Amor Amigo
25 Capítulo 25 - Irritação Inesperada
Notas iniciais
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Bem, vamos a leitura, pessoal :)
Depois do café da manhã em família, cada um se envolveu em uma ocupação. Carlisle foi a uma reunião para tratar de assuntos relacionados à sua rede de restaurantes. A conversa com Emmett ficou para depois do almoço, para que assim ele pudesse dormir um pouco, depois de tantas horas em claro.
Antes de se recolher, para descansar um pouco, e por o sono em dia, antes de voltar para mais uma noite de trabalho no Pub, Emmett levou as malas para o quarto que Esme havia preparado para ele e Rosalie.
Rosalie insistiu em subir, para conferir o que ele tinha trazido nas malas, e escolher uma roupa apropriada para vestir, já que ainda estava de roupão de banho. Sendo assim, Emmett a ajudou subir as escadas, evitando que ela fizesse muito esforço.
Esme ficou na cozinha conversando com a funcionaria, que chagara há pouco tempo. Aproveitou, também, para deixar o casal conversar um pouco a sós. Sabia que eles precisavam desse momento depois de tudo que aconteceu.
[...]
Rosalie estava sentada na cama, mexendo em uma das malas que tinha roupas suas. Emmett estava no banheiro tomando banho, de onde estava Rosalie podia ouvir o barulho do chuveiro e sentir o aroma do shampoo que ele usava se espalhando pelo ambiente. De repente sua atenção foi atraída por três leves batidas na porta.
- Rose – chamou Alice. – Eu posso entrar?
Rosalie inclinou a cabeça, olhando em direção à porta do banheiro, certificando-se de que estava fechada.
- Pode entrar Alice – disse ela, após decidir que estava tudo ok. Rosalie segurava em uma das mãos um vestido, analisando se deveria vesti-lo.
Alice abriu a porta devagar, colocando a cabeça para dentro do quarto. – Não tem ninguém pelado aí, não é?! – brincou, sorrindo.
Rosalie sorriu. – Não, não tem. Pode entrar – olhou novamente em direção à porta do banheiro e deu um aviso. – Amor, não saía do banheiro pelado não, hein. A Alice está aqui no quarto.
- O quê? – insistiu Emmett, não conseguindo ouvir direito por causa do barulho do chuveiro e a porta fechada.
Rosalie rolou os olhos e levantou da cama devagar. Repousando a mão direita sobre a barriga caminhou a curta distância até a porta do banheiro. Alice observava em silêncio enquanto ela ia até lá. Rosalie abriu uma brecha da porta e colocou a cabeça para dentro.
- Amor, se veste antes de sair do banheiro porque a Alice está aqui no quarto – avisou, mais uma vez.
Emmett fechou o chuveiro olhando para Rosalie através do vidro do box, esfumaçado pelo vapor. Pela expressão de seu rosto, ela pode perceber que algo o incomodara. Rosalie lhe sorriu, tentando animá-lo, mas sua tentativa foi falha. Ele pegou a toalha em um dos suportes e passou em volta da cintura ao sair do box em silêncio.
Rosalie abaixou o olhar, e estava preste a fechar a porta novamente, quando ele a chamou.
- Rose – novamente ela colocou a cabeça para dentro do banheiro, buscando por uma resposta da parte dele. – Minhas roupas estão na mala – completou, sem qualquer sinal de bom humor. Estava nitidamente cansado e irritado.
Estava tão acostumado a ficar à vontade dento do apartamento de ambos, desde que estabeleceram a relação marido e mulher, que algo ali não estava bom para ele. Estava acostumado, também, a deitar ao lado dela e dormir até tarde, depois que Rosalie fechou a matricula no colégio por causa da gestação conturbada. Estava sentindo-se um tanto quanto desnorteado sem a rotina que estabelecera em suas vidas nos últimos meses.
- Pode deixar que eu as pego para você – disse Rosalie.
Alice, que estava sentada na cama, ficou de pé. – Acho melhor eu voltar depois... Estou atrapalhando... – murmurou.
Rosalie fechou a brecha na porta do banheiro, olhando para Alice, sem saber o que dizer. E tudo o que ela conseguiu pensar foi em um pedido de desculpas.
- Desculpa Alice.
