Amor Amigo

26 Capítulo 26 - De Pai pra Filho


Notas iniciais
Um agradecimento todo especial a Beatriz Barros que recomendou a fic. Obrigada amor. Esse é dedicado especialmente a você :)
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A todos boa leitura.

No horário do almoço a família juntou-se à grande mesa da sala de jantar, exceto por Emmett que ainda dormia. Apesar dele se mostrar feliz levando a vida que levava, trabalhando onde trabalhava, isso não agradava a Esme. Ela queria mais para o futuro daquele filho, que aprendera a ser responsável pela própria vida desde muito cedo. Entretanto, ele dormia no horário errado, pulava as refeições e mal lhe sobrava tempo para desfrutar a luz do dia.


Esme gostaria de vê-lo com uma vida mais proveitosa, e menos desgastante. Talvez, para alguns padrões, fosse o que se pode chamar de uma vida normal e regrada. Dentre muitas coisas, o que ela mais queria era vê-lo voltar a estudar. Cursar uma boa faculdade era o que Esme, como mãe, mais desejava para Emmett. Porém ele precisava abrir mão de seu emprego noturno.


Emmett queria, e pretendia ajudar Rosalie nos cuidados com o bebê, mas seria quase, senão, impossível, conciliar seu horário de trabalho e as horas de sono que precisava tirar. Levando em consideração que o bebê estaria acordado quando ele estivesse dormindo.


Após o horário do almoço, Rosalie, Isabella e Alice foram ao segundo piso. Para o quarto da caçula serelepe onde ficaram conversando por um bom tempo. Rosalie deitou na cama de Alice, que se deitou ao seu lado. Permaneceram assim enquanto ouviam a cunhada, Isabella, narrar suas aventuras na faculdade. Vez ou outra Alice soltava alguma pérola e todas acabavam sorrindo.


Já eram quatorze horas e trinta minutos quando Emmett acordou. Ele tateou o colchão em busca de Rosalie e ficou frustrado quando não a encontrou ao seu lado. Deu um longo suspiro e ficou encarando o teto branco por alguns instantes antes de se levantar.


- Rose...? – murmurou, esperando que ela respondesse, mas isso não aconteceu. Então, ainda frustrado, ele se arrastou até a beirada da cama e se levantou.


Usando apenas uma cueca boxer, de pé descalço, ele caminhou até a porta do quarto, passando a mão direita no rosto. Ao abrir a porta se deparou com Edward, que ia passando em direção as escadas.


- Ah, oi, você acordou – disse Edward, um pouco afastado da porta do quarto onde Emmett estava.


- Oi – respondeu Emmett, com cara de sono. – Desculpa aí cara, foi mal. Eu sabia que iria acabar me esquecendo que não posso sair por aí de cueca – resmungou, voltando a fechar a porta. – Ah, Edward – disse ele, através da brecha. – Você viu a Rose? Ela estava dormindo comigo, mas quando acordei, não estava mais ao meu lado.


- Ela está no quarto de Alice, conversando com Bella. Quer que eu a chame para você?


- Não. Não é preciso. Eu vou me vestir e vou descer.


- Tudo bem, então – respondeu Edward, virando as costas.


Antes que Edward sumisse de vista, Emmett fez mais uma pergunta.


— Carlisle está em casa?


- Está sim. Ele está lá embaixo com a mamãe.


- Diz pra ele que já acordei e que daqui a pouco estarei descendo para ter a conversa que ele queria.


- Certo – respondeu Edward, voltando a andar.


Emmett fechou novamente a porta do quarto e foi se vestir. Todas as roupas ainda estavam em malas, e, por alguma razão, ele sentiu falta de estar em seu apartamento.


Escolheu uma bermuda e uma camisa sem mangas para vestir. Fez sua higiene e desceu para conversar com Carlisle. Enquanto descia as escadas ele decidiu que arrumaria todas as coisas no closet quando terminasse de falar com Carlisle.


Foi na sala de TV que ele encontrou Edward conversando com os pais, como a verdadeira família que eram. Edward falava sobre a faculdade e suas notas, fazendo os olhos dos pais brilharem de puro orgulho. Edward sempre fora um garoto aplicado. Por todas as turmas que passou até chegar à faculdade sempre fora considerado nerd.


Toda aquela situação fez Emmett sentir-se um peixe fora d’água. Quando aceitou ficar lá, mesmo que por um curto período, não imaginou que se sentiria tão estranho com determinadas situações. E isso estava surpreendendo até a ele mesmo.


