Notas iniciais
Depois de mil anos a bunitinha aparece de novo! haha Desculpem a demora queridos :) Espero que gostem do capítulo ^^ Obrigada pelos comentários e quem continua acompanhando :) ♥

[Edward]

Rosnei enquanto a fúria insana provocava tremores em meu corpo e o som dos cacos do abajur que eu extravasei minha ira, ainda cintilavam em algum lugar na minha mente. Ninguém se abalou, talvez esperando aquela reação de minha parte.

— Com que direito eles acham possuir para simplesmente levar meus filhos e Alice?

É claro. É claro que isso só poderia ser ações de Volterra. A lembrança de ver minha família e amigos naquela cena brutal ainda viva, me fez tremer um pouco mais e tive que prender as mãos em punho ao lado do meu corpo para ao menos não descontar toda aquela ira naqueles que não mereciam.

De braços cruzados e tão preocupada quanto irritada com o sequestro, Rosalie respondeu:

— São os Volturi, afinal, seu próprio nome detona a crueldade. Eles não precisam de uma justificativa para agirem dessa forma.

Eu ri. Um som irônico e que concordava com suas palavras. E como eram cruéis…

Bella ao meu lado, não falou mais nada desde que entramos novamente e eu podia sentir a energia que emanava de si enquanto ela mesma procurava se controlar para não explodir. Nossa aversão era antiga e aqueles vampiros simplesmente eram difíceis de engolir ao mesmo tempo temidos por nós. Eles detinham grande influência e ocupavam o topo da hierarquia vampírica.

Lara se aproximou, para prestar algum tipo de consolo naquele momento. Eu a agradeci mentalmente, embora ela não pudesse ter o dom de ler mentes.

Carlisle tirou a minha atenção sobre minha esposa quando continuou:

— Mas acredito que eles não serão capazes de fazer nenhum mal às crianças e à Alice. Ele a acha impressionante, ou seu dom, no caso.

Jasper ficou ereto. Seu olhar, apesar de centrado e "calmo", tinha um toque de desnorte sem sua amada. Era a primeira vez que sentia sua ausência, que estavam tão longe um do outro, embora fizessem apenas poucas horas que se separaram… Porém, eu sabia exatamente a sensação e não desejaria que ninguém experimentasse. Seus olhos âmbar encontraram os meus e fizemos um voto, de que aqueles vampiros sádicos se arrependeriam pelo menos um pouco de ter tomado aquela infeliz atitude.

Eles não seriam inescrupulosos em tocá-los. Assinariam sua própria sentença de morte. Mais uma vez fui tomado pela raiva.

— Precisamos ir até lá o quanto antes. — Bella falou entre dentes, antes que qualquer um de nós pudéssemos sugerir — E de um plano.

— Concordo. Não seria inteligente correr até Volterra e atacar, ou exigir que os devolvam. — Rosalie afirmou e a vi esboçar uma expressão compreensiva a Bella. Embora eu sempre desejei que ambas se dessem bem, ver aquilo acontecer agora, apesar de incomum, era um tanto confortante.

Rosalie estava diferente e isso de alguma forma trazia uma momentânea sensação de paz. Não precisávamos nos preocupar com desentendimentos entre nós.

— Não de primeira, acredito. Entretanto, devemos estar preparados para agir caso isso se torne uma resistência e consequentemente uma luta. — discursou Eleazar, que mantinha um braço protetor ao redor de uma Carmen com olhos inconformados.

— Eu não posso pedir que se arrisquem… — tentei começar, porém recebi olhares fulminantes das mulheres Denali e sobrancelhas erguidas do único homem do clã. Seus pensamentos continham vários xingamentos.

Irina quem se adiantou:

— E eu não posso crer que você pensou que deixaríamos de ir! Acho que falo por todo o clã que isso não é discutível. — colocou as mãos na cintura enquanto ainda soltava fogo pelos olhos num tom acusador e indignado — Talvez você não pense em nós como sua família também, mas lutaríamos até o fim!

Seu peito subia e descia devido suas palavras exasperadas, demonstrando todo o seu descontentamento diante do que eu estava propondo. Eu apenas não queria que se colocassem em problemas. Sabíamos como era bastante desagradável ser alvo de Volterra.

— Acho que não é necessário dizer mais nada. — emendou Kate, com um sorriso insolente.