- Está tudo bem, Rose. A mamãe também me disse que vocês precisavam descansar, e eu estou aqui, meio que atrapalhando. Conversamos depois. Beijo, mana – Alice soprou um beijo no ar, antes de sair do quarto, fechando a porta atrás de si.
- Rose – insistiu Emmett.
- Tudo bem, amor. Alice não está mais aqui – respondeu, olhando para a porta do quarto, sentindo-se mal com que acabou de acontecer.
Emmett saiu do banheiro somente com a toalha em volta da cintura. Seu abdômen estava molhado e seus cabelos respingavam pelo pescoço. Sem dizer nada, ele caminhou de pé descalço a curta distância até onde estava sua mala, pego-a e colocou sobre a cama.
Rosalie permanecia de pé perto da porta do banheiro, e, ali mesmo, ela ficou observando-o abri a mala, em silêncio.
- Amor, você está chateado? – perguntou, em um fio de voz. Foram poucas as vezes que ela o viu ficar chateado, entretanto, jamais se acostumaria com isso. – Não precisamos ficar aqui se você não quiser... Ou não estiver confortável com isso – murmurou com uma leve angustia em sua voz.
Emmett segurava uma cueca boxer preta, quando ela falou. Então, deixou a cueca sobre a mala e foi até onde ela estava. Ao se aproximar ele lhe afagou o rosto, e Rosalie inclinou a cabeça recebendo o toque.
- Talvez eu esteja irritado. Mas, também, estou preocupado... – disse ele, deixando a frase morrer.
- Preocupado com o que? – pediu Rosalie, um tanto angustiada.
Emmett continuou acariciando o rosto dela com sua grande mão máscula. – Não quero perder a intimidade que estamos começando a construir... Gosto quando somos somente nós dois, porque posso ficar a vontade com você. Esperei muito tempo para que chegássemos ao ponto em que estamos agora em nossa relação.
Rosalie espalmou ambas as mãos sobre o peito forte dele, lhe acariciando os músculos. – Desculpa... – murmurou.
- Está me pedido desculpas pelo o quê? – pediu ele.
- Por lhe causar tantos problemas – murmurou em resposta.
- Para com isso Rose. Você não me causa problemas. De onde você tirou isso?
- Por minha causa você está sempre correndo de um lado para o outro. Se mete em problemas e abre mão de seus sonhos.
- Nunca mais repita isso – pediu, se afastando minimamente para poder olhá-la diretamente nos olhos. – Você e o nosso filho são tudo para mim – devagar suas mãos desceram até a altura do laço no cordão do roupão que Rosalie usava. Devagar ele introduziu suas mãos acariciando a barriga dela pelas laterais, sentindo a textura da pele fina e lisa.
- Esse é o melhor lugar para vocês ficarem, pelo menos, até o bebê nascer. Eu vou me acostumar com isso.
- Tem certeza de que ficará bem com isso? – perguntou Rosalie, tocando as mãos de Emmett que afagavam sua barriga.
Ele se abaixou depositando um beijo na barriga dela, bem próximo ao umbigo. E quando voltou a se afastar respondeu:
- Tenho sim – dessa vez, ele lhe deu um selinho. – Se eu ficar irritado você me dar uns petelecos, ok. Me faça cair na real.
Rosalie sorriu entre o beijo. – Eu te amo Emm – sussurrou, com os lábios ainda próximos aos dele.
- Não mais do que eu amo você – respondeu agora lhe dando vários selinhos. Depois lhe beijou o pescoço antes de se afastar. – Vai deitar um pouquinho, Rose. São ordens médicas. É perigoso, principalmente hoje que você acabou de sair do hospital.
- Vem deitar comigo – pediu.
- Eu vou daqui a pouco. Vou só vestir minha cueca – disse ele, com um sorriso torto. – E levar a toalha para banheiro.
Rosalie se aproximou da cama a passos lentos. Sem pressa, ela retirou o roupão de banho e colocou sobre a cama para poder pôr o vestido. Para Emmett a cena parecia acontecer em câmera lenta, ele se deliciava com a beleza de sua jovem esposa, mesmo grávida, ela continuava linda e sexy. E ele não se via amando outra mulher no mundo, em tempo algum.
- Linda – elogiou assim que ela ficou de calcinha.
Rosalie sorriu, atirando o roupão de banho nele, propositalmente. Emmett o agarrou no ar e aspirou o perfume dela que ficara na peça.
