Amor Cigano

11 Em Dose Dupla


Notas iniciais
E ainda havia boatos que eu tinha largado essa fanfic....

Em menos de cinco minutos na presença de Donna Smoak, Oliver teve a absoluta certeza que estava ferrado. Assim que a loira em questão entrou em cena, ao lado de seu amigo, ele sentiu nas suas entranhas que se encontrava numa via de mão única.

Não apenas por sua chegada espalhafatosa, e muito menos pelo seu inegável parentesco com Felicity. E sim pelo o seu olhar que prometia problemas. Especialmente para ele.

Oliver sabia que uma Smoak já estava sendo demais para seus neurônios, mas agora duas? Não estava certo se sobreviveria a essa provação em particular.

Felicity's Pov

Oliver estava ferrado!

Fazia mais ou menos três dias que mamãe voltara e desde então, Oliver não havia tido um momento de paz. Podia ver em seus olhos o seu desespero.

E não, Donna não estava tagarelando sem parar no ouvido dele à cada oportunidade, nem mesmo aparecendo de supetão no casarão principal para o surpreender em algum momento delicado. Não.

O que ela estava fazendo mesmo era enviar sorrisinhos maliciosos e longas olhadelas conspiratórias na direção do pobre Garanhão.

Há quilômetros de distância qualquer um podia sentir sua tensão.

Mamãe estava fazendo o pior tipo de tortura com o meu futuro-namorado-e-marido. E isso estava me dando nos nervos! Como conseguiria fazer Oliver gostar de mim, quando minha própria mãe se mostrava uma...Uma doida com essa tática de tortura?!

Quando pensei que ter Donna por perto para me dar umas dicas afim de conquistar o Garanhão seria bom, eu estava mal da cabeça!

— Qual é o sentido de você ficar encarando o Oliver dessa maneira? — Explodi de repente, parando meu trabalho no celeiro e olhando mamãe, que tinha acabado de usar sua "tática" mais uma vez, ao ver Oliver passar rapidamente em frente ao celeiro, do lado de Barry.

Piscando os olhos, Donna me olhou.

— Querida, sobre o que você está falando?

Semicerrei os olhos. Tava na cara que ela estava simulando ignorância no assunto!

Larguei a vassoura, para colocar as mãos na cintura.

— Você sabe muito bem sobre o que estou falando. — Bufei — Não se faça de desentendida.

Ela virou o rosto.

— Eu realmente não sei o que você está querendo dizer.

— Se você não compartilhar seu plano comigo, irei contar a Barry o que você fez no Natal passado. — Ameacei, sem dó nem piedade.

Imediatamente recebi a reação que esperava: Donna agora tinha os olhos tão esbugalhados enquanto me fitava, que por um segundo, julguei que os mesmos sairiam andando.

— Você não se atreveria!

Levantei uma sobrancelha.

— Quer apostar?

Com uma expressão amuada, ela se deu por vencida:

— Poxa, Felicity...Tô fazendo isso para o seu próprio bem! — Começou a cara de pau — Tommy me contou tudinho sobre o seu primeiro encontro com meu futuro genro! Sei que voc-

— Tommy é um fofoqueiro. — A interrompi, altamente irritada com o meu amigo traidor. Esperava isso de Rene, mas não de Tommy!

Donna se ofendeu por ele.

— Ele não é fofoqueiro! Só contou o que uma mãe, como eu, deveria saber sobre sua filha.

Era exatamente o oposto. Uma mãe como ELA não deveria saber nadinha sobre a vida amorosa de sua filha.

Balancei a cabeça, impaciente.

— Esquece, deixa esse assunto pra lá, só me diz porque você fica encarando o Oliver tanto desse jeito.

Não sei se foi para me irritar ou simplesmente uma resposta automática do seu corpo, mas assim que Donna ouviu minhas palavras, exibiu o mesmo olhar enigmático que nos últimos três dias passou a disparar na direção de Oliver.

— Querida, você não gosta dele? — Questionou e eu franzi o cenho.

O que o cu tinha a ver com as calças?

— Não era pra você tá me respondendo e não fazendo uma pergunta? — Rebati, ligeiramente perturbada pela sua questão.

Não tinha parado para refletir muito sobre gostar ou não do Queen. Quer dizer, estar interessada na pessoa já contava como gostar, num é?

— Ok, vou responder sua pergunta. — Suspirou, dramática — Quando o olho dessa maneira estou tentando transmitir o meu consentimento e minha aprovação, não quero que meu genrinho pense que eu o desaprovo ou qualquer outra bobagem do tipo. — Ela soltou uma risadinha — Acredita que Tommy falou que a primeira vista, Oliver ficaria assustado comigo? Dá pra imaginar? Se assustar comigo?

Oh, Deus.

— Não mãe, não consigo nem imaginar uma coisa dessas. — Retruquei, na maior ironia. Uma enxaqueca parecia prestes a bater contra a minha cabeça oca.

Diabos! Donna não deve ter só assustado Oliver com esses sorrisinhos, não! Deve o ter amedrontado para sempre! Não era por nada que ele havia até adiado minhas aulinhas particulares e evitado completamente o escritório de Henry nos últimos dias.

