Amor De Irmão

18 Capítulo 18


Notas iniciais
Uia, novo capítulo...

Marissa B. Shay, sempre atenta aos detalhes, conferia, enquanto em seu quarto, uma lista dos pertences necessários para a viagem que faria com seu marido, Steven. A dedicada enfermeira ia marcando ponto a ponto, preocupada em nada esquecer, pois aquela viagem teria tudo para ser a melhor já feita pelo casal.

Ela dobrou uma canga que planejava usar na praia, e, enquanto fazia isso, lembrou com doçura a virada de 180° na atitude de seus dois queridos filhotes, que, de inimigos mortais, passaram a ser irmãos inseparáveis.

Em clara situação de alegria extrema, Marissa suspirou, sorrindo. Sua vida estava perfeita, tinha arrumado um belo e exemplar marido, seu precioso filhinho continuava com as boas notas na escola (com certeza, seria convidado por uma das universidades top), e, finalmente, tinha conseguido uma bonequinha para ser sua filha, um sonho que a mulher tinha havia muitos anos.

Não que Freddie não fosse importante o bastante, muito pelo contrário, mas Marissa sempre sentiu vontade de comprar roupinhas bonitinhas para uma menina. Uma pena que ela não tivesse conhecido Carly pequenininha, havia tantas roupinhas lindas para menininhas...

Mas não tinha do que reclamar, afinal de contas; Carly a acompanhava a diversas compras, e, de bom grado, ajudava-a a escolher vestidos para si própria, o que gerou elogios à sua elegância entre seus colegas de trabalho.

Estava tudo perfeito, afinal; e tudo conspirava para as coisas ficarem ainda melhores...

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Carly, a ‘irmã’

No aeroporto de Seattle, estamos Freddie, Marissa, Papai e eu aguardando na área de embarque o chamado do voo que levará os dois pra Cancun, no México, onde ficarão por uma semana inteirinha se ‘divertindo’. Eca, melhor não pensar nos detalhes...

O importante mesmo é como estou me sentindo.

Eu tô numa ansiedade que nem consigo explicar... vejo-me pensando nessa semana, a todo momento, a cada minuto, nunca fiquei assim tão, tão... nervosa com alguma coisa, nem quando eu me candidatei a cheerleader do colégio.

- Vocês, se comportem, hein, crianças? Se precisarem, voltamos na mesma hora, já sabem nossos números. E, assim que chegarmos, eu passo o telefone do hotel e o quarto em que ficaremos...

Marissa (Mamãe!), sempre atenciosa, nos disse isso, demorando um tempo absurdo pra dar um abraço e beijo no seu filhinho preferido (e o carinha que tá me fazendo me sentir flutuar, também conhecido como meu... meio-irmão), Freddie.

Não consegui escapar de um apertado abraço seguido de um apertão na bochecha (como eu odeio isso). Papai apenas me deu um beijo e, sem muitas palavras, foi embora com Marissa. Imagino que ele estivesse meio com peso na consciência por me deixar pra trás, pouco depois de passarmos anos separados...

Freddie e eu os observamos ir através do saguão, até finalmente ambos estarmos bem longe do alcance da visão deles. Olhei para meu irmão com um sorriso divertido, ao que ele passou o braço pela minha cintura, me trazendo para mais perto dele.

- Freddie! — fiz aquele protesto básico e vazio, quando na verdade adorei o gesto.

- Ninguém daqui nos conhece.

Eu o beijei no rosto, e, assim, como se fôssemos namorados assumidos, nos dirigimos ao estacionamento, onde ele e eu iríamos ao nosso apartamento...

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Algumas horas depois

Depois que chegamos, não nos falamos mais. É sábado, ou seja, não temos aula, nem qualquer outro compromisso.

Sabemos o que estar sozinhos neste apartamento significa. Significa que poderemos ter nossa primeira vez, depois de tantos beijos, amassos e carícias ousadas.

Como sempre fiz quando nervosa, mordo constantemente meus lábios, chegando até a machucá-los um pouquinho. Por via das dúvidas, eu arrumei muito bem meu quarto, e até comprei um pacote de camisinhas, pois sou precavida e não quero ficar grávida na minha primeira vez.

Mas eu não sei explicar o que acontece comigo.

Quero muito fazer amor com meu namorado, mas, ao mesmo tempo, sinto um frio no estômago assustador... do tipo: será que vai doer? Será que ele vai gostar de ver meu corpo sem roupa? Será que ele vai gostar de transar comigo? E se ele não gostar?

Eu... eu... gosto muito do Freddie. Mais do que já gostei de qualquer um que tenha namorado... se ele me deixasse, eu não saberia o que fazer...

De repente, batidas na porta chamaram minha atenção.

- Sim, Freddie, pode entrar...

Meu lindo namorado abriu a porta, mas não entrou no meu quarto. Ele sorriu pra mim.

- Er... eu tava pensando em uma noite especial pra nós dois. Eu já tinha comprado umas coisinhas pra um jantar... a velas, o que acha?

Eu arregalei meus olhos e senti uma coisa tão boa... de, tipo, um friozinho gostoso na barriga, de alguém que realmente se importa comigo.

- Você... você... fez o jantar? — perguntei, com meus olhos já brilhando.

Novamente, ele me jogou aquele sorriso maravilhoso, que me faz derreter, como seu eu fosse uma manteiga em cima de uma frigideira pelando de tão quente.

- Sim, meu anjo. Vamos... fazer como um casal que não precisa esconder seus carinhos de ninguém, ok? Mesmo que seja só por uma semana.

- Então, vou colocar meu melhor vestido.

- E eu, minha melhor roupa. Depois eu te levo pra passear no parque, o que acha?

Eu assenti com a cabeça, fechando meus olhos e sorrindo como uma boba. Isso está perfeito demais, não conseguiria pensar em algo melhor pra fazer com o Freddie. Ele devolveu o sorriso e pediu licença para sair.

Okay, hora de me arrumar...


Notas finais
Gente, desculpem pela demora...
E, apesar de não gostar, vou dar uma cornetada... sinto-me mais motivada a escrever se tiver mais comentários...
Obrigada e até a próxima!
Avante, Tricolor! Reviva nesta Libertadores!