- Oi – disse ele, chamando a atenção para si. – Desculpa por ter te feito esperar tanto, Carlisle. Mas, se quiser conversar agora...


Todos olharam para Emmett, com feições receptivas enquanto ele falava.


- Não quer almoçar primeiro, querido? – perguntou Esme.


- Não. Obrigada Esme, mas não estou com fome agora.


Esme assentiu, e então Carlisle ficou de pé.


- Vamos até o meu escritório – sugeriu, fazendo sinal com a mão, indicando o caminho.


Esme olhou para o marido com um olhar que dizia: “não o obrigue a aceitar nada. Deixe que tome as próprias decisões. Não quero que se afastem de mim, muito menos agora”.


Carlisle sabia exatamente o que a esposa estava pensando, pois haviam tido aquela conversa dias antes. Ele maneou a cabeça, como se dissesse que a entendia. Logo em seguida ele saiu da sala, sendo seguido de perto por Emmett.


Quando eles se retiraram da sala, Edward continuou conversando com a mãe, lhe dando cada vez mais motivos de orgulho.


Enquanto isso, Carlisle e Emmett caminharam em silêncio até o escritório. Carlisle abriu a porta e deixou que Emmett entrasse primeiro.


Sem saber do que se tratava a conversa, Emmett ficou de pé ao lado da cadeira, esperando Carlisle sentar na cadeira do outro lado da mesa.


- Bem, filho – sibilou Carlisle, dando a volta, sentando-se na poltrona de couro preto, como Emmett esperava que ele fizesse. – Faz algum tempo que quero ter essa conversa com você, mas Esme vinha me pedindo para esperar um pouco mais.


- Estou ficando curioso – disse Emmett ao sentar na cadeira de frente a mesa.


Carlisle abriu uma das gavetas e de lá retirou as chaves de um carro.


- Quero que fique com isso – avisou, deslizando as chaves sobre a superfície da mesa, deixando-as próximas as mãos de Emmett.


- Mas são as chaves de um carro – murmurou Emmett, afastando as mãos.


Carlisle insistiu, empurrando novamente as chaves para perto das mãos dele.


- Não é um carro qualquer filho. É o seu carro. O carro que você vai usar para sair com sua esposa e filho. Para poderem passear juntos. Para uma emergência. Para coisas do dia-a-dia. Para sua família.


Emmett afastou as mãos novamente. – Eu não posso aceitar...


- Porque não? – pediu Carlisle.


- Porque é um carro... “Caramba”, completou ele em pensamento.


Carlisle respirou fundo. – E daí que é um carro. Eu dei um para Edward quando ele tirou a carteira de motorista. E só não te dei um, na época, porque você se recusou como está fazendo agora. Entretanto, dessa vez, eu não aceitarei uma recusa. Quero que fique com o carro Emmett, assim como seu irmão ficou com o dele. E assim como Alice ficará com o dela quando chegar o momento. Só não dei um ainda para a Rose porque ela não aceitaria, seguindo o seu exemplo. Porém ainda pretendo lhe presentear no próximo aniversário.


- Não... – resmungou Emmett.


- Qual o problema em um pai presentear o filho com um carro? Isso é natural Emmett. Se você se recusar levarei para o lado pessoal...


Emmett passou a mão esquerda na cabeça, sentindo-se em um beco sem saída. Inseguro ele voltou a pôr ambas as mãos sobre a mesa. Seus dedos serpentearam sobre as chaves. Seu coração de garoto pedia para pegá-las e sair correndo, mas, sua mente metódica dizia, não. Seu orgulho e seu bom senso lutavam dentro de si.


Carlisle observava a hesitação, e torcia mentalmente para que ele aceitasse. Estava quase obrigando os dedos de Emmett se fecharem ao redor das chaves.


Com os dedos ainda serpenteando sobre as chaves, Emmett sugeriu.


- Então você fica com a minha moto e paga uma parte da divida do carro.


- Não – disse Carlisle, com convicção. – Não vou aceitar sua moto, filho. Acha que não sei o quanto gosta daquele veículo. Você vai aceitar o carro e tudo o que eu quero em troca é a satisfação de vê-lo dirigindo. Pense nisso como um presente de pai para filho. Se fosse um dos seus irmãos aqui provavelmente já teria pegado essas chaves e saído correndo e me deixado falando sozinho.