Se Donna estava querendo quebrar o gelo com o meu Queen, estava falhando miseravelmente. Assim como eu estava falhando em o manter ao redor do meu laço, pensei desanimada.

Era como se eu fosse capaz de dar um passo a frente e mais dois para trás.

Deveria começar a pensar numa nova estratégia de jogo...Tanto para mim quanto para mamãe. Ela precisava URGENTEMENTE parar de lançar AQUELES olhares para Oliver.

Ou ele escaparia da minha vista mais rápido que havia escapado de minhas mãos.

(...)

Por vias das dúvidas, decidi que a melhor coisa a fazer nessa situação desesperadora — e absurda -, era me consultar com a pessoa mais indicada: Nyssa.

Afinal de contas, não havia sido ela mesma quem estava aos beijos com Sara dias atrás, quando as duas mal trocaram duas palavras? Precisava saber seu segredo!

Empenhada na minha tarefa, caminhava até os limites da fazenda Allen, querendo chegar ao meu destino o mais rapidamente possível. No entanto, como sempre, estava tendo certa dificuldade, uma vez que Nyssa escolhera realmente um lugar péssimo de localização para fixar residência nas terras Allen.

Sua casa — tava mais para cabana, pronto falei! -, conseguia se camuflar facilmente com a vegetação densa ao redor. Mas para a sorte geral, existia um lago nos limites da fazenda — o mesmo lago o qual Profeta adorava -, que servia de guia para ninguém se perder no caminho.

Resmungando todos os impropérios do meu nada vasto vocabulário, avancei pela trilha até, por fim, alcançar a casa da minha cigana favorita. Não me surpreendi por encontrá-la já na porta me esperando.

Nyssa sabia de tudo.

— Olá Felicity, estava te esperando. — Me saudou bem do seu jeitinho Nyssa-de-ser.

Confesso que mesmo conhecendo Nyssa há anos, ela ainda conseguia me causar arrepios.

Forcei um sorriso tranquilo.

— Por que isso ainda me surpreende?

Não esperava por uma resposta pela minha pergunta retórica, mas é claro que Nyssa não fez caso disso e mesmo assim, se dignou a dar de ombros e responder diplomática:

— Talvez porque você não seja capaz de ouvir Eles como eu.

Ainda bem!

— Confie em mim quando digo que este é um dom que eu não gostaria de ter. — Ri nervosa e acrescentei no caso dela se ofender — Sou muito medrosa pra essas coisas! Você tem a coragem de poucos.

Ela franziu o cenho, me estudando atentamente.

— Às vezes você pode ter mais coragem que imagina. — Sua expressão se suavizou de repente — Mas não foi para discutir sobre esse assunto que você veio aqui, certo Felicity?

Eu juro, Nyssa ainda um dia conseguiria me matar do coração com aquele seu ar misterioso e língua certeira.

Sem nenhuma outra alternativa, fui direto ao assunto:

— Como diabos você conseguiu fazer Sara cair na sua rede em tão pouco tempo?!

Ok, ok, depois que a questão saiu dos meus lábios, notei que poderia ter sido muito mais elegante e menos eloquente ao questioná-la justamente isso, mas...Qual é! Estava desesperada há semanas! Especificamente desde que Oliver havia posto os pés em Lian Yu e toda a impressão que consegui lhe passar foi de uma louca desvairada. Era compreensível meu surto.

Nyssa fez uma careta para mim, era óbvio que ela também julgou que talvez teria sido melhor eu ter certo cuidado com as minhas palavras.

— Você deveria tomar cuidado com a sua língua e não sei como explicar o que aconteceu entre eu e Sara, simplesmente aconteceu.

Foi a minha vez de fazer uma careta. Nyssa tinha que ser tão comedida assim? Umas informações a mais não mataria ninguém.

— Nyssa, por favor, mais detalhes! — Pedi sem vergonha — Impossível você ter chegado em cima dela e boom! Aconteceu!

Ela tava achando o que? Que nasci ontem?!

— Acredite ou não, mas foi exatamente isso o que aconteceu. — Deu de ombros, fazendo pouco caso da minha cara de indignada.

Respirei fundo, contando de um até dez. Se ela não queria falar, não podia obrigar, sem contar que não precisava invadir a privacidade dela desse jeito né? E isso não tinha nada a ver sobre a remota possibilidade de eu ter medo de Nyssa me jogar algum vodu, caso eu continuasse a insistir no assunto...Imagine.

— Fico feliz por ter acontecido.

Assim, ao menos, não teria mais que me preocupar com Sara na jogada para conquistar o garanhão...

— Ela nunca esteve nessa jogada de qualquer jeito. — Nyssa disse e só aí notei que falei em voz alta meu pensamento.

Pisquei os olhos, surpresa.

