Amor De Primavera

20 20- Acontecimentos


No outro dia do acontecimento Sesshoumaru estava desesperado esperando notícias de Kagura, Inuyasha um pouco mais calmo estava ao lado do irmão.

- Porque está demorando tanto, o que está acontecendo com a Kagura por acaso? – Sesshoumaru impaciente andava de um lado para outro – Se continuarem demorando tanto eu mesmo vou até lá!

- Calma Sesshoumaru – dizia Inuyasha segurando o braço do irmão impedindo-o de prosseguir adiante – Vai ficar tudo bem, se acalma, não vai adiantar nada ficar nervoso desse jeito!

- Me larga Inuyasha, eu já sei disso – disse Sesshoumaru empurrando Inuyasha – Eu só vou ficar calmo quando tiver notícias da Kagura!

- Nunca o vi desse jeito antes por nenhuma garota, você a ama de verdade não é mesmo? – Inuyasha encarava o irmão, mas este por incrível que pareça não desviou do assunto – Você está certo, eu amo a Kagura e nunca vou me perdoar se algo de ruim acontecer a ela!

- Vai dar tudo certo Sesshoumaru, não tem com o que se preocupar – Inuyasha tentava acalmar o irmão, mas estava completamente arrasado, ele mesmo não se perdoava pelo que tinha acontecido com a Kagome – Ela vai se recuperar e vocês poderão ficar juntos novamente!

- Inuyasha sei como você está se sentindo, porque não vai pra casa descansar um pouco antes do enterro – Inuyasha olhou um pouco desconfiado para o irmão.

- Que garantias eu tenho de que o hospital vai ficar inteiro quando eu sair daqui – Inuyasha estava preocupado, seu irmão nervoso era um perigo – Você não vai fazer nada quando eu for?

- Claro que não idiota, pode ir agora – Sesshoumaru falava, tentando convencer a si mesmo, Inuyasha meio na dúvida ia embora, mas viu o médico se aproximar e resolveu esperar para saber o estado da Kagura.

- Como ela está doutor? – perguntava Sesshoumaru aflito.

- Infelizmente eu não tenho boas notícias senhor Sesshoumaru, o estado dela é grave, o ferimento foi muito profundo, tem algumas queimaduras no corpo, conseguimos salvá-la e logo ela se recuperará, mas lamento que o bebê não teve a mesma chance! – o médico falava já um pouco desconfortável.

- Bebê como assim? – Sesshoumaru perguntava num misto de surpresa e choque.

- A senhorita Kagura estava grávida, alguns dias, pouco tempo para que o bebê pudesse sobreviver a tal ferimento, eu realmente lamento muito, trabalho como médico neste hospital há mais de vinte anos e sei como é difícil dar notícias como essas, mas o senhor precisa mais do que nunca ficar ao lado da senhorita para que ela se recupere de um possível choque quando descobrir! – explicava o médico ao mesmo tempo em que tentava acalmar o Sesshoumaru.

- Sim doutor eu ficarei ao lado dela! – falava Sesshoumaru chocado e triste ao mesmo tempo, o primeiro filho deles havia morrido ele nem sabia da existência daquele bebê, mas já se sentia como pai.

- Sesshoumaru eu sinto muito por isso – Inuyasha abraçava o irmão, este por sua vez depois do choque ficou furioso.

- Eu juro nem que seja a última coisa que eu faça eu vou acabar com o desgraçado que machucou a Kagura – ele estava muito furioso e começava a socar as paredes do hospital, o irmão tentava de toda forma impedi-lo.

- Calma Sesshoumaru, respira fundo, desse jeito você vai acabar quebrando o hospital inteiro! – Inuyasha já estava nervoso, não podia segurar o irmão sozinho.

- Calmo Inuyasha, por acaso você acha que eu vou ficar calmo, quando eu descobrir quem foi o desgraçado que fez isso com ela eu vou acabar com ele, vou fazer com que ele sofra muito antes de morrer, não vou deixar isso barato!

- Mesmo assim Sesshoumaru, vingança não leva a nada, você deveria esquecer isso, não é hora para se preocupar com esse assunto agora!

- Inuyasha talvez você não tenha percebido, mas quem feriu a Kagura provavelmente é a mesma pessoa que colocou fogo na casa e matou a Kagome, agora eu vou te perguntar você vai deixar isso barato, por acaso não quer se vingar do desgraçado que matou a sua amada?

- Não tinha pensando nisso, mas você tem razão, eu quero muito me vingar, mas como eu disse agora não é um bom momento para isso, vamos pesquisar com calma até descobrir o culpado e nos vingar do infeliz!