Rosalie se inclinou minimamente, pegando um sutiã na mala. O que Esme trouxe para ela, não serviu, os seios de Rosalie estavam maiores por causa do leite materno. Ela vestiu e pediu para que Emmett lhe ajudasse a fechar.
- Fecha pra mim, amor.
Emmett suspirou feliz. A passos curtos ele se aproximou, lhe acariciando as costas antes de alcançar o fecho do sutiã. Depois que fechou, ele lhe beijou as costas e se afastou.
Rosalie esboçou um sorriso satisfeito no momento em que sentiu os lábios dele tocar a pele de suas costas. E enquanto ela termina de pôr o vestido, Emmett se secou e vestiu a cueca boxer, depois foi ao banheiro levar a toalha e o roupão de banho.
Quando retornou, Rosalie estava deitada, com as costas apoiadas aos travesseiros. Ele lhe sorriu e deitou ao seu lado, lhe afagando a barriga. Ambos trocaram olhares quando o bebê começou a mexer.
- Oi amor – murmurou Rosalie para a própria barriga. – Agora o cochilo da mamãe vai por água a baixo né, filho?! – disse ela, com um sorriso satisfeito. Depois do susto que tomou na noite de ontem, nada melhor do que senti-lo mexer, e saber que estava bem.
Emmett a abraçou, lhe beijando a orelha, passando um dos braços em volta dos ombros dela trazendo-a para repousar a cabeça em seu ombro. Rosalie se remexeu procurando a melhor posição, no aconchego dos braços fortes de Emmett. Fechou os olhos sabendo que não dormiria, apenas iria seguir ordens médicas e ficar na cama. E, dessa forma, fazer companhia ao marido como ele gostava.
Não demorou muito para que Emmett caísse no sono pesado. O que não era de se estranhar, levando em consideração as inúmeras horas em claro que passara.
Sem conseguir dormir, sentindo o bebê mexer incessantemente, Rosalie dedilhava sobre o peito nu de Emmett, e, vez ou outra, depositava um beijo, sentindo-o respirar tranquilamente enquanto dormia.
Cerca de uma hora depois, Rosalie até conseguiu tirar um cochilo, mas não demorou muito precisou ir ao banheiro. Afastou-se cuidadosamente dos braços de Emmett, e saiu da cama devagar. Quando voltou, o cobriu melhor, antes de sair do quarto. Prendendo os cabelos em um rabo de cavalo, ela caminhou em direção as escadas.
- Alice, Es... Mamãe – corrigiu. Olhou para baixo, o início das escadas.
Esme apareceu na sala de estar, sorrindo ao olhar em direção ao topo das escadas.
- Espera aí, meu bem. Eu vou te ajudar a descer – avisou indo ao encontro dela.
- Onde está Alice? – perguntou Rosalie, lembrando-se de como ela havia saído do quarto. E desejava muito que ela não tivesse contado para Esme a reação estranha que Emmett tivera.
Esme se posicionou ao lado de Rosalie antes de lhe responder a pergunta.
- Ela está assistindo à TV – Rosalie segurou o braço de Esme enquanto desciam as escadas devagar. – Você não deveria estar na cama, mocinha?
- Emm está dormindo, e o bebê estava mexendo muito, mas agora ele sossegou um pouquinho. Posso ficar aqui embaixo com vocês?
- Claro que pode meu bem.
- Estou com um pouco de azia... – resmungou Rosalie enquanto andavam até a sala de TV, onde Alice assistia a um desenho animado, deitada em um dos sofás com as pernas para cima, penduradas no encosto.
- Eu vou preparar um chazinho gelado com limão. Você vai ver como vai dar uma aliviada nessa azia – disse Esme.
- Isso é jeito de assistir televisão – brincou Rosalie, chamando a atenção de Alice.
- Ei barrigudinha – murmurou Alice, mudando a posição, sentando-se, agora sobre as próprias pernas. – Você não deveria estar na cama? Não eram ordens médicas?
- Mamãe fez a mesma pergunta – disse ela, sorrindo. – Mas é que Emmett está dormindo e o bebê estava mexendo muito, então achei melhor descer e ficar conversando com vocês – respondeu sentando-se ao lado de Alice.
- Fiquem aí conversando que eu já volto. Vou a cozinha preparar o chá.
- Obrigada... Mamãe.