— Como assim ela nunca esteve na jogada? — Perguntei, mas não deixei minha querida amiga me retrucar. De repente ficou claro demais o que ela estava insinuando e foi inevitável um sorriso não despontar dos meus lábios. — Ah, Nyssa, é claro! Eu já sabia que Sara não seria páreo para mim, mas você não precisava falar isso! Você deve alguma lealdade à Sara, já que vocês duas estão tendo um lance... — Pausa constrangedora — Vocês estão tendo um lance, certo?

Ela me fitou exasperada e eu, obviamente, não entendi nada.

— Você realmente precisa de um filtro.

Após isso, ela meramente girou os calcanhares e entrou na sua cabana, me deixando uns bons minutos parada igual uma idiota ainda tentando interpretar tudo que ela havia me dito.

Nyssa não fazia sentido algum! Conclui um pouco preocupada, afinal, ela era minha xam...cigana particular, logo ela tinha que estar bem da cabeça para me passar informações fresquinhas do Outro Lado...

Apressada, resolvi segui-la e assim como o previsto, nada em seu lar era típico. Em diversos lugares da caban...casa, tinham borboletas artesanais penduradas — até no teto! -, dando um ar bastante pitoresco e simpático para qualquer visitante que não fosse sisudo. Seus móveis não eram nem novos e nem muito antigos. Digamos que eram somente conversados...Assim como os tapetes que cobriam a residência de Nyssa inteira!

E quando digo inteira, falo a sério.

— Sério, o que você tem com tapetes? — Resmunguei ao vê-la sentada no sofá da sala.

Ela deu de ombros.

— Se eu te explicasse, ainda assim você não entenderia. — Disse calmamente e eu franzi o cenho.

Esse era o seu jeitinho delicado de me chamar de burra?

Enruguei o nariz, desgostosa.

Sem perceber que o meu estado de espírito estava mudando, Nyssa continuou:

— Mas o meu gosto por tapetes ou não, não é o importante agora. — Murmurou em tom seco — Sinto que se eu não lhe der uma resposta apropriada para sua dúvida, você não me deixará em paz nem tão cedo.

Isso que é amizade!

Pensei em dizer que ela conseguiria livrar-se de mim facilmente caso conjurasse algum vodu, no entanto, resolvi permanecer quieta. Era melhor não expor meu ponto fraco dessa maneira.

— Nossa Nyssa, as vezes você é tão delicada... — Não pude me conter e é claro que, em questões de segundos, senti meu rosto inteiro em brasas.

Poxa, minha língua não tinha mesmo jeito não! Como ela mesmo havia recomendado mais cedo, eu tava precisando dum filtro.

Me ignorando totalmente, ela recitou:

— Um homem pode muito bem levar um cavalo até a água, mas ele não pode obrigá-lo a bebê-la.¹ — Seu tom mais uma vez era firme, calmo...impactante.

Foi inevitável ficar em silêncio, refletindo por alguns minutos seus dizeres. Não era boba, sabia muito bem o que Nyssa queria implicar com essas palavras, mas mesmo assim...

— Não é como se eu estivesse obrigando Oliver a alguma coisa. — Me defendi, remexendo-me no meu canto incomodada.

— Você sabe muito bem o que eu quis dizer. — Nyssa advertiu séria. Era quase como se o velho Henry Allen estivesse aqui do meu lado chamando minha atenção e me dando uns puxões de orelha.

Semicerrei os olhos com o pensamento. Henry certamente teria muito a falar sobre esse assunto.

— Se Henry ainda estivesse vivo, teria dito o mesmo. — Confessei.

— Eu sei e por isso estou te falando isso, é para o seu próprio bem.

Fiz uma careta.

— Pode deixar, Nyssa, eu sei exatamente onde estou me metendo e o que estou fazendo.

Bem, ao menos era isso que eu esperava.

Nyssa me atirou um olhar presunçoso.

— Creio então que você já esteja ciente da parceria entre Oliver e Slade?

Abri os olhos, bastante alarmada.

— VOCÊ DISSE O QUÊ???! — Gritei, tendo a certeza que se já não estivesse sentada, teria caído igual fruta podre.

Meu cérebro se recusava a crer que de fato, havia escutado Oliver e Slade numa mesma frase. Não era possível!

Os olhos de Nyssa brilharam, satisfeitos. E sem cerimônia alguma ela começou a me contar detalhe por detalhe aquela fofoca que prometia estremecer algum polo do planeta...Ok, ok, talvez estremecer somente Lian Yu. Ou algum "polo" do meu corpo.

Oliver's Pov

A vida é imprevisível.

Cheguei a essa conclusão ao notar que de fato tinha encontrado algum tipo de paz, fazendo a última coisa que imaginava nessa vida e na companhia de um quase completo desconhecido.

— Você costuma inspecionar as cercas com quem, geralmente? — Perguntei a Barry, enquanto ainda cuidava da minha tarefa.

Inspecionar cercas era muito mais fácil e prazeroso que varrer estercos. Ou cuidar da contabilidade de uma fazenda já falida. Podia até mesmo admitir que era melhor que cuidar também duma empresa de sucesso.

Deus sabia o quanto a QC fritou meus neurônios tentando solucionar seus problemas internos ao decorrer dos anos.

— Com Rene ou Felicity. — Barry respondeu, fazendo-me quase tropeçar em meus próprios pés.

