejo.

- Meu bochan. Eu não penso nada além de que devo fazê-lo feliz, não importa o trato que fizemos, não é somente isso que nos liga. Eu gosto muito de você e quero poder protegê-lo a todos os custos. Enfrentarei até mesmo a rainha se preciso for, para vê-lo são e salvo. Ao meu lado se isso lhe fizer feliz. –Disse meu mordomo colocando minha mão apoiada em seu peito.

- Ah, meu mordomo. Meu Sebastian. Meu amor. –Disse eu apoiando minha cabeça no peito dele e fechando os olhos.

Naquele momento pareceu que o mundo havia parado, todas as pessoas pareciam ter morrido e só havia restado eu e um demônio. O demônio dono de meu amor.

- Mas bochan, o que faremos agora? –Disse ele olhando em meus olhos.

- Nós ficaremos juntos, mas será um segredo nosso. Pode ser? –Disse eu.

- Como o bochan desejar.

- Eu quero que agora, você venha passear comigo no jardim.

- É uma ordem? –Ele deu um sorriso de lado.

- Sim. É uma ordem. –Disse eu saindo dos braços dele.

- Yes, my lord. –Ele fez referencia e então fomos passear no jardim.

A brisa estava leve, fazia as pétalas de rosa se soltarem dos botões. Elas rodopiavam e deixavam um perfume suave. Era ótimo estar ali, e ainda mais com meu amor. Sebastian.

- Está gostando bochan. –Perguntou ele.

- É claro. E você? –Disse eu olhando para ele.

- Se é agradável para o bochan, para mim está bom. –Ele abriu um sorriso e caminhou até uma árvore.

Aquele dia foi incrível, eu finalmente entendi que amava meu mordomo mais do que tudo, e que ele também me amava. Finalmente nós nos confessamos um para o outro e finalmente iríamos ficar juntos. Nós deitamos em baixo daquela árvore e ficamos lá. Foi inesquecível e muito bom.

- Bochan, não deveria ter lhe trazido aqui. –Sebastian disse isso e antes que eu o retrucasse me agarrou e me tirou de debaixo da árvore. No mesmo momento pude ver facas caindo de dentro da copa da árvore e fincarem no chão.

- O-o que está acontecendo? –Perguntei eu vendo aquela cena.

- São servidores de demônios. Outros demônios que servem algum demônio superior. Eles atendem qualquer ordem em troca de “alimento”. –Disse Sebastian me colocando atrás dele.

- O que você vai fazer? –Perguntei confuso.

- Irei dar um jeito neles. Alguém deve ter mandado eles para matarem o bochan. Mas para o azar deles, o bochan não está sozinho. –Ele se virou e me deu um beijo.

- Sebastian, descubra o que eles querem, e depois, mate-os. É uma ordem! –Ordenei.

- Yes, my lord. –No momento em que pisquei Sebastian já estava no ar, lutando e lançando suas facas em alta velocidade. Ele pairava no ar como uma borboleta, era rápido e perspicaz. Ele realmente era um mordomo e tanto.

- Digam o que querem com meu bochan?! –Disse Sebastian lançando uma faca contra os três demônios.

- Nós queremos levá-lo para o nosso mestre. –Disse um dos demônios.

- E quem é o mestre de vocês? –Perguntou Sebastian no chão, parado e fitando aqueles idiotas.

- Claude. Ele quer a alma do seu bochan.

- Será que poderiam me levar até ele, gostaria de eu mesmo entregar meu bochan.

- Sebastian. –Exclamei.

- Claro. Nós podemos voltar mais tarde. –Ao dizer isso, um chamou os outros dois e sumiram em pulos altos pelo jardim.

- Sebastian, você disse que gostava de mim! –Eu já estava quase chorando.

- E gosto –Ele enxugou uma de minhas lágrimas teimosas e me beijou em seguida- Nós iremos até lá para acabar com ele. Quer dizer eu irei.

- Mas porque não irei? –Perguntei eu repondo minha postura e enxugando as lágrimas.

- Se você for, vai facilitar o trabalho desse tal Claude. Por favor, confie em mim, prometo que volto assim que tudo estiver terminado. –Disse ele se abaixando até mim e me abraçando.

- Está bem. Mas quando chegar me conte absolutamente tudo o que aconteceu lá está bem?

- Entendido. Entre na mansão e tranque-se no quarto. Diga aos funcionários que você está com dor e que me pediu para procurar o remédio na cidade. Agora vá! –Ele me beijou e antes que eu dissesse tchau ele se foi.

Eu entrei correndo na mansão. De cabeça baixa só conseguia pensar em Sebastian e se ele conseguiria fazer tudo o que ele estava planejando. Quando eu entrei no quarto, eu me joguei na cama e chorei. Mas logo sequei aquelas lágrimas idiotas e me coloquei como conde novamente.

- Bochan, precisa de alguma coisa? –Disse uma voz feminina. Era Meirin.

- Não, está tudo bem, só estou com dor e Sebastian foi procurar um remédio na cidade para mim. Não se preocupe. Só me deixe em paz.

- É-É está bem então. Com licença.

Agora que já havia feito o que Sebastian havia dito para eu fazer era só esperar que meu mordomo voltasse. E voltasse sem nenhum arranhão.

Notas finais
Não esqueçam de comentar ok? Beijos