Esme lhe sorriu, com os olhos brilhando, em seguida lhe beijou o topo da cabeça. Alice cruzou os braços fazendo beicinho propositalmente.
- E eu? – disse ela, fingindo ressentimento. – Só a Rose agora recebe carinho, nessa casa. Eu sou sua caçulinha, mamãe.
- Ah amor, não fica com ciúmes não. A mamãe também te ama – respondeu Esme, apertando as bochechas de Alice. – É só que a sua irmã precisa de mais cuidados agora.
Alice rolou os olhos. – Eu sei mamãe. Estava só brincando. Eu amo a minha barrigudinha. E não me incomodo que dê carinho a ela.
Esme passou a mão nos cabelos da filha. – Fica de olho nos dois – deu uma piscadela, olhando de Alice para Rosalie.
- Pode deixar.
Esme saiu, as deixando a sós por alguns instantes. Alice se remexeu no sofá, e ergueu a mão para tocar na barriga de Rosalie.
- Oi bebê – disse ela. Rosalie sorriu, rolando os olhos. – Que susto vocês nos deu. Nunca mais faça isso – olhou para Rosalie. – E você, não me assuste novamente como ontem. Isso é sério viu. Meu coração não é lá o que se pode dizer; nossa que coração forte, e coisa e tal.
Rosalie a abraçou, e lhe beijou as bochechas logo depois.
- Obrigada por me defender, baixinha. Mas não se mete com a Heidi não, viu. Ela é malvada e vingativa. Não quero que ela desconte em você a raiva que sente de mim. Raiva essa que eu nem sei o motivo.
- Se ela afetar você, eu me meto, sim – afirmou Alice.
- Sua pestinha – disse Rosalie, apertando as bochechas de Alice.
- Minha barrigudinha – brincou Alice.
Rosalie libertou ambas as bochechas de Alice, logo em seguida tentou colocar as pernas em cima do sofá. No começo foi desconfortável e trabalhoso, mas ela acabou encontrando uma posição, agradável, que não dificultasse sua respiração devido o tamanho de sua barriga.
Poucos minutos depois, Esme voltou, trazendo o chá gelado, com suco de um limão, para aliviar a azia que Rosalie estava sentindo.
- Aqui está, meu bem – disse ela. – Bebe tudo, hein.
Rosalie esticou o braço, recebendo o copo. Como era gelado não havia necessidade de ser servido em uma xicara. E ela até gostou disso.
- Obrigada, mamãe – Rosalie suspirou, sentindo o aroma antes de dar o primeiro gole. – Humm... Isso é muito bom – murmurou, entre um gole e outro.
- Credo – resmungou Alice. – Isso só pode ser coisa de grávida. Como pode dizer que isso é gostoso.
- Mas é sim. Olha, experimenta – sugeriu Rosalie, estendendo a mão com o copo para Alice. – Gelado, e com limão é muito bom.
- Não, obrigada, prefiro um milk shake de morango.
- Então tá – respondeu Rosalie, se remexendo no assento, chegando a respingar um pouco do chá gelado nas próprias pernas.
- Cuidado – sibilou Esme.
- A culpa é da Alice.
- Minha?! – repetiu Alice, se fingindo de ofendida, fazendo cara de total ultraje. – Eu estou aqui na minha, sua sabidinha – sorriu.
Rosalie maneou a cabeça e continuou tomando o chá. Quando terminou, esticou as pernas no sofá, meio que imprensando Alice, sem intenção.
- Ei, eu não sou almofada, não me deixa assim... – resmungou Alice.
- Me deixa esticar as pernas, vai. Olha – disse Rosalie, mostrando os pés. –Tenha dó dos meus pezinhos, estão inchados.
- Oh que dó – brincou Alice.
- Você está zombando de mim? – Rosalie estreitou os olhos.
- Eu estou sim – respondeu Alice, presunçosa.
Rosalie olhou para Esme, que estava perto dali. – Você viu isso, mamãe?! Que ousadia.
- Vocês que se resolvam – respondeu Esme, disfarçando um sorriso enquanto olhava as duas, apertadas no mesmo sofá.
Rosalie voltou a se remexer no sofá após sentir um leve desconforto na coluna. Mas, parecia não haver posições confortáveis para ela. Notando o desconforto dela, Esme pegou, no sofá em que estava sentada, uma almofada e ajeitou atrás das costas de Rosalie.