Estive tão distraído recobrando minhas lembranças amargas, que tinha até me esquecido de Barry.

— Ah...

O melhor em estar na companhia de Barry? Era a falta de necessidade em elaborar alguma conversa para preencher o silêncio. Mas esse era também o pior em estar na sua companhia...

Como o imaginado, voltamos a focar no nosso trabalho sem abrir a boca. Tudo ia relativamente bem, na paz do senhor...Até um furacão loiro aparecer através da mata densa. Franzindo o cenho, parei o meu trabalho para prestar atenção em Felicity.

Sério, o que ela tinha com matos? Sempre ela estava surgindo através de um, era absurdo!

Tão ou mais transtornado com a aparição da O'Hara Loira, Barry fitou Felicity.

— Felicity? O que está fazendo aqui? Aconteceu alguma coisa na fazenda?

Ele a questionava como se fosse algum fato inédito Felicity aparecer de repente no mesmo lugar que eu estava, pensei irônico, olhando Barry de rabo de olho.

Sua carinha de bom samaritano não me enganava mais. Ele com certeza estava trabalhando com a Loira Problema que queria me conquistar. Ou eu estava apenas começando a ficar paranoico.

Fiz uma careta, não gostando de nenhuma das alternativas. Era perceptível que ambas me trariam aborrecimentos. Merda.

— Estava voltando da casa de Nyssa quando percebi certa movimentação por aqui e resolvi checar. — A Loirinha Problema deu de ombros, enquanto respondia a pergunta do suposto cúmplice.

Se possível, minha paranoia subiu a um novo nível ao ouvir o nome da Corneia Playboy — será que ela também fazia parte de um certo plano diabólico da O'Hara contra a minha pessoa?

Como se soubesse o que estava passando na minha mente BRILHANTE, Felicity voltou os seus nada-inocentes olhos na minha direção. Imediatamente um brilho perigoso cruzou os seus olhos.

Ok, isso não pode ser bom. Pra mim.

— Falando em Nyssa... — Ninguém falou —...ouvi uma coisa muito interessante lá na casa dela. — Ela completou, com um sorriso selvagem NA MINHA DIREÇÃO.

Por que ela estava olhando pra mim quando claramente estava conversando somente com Barry? A vontade de sair correndo apenas se intensificou mais ainda.

— O que exatamente você ouviu, Felicity? — Barry perguntou na maior ingenuidade. — Se Nyssa falou, com certeza é importante. — Completou, solene.

Era tão...estranha a fé cega que todos aparentavam ter pela mac-cigana! Até onde sabia, ela poderia ser uma completa charlatã — além de destruidora de relacionamentos falsos de carteirinha! — que lucrava em cima de pessoas inocentes.

Mas voltando a situação delicada...Felicity sorriu na minha direção e eu tive certeza absoluta que estava ferrado.

— Oras! Acabei de descobrir sobre a parceria do século! — Colocou as mãos na cintura e finalmente olhou diretamente Barry — Não é engraçado como nosso administrador aqui é um investidor bastante criativo?

Ah, ótimo, ela sabia da minha parceria com Slade. Realmente, ó-t-i-m-o.

Certo do desastre que estava próximo a surgir, fiquei imóvel, prendendo meus olhos em Barry, aguardando por suas acusações. Recordava muito bem ainda a reação de Tommy diante minha duvidosa parceria com Slade Wilson — o maluco de Lian Yu.

A princípio o rosto do menino-fazendeiro esboçou surpresa mas tão logo, já não havia rastro de mais nenhuma emoção sequer para se ler em seu rosto...O que era extremamente enervante.

Barry deveria ser um livro aberto!

— Bastante engraçado, mas eu já sabia de tudo isso, Felicity. — Ele disse por fim, nos deixando boquiabertos.

Se ele já sabia, por que não tinha surtado comigo igual Tommy?

Notei quando Felicity arqueou uma sobrancelha.

— E você não está chateado? — Ela perguntou e eu reprimi a vontade de soltar algum comentário depreciativo.

Será que ela tinha esquecido da minha presença?!

Barry riu.

— Eu não, por que estaria?

Pisquei os olhos, começando a contar mentalmente todas as razões para que ele pudesse se chatear comigo. Bem, ao menos estava contando as razões que Tommy havia me dado antes.

Breve silêncio.

— Hm...— Felicity trocou um rápido olhar entre eu e Barry —...não faço a menor ideia.

Tava na cara que ela não estava entendendo a atitude de Barry em relação minha parceria com Slade. E se eu não estivesse tão ou mais confuso que ela, com certeza já estaria me regozijando pela sua derrota.

Como se nada estranho estivesse ocorrendo, Barry bateu as mãos, animado.

— Ótimo, Felicity agora que você está aqui pode ajudar a inspecionar as cercas! — Declarou agitado e percebi quando um olho da Loirinha começou a piscar num tique nervoso.

Ha! Quem ri por último, ri melhor!

—...e Oliver você pode ajudá-la. Eu voltarei à fazenda para cuidar dos cavalos. — Completou, com um sorriso matreiro no rosto.

