Amor Contratado

3 Party all night! ... Or not.


Notas iniciais
Hey! TO PARINDO UNICÓRNIOS GALOPANTES AQUI SOCORRONEY! Jesus amado, como eu amo vocês. E Rick Riordan. E o One Direction. E F.T Vocês, pelos doze, d-o-z-e reviews MUITO OBRIGADA! E ao Tio Rick pelo lançamento de BoO em outubro SOCORRONEY! E ao One Direction pelo quarto album. E F.T porque sim. Enfim, eu demorei. E estou tão, tão, tão envergonhada com isso. As explicações são bem simples: Eu, a gênia, decidi postar minha fic junto com A MINHA SEMANA DE PROVAS! Sim, podem aplaudir, obrigada. E com 15 provas em uma semana, eu não tive tempo de mais nada a não ser estudar. Me desculpem mesmo! Tentei escrever um capitulo grande para compensar, agora, se está bom eu já não sei haha Aproveitem!

Sinceramente?

Já estava até pressentindo a merda que isso iria dar.

Não acredito que realmente me passou pela cabeça que contratar alguém que eu nunca vi na minha vida, para ser minha namorada, daria certo.

Quer dizer, além de muito mentirosa, Katherine Heed vinha com o pacote completo de ironia e seu vício irritante de cigarros.

Ela havia me encarado o dia inteiro e não entendia qual era o problema. Tínhamos acertado os detalhes sobre o namoro falso e ela não parava de sorrir maliciosamente com aquele cigarro entre os lábios.

Era certo que não podia negar que tinha seu lado sexy; os cabelos – apesar da cor – eram bonitos e seu rosto chamava a atenção. Os olhos verdes quase sempre brilhavam em um tom de ironia e por vezes, ficavam claro o suficiente para ver um contorno escuro sobre sua íris.

Ah que ótimo, eu estava divagando sobre os olhos da minha falsa namorada. Ótimo mesmo, Kyle.

Bufei e andei preguiçosamente até o pequeno banheiro, me olhando no espelho e levando um susto com a imagem refletida ali.

Meus cabelos castanhos estavam revirados e completamente despenteados. Meus olhos, que possuíam o mesmo tom de chocolate pareciam exaustos depois de uma noite mal dormida e minha barba estava rala sobre o maxilar definido. Eu estava péssimo e tudo por causa de uma garota.

Bem, de novo.

Após trocar minha confortável calça de moletom por uma roupa social, jogar uma água no rosto para espantar o sono e passar as mãos pelo cabelo despenteando-os mais ainda, segui até a cozinha americana para comer alguma coisa antes de trabalhar.

Nem percebi que a televisão de plasma estava ligada e um pacote de salgadinhos vazio em cima do sofá evidenciava que Katherine Heed era uma garota completamente sem modos.

Era bom saber que eu tinha mais coisas para adicionar a minha lista de arrependimentos.

[...]

O som da caneta batendo contra mesa de madeira era a única coisa que conseguia ouvir e a montanha de papel que se encontrava na minha frente não estava ajudando em nada a minha concentração.

Eu não estava tendo um bom dia e tudo só piorava ao saber que a qualquer momento Mackenzie entraria por aquela porta e, realmente, começava a imaginar que nem mesmo uma namorada de aluguel iria faze-la parar.

Como se por telepatia, ouvi saltos batendo contra o piso e nem me dignei olhar para a porta ao saber que a mesma havia sido aberta.

Ou eu era o maior azarado do mundo, ou o carma estava me perseguindo.

__Olá Kyle! Como você está hoje? Sua namoradinha nerd e broxante já desistiu de você hoje? – Sua voz aguda e irritante chegou aos meus ouvidos e rolei os olhos. Ela andou até minha mesa e espalmou suas mãos sobre a madeira.

Carma. Com certeza, era carma.

__Ha há. Que hilário Woodley, nossa, você é uma gênia da comédia, realmente – Me virei e dei de cara com Mackenzie sorrindo descaradamente para mim.

Nem preciso comentar o estado de suas roupas. Qual era o problema dessa garota?

__Lide com os fatos Kyle, não dou duas semanas para você estar chorando feito um gay porque levou um chute – Ela alagou seu sorriso e se curvou até chegar perto de meus lábios – Hm, quero dizer, de novo.

