Amor De Alma
3 Capítulo 3
Notas iniciais
eu fiquei um pouco chateada a fanfic tem 13 leitoras e recebeu apenas 3 comentários no ultimo capitulo,isso desanima qualquer autor e/ou autora,então peço por favor comentem.Nos vemos nas notas finais
Pov Edward
A vida é um livro em branco, cada um escreve sua história, cada escolha te leva a um lugar, existem vários caminhos -independente de suas escolhas- ele te levará a morte, alguns mais rápidos que outros. Eu não me arrependo de minhas escolhas. Eu me chamo Edward Cullen, estudante de medicina na Universidade Harvard e ironicamente leucêmico.
Ninguém além de minha família sabia desse meu pequeno segredo, eu não precisava e não queria a pena de ninguém, fui diagnosticado com a doença aos 12 anos e hoje aos 22 me sinto um vitorioso por ter vivido tanto tempo.
Não acredito no amor, além do mais, para que me apaixonar se morrerei logo. Não quero partir e deixar um coração estraçalhado. Meus casos são de uma noite-nunca apresentei uma namorada para meus pais — admiro muito eles por estarem casados há 35 anos.
Tenho uma irmã gêmea, Alice, ela é tudo que eu jamais serei — é extrovertida, feliz, legal, de bem com a vida e principalmente, acredita na magia do amor — acho que as únicas pessoas que gosto são de meus pais e Alice. Na época em que eu fui diagnosticado com leucemia foi um choque em dobro já que corria um grande risco de Alice ter a mesma doença que eu, uma vez que somos gêmeos — mesmo sendo gêmeos fraternos- por sorte ela não tem a doença.
O despertador tocou tirando-me dos meus devaneios, não tinha ânimo nenhum para ir à faculdade, eu me sentia um pouco fraco devido aos exames que fui submetido ontem para saber se o câncer evoluiu. Caso os remédios não estiverem fazendo efeito vou ter que voltar a fazer quimioterapia ou radioterapia. Talvez, mais uma vez meu cabelo cairia.
Minha mãe acredita em milagres, com isso, ela acredita na cura da minha doença — mas milagres não acontecem e eu jamais diria isso a ela.
Grunhi alto e acabei me levantando da minha cama meio desanimado e andei até o banheiro. O que eu mais precisava no momento era de um bom banho quente e foi exatamente isso que fiz. Optei por usar jeans surrado e camisa de mangas compridas de flanela xadrez.
Sem prestar atenção em nada, desci as escadas, andei até a cozinha e quando cheguei lá, fui dominado por um delicioso cheiro, chegando perto da panela deduzi ser bacon, ovos mexidos e queijo cheddar. Uma vez na semana minha mãe me deixava sair da rigorosa dieta que fui submetido por causa da leucemia — mas eu não tinha apenas uma alimentação saudável, eu praticava exercícios físicos quase todos os dias.
Esme estava acabando de colocar uma jarra de suco na mesa, assim que me viu ela disparou uma onda de perguntas:
- Você está bem? Dormiu bem? Como está se sentindo? Fadiga? Cansaço?
- Bom dia mãe — a cumprimentei ignorando suas perguntas, eu tinha o péssimo hábito de acordar de mau humor.
- Oh! — exclamou — bom dia Edward, por favor me responda.
- Mãe eu estou bem — a tranquilizei — fica calma, relaxe.
- Como posso ficar calma com você doente?!
- Eu vou ficar bem — era o que eu sempre dizia para quem me perguntava, não que eu estivesse bem é claro.
Mais tarde naquele mesmo dia
Quando você está na faculdade, você é obrigado a ouvir muitas palestras — principalmente se você for estudante de medicina, ou qualquer outro curso que envolva cuidar de seres humanos — o tema da palestra que estou assistindo agora é – ironicamente — sobre o câncer: como fazer o diagnóstico correto, como contar a família do paciente, e principalmente: como fazer a vida de um paciente terminal ser a melhor possível, para mim só falta a ultima fase.
Eu tenho leucemia mieloide aguda- -um tipo raro de leucemia, tem alta incidência de mortalidade. A princípio, todos os sintomas da doença podem ser confundidos com uma gripe — é uma leucemia crônica, é um tipo de doença muloproliferativa caracterizada por uma translocação entre o cromossomo 9 e 22. Além de não encontrar um doador compatível, as chances de meu organismo não aceitar o transplante de medula óssea é de 54%.
Minha família faz de tudo para eu ter uma vida normal, mas a única coisa que me faria feliz no momento seria meu estágio que começaria semana que vem — ainda estou em dúvida sobre o que me especializar, se é que vou chegar a me formar- meu estágio seria no Massachusetts General Hospital. Consegui minha residência, não foi tão fácil como eu imaginava, porém, estudar medicina em Harvard e ser o melhor aluno do curso me fez conseguir a residência lá.
Minha família ficou orgulhosa de mim por isso e quando eu morrer espero que eles tenham orgulho da pessoa que fui.
