Notas iniciais
Esse capitulo estará contando como tudo começou, com os lobos, bruxas e vampiros. E o primeiro encontro de Karollyne e o grande amor de sua vida.
Será?

A muitos e muitos séculos atrás existia uma ilha na qual nenhuma imaginação ousava imaginar, um lugar que ao mesmo tempo de obscura, encantaria qualquer sonhador, lugar de habitantes únicos com algo em comum: ninguém era normal.

O que para muitos era coisa da imaginação era real, seres inacreditáveis que não podiam conviver com humanos, lobos, bruxas e vampiros, lendas que por muitas gerações pouparam as pessoas de sua presença aprisionando a eles mesmos nessa ilha.

Até que um dia uma jovem vampira bela e ousada. Ela queria muito mais do que apenas metros quadrados de ilha, e fugiu da ilha para a cidade mais próxima.

Passou a noite inteira perambulando por seus becos, vielas e avenidas admiradas com tantas coisas novas -para ela- depois de horas, um jovem traficante a abordou com sua arma de fogo. Ela encantou-se com sua aparência "humana" e por ser muito belo, a jovem vampira o hipnotizou e o levou para a ilha, mal sabia ela o quanto esse ato por impulso e por amor afiaria sua vida.

Voou quilômetros por mar aberto, levando o jovem para a ilha esquecendo-se da maior de todas as regras "Nada de humano".

Chegando a ilha a fúria de grande parte foi imediata, seus familiares vampiros e grande parte dos lobos a defenderam gerando assim o iniciam de uma grande guerra de imortais, poucos sobreviveriam.

E assim foram lobos e vampiros unidos, derrotaram as bruxas, mas também perderam muitos membros de seus clãs, excerto uma bruxa em especial, a mais velha e poderosa de todas que quase no fim de suas forças os jogou um feitiço, todas as noites de lua cheia seus instintos matadores sairiam de seu controle e seus demônios tomariam posse.

Essa aventura foi vivida pela minha avó, ela foi a jovem ouzada, mas para outras pessoas é apenas uma lenda, depois do fim da guerra, ou pelo menos o que achavam que foi o fim, minha avó casou-se com o tal humano, dali nasceu minha mãe, meio vampira, meio humana, minha mãe seguindo o instinto aventureiro casou-se com um lobisomem, e finalmente eu nasci, meio humana, meio vampira... E meio loba.

Meus pais ficaram casados por 50 anos, até que em uma noite de lua cheia minha mãe perdeu o controle pela primeira vez, ela o matou queimado. Durante muito tempo eu a julguei, mas agora aos 18 anos-para humanos-, meus instintos também afloraram e eu a entendo completamente, não é fácil conviver com a dona Judite, mas eu me viro.

Ha dois anos meus poderes começaram a aparecer, antes a cada 4 anos, para mim era 1, Hoje sou imortal a não ser que enfiem uma estaca de prata em mim.

– Karollyne Maier- batidas na porta- Karol não vou chamar de novo, você tá atrazada pra aula!- Grita minha mãe.

– Mãe... eu tenho quase a eternidade pra estudar, não enche!

– Nós já conversamos sobre isso, quando você sair da faculdade pode fazer o que quiser, mas você sabe Karol, temos que parecer o mais normal possivel.

– Otimo mãe, pessoas normais matam aula.

– Karol você ja está repetindo o terceiro ano pela sua teimosia, estou decepcionada com você, então abra essa porta ou serei obrigada a quebra-la!!!- Ela falou (como se fosse a primeira vez que ela faz isso!)

Não sei se a maldição afetou minha mãe, mas ninguem gosta de vê ela brava. Respondi antes que ela quebrasse a unica coisa que me dá privacidade:

– Haaaaa, tá bom Sra. Judite, já vou descer, mas deixa essa porta inteira.

Saí da cama ainda tombando, minha cabeça zonza com tantas vozes ( esse era um dos poderes que "ganhei") e ainda não sei controlar muito bem, principalmente com sono. Uma das partes boas de ser o que sou são os poderes, velocidade, a força. Desci as escadas muito atrazada:

–Tchal mãe!

Fui correndo pra escola, mas ainda assim não cheguei a tempo o sinal já havia tocado, para minha sorte tinha uma saida de emergencia em cima do predio da escola, escalei uma arvore que quase aucansava a cobertura, para meu azar a saida de emergencia tava no cadeado, o que não era problemas pra mim, quebrei-o e entrei, já estava descendo do sotão para o corredor quando...

–Atrazada novamente Karollyne, o diretor não vai gostar disso!- aquele era o supervisor Frederic, ele vive no meu pé.

– Pois é Sr. Frederic, bom dia para o senhor também, sua educação é uma exemplo para nós!

– Não seja irônica, vamos me acompanhe até a sala do diretor.

Por um momento pensei em joga-lo janela a baixo. Mas minha mãe pareceu ler meus pensamentos- literalmente — "Se fizer isso te boto de catisgo pro resto da minh eternidade!". Nossa muito obrigado pela privacidade mãe!

Entro na sala do diretor emburrada:

– Bom dia Karollyne, a que devo essa visita de numero quatro só essa semana em minha sala?- disse o diretor Jackes olhando seu caderninho de anotações sobre os alunos rebeldes.

– É que sua sala é muito acolhedora, sem falar na saudade do senhor.

–Ela estava pulando a saida de emergencia. Chegou atrazada como sempre.- Fala Frederic.

– Isso não me surpreende.

– Pois é minha criatividade se esgotou Sr. Jackes.- Respondi, o diretor levantou bravo, dando um tapa na mesa:

– Ficará depois da aula por uma semana mocinha, preciso falar com sua mãe, você já está passando de todos os limites.- Ele falava andando de um lado a outro- Acompanhe Karollyne até a sala de aula Frederic.

Sai da sala do diretor acompanhada do Frederic, que me vigiou até o laboratorio. A sala estava escura então entrei em silencio e sentei na mesa de sempre com os meus amigos:

Rodrigo: O galã pegador.

Cristyne: Uma exelente amiga- para os momentos bons- e com os meninos, ela é muito "galinha".

Jully: Minha melhor amiga de todas as horas, eu conto tudo pra ela- quase tudo.

Antony: Nerd, muito inteligente, e muito engraçado.

- Ei pessoal, o que eu perdi?- Pergunto dando um susto em todos. Jully responde primeiro:

- Nossa Karol você parece assombração!

- Você não perdeu nada, essa aula tá um saco.- Acrecenta Rodrigo.

- Eu tô achando interessante- repreende Cristyne- E pra você qualquer aula é um saco.

Logo a aula terminou e saimos juntos pra o refeitorio:

- Quem é aquele?- Pergunto vendo o menino mais lindo que já vira na minha vida.

- Ha um novato, você teria visto ele na primeira aula se não tivesse se atrazado.- explica Jully- Ele morava em Amsterdã, inteligente, viajado, lindo... um partidasso.- Fala me cutucando.

- E você descobriu tudo isso só pra me contar? Não estou enteressada Jully.

- Ninguem disse que tava, é você que tá dizendo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.