Fechei minhas mãos em punho, me controlando para não socar sua cara.

Logo depois, ouvi um pigarro e vi o ombro de Mackenzie ser cutucado.

__Com licença queridinha, você poderia mugir um pouco mais longe do meu namorado, por favor?

Minha ex se virou chocada para a figura postada a nossa frente. Kate estava com os cabelos rosa amarrados em um rabo de cavalo comprido, possuía uma blusa branca com os dizeres “Bad boys do better”* e sua jaqueta de couro preta contrastava com os shorts jeans rasgados e os coturnos.

E é claro, um cigarro ainda não aceso pendendo dos lábios.

__O que você disse? –Heed fez uma careta com a voz de Mackenzie e rolou os olhos logo depois.

__Desculpe, eu errei? Cacarejar talvez?

Woodley piscou umas três vezes até se voltar para mim rindo feito uma maluca.

__Isso é uma piada não é? Você está brincando comigo Kyle? Essa coisa é sua namorada?

Não sei o que me fez hesitar ao defender Kate, talvez a mudança de expressão em seu rosto ao ser chamada de “coisa”. Sua sobrancelha se arqueou e seus lábios se abriram em um sorriso irônico.

__Desculpe queridinha, mas você estava colocando essa coisa plástica que você chama de cara perto demais do meu namorado.

Ela andou um passo para frente e ficou cara a cara com Kate.

__Eu não dou nem dois segundos para você estar no chão chorando feito uma garotinha.

__Primeiro: Eu sou uma garota sua otária e segundo: Pare de fazer promessas, porque algum dia você vai acabar quebrando a cara ou terei o maior prazer em fazer isso por você.

Mackenzie bateu o pé no chão e saiu bufando, batendo a porta com força no trajeto.

__Uau. Hã, obrigado? – Arqueei a sobrancelha e ela sorriu.

__Hm, qual é a dessa camisa?

Ela olhou para a roupa que usava e esticou a blusa para poder ler o que estava escrito, abrindo um sorriso sugestivo – como aquele cigarro não caia? – com a frase.

__Pense o que quiser.

__Tenho até medo de saber qual a sua razão.

__Ah, bem, é melhor ter mesmo. Seus ouvidos não estão muito preparados para essa revelação.

__Obrigada pela preocupação.

__Não por isso.

__Bem, saiba que fez um ótimo trabalho como namorada ciumenta, mas tem que melhorar a sua meiguice. Sabe disso não é?

Ela rolou os olhos.

__Pare de ser tão gay Finnigan. E afinal, você quer que eu seja meiga com a mulher que te chutou?

__Eu não sou gay! – Elevei minha voz e ela me olhou irônica – E não estava me referindo a Mackenzie. Pode fazer o que quiser com ela.

__Mesmo? – Kate deu um sorriso cruel e estralou os dedos – Muito bom saber.

__Você está me dando medo Heed. Desse jeito, fico até com pena da Woodley.

É, talvez não.

__Pena? – Ela riu e se jogou na cadeira a minha frente, pondo os pés sobre a mesa – Você deveria ter pena de mim. Sou eu que vou ter que aguentar o veneno e aquela cara de cachorro raivoso dela.

Rolei os olhos com o seu drama e me aproximei.

__Afinal, por que você veio aqui?

Ela sorriu e se aproximou também.

__Você quer dizer, além de poder ver meu lindo namorado?

Bufei e ela riu aproximando mais ainda seu rosto.

__Vá direto ao ponto Heed.

__Tudo bem. Eu quero saber o que eu tenho que fazer Finnigan, que tipo de namorada você quer que eu seja?

__Como assim que tipo? Tem um tipo?

__É óbvio que sim! Veja bem, tem a namorada meiga – Ela arqueou uma sobrancelha e sorriu de canto, movendo seu cigarro involuntariamente – A patricinha, a nerd, a tímida, a desinibida...

__Que é o seu caso – Interrompi, corando um pouco ao perceber que ela estava perto demais.

Sua gargalhada preencheu a sala.

__É claro, mas também existe a namorada sexy.

__Sexy? – Arqueei a sobrancelha em dúvida.

__Sim – Eu podia sentir seu hálito de menta e tabaco sobre o meu rosto, conseguia ver perfeitamente o contorno dos seus olhos verdes e estava perdendo todo o raciocínio com sua boca chamativa. Que droga estava acontecendo aqui? – É a melhor de todas.