- Você tem razão, vou mandar começar com as pesquisas ainda hoje, você pode ir para o enterro eu vou ficar aqui com a Kagura! – falava Sesshoumaru mais calmo.

- Certo então até depois tchau e fique calmo!

Enquanto isso em uma vila distante a velha Kaede cuidava dos ferimentos de Kagome, além de ter um grave ferimento na cabeça havia fraturado o ombro esquerdo e estava com alguns hematomas no corpo.

- Você não se lembra de nada mesmo jovem? – esperançosa Kaede perguntava.

- Não eu não consigo me lembrar de nada! – Kagome estava frustrada por não lembrar de nada.

- Bem não se esforce demais, talvez a sua memória volte logo, seus ferimentos são muito graves, acho melhor levá-la para um hospital!

- Não eu não quero ir para nenhum lugar! – ficou um pouco nervosa ao pensar em sair.

- Por quê? – curiosa Kaede se aproximou mais ainda de Kagome.

- Eu não sei, só acho que é melhor eu ficar aqui! – falava enquanto desviava o olhar, não sabia como, mas pressentia que não era seguro sair dali no momento.

- Se você prefere assim, mas caso você piore eu vou levá-la para o hospital da cidade, conheço um bom médico e sei que ele poderia cuidar muito bem de você!

- Que médico?

- É o médico Bankotsu ele é o chefe do hospital, mas também é o médico particular da família Kamishima!

- Kamishima? – ao dizer isso percebeu que o sobrenome era familiar para ela, mas não conseguia lembrar onde já o tivesse ouvido.

- Sim é uma poderosa família, agora só restam dois membros dela, o irmão mais velho e o irmão mais novo que juntos cuidam das empresas!

- Hum!

- O que foi?

- Nada só a minha cabeça que está doendo um pouco! – disfarçava um pouco, não tinha certeza do que aquele sobrenome significava para ela.

- Já disse para você não se esforçar demais garota, descanse um pouco!

- Claro!

- O meu neto Houjo estará no cômodo ao lado caso você precise de algo é só pedir para ele, eu vou ter que ir para a cidade comprar alguns remédios e ervas medicinais, além de que irei trabalhar hoje na casa do meu patrão, então ficarei algumas horas fora!

- Tudo bem senhora Kaede eu vou ficar bem pode ir tranqüila!

- Certo então tchau jovem!

Algum tempo havia se passado e na mansão do Kouga Shimizu ele estava se arrumando até que a cozinheira da casa bate na porta.

- Pode entrar! – Kouga disse enquanto terminava de colocar o seu terno.

- Senhor Shimizu a comida já está pronta! – anunciava a cozinheira da casa.

- Obrigado senhora Kaede, mas eu não estou com fome, estou indo para um enterro agora e eu já falei que pode me chamar apenas pelo meu nome!

- Enterro, mas de quem senhor Kouga?

- Da namorada do Inuyasha Kamishima, lembra que eu falei dela, a Kagome Higurashi?

- Sim eu lembro senhor, coitado deve estar sofrendo muito pela morte da amada!

- É o irmão dele acabou de perder o filho que a noiva estava esperando!

- Nossa mais que desgraça que aconteceu com essa família! – Kaede falava um pouco triste.

- É eles foram a uma reunião ontem e quando voltaram à mansão estava pegando fogo, eles acreditam que tenha sido proposital, mas por sorte pelo menos a Kagura conseguiu sobreviver apesar de estar em estado grave!

- Espero que eles consigam se recuperar da perca!

- Acho que eles conseguem sim, a senhora foi embora cedo ontem, não a vi quando cheguei do trabalho!

- É que eu fui fazer compras com o meu neto ontem por isso voltei mais cedo e acabei encontrando uma garota machucada, ela não se lembra de nada!

- Coitada, se precisar de qualquer coisa para ajudá-la é só pedir!

- Claro obrigado senhor!

- Não precisa agradecer, você cuidou de mim desde que eu era um bebê, eu é que deveria agradecê-la!

- Eu só lamento de não poder ajudá-lo senhor Kouga!

- Ninguém pode me ajudar agora senhora Kaede, se o meu pai quer tanto assim que eu me case com a Botan quem sou eu para discutir, eu só lamento não poder ficar com que eu amo!

- Quando o senhor vai contar para a senhorita Ayame que não pode ficar com ela porque está comprometido com outra?