- Assim ficou mais confortável?
Rosalie lhe sorriu, com um brilho no olhar que não deixava dúvidas do quanto apreciava estar ali. E, afinal, receber carinho de mãe não tinha explicação. Era algo sem igual.
Pouco tempo depois a campainha tocou. Esme foi até lá conferir quem era. E quando retornou Kate Denali e sua filhinha Violet estavam com ela. Violet agora estava com um aninho. Seus fios de cabelos lisos estavam ainda mais loiros e já alcançavam seus ombros. Seus lábios vermelhos, como uma cereja, ainda se destacava em contraste com sua pele extremamente clara.
Violet usava meia-calça branca, sapatinhos de boneca e um lindo vestidinho vermelho com detalhes em branco. Na cabeça havia uma faixa com um laço, semelhante a um arquinho, também vermelho. Em suas mãozinhas, carregava um brinquedinho de morder, seus dentinhos estavam nascendo e ela não parava de coçar as gengivas.
- Adivinha quem veio visitar a titia Rose?! – cantarolou Kate ao chegar à sala onde Rosalie estava.
Alice e Rosalie gritaram entusiasmadas com tamanha fofura, logo que viram Violet chegar nos braços da mãe.
- A bonequinha mais linda desse mundo – gritou Rosalie, um tanto impaciente, mexendo as mãos, feito uma criança ansiosa. – Me dá ela – pediu, mas Alice foi mais rápida e pulou do sofá pegando Violet em seus braços, beijando suas bochechinhas coradas.
Kate chegou mais perto do sofá, sentando na beirada próximo às pernas de Rosalie.
- Como está se sentindo hoje, futura mamãe?
- Depois do susto terrível de ontem, até que estou bem. Só um pouquinho desconfortável por não encontrar uma posição agradável para ficar sentada, ou até mesmo dormir. Está ficando cada vez mais complicado.
Kate tocou a barriga de Rosalie e fez um carinho. – Fiquei muito preocupada quando as meninas me disseram hoje que você tinha passado a noite no hospital. Elas mandaram dizer que desejam melhoras, e que assim que puderem virão te visitar. Agora Tanya está na faculdade e Irina no colégio. Mas olha, não fica preocupada não. Quando eu estava grávida também tive dificuldades para respirar, principalmente na hora de dormir. Nenhuma posição me favorecia. Isso sem mencionar, quando ela ficava agitada durante a noite e não me deixava dormir. Garrett adorava senti-la mexer, mas, às vezes, ele surtava. Sério, ele queria me levar ao hospital toda hora.
- O mesmo acontece com o Emmett. Ele adora sentir o Noah mexer, mas, às vezes, ele fica doidinho.
Ambas sorriram, e logo foram distraídas por um gritinho feliz de Violet, seguido de uma gargalhada gostosa.
- Own, ela está cada vez mais linda e mais esperta – sibilou Rosalie, fazendo gestos como se apertasse as bochechas de Violet.
- É ela está sim – murmurou Kate, toda orgulhosa. – Vem dá um beijinho na titia Rose, vem amor. Alice traz ela aqui um pouquinho, por favor – pediu Kate.
- Ah, porque você tem uma filha tão linda? – perguntou Alice, levando Violet até a mãe.
- Porque ela puxou a mim. Ora essa – respondeu Kate, presunçosa, estendendo os braços para receber a filha. Violet sorriu indo para o colo da mãe, murmurando coisas de crianças, típicas de sua idade.
- Você veio visitar a titia foi amor – brincou Rosalie, batendo palmas, inclinando o rosto para poder beijar Violet. – Além de linda é muito cheirosa.
Rosalie segurou Violet por baixo dos bracinhos puxando-a para seu colo, colocando-a sentadinha sobre suas pernas de frente para sua barrida.
- Titi – murmurou Violet, fazendo beicinho, tentando pronunciar.
- Oh meu Deus, eu vou te roubar para mim – disse, beijando o rostinho dela. Violet abraçou a barriga de Rosalie encostando seu rostinho, o que acabou arrancando suspiros das quatro mulheres na sala.
- Está abraçando o bebê da titia Rose é amor? – murmurou Kate. Violet sorriu revelando seus dentinhos, quatro na parte superior e dois na inferior. – Ele vai ser seu amiguinho vai amor?!
Alice gargalhou, entrando na conversa.