Respirei fundo, bagunçando meu cabelo em sinal de nervosismo e ela se afastou um pouco, engolindo em seco.

__Bem, pelo menos agora, entendo o porquê da sua ex namorada se aproximar tanto para falar com você.

__E porquê?

Kate sorriu em resposta.

K.H

PORQUE VOCÊ É FODIDAMENTE GOSTOSO!

Para falar a verdade, eu não sabia o que estava fazendo. Quando vi, já me aproximava e seus olhos castanhos me puxaram instantaneamente.

Não consegui controlar. Juro.

Eu xingava meu corpo de todas as maneiras possíveis por não reagir enquanto o perfume daquele homem já estava me deixando sem pensamentos. Só mais um pouco e minhas mãos parariam naquele cabelo despenteado sem o meu consentimento.

Tudo bem, talvez com um pouco dele.

Aquele cara era lindo de todas as formas possíveis e sua inocência era tão meiga que tinha vontade de rir cada vez que ele corava.

Bem, um metro e oitenta, cheio de músculos, com um maxilar perfeito e totalmente ingênuo era demais para a minha mente.

E ela não era nada pura.

__Heed? – Aquela voz grossa me chamou e um arrepio correu pela minha espinha. Oh céus! Eu não saberia o que fazer se ele sorrisse para mim da mesma forma como eu o faço. Provavelmente minha sanidade iria para o espaço caso houvesse qualquer traço malicioso em seu rosto – Katherine? Você está me ouvindo?

Ele se inclinou com o rosto preocupado – eu já não estava o respondendo a algum tempo, supus — e no meu estado de letargia temporária, não pude berrar um enorme “NÃO CHEGUE PERTO! GRIPE AVIÁRIA EXTREMAMENTE CONTAGIOSA!” antes que colocasse a mão – três vezes maior que a minha – em minha testa procurando sinal de febre ou insanidade.

É, talvez ele encontre alguma coisa.

__Tira essa mão de Hulk minha cara – Falei exaltada assim que percebi o que iria acontecer. De jeito nenhum eu o deixaria tocar em mim. Com toda certeza, pularia nele.

Ele rolou os olhos e se deixou cair na cadeira.

__Por que fica me chamando de Hulk? Eu nem sou tão musculoso assim – Falou irritado, corando e cruzando os braços.

MEU FILHO, VOCÊ SABE O QUE ACONTECE COM OS MEUS OVÁRIOS QUANDO VOCÊ FAZ UMA COISA DESSAS? NÃO TEM MUSCULOS? AHAM, SENTA LÁ CLAUDIA!

Soltei uma gargalhada.

__Se você está dizendo...

Ele bufou.

__E eu pensando que iria me livrar disso, mas estou começando a achar que você é pior que ela.

Meu estomago se revirou ao ouvir aquilo e uma raiva enorme me atingiu.

Eu sabia muito bem quem era “ela” e não gostei nada de ouvir aquilo.

Não gostei mesmo.

__Fale isso mais uma vez e quebro seu nariz em três partes diferentes Finnigan– Praticamente rugi diante de seu rosto, ficando milimetricamente perto e dando um soco na mesa de madeira.

Ele arregalou os olhos e corou instantaneamente.

__E-Eu... Hã... Me desculpe – Sua voz tinha ficado mais rouca e seus olhos estavam escuros como carvão – Não é verdade. Você nunca seria igual a Mackenzie.

Estreitei os olhos com a intensidade daquelas palavras. Me afastei e bufei em seguida.

__Você tem sorte de ter muita grana em jogo e eu estar no fundo do poço. Caso contrário, eu já teria caído fora dessa merda toda.

Mentira.

__Não tem nada a ver com a minha beleza avassaladora? – Ele perguntou em tom de brincadeira, tentando dissipar o clima que havia se formado. Oh, tão ingênuo.

__É óbvio que não! – Minha voz se elevou uns três tons acima do normal – Você nem é tão bonito assim Finnigan, não comece a se achar.

Mentira.

Ele riu descontraído e pôs a mão no peito, fingindo mágoa.

__Autch! Essa doeu Heed.

__Lide com isso – Sorri e ele revirou os olhos ainda com um vestígio de sorriso, se levantando logo em seguida.

__Você não tem que ir no salão se maquiar ou coisa assim? Sabe, hoje vamos a uma festa.

Que sutil.

