Amor De Irmão
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Sensações de prazer nunca sentidas invadiam o corpo de Carly, obrigando-a a mexer freneticamente suas mãos na tentativa de acariciar cada pedaço do corpo de Freddie, mal tendo a morena o controle para não passar a mão em nenhum lugar que fosse inadequado. Afinal, era uma garota de respeito, e, por mais que estivesse desejando aquilo, não entregaria as coisas tão fácil assim.
Mas a atitude de Freddie tornava esse intento fácil. Suas mãos tinham ido no máximo até suas coxas, detendo-se sem que ela precisasse protestar. Não que ela fosse protestar, claro.
Tão logo saciaram sua vontade de beijar um ao outro, os dois se deitaram na cama, abraçados, Carly com a cabeça aninhada no peito musculoso de Freddie.
Após vários minutos, ela resolveu quebrar o silêncio:
- Freddie... e agora?
Ele pensou um pouco. Aquilo realmente era inimaginável, como eles poderiam levar um relacionamento vivendo basicamente como irmãos sob um mesmo teto?
- Eu realmente não sei. O que eu tenho certeza é que nossos pais não vão aprovar seus dois filhos se beijando, eles nos veem como irmãos...
- Mas eu não tenho seu sangue, não estamos cometendo nenhum pecado! — ela afirmou, movendo seu corpo levemente, de forma a ficar de bruços olhando para Freddie.
- E você, o que acha que vai ser de nós?
Carly sorriu, encostou o queixo na cama.
- Sei lá, vamos descobrir pouco a pouco, o que acha? Vai ser um segredinho só nosso...
Freddie sorriu e logo depois deu um selinho nela.
- Feito.
Ela então se sentou na cama, recompondo-se.
- Depois vamos ter de pensar nos lugares onde poderemos nos beijar...
- Aqui é um bom lugar... — Freddie a agarrou pela cintura, trazendo-a para perto de si e colando novamente seus lábios aos dela. Haviam se beijado tanto que seus lábios estavam dormentes.
- Tá bom, Freduardo, chega... — ela interrompeu rindo — Se passarmos muito do ponto, sua mãe vai reparar que nossos lábios estão inchados...
A morena se levantou e abriu a porta, olhando para trás logo em seguida.
- Acho que a gente se vê por aí, não é? — ela perguntou, logo depois de constatar que nenhum dos dois adultos olhava naquela direção.
- Podes crer, Carly.
E, com um sorriso bobo que não abandonava sua boca, Carly voltou ao seu quarto. Aquilo podia ser loucura, mas pelo menos ela teria algo para distrai-la durante o castigo imposto pelo seu pai.
Carly só não tinha a mínima ideia aonde aquela aventura maluca iria levá-la.
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