Permiti-me entregar um sorriso mínimo. De fato, faziam parte de nossa família. Eu jamais ousei ter dúvidas sobre isto.

— Obrigado. E eu jamais pensei algo diferente disso, Irina.

“Acho bom mesmo!”. Respondeu mentalmente.

— Edward… — Lara, falou de forma cautelosa. — Você viu o que eles são capazes, os lacaios que fizeram isso conosco. Eles são habilidosos… Eu fui transformada a pouco tempo, porém sei dos talentos que Aro coleciona e sua sede por ter tudo sob controle. Tudo o que eu vi hoje, me fez perceber que ele está furioso e que os está castigando por omitir as crianças híbridas dele.

Bufei.

— Desculpe, Lara. Mas não acho que eu tinha o dever de avisá-los que tive não apenas um, mas dois filhos mestiços… Na verdade, era exatamente isso o que eu queria evitar.

Bella se manifestou de novo.

— Em suas mentes perversas, acho que eles acreditam que deveria sim. Eu não posso… eu… — fechou seus olhos, prendendo a respiração e assim tentando controlar a raiva. Seu corpo tremia.

Era compreensível seu estado, era recém nascida, somado ao fato de ter nossos filhos arrancados abruptamente de nossos braços, não facilitava seu temperamento.

Prontamente passei meus braços ao seu redor, beijando sua têmpora. Me despi da raiva por um instante, para tentar acalmar minha esposa. Ela precisava entender que se ela quisesse arrancar a cabeça daqueles monstros, eu a ajudaria, se quisesse de alguma forma causar dor a eles, eu também o faria. Seria cúmplice de qualquer ato maquiavélico que ela estivesse tramando.

Seu corpo tenso foi relaxando aos poucos, até ela soltar um suspiro e se lembrar de que não estava respirando. Abriu os olhos lentamente, pude ver as faíscas que saiam dali.

— Tudo bem?

Ela assentiu sem vocalizar sua resposta.

— Certo. Precisamos formular um plano para o que quer que aconteça. — falei firme, tentando me conectar ao instinto paterno e a ideia de logo encontrar com meus híbridos, ao invés da cólera pelos Volturi. Eles a teriam e como, mas era necessário se concentrar por hora.

Chegamos à conclusão de que àquela altura eles tinham conhecimento de que não se tratava de crianças imortais. Mas queriam — ou exigiriam — explicações. E por verem uma chance de também terem Alice, não hesitaram em levá-la. O que de alguma forma me tranquilizava, ela iria garantir que meus filhos estivessem seguros, na medida do possível

Traçamos diversas estratégias e enumeramos todas as possibilidades. Decidimos ir por terra, provavelmente chegaríamos até o entardecer no dia seguinte. Ou antes.

Meu coração se apertou com a saudade dos meus filhos, e até mesmo da baixinha irritante ao me deparar com sua obra de arte. Alice e sua obsessão por registros, enquadrou uma fotografia de família na parede acima da lareira com os rostos sorridentes e atmosfera feliz. Ela contrastava perfeitamente com o tom tenso e sombrio que se estendia por toda a casa.

Trocamos nossas roupas, colocamos nas bagagens tudo o que iriamos precisar e logo rumamos para nosso destino. Movidos pela indignação e ira.

[Alice]

— Tia Alice, o que está acontecendo? — perguntou Nessie, minha bonequinha, sua voz um pouco trêmula.

Queria não a preocupar, mas que medida eu poderia tomar num momento tão complicado? Corríamos a toda velocidade enquanto éramos perseguidos pelos lacaios de Aro.

— Precisamos ficar o mais distante possível daqueles vampiros malvados, Nessie. — disse apenas e escutei um ruído de terror seu, pois não conseguia ver suas feições.

— A nossa família vai ficar bem? E o papai e a mamãe? — quis saber, abalada.

— Eles ficarão bem, Nessie. Não se preocupe. E caso… nós fomos levados para algum lugar, não tenha dúvidas de que eles irão nos encontrar.

— Tá bom, tia. Eu confio na senhora… O papai vai ficar muito bravo por isso.

Concordei com a cabeça, sim, Edward iria querer massacrar os vampiros de Volterra e eu estaria disposta a ajudá-lo. Voltei a traçar algum plano ou caminho mais seguro. Jamais admitiria que não teríamos uma chance, até realmente estar diante dessa infeliz verdade.