- Não sei Kaede, se eu pudesse fugiria com ela, mas não posso fazer isso, que tipo de vida ela teria se fugisse comigo?

- Como assim senhor Kouga, ela teria uma vida feliz ao lado do homem que ama!

- Eu não acho, eu teria que ficar fugindo e seria muito ruim para ela, não poderíamos ficar muito tempo em um só local porque meu pai iria me procurar e também não poderia trabalhar senão meu pai mandaria o dono do estabelecimento me despedir e faria isso até o meu dinheiro acabar e não houver outra escolha a não ser voltar para casa e aceitar as ordens dele, fora que eu não faço idéia do que ele poderia fazer com a Ayame!

- O senhor pode ter razão, mas mesmo assim senhor Kouga, o amor é a coisa mais importante da vida, não se deve abrir mão de sentimento forte como esse desta forma, você deveria lutar com seu pai para poder ficar com a mulher que ama!

- Do que adiantaria discutir com meu pai algo que eu já sei o final, essa tal de Botan foi prometida para mim desde que nasceu e desde que eu era criança tentava fazer com que meu pai mudasse de idéia, mas ele nunca me ouviu, sempre dizia que sabia o que era melhor para mim!

- Mas então jovem Kouga o melhor para você por acaso é essa moça Botan ou a mulher que você ama a Ayame?

- É claro que é a Ayame, além do mais eu nem conheço essa Botan e para falar a verdade nem queria conhecer!

- Bem meu jovem está ficando tarde e você já tem compromissos para hoje, senão tivesse tanto trabalho eu te acompanharia até o enterro, dê os meus pêsames para o senhor Kamishima por mim!

- Está bem tchau Kaede até depois!

- Tchau e cuidado!

Enquanto isso em um restaurante não muito longe dali duas pessoas estavam bebendo champagne e comemorando.

- O plano foi um sucesso, agora a chata da Kagome está morta, eu não tenho mais nada para me preocupar agora! – ria e bebia muito se divertindo com a situação.

- Fico feliz que esteja se divertindo Kikyou, mas tem um pequeno detalhe que eu gostaria de te avisar! – Naraku estava sério, sabia que Kikyou não gostaria do que ele falaria.

- O que foi Naraku, nada que você me diga agora estragará a minha alegria, eu estou muito feliz, nunca em minha vida toda me senti tão feliz e livre ao mesmo tempo, é tão bom saber que a infeliz da minha irmã está morta, finalmente eu terei paz e sossego depois de tantos anos.

- Kikyou a verdade é que aquele corpo não é o da Kagome!

- Como o que você quer dizer com isso? – Kikyou a esse ponto já tinha se levantado da mesa e estava furiosa – Você não fez o que eu mandei?

- Sente-se Kikyou que eu te explicarei tudo – ela se sentou e ele contou o que aconteceu – E foi isso não tive outra escolha, de qualquer forma ela não deve ter sobrevivido aquela altura!

- Seu idiota porque não procurou por ela, pode ser que ela não tenha sobrevivido, o meu plano estará arruinado, quero que você encontre o corpo dela, não quero mais erros, agora suma da minha frente – falava uma Kikyou já furiosa, a essa altura eles já tinham ido para a casa dela, Naraku segurou firme o pulso de Kikyou e a fez olhar em seus olhos.

- Escuta aqui Kikyou se você acha que vai mandar em mim como se eu fosse um cachorro está enganada, eu fiz o que você mandou se não está satisfeita que procure você mesma, eu gosto de você, mas se você acha mesmo que pode colocar uma coleira em mim como fez com o Inuyasha está enganada, sabe muito bem que eu posso acusá-la da morte da Kagome e também posso te matar quando eu quiser, então é melhor você ficar quieta – ao dizer isso Naraku empurrou Kikyou tão forte que ela bateu na parede e acabou cuspindo um pouco de sangue.

- Naraku você não tem o direito de fazer isso comigo seu idiota – Kikyou estava furiosa e com medo sabia do que Naraku era capaz de matar até mesmo quem amava – Não me trate como se eu fosse uma mulher qualquer.

- Você não quer que eu te trate desse jeito então não me provoque, mas vou ser generoso com você vou te ajudar na busca da Kagome, mas se você me tratar de novo daquele jeito eu te mato espero ter sido bem claro – falava olhando para Kikyou com um olhar mortal de ódio.

- Sim está bem, agora vou me deitar um pouco, depois tenho que começar com a encenação de irmã triste se me dá licença – Naraku então foi embora, Kikyou subiu para o quarto e trancou a porta – Desgraçado você me paga.