Merda. Barry definitivamente tinha um jeitinho todo especial em se vingar.

Felicity's Pov

Barry era um traidor!

Ok, admito, não tinha sido o meu momento mais brilhante quando resolvi expor Oliver para Barry. Afinal, estava furiosa e pessoas furiosas tem tendência a fazer titica de galinha. Agora, analisando a situação com mais calma, via que Barry tinha razão em não se chatear com Oliver, afinal, o mesmo já não o estava ajudando de graça? Não era como se o Garanhão o estivesse tentando passar pra trás...

Mas eu estava realmente surpresa por ele ter tomado algum interesse em se tornar sócio do Slade. Ele pretendia fixar residência aqui? A possibilidade fazia meu coração dar cambalhotas que deixaria qualquer médico preocupado com o meu estado.

— Por que você resolveu investir no negócio de Slade? — Soltei de repente, sem mais conseguir conter minha curiosidade.

Lentamente, assisti meu Garanhão se afastar das cercas e me fitar dum modo bastante...concentrado. Era como se ele estivesse analisando algo por trás da minha pergunta.

Bem, finalmente me ocorria que o homem poderia ser paranoico e eu estava fazendo um péssimo trabalho em conseguir sua confiança.

Mandou bem ein Felicity!

— Não se engane, o investimento não é para mim, é para Tommy. — Informou com petulância e foi o suficiente para me deixar boquiaberta.

Tommy também estava nessa mutreta? E nem tinha me contado nada? Ah, não!

— Mas Tommy trabalha para Barry! — Soltei o primeiro argumento válido que me veio à cabeça.

Oliver elevou uma sobrancelha.

— Felicity, você sabe melhor que ninguém que Tommy é um completo desastre na fazenda.

Contra fatos não há argumentos, seja quem for que inventou essa frase, estava correto. Sem fala, continuei encarando meu garanhão. Ele tinha um ÓTIMO ponto.

Tommy podia ser meu amigo, no entanto, era fato que ele não levava o mínimo jeito para o trabalho na fazenda. Compreendia perfeitamente bem que suas intenções eram boas, mas...Suspirei triste.

— Você tem razão, Tommy é um completo desastre. — Pausa — Ual, não fazia ideia que você era um amigo tão bom assim!

Ok, eu fazia sim uma certa ideia de que o Oliver era um ótimo amigo — eu tenho olhos! Qualquer um que o observe ao redor de Tommy, pode ver isso. -, mas a cada dia me surpreendia mais com o que ele era capaz de fazer para preservar a vida do amigo.

Só me restava imaginar até onde ele iria caso se apaixonasse por alguém...Que no caso, teria de ser eu esse alguém tão especial.

Diante meu elogio, uma ruga se formou na testa do Garanhão. Ou ele não estava acostumado a elogios — o que eu achava altamente impossível tendo esse rosto -, ou ele simplesmente não estava a vontade comigo o elogiando. Infelizmente, acreditava piamente na última opção.

— Não precisa exagerar, estou fazendo isso tanto por mim, quanto por Tommy. — Encolheu os ombros — Pretendo colher os lucros do meu investimento.

— Eu vou começar a fazer uma lista.

Oliver me encarou, piscando rapidamente.

— Uma lista? Do que você tá falando agora?

Abri um sorriso tranquilo, antes de responder:

— Uma lista do que você não gosta. — Ergui um dedo — Número um da lista: Você detesta elogios sentimentais.

Incrível, mas o rosto dele tomou a coloração de todas as cores quentes existentes. Só me restava descobrir se era por raiva ou constrangimento.

Após uns minutinhos em silêncio, o rosto do Garanhão finalmente voltou a coloração normal e ele começou a me examinar com atenção.

— Srta. Smoak, se essa é a sua tática para tentar me conquistar, devo comunicar que não está funcionando. — Sua voz soou paciente e dessa vez, seu rosto não denunciou nenhuma expressão alarmante. Ao contrário. Parecia granito.

Qualquer mulher na minha situação, com certeza pediria desculpas, se desanimaria e quem sabe, desistiria do plano "Conquistar Garanhão" para sempre. Mas como eu não sou como qualquer mulher...

— Então quer dizer que eu tenho chances se eu dançar conforme a música? — Perguntei bastante alegre, o que fez Oliver me mirar exasperado.

Provavelmente ele estava pensando que eu era louca.

Novamente, um silêncio pesado caiu sobre nós, onde Oliver só limitava-se a me encarar com um tique estranho no olho esquerdo.

Hm, ao que parecia, eu havia quebrado o Garanhão...

— Por que não nos limitamos a somente sermos amigos?

Ou não...

—...eu realmente não estou interessado em nenhuma aventura romântica. — Oliver continuou divagando — Pelo menos, não após o meu fiasco com Sara e a Corn- Ele tossiu —, e a Nyssa! — Respirou fundo, tentando se recompor. — O que eu quero dizer é o seguin-

— Tudo bem. — O interrompi. — Entendo o seu ponto e está tudo bem pra mim.