Emmett sorriu, com os dedos serpenteando sobre as chaves, e, de repente, ele as pegou.


- Tudo bem – murmurou ele. – Agora devo sair correndo, ou você prefere ouvir um obrigado primeiro? – brincou, sentindo-se menos desconfortável.


Carlisle sorriu, satisfeito. – Antes de sair correndo, ainda tem isso aqui – ele retirou os documentos do carro de dentro da gaveta e deslizou sobre a superfície da mesa, até encontrar as mãos de Emmett.


- Obrigado, Carlisle.


- Mas ainda não terminei nossa conversa – sibilou Carlisle. Emmett estreitou os olhos, desconfiado. – Quero que se prepare para entrar para faculdade no próximo ano letivo.


- Mas eu tenho o meu emprego no Pub e... também terei que ajudar a Rose com o bebê.


- Você pode ir pra faculdade à noite. Quanto ao emprego, facilmente conseguiremos um durante o dia. Você poderá ajudar nas horas vagas e nos dias livres. Bem... Eu diria que você não precisaria trabalhar. Somente se dedicar aos estudos, mas sei que nunca aceitaria algo assim.


- Mas a Rose é prioridade para mim. Ela precisa voltar para colégio e terminar o último ano para ir pra faculdade. E como faremos para ficar com nosso filho se nós dois estivermos o dia inteiro fora. Não vamos vê-lo crescer direito. Eu preciso fazer isso por ela.


- Mas ela vai fazer isso. E, bem, o que estou sugerindo é para um futuro melhor para você e sua família. Mas quem decide se vai ou não aceitar isso é você. Porque estudar não é apenas frequentar as aulas, você precisa se dedicar. E isso somente você poderá fazer por si mesmo.


Emmett ficou em silêncio por longos minutos. Sua respiração estava pesada. Ele não sabia o que decidir. A única coisa que sabia era que, essa era sua melhor chance para ser alguém no futuro. Entretanto, sabia também que não podia deixar a criação do filho inteiramente nas costas de Rosalie.


- Esme e Rose desejariam te ver na faculdade. Você poderia deixá-las orgulhosa. Basta dizer que aceita. Até lá, você pode continuar trabalhando no Pub se assim quiser.


- Eu posso pensar um pouco e te dar uma resposta depois? Quero conversar com Rose antes.


- Claro que sim. Leve o tempo que quiser. Desde que não ultrapasse o prazo para as inscrições.


- Obrigado, Carlisle.


- Esme ficará feliz quando eu lhe contar que você prometeu pensar no assunto.


Emmett esboçou o pequeno sorriso. – E aí, já posso sair correndo para ver o carro? – brincou ele.


Carlisle sorriu apontando em direção à porta do escritório. – Fique a vontade.


Emmett ficou de pé, murmurando mais um “obrigado”. E ele realmente foi em direção à porta, mas não correu, embora desejasse fazer isso. Carlisle foi logo atrás e o acompanhou.


Juntos chegaram à garagem, ao olhar em volta Emmett fixou o olhar em uma picape Ford Ranger, prateada, cabine dupla, que não estava ali antes. Inevitavelmente um sorriso gigantesco, de covinhas perfeitas, marcou seu rosto, lhe dando o ar de menino.


- Uau... – sussurrou ele, um tanto abobalhado.


Carlisle lhe tocou o ombro, de maneira incentivadora. – É todo seu filho. Vai até lá – sugeriu.


Emmett se aproximou do carro devagar, como se temesse que evaporasse no ar de um momento para o outro. Colocou a mão direita sobre o capô e deslizou como se o acariciasse. Carlisle apenas observava de longe, com um sorriso satisfeito.


Emmett ergueu a mão desativando o sistema de alarme, logo em seguida abriu a porta do lado do motorista. Sorriu de orelha a orelha quando viu a cadeirinha de segurança instalada no banco traseiro, logo atrás do carona. Claro que era muito cedo para ela estar ali, mas Carlisle queria dizer, que, também, pensara em Noah quando comprou o veículo. Que sempre pensava neles como a família que eram.


Emmett entrou no carro se acomodando no banco com ambas as mãos ao volante. Seus olhos percorrerão todo o painel, sua mão direita deslizou alcançando o câmbio. Emmett quase pode sentir o deslizar suave dos pneus sobre o asfalto. Nesse instante seus olhos brilhavam como os de um garotinho que acaba de ganhar o presente tão desejado na manhã de natal.