- Eles vão ser mais que amigos. Eles vão ser namorados.
Dessa vez, todas gargalharam.
- Noah nem nasceu ainda, Alice – Esme mencionou.
- Ah mamãe, eu tenho que pensar no futuro do meu sobrinho. A Violet é linda, e Noah com certeza vai se apaixonar por ela assim que sair do útero.
- Você não tem jeito filha.
Alice chegou mais perto de Rosalie e encostou o ouvido na barriga dela.
- Aham, pode deixar que eu falo sim – murmurou. Então ela se afastou e olhou para Violet. – Violet, o Noah disse que é para você beijar a casinha dele, e que ele vai ser sim o seu namoradinho quando nascer e crescer – Violet colocou a mãozinha no rosto de Alice e falou algo, na linguagem de bebê. Certamente ela não entendia nada, só estava se divertindo.
Rosalie deu um peteleco em Alice. – Sua boba.
- Eu não sou boba coisa nenhuma. Sou esperta, meu bem – sorriu triunfante.
[...]
Do outro lado da cidade...
Em um quarto de motel de luxo, sobre uma cama arredondada, com lençóis vermelho-vinho, Royce King estava deitado de barriga para cima, mantendo os braços abertos, totalmente à vontade. Ele olhava a bela mulher a sua frente. Linda, cabelos cor de mognos brilhantes, pele clara e olhos expressivos cor de jade. A mulher de curvas exuberantes, pernas torneadas e compridas, que acabara de retirar as roupas, ficando apenas de langerie preta com detalhes em vermelho.
- Não vai adivinhar quem eu encontrei ontem no início da noite – sibilou ela, com uma expressão sexy no rosto, enquanto se inclinava para frente, segurando os tornozelos de Royce king encarando-o com um olhar selvagem.
- Quem você viu?– perguntou Royce, tentando trazê-la para cima de seu corpo, mas ela desviou, movimentando-se sorrateiramente sexy demais aos olhos dele, deixando Royce cada vez mais ansioso.
- Calma... – sibilou ela, passando o dedo indicador no contorno dos lábios. – Teremos muito tempo para nos divertir. Eu encontrei nada menos que a imbecil da Rosalie Hale.
Royce se inclinou para frente apoiando o peso do corpo nas próprias mãos. – E, acredite, ela está grávida. É uma imbecil mesmo. Quem em sã consciência desejaria ser mãe tão cedo. Ficar gorda, inchada, com estrias e tudo mais. Que horror.
- Eu já sabia disso – sibilou Royce, encarando com luxuria o corpo de Heidi. – E, ainda assim, ela está um tesão.
Heidi o encarrou com os olhos semicerrados – Quer que isso acabe aqui? – disse, ameaçadoramente. – Não estou aqui pra isso, ok. Não sou idiota, muito menos substituta de ninguém.
Royce riu ironicamente. – Se você se atrever a sair desse quarto me deixando duro do jeito que estou. Juro que vou atrás de você e te esbofetearei até que você implore para que te foda.
Heidi esboçou um sorriso sem-vergonha. – Ainda quer se vingar de Emmett McCarty, pela surra que ele te deu, não quer?
- Essa é uma proposta tentadora, mas o que você vai ganhar com isso? – perguntou Royce, absurdamente curioso, erguendo uma das sobrancelhas. – Não posso me arriscar, os federias estão de olho em mim.
- É esse o ponto – disse Heidi, com ar de superioridade. – Eu tenho um plano. Em uma única jogada afetaremos aos dois.
- E o que sua mente perversa me sugere – disse Royce, sorrindo, causando um leve ar psicótico a seus traços fortes.
- Quero o bebê que ela está esperando. O quero para mim...
- Você é mesmo mais louca do que eu imaginava. Como pode querer o filho dela se disse que a odeia?
- Simples meu caro Royce. Aquele bebê é filho de Emmett e isso basta para mim.
- Está louca se pensa que irei criar um filho do idiota McCarty.
- Então o nosso joguinho termina aqui. Se não é capaz de me dar o que quero, não é homem para mim. Não sou o tipo de mulher que condena o futuro vivendo ao lado de covarde. Não pense que estou com você apenas pelo seu dinheiro Royce King, eu quero muito mais... Quero atitude de sua parte.