— Me desc-Hein? — Completamente confuso, o Garanhão me fitava sem sequer piscar os olhos.

— Eu disse que está tudo bem, concordo com você. — Disse a ele. — Uma garota simplesmente sabe a hora de se retirar. Além disso, um amigo é muito mais precioso que um namorado, certo?

...Eu definitivamente o quebrei.

Estático no mesmo lugar, Oliver era a prova viva que uma pessoa poderia se tornar uma estátua facilmente.

Satisfeita até demais com o meu feito, girei os calcanhares e comecei a caminhar em direção à fazenda, quando percebi tardiamente que Oliver DEFINITIVAMENTE estava plantado no mesmo local e não parecia ter pretensão alguma de me seguir nem tão cedo.

Tentei dissimular minha diversão, enquanto me virava para ele:

— Oliver, querido amigo, temos muito o que fazer na fazenda! Por que você ainda não está andando?

Diante minha questão, Oliver finalmente se mexeu, contudo, qualquer um ainda podia ver resquícios do "choque" sofrido por ele minutos atrás.

Mais uma vez escondi o sorriso, imaginando quanto tempo levaria para Oliver descobrir que eu não tinha desistido do meu plano coisa nenhuma. Ao contrário. Eu simplesmente iria mudar de estratégia.

(...)

Chegar à fazenda, ao lado de um Oliver totalmente pensativo e silencioso, sem sombra de dúvida alguma causou um grande impacto em todos. Principalmente em Curtis e Barry — já que este último tinha uma certa noção de que quando o Garanhão estava ao meu redor, o clima nunca era assim tão calmo, muito pelo contrário.

Sempre existia alguma gritaria ou correria, indicando confusão a vista.

— Me explica o que você fez pra domar o Potrão desse jeito, Barbie Sertão. — O abestalhado resolveu exigir, assim que Oliver se afastou significativamente, para ajudar Rory em alguma tarefa. — Anda, preciso saber pra tentar também!

Revirei os olhos.

— Eu não fiz nada, Curtis.

Ele bufou. — Você não me engana não, sua sonsa! Anda, me conta, joga no ar sua mágica!

Vê se pode uma coisa dessas? Me ofende e ainda fica exigindo explicações na maior cara dura.

— Curtis, eu já disse, não fiz nada. — Resmunguei, começando a sentir meu humor azedar. — Apenas fui visitar Nyssa e me deparei com Oliv-

— Macumbaaaa!! — Me interrompeu, com um grito. — Eu sabiaaaaa!! Tu fez macumba pro bofe cair na tua num é? Preciso dessa mandinga também! — Bateu palmas — Qual é o endereço da Destruidora de Lares? Vou pagar uma visitinha a ela hoje mesmo! — Fingiu uma risadinha envergonhada. — Sabe como é né? Tenho que correr atrás do prejuízo enquanto há tempo.

Agrido ele agora ou mais tarde?

— Nyssa não é macumbeira. — Falei secamente. — Por isso tire essa ideia maluca da cabeça, não fiz nada a Oliver. Simplesmente aceitei sua proposta de sermos somente amigos.

— Uh-hum, amigos... — Duvidou, abrindo um sorriso tosco — Sei bem que tipo de amizade é essa...Amigos com benefícios que se chama né?

Respira, expira, respir-Ah, quer saber? deixa!

— Se você continuar de gracinha levando tudo o que eu digo para o duplo sentido, vou te descer o tapa! — Emputeci de vez, ignorando completamente minha vitória de mais cedo que tinha me deixado praticamente nas nuvens.

Alarmado, Curtis levou uma mão no coração.

— Que isso Barbie Pobre, é assim que tu me paga os minutos de atenção que te dou? — Fungou — Eu realmente não deveria esperar muito da gentalha!

— Okay, foi você quem pediu. — Vociferei, estalando os punhos.

Percebendo que iria acabar levando uns tapas na fuça, Curtis não perdeu tempo em abrir o bocão e tentar urrar por ajuda, no entanto, dessa vez eu fui muito mais ágil que ele:

— SOCO- Num minuto, parei na sua frente e tampei sua boca.

Tinha como plano o arrastar até um lugar com zero testemunhas para lhe dar um sossega leão daqueles! Se bem que no caso de Curtis, seria um sossega folgado.

Novamente com o humor renovado, comecei a arrastar minha vítima — que diga-se de passagem, estava bastante relutante, mexendo-se pra lá e pra cá, tentando se libertar do meu aperto -, para o seu castigo, quando algo bastante incomum chamou minha atenção.

— Espera quem são aquelas pessoas na porteira? — Murmurei, afrouxando meu aperto e destampando a boca de Curtis, na esperança que ele soubesse me responder.

Ao que parecia, era um homem e uma mulher discutindo, já que ambos gesticulavam sem parar.

Totalmente focado na possível treta ao vivo, Curtis começou a observar o casal, esquecendo completamente da posição desvantajosa em que se encontrava.

— O macho é meu! — O sem vergonha declarou após alguns segundos em silêncio apenas observando o mesmo homem que ainda seguia discutindo com a mulher.

— Seu e da moça. — Zombei.