Carlisle o observava da entrada da garagem, maneando a cabeça positivamente. Em sinal claro de aceitação. Ele não tinha dúvidas, Emmett adorara o veículo, e estava apreciando o momento de reconhecimento entre ele e sua maquina.


Rosalie, Alice e Isabella foram até a garagem após Esme ter avisado que eles passaram naquela direção. As garotas foram até lá, curiosas para ver o carro e saber se Emmett tinha aceitado o presente.


Alice parou ao lado do pai, Rosalie no lado oposto com Isabella segurando em seu braço. Ao prestar atenção no interior da garagem, Rosalie sorriu satisfeita ao ver Emmett sentado ao volante da picape, apreciando o presente.


Alice foi a primeira a quebrar o silêncio.


- Mal posso esperar para o dia em que ganharei o meu próprio carro – Carlisle tocou a cabeça da filha e ela lhe sorriu, esbanjando aquele sorrido gigantesco do gato de Cheshire. – Eu vou poder escolher o modelo, não vou papai?


- Pensarei no seu caso – respondeu Carlisle, passando o braço em volta dos ombros da filha caçula.


- Acho que isso é um “sim” – disse Alice, sorridente.


- Veremos – murmurou Carlisle, e Alice rolou os olhos.


- Acho que ele gostou – murmurou Isabella. – Você estava preocupada à toa, Rose.


Rosalie tocou o braço de Isabella. – É, pela carinha dele, parece que não se incomodou muito. Eu diria que até gostou. Eu vou até lá falar com ele – Isabella maneou a cabeça positivamente, liberando o braço de Rosalie.


Devagar ela caminhou em direção ao carro, ignorando a presença dos outros veículos que estavam na garagem. Naquele momento ela só enxergava o veículo que seu marido estava apreciando.


Emmett só notou sua presença quando ela se aproximou do veículo. Através do vidro do parabrisa, eles sorriram um para o outro. Emmett abriu a porta do carro enquanto ela chegava mais perto e se posicionava ao lado. Rosalie segurou a porta, já aberta, e olhou para Emmett.


- Estou feliz que tenha gostado amor – disse ela.


Emmett olhou para a esposa depois para o volante do carro. – É lindo não é, amor?! – sibilou ele, sentindo-se um garotinho na manhã de natal.


- Muito – respondeu ela, feliz por vê-lo feliz.


- Olha amor – pediu Emmett. – Olha o que tem no banco traseiro.


Rosalie inclinou o corpo abaixando a cabeça para ver ao que ele se referia. E quando seus olhos descobriram do que se tratava, ela sorriu institivamente levando as mãos à barriga.


- Já está pronto para passear com o Noah – disse ela, orgulhosa.


Emmett se mexeu no assento colocando as pernas para fora do veículo. Com ambas as mãos ele segurou as laterais da barriga de Rosalie, depositando um beijo na altura do umbigo. Rosalie percorreu os dedos por entre os curtos fios de cabelos do marido, para logo depois lhe beijar o topo da cabeça.


Isabella, que observava de longe, suspirou divagando. – Eles são tão perfeitos e apaixonados que às vezes chego a acreditar que contos de fadas existem.


- Tira esses olhos de cima deles que já são meus – respondeu uma Alice presunçosa, provocando a cunhada.


- Você é dona deles? – revidou Isabella.


- Eles são meus irmãos. Eu somente dou permissão para você levar embora o Edward, porque ele é um chato de galocha, que come as minhas jujubas sem permissão. E como se não bastasse ainda debocha de mim, aquele descarado.


- Obrigada. Fico feliz em saber que posso levá-lo – respondeu Isabella, com seriedade, mas logo estava rindo.


Nesse meio tempo, Esme e Edward chegaram à garagem juntos.


Isabella olhou para o namorado. – Olha amor, sua irmã caçula acaba de me dar permissão para te levar embora. Só falta agora a permissão de seus pais – sorriu enquanto Alice fazia cara de “estou nem aí”.


Edward se aproximou e passou o braço em volta da cintura dela. – Acho que os papeis estão invertidos aqui. Sou eu quem deveria pedir permissão a sua família para te levar embora, principalmente aquele seu irmão chamado, Jacob, que está sempre atrapalhando.


- Bem, isso é verdade – respondeu Isabella.