Senti-me um tanto culpada por não ter visto nada que indicasse uma invasão. Talvez algum deles fosse um escudo igual a Bella. Era a única justificativa plausível para o ponto cego.

Thony se encontrava inconsolável em meus braços enquanto agarrada em minhas costas, Nessie tremia e olhava de tempos em tempos por sobre seu ombro, verificando se os "vampiros malvados" não estavam se aproximando.

Eles eram potencialmente habilidosos e dotados de talentos excepcionais. Ouvi suas gargalhadas sádicas e não consegui evitar que meu corpo gelasse ao lembrar do horror que apenas aqueles dois causaram com mais de quatro vampiros ao mesmo tempo reunidos em nossa nova casa, choraminguei internamente. Vê-los daquele jeito me fez sentir impotente e mal. Tão perversos... Eles eram de Volterra, ações dignas de um Volturi.

A única oportunidade que tive foi pegar os pequenos e disparar o mais rápido que pude pela floresta sem ter tempo para reunir o que eles iriam precisar além dos casacos. Talvez aquela estratégia não tivesse sido tão inteligente quanto imaginei que seria, mas nunca facilitaria que nos capturasse sem tentar lutar até o fim.

— Não pode fugir para sempre, baixinha! Não importa o quanto tente, vocês não irão escapar! — uma voz grossa fez questão de bradar, embora soasse divertida, como se o que estava acontecendo fosse uma brincadeira, um tipo de pega pega.

Que ultraje! Uma coisa era meus irmãos e amigos me associarem a esse apelido, mas ouvir um desconhecido e ainda mais um Volturi caçoar de mim, me enfureceu.

Parei por um segundo enquanto chutava o tronco de uma árvore com toda a raiva e indignação em meu ser para que despencasse sobre os invasores. O que provocou um efeito dominó, pois uma árvore caiu seguida de outra, e uma com certeza os atingiu.

Ouvi urros aborrecidos e sorri satisfeita com o objetivo cumprido, retornando a corrida. Porém, a animação não durou muito pois quando estava prestes a atravessar o era um riacho congelado, senti meu corpo paralisar, me assustando.

Todos os comandos que passava para meus músculos foram ignorados, simplesmente não conseguia, não era capaz de mover um dedo. Obra daqueles guardas de quinta!

— Eu teria deixado você achar que poderia escapar, baixinha, mas isso que fez, me irritou profundamente… Você estragou minha diversão! — a mesma voz de antes disse entre dentes.

Sua figura forte me contornou e ficou na minha frente, no olhar escarlate uma mistura de raiva e escárnio. Os cabelos loiros meio bagunçados. Poderia muito bem se passar por um garoto inocente com suas feições angelicais.

A garota, de cabelos escuros e íris da mesma cor que as dele, se posicionou ao seu lado e revirou os olhos.

— Eu não consigo entender essa sua fascinação por joguinhos, Jullian. Vamos, Aro está nos aguardando, ele foi bastante claro quando especificou que queria esses vivos.

O garoto bufou.

— Eu não iria fazer nada de qualquer forma, Zora. Eu só estava um pouco entediado. Queria brincar. — ele fez um teatral beicinho.

Ela sacudiu a cabeça, dando de ombros e me analisando. Depois para Nessie imóvel, audível apenas o som de sua respiração e batimento acelerado. O olhar buscando algo que não saberia dizer. Depois sorriu de lado.

— Eu imagino o que Aro pretende fazer… hum, estou ansiosa para saber. Vai ser interessante.

De repente o bebê berrou de novo e a menina fez uma careta desgostosa.

— Argh! Dê um jeito nesse bebê!

No mesmo instante o choro cessou e meu corpo ficou em alerta, a fúria queimando por dentro assim não o senti mais mexer. Como eles podiam fazer aquilo com meu sobrinho? O garoto tomou a palavra mais uma vez:

— Não importa o quanto tente se mexer, baixinha. Eu aposto que está se remoendo por não conseguir. Sinto muito! — seu tom de voz indicava que ele não sentia nenhum pouco.

— Deve ser péssimo, realmente.

— Eu não faço ideia, mas isso é tão divertido!

Ambos riram, um tom maquiavélico.