— Não por muito tempo se eles continuarem discutindo dessa forma. — O sem vergonha pontuou num tom bastante orgulhoso para quem estava prestes a se tornar cosplay de Nyssa Destruidora de Relacionamentos — não que eu criticasse o que Nyssa havia feito. Muito pelo contrário...O chifre que ela deu de presente para Oliver, me agradava muitíssimo.

— Eles parecem turistas.

E eu não disse isso só por notar a moça usando um óculos enorme no rosto, como se fosse algum tipo de celebridade. E sim, porque as pessoas geralmente aqui em Lian Yu evitavam usar óculos escuros de maneira desnecessária e já que o tempo hoje estava nublando...

Chequei o céu mais uma vez e concluí que só poderia estar correta na minha suposição: Eram turistas.

— Ela é brega. — Disse Curtis e eu resolvi o soltar logo de uma vez, escolhendo deixar a surra prometida para alguma outra hora mais conveniente.

Por enquanto, tinha outras prioridades em mente.

— A última vez que turistas pisaram aqui em Lian Yu, foi um completo pesadelo. — Recordei secamente e Curtis balançou a cabeça, alheio.

— É verda-EI O QUE VOCÊ QUER DIZER COM ISSO?!

O Aloprado percebeu tarde demais a quais turistas eu me referi anteriormente.

Ignorando Curtis, comecei a caminhar em direção ao casal, querendo descobrir suas identidades e o que estavam fazendo aqui em Lian Yu, quando fui surpreendida ao ver um empregado antigo da fazenda abrir a porteira para eles e apontar exatamente...na minha direção?

Parei, incrédula.

Por que o Sr. Gilbert estava apontando para mim? Pior, por que agora aquele casal de malucos estavam marchando em minha direção feito dois touros irados?

Nervosa, olhei para Curtis parado ao meu lado. Ele também parecia estar detectando merda no ar.

— Barbie Pobre, o que você andou aprontando por ai pra alguém querer te pegar de pau? — Pausa — Porque eu também quero!

Eu definitivamente iria dar uma surra em Curtis mais tarde, pensei com uma carranca no rosto.

— Quem quer bater na minha loira? Fala para eu dar um murro!

Sobressaltamos, eu e Curtis, ao avistar Akio saindo de um arbusto e parar na nossa frente, com o punho já preparado para atingir alguém.

Abri a boca, prestes a ralhar com Akio quando um pensamento cruzou minha mente e decidi que seria muito mais útil se eu fizesse justamente o contrário:

— Akio, querido, venha cá! — Chamei, já o puxando pelo braço e o colocando na minha frente, sem o dar muita alternativa.

Ele teria de servir como armadura contra aquelas duas criaturas que se aproximavam cada vez mais.

— BARBIE POBRE, TU TÁ USANDO UMA CRIANÇA PARA TE PROTEGER? — Indignado, Curtis me acusou. Mas eu podia dizer com certeza que ele estava muito mais indignado por não ter conseguido pensar tão rápido quanto eu, do que outra coisa.

Dei de ombros.

— Akio não é uma criança, é um demônio.

— EI! — Sob meu aperto, Akio me encarou exasperado — Precisa me agredir assim não, minha loira! Eu também tenho sentimentos.

Ignorei completamente o surto da criança.

— Ó se tu continuar me tratando assim vou deixar de te amar ein! — O pingo de gente continuou, me fazendo revirar os olhos nenhum um pouco impressionada.

Akio precisava urgentemente arranjar uma namoradinha para acabar com essa sua apaixonite por mim.

— Ai meu Deus cadê minha oncinha para me proteger também? — Curtis choramingava ao meu lado, desesperado atrás de Rene. — Bofe maldito! Me usa e depois me joga de escanteio!

Reprimi uma risada ao recordar o que Slade havia nos contado semanas atrás após nossa noite de bebedeira. O assunto ainda era tabu ao redor de Rene, que recusava-se a crer que de fato havia ficado nu ao redor de Curtis.

No entanto, a cada oportunidade, Curtis trazia o assunto à tona — e piorava mais quando Rene estava por perto...Ao que parecia Curtis não tinha um instinto de autopreservação lá muito bom.

— Sua oncinha deve estar atrás de alguém para acasalar. — Gracejei, não resistindo a tentação de irritar Curtis e me esquecendo momentaneamente da péssima situação em que me encontrava também.

Como o imaginado, o Aloprado me mostrou os dentes, nervoso:

— Pois que ele nem se atreva! — Vociferou — Ou eu vou arrancar a arminha dele! A oncinha me deve fidelidade após me deflorar.

Dessa vez, tive que rir do doido.

— Te deflorar, Curtis? — Zombei — Impossível deflorar algo sem sequer uma erva daninha na grama.

— Por que vocês estão falando de planta logo nesse momento? — Akio quis saber, não entendendo as analogias elegantemente usadas.

— Ô Projeto de Barbie, tu tá querendo que eu sente a mão nessa tua cara? — Me ameaçou, ignorando Akio, que cada vez mais ficava agitado e confuso com todo esse papo de planta.