__Hm, é, fiquei sabendo. Enquanto vinha para a sua sala todo mundo estava comentando. Então vou ter que bancar a namorada fofinha e delicada?

Pisquei os olhos meigamente – e ironicamente também – e Kyle riu.

__Sim, você vai. E por favor, vista alguma coisa normal Heed.

Olhei para as minhas roupas e depois arqueei a sobrancelha.

__Normal do tipo eu-sou-uma-vadia?

__Hã, não. Normal do tipo sou-uma-pessoa-completamente-equilibrada-e-esse-rosa-no-meu-cabelo-foi-algum-produto-altamente-toxico-que-eu-não-queria-mas-não-consigo-tirar-olá-como-vai-você?

__Dá para mostrar isso tudo com uma roupa?

__Eu sei lá. A garota aqui é você – Ele falou praticamente me enxotando da sala.

__Eu estou dura, como vou pagar por tudo?

Seus olhos se estreitaram mas mesmo assim, pegou a carteira e colocou uma nota de cem pratas na minha mão.

__Cem? Não dá nem para comprar um sorvete Finnigan.

Ele me olhou com raiva e muito a contra gosto, entregou o cartão de crédito.

__Ah, e a propósito – Falei um pouco antes que ele pudesse fechar a porta – O gay aqui é você.

E sai correndo.

K.F

Comecei a rir assim que vi aquela cabeleira rosa sair correndo desesperada.

Ela era maluca, mas poderia dar certo.

Mackenzie ficou com uma cara assassina o dia inteiro e isso me deu um alivio enorme. Eu sabia que ela ainda sentia alguma coisa por mim ou nem se daria ao trabalho de me irritar. O problema – ou a solução, pense como quiser – era a de que eu já não sentia nada por ela.

Kate havia ficado muito irritada com a comparação que eu tinha feito sobre ela e Woodley e soube que poderia usar aquilo ao meu favor. Eu era ingênuo, não idiota; sabia que Katherine Heed era o demônio encarnado e não podia deixar que as coisas ficassem críticas.

Depois daquilo o dia melhorou consideravelmente, até o horário de ir para casa. Mas tinha a certeza de que Mackenzie não se deixaria abater por, em suas próprias palavras, “um tufo cor de rosa sujo e mal criado”.

E sim, ela pareceu uma velha resmungona de 70 anos e estranhamente, quando falei isso para ela, gentilmente recebi um dedo médio em resposta. Juro que quase comecei a rir histericamente.

Quase. Não sou tão cruel.

Bem, talvez eu devesse abrir uma exceção para Katherine Heed. A maldita estava a quase meia hora trancada no banheiro do meu apartamento, mesmo sob ameaças de possíveis arrombamentos sobre aquela porta.

__QUE DROGA HEED! ESTAMOS ATRASADOS!

__CALA ESSA MERDA DE BOCA FINNIGAN! EU JÁ ESTOU TERMINANDO! FOI VOCÊ QUE DISSE QUE EU TINHA QUE ESTAR PERFEITA E SEI LÁ MAIS QUE DROGA!

Pois é. Sempre tão delicada.

K.H

Eu estava a ponto de desistir daquela festa idiota.

Infelizmente eu precisava de grana e tinha certeza que a montanha de músculos do outro lado da porta estava gostoso demais para resistir.

Sem mais explicações.

Então apenas suspirei e tentei pela décima vez, passar aquele rímel preto sobre meus cílios. O que estava sendo mais complicado do que a vendedora havia dito.

Já havia passado um trabalho desgraçado para colocar o vestido preto que ia até a metade das coxas, com uma renda preta e bem trabalhada nas mangas. Nem queria pensar em como iria tira-lo, parir um filho seria com certeza mais fácil.

Então, depois de metade do frasco estar dentro do meu olho, consegui deixar meus cílios mais longos e escuros. Ajeitei meu cabelo pela última vez e arrumei meu vestido. Me olhei no minúsculo espelho e gostei do resultado. Meu cabelo rosa estava despenteado, dando um ar selvagem ao look escuro que contrastava bem com meus lábios vermelhos e provocantes.

Treinei mais uma vez, andar pelo pequeno espaço com aquele arranha céu nos pés e quando percebi que conseguia não cambalear muito, resolvi sair antes que alguém tivesse um ataque.