Edward deu um beijo no rosto dela e sussurrou. – Eu vou até lá falar com ele – depois disso caminhou até o carro em que Emmett estava ao volante. – E aí, pronto para sair e inaugurar essa maquina? – perguntou, batendo levemente sobre o capô do veículo.


Emmett, que agora estava de pé ao lado de Rosalie, mantendo uma das mãos espalmada sobre as costas dela, respondeu.


- Com toda certeza.


Sem precisar de convite, Edward caminhou até o lado do carona e abriu a porta.


- Então vamos nessa – murmurou ele. – Vamos aquecer esses motores.


Antes de entrar no carro, Emmett olhou para Rosalie. – Eu volto daqui a pouco.


Rosalie lhe deu uma piscadela de incentivo. – Tudo bem. Vai lá, amor.


Com a mão na porta do carro Emmett lhe deu um selinho. – Eu te amo – sussurrou assim que fechou a porta.


- Eu também te amo – sussurrou ela em resposta, ao se afastar do carro.


Emmett girou a chave na ignição dando vida ao motor potente. Facilmente ele manobrou o veículo e seguiu em direção à saída da garagem. A família, que estava ali observando, saiu da frente liberado a passagem. Quando Emmett passou por eles com o carro, buzinou como se dissesse “até logo”.


- Tenham cuidado – avisou Esme. – Não vão correr, feito loucos, hein? Pelo amor de Deus.


- Fica tranquila, mãe – gritou Edward.


- Pode deixar Dona Esme – respondeu Emmett.


Em pouco tempo o carro saiu das dependências do jardim, sumindo de vista.


- Garotos – resmungou Alice enquanto a família voltava para dentro de casa.


Todos se acomodaram na sala de estar onde permaneceram conversando entre si. Cerca de uma hora depois eles voltaram, conversando a respeito do passeio e sobre o quanto aquele carro era perfeito. Unidos como dois irmãos de verdade. E Esme ficou orgulhosa ao notar isso.


- E aí filho, o carro está aprovado? – perguntou Carlisle.


- Mais do que aprovado – respondeu Emmett, satisfeito. Nem parecia o mesmo garoto de quando Carlisle lhe entrou as chaves do veículo, sério e indeciso. – Obrigado Carlisle. Isso foi demais.


Carlisle assentiu, esboçando um leve sorriso. Demorou, mas com paciência ele conseguiu com que Emmett aceitasse um carro de presente.


Edward sorriu torto, batendo no ombro de Emmett. – Quando a gente parou no sinal de trânsito – disse ele –, bem ao lado, parou um carro cheio de mulher e todas elas ficaram dando mole pro o Emmett.


Rosalie olhou para o marido, curiosa. Porém o seu olhar revelava que não havia gostado do comentário.


- Tá querendo sujar meu filme com a minha mulher, seu safado – respondeu Emmett, se divertindo com a provocação. – Porque você não fala para a sua namorada que tinha uma mina, no tal carro, que não parava de fazer sinal de “me liga” pra você. E que você bem que gostou.


Isabella beliscou a perna do namorado, sinal de protesto pelo seu assanhamento.


- É mentira dele, Bella – tentou uma breve defesa.


- Acho bom que seja... – resmungou Isabella.


Emmett gargalhou satisfeito por tê-lo deixado encrencado. Mas quando olhou para Rosalie, ela estava com a expressão séria, ele então desfez o sorriso lentamente.


- Ei, não me olhe com essa cara. Não foi nada... – murmurou, apertando com uma das mãos o joelho esquerdo dela.


- Você está feliz, não está amor?! – sussurrou Rosalie, passando as unhas de sua mão direita no rosto de Emmett, seguindo o contorno do nascimento da barba.


- Estou sim – respondeu, tornando apertar o joelho dela.


- Só não vá ficar olhando as piriguetes. Porque se isso acontecer, eu juro Emmett, você me verá tão brava como nunca viu antes.


- Mas eu juro, não fiquei olhando para ninguém amor. O sinal abriu e logo seguimos em frente, nem vi para que lado o outro carro seguiu.


Alice pigarreou antes de se pronunciar. – Resumo da história, as piriguetes do carro ao lado estavam desejando o corpo nu dos dois – Alice gargalhou de sua brincadeira infame, mas ao olhar para os irmãos, nenhum deles parecia achar graça. – Qual é gente? É brincadeira. Cruzes! Está bem, não está mais aqui quem falou. E, Emmett, outro dia você me leva para dar um passeio de carro?