— Oh Felicity tem co-

— E como você pretende fazer isso? — Desafiei Curtis, também ignorando Akio que agora tentava a todo custo chamar minha atenção. — Um soco meu e você estará desmaiado em menos de um minuto. — Acrescentei, com desdém.

— Oh gente....

— Ah é? — Curtis pôs as mãos na cintura — Faz o teste então sua Lacraia Albina!

Ele me chamou do que?

— Ah não sua bi-

— OH GENTE! — Akio urrou, me interrompendo e consequentemente chamando não só minha atenção, como a de Curtis também. — SERÁ QUE TEM COMO AS GALINHAS DE BRIGA PARAREM DE COCORICAR E PRESTAREM ATENÇÃO NO ASSASSINATO QUE VAI ROLAR AQUI?

Assassinato? Que droga esse mini capeta tava falando agora?

— Ôh Defeco de Lúcifer — Curtis começou, encarando o mini capeta —, você perdeu a noção do perigo ao me chamar de galinha? De que assassinato você tá falando? Tá prevendo o seu, é?!

Infelizmente, tinha que concordar com Curtis. Akio havia ido longe demais ME chamando de galinha.

Soltando impropérios — que mais tarde eu teria de delatar para Tatsu -, Akio passou as mãos no rosto, impaciente e exclamou:

— Prestem atenção ao redor de vocês! — Apontou para algum ponto atrás de mim.

Imediatamente, eu e Curtis decidimos olhar para onde Akio apontava com tanto alvoroço e faltei despencar ao notar a cena que desenrolava bem no alpendre da fazenda. Ao que parecia o alvo do casal maluco nunca havia sido eu ou Curtis...E sim Oliver!

— Puta merda! — Curtis deu voz aos meus pensamentos.

Sem perder tempo, larguei Akio e comecei a correr em direção a fazenda. No entanto, ficou óbvio demais para mim, enquanto corria, que chegaria tarde demais para impedir o casal maluco de fazer algo contra meu garanhão.

Em câmera lenta, vi quando Oliver olhou para o casal com uma expressão bastante surpresa e quando, sem perder tempo, a mulher o alcançou fazendo algo que eu jamais esqueceria. E muito menos ele.

— Vish maria... — Murmurei chocada, observando a cena.

A mulher simplesmente havia socado a cara do meu garanhão.

Socado. A cara. Do meu garanhão. Socado.

E o mais impressionante disso tudo? Ele agora estava caído no chão!

Tão ou mais atônitos quanto eu, Barry e Diggle que estavam acompanhando Oliver, olhavam meu garanhão estirado no chão, boquiabertos.

— Eu tentei a impedir! — O homem que antes estava brigando com a mulher desconhecida falou, levantando as mãos em sinal de paz. Porém, pelo o seu tom, ele não parecia nenhum pouco preocupado com o desenrolar dos eventos.

Era mais como se ele estivesse apreciando ver meu garanhão tombado no chão...

Todos ouvimos Oliver gemer.

— Quando eu levantar daqui, eu juro que você vai me pagar, Roy.

Oh, pisquei os olhos, então o estranho tinha nome...Interessante. Mas isso ainda não explicava o motivo da mulher ter tomado uma atitude tão violenta ao ver Oliver.

Preocupada, continuei espiando a situação, enquanto meu cérebro começava a trabalhar em teorias nenhum pouco atraentes. E se a mulher fosse alguma ex namorada de Oliver? E o homem em questão, chamado Roy estivesse aqui simplesmente para prestar solidariedade e acompanhar a amiga?

— Oliver, não se atreva a ameaçar Roy numa atitude de irmão-alfa-protetor-tenho-muitas-bolas ou eu irei te socar novamente!

Arregalei os olhos. Espera aí só um pouquinho....

Ainda deitado no chão, Oliver vociferou, segurando o lugar atingido:

— Thea Queen, quando eu me levantar daqui... — Jurou.

...Essa era a irmã do Oliver?! Ótimo, era só o que me faltava!

Notas finais
Felicity e Curtis como sempre provando ser a melhor/pior dupla e agora para completar, temos o Akio, Donna, Thea e Roy na equação confusão....Olha, coitado do Oliver! E de Lian Yu também... E não, o nome do capítulo não foi uma referência à Felicity e Donna. E sim uma referência à nossa amada Thea Queen e Roy Harper. E sim, adoro despistar todo mundo pelo o nome do capítulo (Leitoras de 100 dias com Oliver Queen já deveriam estar acostumadas com essa autora palhaça e sem um pinguinho de vergonha na cara que vos fala.) PS: Não abandonei a fanfic e nem irei. Apenas ando tendo alguns problemas fora do mundo virtual e quando acabo tendo tempo para digitar algo, sofro de bloqueio criativo. Mas já tá passando...(Espero) Beijos, abraços e uma pizza calabresa tamanho família, amadas! ♥ PS2: Ah, sejam bem vindas as leitoras novas. E as leitoras em geral, desculpem minha demora de atualização! Expliquei tudo (não tudo, só partes) ali em cima e espero que compreendam. Beijos!