— Total! Assim calados, parecem até suportáveis… Deviam agradecer por sermos nós aqui, Jane e Alec fariam muito pior, acredite. — a tal de Zora explicou e eu revirei os olhos.

Eu agradeceria se ninguém tivesse a infeliz ideia de se meter com a minha família, quis retorquir.

O tal de Jullian bateu palmas, parecendo radiante e cantarolou:

— Não podemos mais perder tempo! Vamos para o novo lar! Vamos a Volterra!

Lembrei tremendamente brava deste último acontecimento em especial. Eu poderia ter feito muito mais, não queria que eles tivessem esse poder sobre nossa família. De nos ameaçar, embora eles mascarassem que se tratava de uma.

Péssimas lembranças passavam por minha mente sobre aquele lugar e eu não poderia estar menos desconfortável ali. Ainda que nunca ocupado aquele cômodo em questão. Um quarto arcaico, com detalhes de madeira polida brilhante, móveis da mesma cor, paredes em tom creme, sem janelas e lustres finos. Não podia negar que exalava certo bom gosto. Apesar de parecer tão antigo quanto os Volturi, não tinha cheiro desagradável de mofo.

Thony e Nessie caíram no sono, depois que tiveram a descendência de trazer leite e lanches para alimentá-los. Nunca entenderei como chegamos tão rápido, inexplicavelmente fui cegada ao mesmo tempo que estive paralisada. O que quer que fosse, eles queriam manter segredo. Mas eu tão pouco me importava e não estava interessada em elaborar teorias.

Aquela espécie de ponto de cego me causava um incômodo, não dor de cabeça, mas algo perto disso. Era estranho. Minhas visões não estavam estranhas, borradas e desconexas, muito mais difícil de tentar decifrar.

— Tia Ali? — perguntou Nessie baixinho, me virei para encará-la, pois me encontrava sentada na beirada da cama. Ela coçou os olhinhos e a ajudei erguer tronco, observou ao redor e fez uma careta. — Eu achei que tinha sonhado, realmente estamos em Volterra?

Suspirei.

— Estamos, bonequinha. Infelizmente.

­— Quando nós vamos para casa? — indagou, tão descontente por estar ali quanto eu.

— Eu não sei, Nessie, espero que logo. — disse sinceramente e peguei suas pequenas mãos, a encarando seriamente. — Escute, minha boneca, preciso que você seja forte, tudo bem? Você sabe sobre os Volturi, não é?

Ela assentiu.

— Eles podem ser malvados, você pode ficar com medo e eu não a culparei por isso, mas eu necessito que você seja uma menina valente, sabe quando não permitiu que suas amiguinhas se machucassem?

— Sim, tia Ali.

— É quase a mesma coisa, precisamos proteger um ao outro. Especialmente ao pequeno Anthony, okay?

— Tudo bem, tia. Eu não vou mostrar que estarei com medo mesmo eu estando.

— Certo. Boa menina. Eu estarei com você a todo momento.

Ela concordou com a cabeça num sorriso pequeno e passei meus braços ao seu redor, plantando um beijo no topo de sua cabeça. Eu só queria ir para casa. Ela confidenciou através de seu dom. A apertei um pouco mais. Eu também não queria ficar mais nenhum segundo ali, porém tinha plena consciência de que Aro exigiria uma audiência em algum momento.

De repente as portas se abriram sem nenhuma cerimônia e por ela irromperam três figuras encapuzadas. Dentre elas, reconheci apenas um rosto.

— Alice Cullen, o mestre deseja vê-los. — anunciou Demetri, um sorriso de lado nos lábios.

Reprimi a vontade de revirar os olhos. Deveria irritá-los o mínimo possível. Ao menos enquanto eu estivesse em desvantagem.

Assenti a contra gosto, despertei o bebê, que não acordou totalmente, ainda em estado de sonolência, resmungando baixinho. Agradeci, pois Thony não era acostumado a estar tanto tempo sem Bella e Edward, ele iria protestar alguma hora ou outra e temia o que poderia acontecer se caso ele se tornasse um “incomodo” para os Volturi.

Deixei que Demetri e os outros nos guiasse até o covil dos Volturi, segurando firme a mão se Nessie e apertando Thony em meu colo. Sentia um frio na espinha.

Troquei um olhar com minha sobrinha, tentando passar confiança e ela sorriu calmamente.