Algumas semanas depois
Os resultados dos meus exames ainda não ficaram prontos, eu tenho noção de que foi minha a culpa do casamento de meus pais terem se desgastado muito ao longo dos últimos anos — mesmo que agora eles estejam bem — mesmo minha mãe dizendo que eu não tinha culpa da pequena crise que eles tiveram há alguns anos atrás, minha mãe era (quando eu fiquei doente ela abandonou o emprego) médica em uma clínica geral, mas essa profissão consumia muito de seu tempo. Já meu pai ficou preocupado em ganhar dinheiro e na sua companhia de engenharia e arquitetura consumiu todo seu tempo também, juntando isso à minha doença, o casamento de meus pais quase foi por água a baixo.
Meu estágio começou ontem, eu estou bastante eufórico, acordei por volta das seis da manhã, me vesti com as roupas adequadas: jeans branco, blusa pólo também na cor branca e o meu jaleco bordado no bolso D.CULLEN- eu me senti uma criança na Disneylândia. Meu primeiro dia no Massachusetts General Hospital foi uma experiência incrível, meu primeiro paciente foi um garotinho de quatro anos de idade que trocava o ‘’r’’ por ‘’l’’, ele tinha cabelos pretos curtos e mesmo com febre ostentava um sorriso- infelizmente ele foi diagnosticado com leucemia — eu torcia para que ele ficasse bem, mas principalmente torcia para que ele não se tornasse o que eu me tornei, um aborrecido, alguém que odiava a vida. É triste viver com um prazo de validade.
Hoje no hospital não estava tão empolgante quanto ontem, infelizmente eu tive o desprazer de ver um pai presenciar a morte de sua filha-acidente de carro-os médicos fizeram o possível, mas ela teve uma hemorragia craniana e sucumbiu à morte.
Já passava das 16 da tarde e eu ainda não tinha almoçado, até que Emmett, o diretor geral do hospital apareceu.
- Ei Edward — acenou para mim no meio do corredor da ala de emergência do hospital. Emmett tinha 37 anos e uns 100 quilos de puro músculo, ele é casado com a minha prima de segundo grau Rosalie.
- Oi-cumprimentei.
- Você já almoçou?-indagou, infelizmente minha mãe contou para ele da minha doença e o fez prometer cuidar de mim.
- Ainda não- admiti- eu tenho que remover algumas agulhas dos pacientes que receberam alta.
- Vai almoçar rapaz, outro estagiário faz isso por você -murmurou.
-Mas...
-Sem mas Edward,vai-mandou.
A passos quentes fui para a lanchonete do hospital, depois de enfrentar uma fila gigantesca, consegui comprar um café expresso e o beberiquei a caminho da emergência.
Quando estava perto da recepção, uma garota de cabelos pretos e óculos da mesma cor andava desesperada de um lado para o outro e correu até mim, ela não devia ter nem 19 anos.
Ela olhou para o meu jaleco e disse:
- Sr.Cullen, a minha amiga foi atropelada-ela fungou, a coitada se desmanchava em lágrimas- ninguém pode me dar uma informação.
A garota estava trêmula.
-Tudo bem,vou ver o que posso fazer,qual é o nome dela?-perguntei
-I-Isabella Swan-conseguiu falar.
Elas devem ser grandes amigas, nunca vi nenhum amigo se preocupar tanto um com o outro, por um segundo senti inveja, eu não tinha amigos-não assim que se preocupava comigo.
- Obrigada.
- Sente-se- indiquei para as cadeiras da recepção -eu já volto.
Usando do meu charme, descobri onde a tal Isabella estava, era errado flertar com a recepcionista, mas era por uma causa nobre. Saí de lá com informações sobre Isabella e com o número de telefone da recepcionista-mas ela não fazia o meu tipo.
Isabella estava na emergência, passei pela amiga dela e disse que veria a situação dela. A ala da emergência era repartida por cortinas, andei até a cama de numero 14 e quando eu a vi, meu coração disparou, ela tinha longos cabelos cor de mogno, pele branca. Tinha uma intravenosa no braço e curativo no supercílio, parecia tão pequena deitada na cama de hospital. Virei-me para a enfermeira que estava do lado dela.
- O que aconteceu com ela?-perguntei.
- Foi atropelada, ela bateu a cabeça, mas acho que está tudo bem, o Dr.Julius quer manter ela em observação pelas próximas horas e talvez ela faça um raio-x.
Assenti e quando olhei para a cama, a bela mulher começou a piscar várias vezes, até que finalmente abriu os olhos. Eu fui tragado por um mar de olhos cor de chocolate-nunca vi olhos marrom tão intensos -meu coração bateu tão rápido que pensei que teria uma sincope, meus joelhos tremiam e parecia que milhões de borboletas invadiram o meu estômago.Eu nunca me cansaria de olhá-la.
Podia até ouvir a voz de minha falecida avó Elisabeth ao fundo, dizendo sobre o amor dela e de meu avô Edward sênior:’’Nosso amor não era um amor carnal,é um amor de alma.’’
Notas finais
nesse capitulo vocês viram um pouco sobre o Edward,devo dizer que ele é uma pessoa irônica e que não acredita no amor,mais a bella vai mostra para ele o significado da palavra amor.
por favor comentem,não vai doer nada =)
ate a próxima.
Fale com o autor