- Levo sim, baixinha. Mas agora o assunto do carro vai ter que ficar de lado, porque estou morrendo de fome – resmungou ele.


- Tem almoço pronto, só precisa aquecer – avisou Esme, ficando de pé.


- Não se preocupe Esme, eu mesmo faço isso.


- Não é trabalho algum Emmett – respondeu ela.


Antes de se levantar, Emmett sussurrou para Rosalie. – Depois que eu almoçar a gente sobe um pouquinho e eu te faço massagem nas costas e nos pés. Estou mesmo te devendo isso, não é amor?!


- Tudo bem – disse Rosalie. – Mas come direitinho, está bem? O almoço estava uma delicia. Você vai gostar.


- Eu vou sim.


Quando Emmett saiu da sala, Rosalie puxou uma almofada e acomodou no canto do sofá onde se deitou.


O restante da família continuou conversando entre si. Pouco tempo depois Rosalie já não prestava atenção em nada. Suas pálpebras começaram a pesar, os sons das vozes foram ficando cada vez mais distante, até que ela pegou no sono ali mesmo no sofá. Ela só voltou a acordar minutos depois, nos braços de Emmett, quando ele subia as escadas com ela no colo. Rosalie abriu os olhos sonolentos, e abraçou o corpo do marido, com vontade, quando notou que estava sendo carregada no colo.


- Está com soninho, amor?! Então dorme... – sussurrou Emmett ao seu ouvido.


Ele continuou andando até chegar ao quarto que eles estavam ocupando, atualmente, na mansão Cullen. Colocou Rosalie devagar sobre a cama, ajeitando os travesseiros atrás das costas dela. Rosalie suspirou sentindo uma fisgada na coluna. É, realmente, estava precisando de uma massagem.


- Está com soninho demais para receber massagem nas costas, então farei somente em seus pés – disse Emmett, sabendo que, por causa da barriga, ela não conseguiria ficar de bruços, e como estava com muito sono, achou que não conseguiria ficar sentada.


- Você prometeu amor – resmungou ela.


- Está bem – disse ele, se dando por vencido. – Consegue ficar sentada? Não acha que está com sono demais?


- Eu consigo, sim – resmungou se afastando dos travesseiros.


Emmett rolou os olhos. – Então está bem. Espera só um pouquinho que vou ao banheiro pegar o óleo de massagem e já volto.


- Não demora – pediu ela, com cara de sono, mas desejosa de uma massagem feita pelas mãos do marido.


- Não vou – respondeu ele.


E como havia prometido, realmente não demorou. Pegou apenas o óleo para massagem e voltou para a cama. Ajudou Rosalie a retirar o vestido e sentou-se atrás dela, passando as pernas ao lado de seu corpo. Cuidadosamente ele desabotoou o fecho do sutiã em seguida beijou as costas dela, antes de começar a massagem. Passou o óleo em ambas as mãos, esfregou uma na outra, e deu início a massagem. Primeiro nos ombros fazendo-a relaxar, minimizando o desconforto. À medida que a massagem seguia, arrancava gemidos de Rosalie, promovendo relaxamento profundo e o toque acolhedor. Aliviando as dores nas articulações, pescoço e costas causadas pelas alterações na postura, fraqueza muscular, tensões e ganho de peso.


A massagem prosseguiu por longos minutos, e antes de pedir que ela se deitasse para massagear seus pés, Emmett massageou também a barriga, dando atenção ao bebê, por trás das costas da esposa. Quando terminou lhe beijou o pescoço, e abotoou novamente o fecho do sutiã.


Rosalie deitou-se totalmente relaxada, com as costas apoiadas novamente aos travesseiros. Emmett repetiu o processo com o óleo, entre as mãos, e deu início a massagem nos pés da esposa. Vez ou outra ela gemia, bastava que ele acertasse o ponto onde mais necessitava de massagem. Quando terminou todo o processo, deixou Rosalie cochilando na cama, aproveitando que o bebê estava sossegado e lhe permitia dormir um pouco.


Como já estava quase na hora de ir trabalhar no Pub, ele decidiu tomar um banho. E aproveitou para guardar o óleo de massagem no mesmo local em que estava antes.



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Notas finais
Então, digam o que acharam. Estarei esperando vocês nos reviews :) combinado?

Beijo, beijo

Sill