"A nossa família já está vindo"?

Afirmei com a cabeça discretamente e ela pareceu relaxar um pouco.

Exatamente como me lembrava, os três ocupavam seus tronos, exalando imponência, e no caso de Marcus tédio. A guarda a postos, vislumbrei novos recrutas, bastante jovens por sinal, e os dois que nos arrastaram até ali. Jullian piscou, ao passo que Zora continuou indiferente. Ao encontrar o olhar de Aro, notei um brilho de admiração. Provavelmente mascarando a cólera que deveria estar o corroendo por todo o estardalhaço.

— Ah, minha querida Alice! É tão revigorante vê-la uma vez mais. — saudou com sua voz melodiosa habitual.

Parei degraus abaixo o encarando numa expressão séria.

— Acredito que existiam formas melhores de realizar esse encontro. — não consegui evitar e alfinetei. Recordando do nível de sua crueldade para com minha família.

Aro juntou as mãos e seu semblante mudou, como se estivesse "compadecido" com as circunstâncias que nos trouxe até ali. Como se ele realmente fosse capaz de sentir alguma coisa além da ambição.

— Devo informá-la que jamais quis que chegasse a este ponto. Apenas fiquei curioso com o caso que abalou a cidade americana de Los Angeles… — o olhar escarlate pulou de mim para Nessie e Thony.

Ela estava temerosa e pude perceber que ainda que tivesse visto o quadro dos Volturi que Carlisle insistia em zelar, e nossa breve conversa, não foi o suficiente para deixá-la mais tranquila. Eles eram assustadores de fato.

— Também devo frisar que a intenção nunca foi revelar nossa espécie ao mundo. Aconteceu um acidente… — rebati as suas palavras, filtrando metade do que eu gostaria de externar.

— Ah, tenho a absoluta certeza que não, minha querida… — respondeu sem tirar os olhos de Renesmee.

— Por que a demora? Acaso pretende fazer essa audiência se estender pelo resto da noite? — Caius fez sua voz de sobressair, visivelmente desgostoso.

Aro ergueu a mão para silenciá-lo.

— Não nos encontramos nem na metade para encerrar este encontro, meu caro. Devemos aguardar nossos futuros convidados, certamente estarão aqui o mais pronto. — informou e Caius se encostou à sua poltrona com expressão fechada.

Ele sabia que minha família estaria vindo. O que ele estava pretendendo?

— Não acredito que seja necessário, Aro. Essas crianças são parecidas conosco. Nenhum crime foi cometido. — Marcus se manifestou em seu tom tedioso.

Aro se virou para ele no mesmo momento.

— Meus caros, peço para que tenham um pouco mais de paciência. — gesticulou em direção as crianças — Estes pequeninos realmente são especiais, preciso obter qualquer informação a respeito. Todos os detalhes. Vejam, eles têm cheiros incomuns, batimentos cardíacos estranhos… Isto é… fascinante.

Engoli em seco.

Não me agradava nenhum pouco o tom que Aro estava usando, o brilho insano em seus olhos. Apenas torcia para que nossa família se apressasse, as explicações ocorressem e voltássemos para casa.

— Minha querida Alice, se aproxime com estes pequenos, por favor.

Subi os degraus pouco contente, porém obediente. Seria loucura não acatar as ordens em silêncio daqueles seres, embora repugnantes, eram a autoridade máxima. E pior, poderiam fazer qualquer coisa maquiavélica a qualquer momento. Cada extensão do meu corpo tenso.

Ficamos à sua frente e ele pediu a pequena mão de Nessie se inclinando para nivelar suas alturas. Ela me encarou antes de fazê-lo e eu assenti. Mas ao invés de oferecê-la, espalmou sua mãozinha na bochecha direita do vampiro, que se espantou e o vislumbre fascínio pintando sua face novamente.

Minutos se passaram até que ele se afastou, trouxe Nessie para mais perto de mim e ele utilizou o seu timbre extasiado:

— Magnífico! — bateu palmas — Mal posso esperar para ter mais sobre essa história!

Notas finais
Então, o que acharam? Será que vai ter porrada? Beijos e até a próxima com os capítulos finais. Ai céus! Está quase acabando! Últimas chances de me sugerirem o que ainda querem ver por aqui! Não se acanhem hehe
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.