- Vadia perversa – sibilou Royce, puxando-a para a cama, ficando sobre ela, segurando-a firme pelos pulsos. – Não vai se livrar de mim assim tão fácil. Você nasceu para ser minha. É uma descarada. Não tem quase nada, mas gosta da vida cara.
Heidi sorriu maliciosa, passando ambas as pernas em volta da cintura de Royce.
- Somos perfeitos juntos – sussurrou, carregado de duplo sentido. – Por isso você precisa me ajudar.
- Pensarei em seu caso, mas não garanto nada. Não posso arriscar minha liberdade – grasnou Royce, afastando as pernas de Heidi que circundavam sua cintura. Apertando-lhe as coxas com força antes de lhe arrancar a calcinha sem pudor.
Suas pupilas ditadas, encarando a bela mulher sob seu corpo. O desejo que emanava era alucinante. Era de perder os sentidos. Royce reproduziu um barulho grotesco em sua garganta, feito uma fera selvagem, quando a penetrou com força, e o mais fundo que pode.
Heidi gritou o nome de Royce, cravando suas unhas nas costas nuas dele, chegando a arrancar um filete de sangue que logo se destacara em contraste com a pele clara. Em meio a murmúrios, gemidos, e o som de seus corpos movendo-se juntos, Royce arrancou o sutiã de Heidi jogando-o longe dali. Suas grandes mãos másculas apertaram com luxuria ambos os seios dela, antes de alcançar os cabelos cor de mognos brilhantes, puxando com força fazendo-a arquear o corpo fora do colchão. Movida pela dor e o prazer sádico que incendiava seus corpos, Heidi gemeu ainda mias forte quando Royce abocanhou seu seio entumecido, deslizando a língua quente por toda a extensão após sugá-lo com força.
[...]
As horas passaram depressa e pouco antes do horário do almoço Garrett foi à mansão Cullen buscar a esposa e a filha.
As mulheres estavam distraídas, ainda na sala de TV, conversando entre si, ora falavam sobre a vida pessoal, ora falavam sobre filmes e seriados de TV. Foi nesse meio tempo que campainha tocou. Segundos depois, após a funcionaria ter aberto os portões, Garrett apareceu na sala onde todas estavam.
- Olha filha, quem acabou de chegar – murmurou Kate, apontando o dedo em direção ao marido. Violet virou a cabeça seguindo o dedo da mãe, e quando ela notou que era o pai, gritou agitando ambas as mãozinhas, revelando o seu sorriso de poucos dentinhos murmurando “papá”.
Garrett sorriu olhando para sua garotinha. Mas cumprimentou cada uma das mulheres antes de pegar a filha no colo. E quando fez isso a encheu de beijos. Violet segurava com uma das mãozinhas uma mecha dos cabelos do pai enquanto sorria e balbuciava coisas de bebês. Kate os observava, com uma expressão apaixonada.
Rosalie não pode deixar de notar que Kate olhava para o marido e o venerava, assim como ela a Emmett. E por um fugaz momento as personagens se inverteram, a sua frente Rosalie via Emmett segurando o seu bebezinho enchendo-o de beijos. Entretanto, foi puxada de volta a realidade quando Garrett tocou em seus cabelos.
- Como você está Rosalie? Soube que foi grande susto – disse ele.
- Agora estou bem. Graças a Deus tudo não passou, mesmo, de um grande susto – murmurou em resposta, afagando a própria barriga.
Garrett virou-se na direção de Esme, novamente.
- Logo, logo estará com um netinho correndo pela casa – disse sorrindo. – Lhe deixando de cabelos brancos com suas peraltices. E o medo de que se machuque.
Esme sorriu. – Bem, tirando os cabelos brancos, mal posso esperar pelo restante.
Todos sorriram, e, naquele momento, sentindo o calor familiar aquecer seu coração, Rosalie soprou um beijo para Esme.
Após alguns minutos de conversa trivial, Garrett foi embora com sua esposa e filha. Iriam almoçar na casa de Carmen e Eleazar, eles estavam à espera do casal. Ansiosos para ver a pequena Violet, que amavam como uma neta. Pouco tempo depois Edward e Isabella chegaram da faculdade juntos e juntaram-se a família.
Notas finais
E aí, olha só com quem Heidi foi se envolver. Acho que alguém já suspeitava disso u_u
Vejo vocês nos reviews
Beijo, beijo
Sill
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