Kyle já estava prestes a socar a porta novamente e quando a mesma foi aberta, sua mão permaneceu levantada e seus olhos começaram a se arregalar ao mesmo tempo em que sua boca se abria.

É, eu estava gostosa.

Tive quase a mesma reação assim que vi o que ele estava vestindo. Uma camisa vermelha xadrez se encontrava por baixo de uma jaqueta de couro preta, usava uma calça jeans surrada e escura, com um all star desgastado. Seus cabelos castanhos estavam parcialmente cobertos por uma touca verde musgo que, — mas que droga!- ficava maravilhosamente bem ele.

__V-Você... Hã... E-Eu... Festa...

Eu soltei uma risada diante da situação e soquei seu ombro para acorda-lo do transe.

__Vamos logo Finnigan.

[...]

Assim que paramos em frente à casa/mansão do tal indivíduo que eu não fiz questão nenhuma de decorar o nome, minhas pernas começaram a bambear. Fazia algum tempo que eu não ia em festas, – uma das “vantagens” de se estar sem um tostão no bolso – ainda mais acompanhada de alguém.

Pelo menos de alguém decente.

Ou bonito.

Então, quando paramos em frente a porta de madeira e quando o som podia ser sentido até nas minhas artérias, eu meio que comecei a procurar saídas de emergência.

Kyle tocou a campainha – o que eu achei ridículo pois a música estava tão alta, que eu não podia ouvir nem meus pensamentos -, mas como eu havia suspeitado ninguém sequer virou a cabeça.

__Essa é a sua “reunião entre amigos”?

Ele sorriu e deu de ombros como que se desculpa.

__Já faz um tempo que não saio.

Kyle então fez o lógico e abriu a porta, me oferendo o braço para enganchar.

__É sério isso? E o que mais? Vai me levar para o seu palácio em Malibu?

__Malibu? Por que príncipes teriam um palácio em Malibu?

__Eu sei lá, sempre preferi carrinhos a Barbies.

__Porque isso não me surpreende? – Dei um soco em seu braço e ele calou a boca. Enganchei meu braço no seu e revirei os olhos.

__Só vamos logo, namorado.

__Você quem manda, namorada.

Mas então, quando passamos pela porta, aconteceu uma coisa muito, muito bizarra. Todos e eu digo todos, pararam o que estavam fazendo para nos olharem.

Não estou brincando! Tipo um High School Musical versão adulta. Começamos a andar e a maioria olhava especificamente para o homem ao meu lado.

Até outros caras, o que foi bem estranho.

A ironia da vida era tão grande que ao som de “Fancy” comecei a ver tudo em câmera lenta. Fiquei tão empolgada que cheguei a mandar um beijinho para uma vagabunda que desidratava Kyle e joguei os cabelos para o lado, na maior pose de “Excuse me, bitch”.

Tudo em câmera lenta.

__Kate, você ta bem? – Parei o que estava fazendo e olhei para Kyle, que me observava como se eu tivesse problemas mentais.

__É claro! – Olhei para todas aquelas barangas que encaravam o Finnigan como se fosse um pedaço de carne. Ele era muito ingênuo para aquilo – Mas sabe, acho que ainda não estão acreditando que somos namorados.

Kyle olhou em volta e percebeu que todos nos encaravam. Ele pareceu incomodado quando passou os olhos por um grupo de caras que me secava descaradamente.

__E o que temos que fazer?

__Bem — Comecei falando casualmente. Ah, eu era cruel por me aproveitar de sua ingenuidade – Normalmente, os namorados seguram a cintura da garota. Sabe, é meio idiota, mas demonstra posse.

Seus olhos brilharam estranhamente e –tenho quase certeza que foi coisa da minha mente – ele olhou para os caras que me encaravam antes de enlaçar seu braço musculoso sobre minha cintura e me puxar com força para seu corpo.

Arregalei os olhos com a mudança de atitude e ergui a cabeça podendo ver, por um segundo, um sorriso malicioso em seu rosto.

Quanto aquilo, só tinha uma coisa a dizer.

HULK. SMASH!

Notas finais
Ficou legal? Alguém entendeu essa piadenha do final? Então tá. Gostaram? Odiaram? DEIXEM REVIEWS! *Bad Boys fazem melhor *Hulk esmaga!