Amor Amigo
15 Capítulo 15 - Laços do Coração
Notas iniciais
Boa leitura pessoal :)
Desde que o jovem casal perdera seus pais – em tragédias distintas –, porém a dor da perda era a mesma. Eles dividiam o mesmo sentimento de solidão, e o sonho de viver em família, não apenas de laços de coração, como também de laços sanguíneo.
Entretanto aos poucos a vida fora lhes mostrando que viver ainda valia a pena. Ah, e como valia...
Entre caminhos tortuosos encontraram grandes amigos. Daqueles que jamais te abandonam por nada no mundo. Daqueles que dizem “eu te amo” com o coração e não com a razão.
Emmett e Rosalie encontraram em seu caminho pessoas que fizeram a caminhada ser menos sofrida. E ali estavam eles, na casa de pessoas que faziam parte disso. Dividindo sorrisos e brincadeiras.
Eleazar conversava com Emmett tão interagidos que era como se fossem pai e filho. Emmett tinha memórias horríveis de seu pai biológico, talvez, por esse motivo ninguém jamais tocara no assunto com ele desde que souberam sua real história.
- Aceita disputar uma partida de bilhar? – Eleazar perguntou após lhe passar um copo de uísque.
- Só se for agora – Emmett respondeu animado, já ficando de pé. – Estou pronto para te derrotar – brincou.
- Isso é o que veremos – Eleazar respondera, com um sorriso de vitória antecipada.
Antes de irem para o grande salão de jogos ao lado da casa principal, Emmett olhou para Rosalie, em seus lábios havia um lindo sorriso que revelavam covinhas encantadoras, no entanto, em seus olhos havia uma pergunta não dita.
Não fora necessário mais que isso para que Rosalie entendesse o que aqueles lindos olhos azuis queriam dizer. Com a pequena Violet em seus braços, Rosalie maneou a cabeça positivamente.
Antes de se retirar, Emmett viu quando Rosalie deu um cheirinho gostoso na bochecha da pequena, que estava em seus braços. Isso fez com que ele se sentisse confortável em deixá-la um pouco na companhia de outras pessoas. Desde o terrível incidente com o desprezível Royce King, ela dificilmente saía de seu lado.
Na sala de estar permaneceram apenas Carmen, Irina, Kate, Rosalie e a filhinha de Kate, a pequena Violet.
- Porque vocês não levam a Violet para acordar aquela tia desnaturada que nem acorda para ver a sobrinha?! – Carmen sugeriu. – É quase hora do almoço, acho que já deu para dormir bastante.
- Ela não vai se irritar se fizermos isso? – perguntou Rosalie, não tão certa do que Carmen sugerira.
- Não se preocupe Rose. Eu garanto que não, podem ir tranquilas – sorriu.
Irina mexia na mãozinha de Violet, enquanto essa, ainda estava nos braços de Rosalie.
- Vamos acordar a titia dorminhoca, que se acha a bela adormecida à espera do beijo do príncipe encantado – a garotinha lhe sorriu com seu pequeno sorriso sem dentinhos.
- Então está bem – Rosalie aceitou a sugestão ficando de pé. – Que vontade de morder essas mãozinhas – murmurava Rosalie, dando beijinhos nas mãozinhas roliças da pequena Violet.
- Vocês são bobas demais – disse Kate, que ia logo atrás das duas que mimavam sua filha.
- Sua mamãe está com ciúmes, bonequinha – murmurou Rosalie para Violet, que segurava alguns fios de seus cabelos dourados por entre os dedinhos roliços.
- Eu sou sua titia favorita, não é bebê?! – essa foi Irina, imitando uma voz infantil ao falar.
Kate maneou a cabeça.
- Se raptarem minha filha as primeiras suspeitas serão vocês duas. E nem adianta pensar em fugir do país – olhou para a filha nos braços de Rosalie e falou como se a garotinha fosse entender. – Elas querem roubar você da mamãe, amor – a pequena sorriu deixando escapar um gritinho. – Chupem essa manga – provocou. – Ela prefere a mamãe.
Rosalie gargalhou. E então Irina provocou.
- Claro, foi você que pariu ela.
Kate deu um tapa no ombro da irmã, se mostrando ofendida.
- Ai que horror, Irina. Fale, deu a luz, por favor, não seja tão deselegante, ou do contrario, falarei por aí que não te conheço.
Ambas sorriram em frente à porta do quarto de Tanya.
Sem prévio aviso, Irina abriu a porta, revelando uma grande suíte decorada em tons de branco e vermelho. Uma belíssima cama com cobertores nos mesmos tons da decoração. Ali, em meio a um monte de travesseiros e cobertores, estava Tanya. Apenas seus longos cabelos dourados estavam visíveis.
Com um pedido mudo, Irina pegou a sobrinha dos braços de Rosalie, levando para a cama da tia dorminhoca. Rosalie e Kate sentaram-se nos pés da cama e ficaram observando o que a doida da Irina pretendia fazer.
Irina segurou uma das mãozinhas roliças de Violet, colocando no rosto de Tanya, batendo bem devagar.
- Acorda titia perua – Irina balbuciou, imitando uma voz infantil.
Tanya se mexeu, murmurando resmungos.
— Me deixa... – mas ao abrir os olhos esbanjou um sorriso enorme. – Bom dia gatinha da tia – rapidamente sentou-se recostando-se aos travesseiros, levando a sobrinha para seu colo.
- Ei Rose, você também está aqui – sorriu – Gente que horas são agora?
- São quase treze horas, bela adormecida – disse Rosalie.
- A tia Carmen falou que você e Emmett vinham para cá hoje, mas acabei dormindo demais. Desculpa é que cheguei muito tarde... Ou seria muito cedo?! – sorriu.
- Não precisa se desculpar. Para com isso garota – Rosalie assegurou.
A pequena Violet começou a resmungar em sua linguagem de bebê, puxando o pijama de cetim que a tia usava.
- Ei gatinha, nessa fabrica não tem leitinho não. Só no da sua mamãe – disse Tanya soltando a mãozinha de Violet de seu pijama. A pequena fez um beicinho meigo antes de começar chorar a plenos pulmões. – Gatinha, não chora, por favor – pediu tentando fazê-la se acalmar.
- Ai sua malvada dos infernos – Irina resmungou. – Porque a fez chorar assim?
- Me dá a minha filha sua tia desnaturada – disse Kate.
- Ah, qual é gente – Tanya resmungou, batendo as mãos no colchão. – Eu não a machuquei. Desculpa a titia bebê – pediu.
Tão logo Kate pegara Violet em seus braços a pequena parara de chorar, mas ainda mantinha o beicinho ressentido.
Rosalie se aproximou lhe dando um beijo no pezinho que estava com sapatinhos confortáveis. Kate sentou-se ao lado de Tanya, recostou-se aos travesseiros para amamentar Violet. Essa, por sua vez, olhava para a mãe com os olhinhos molhados de lágrimas, e uma de suas mãozinhas roliças mantinha sobre o seio enquanto era amamentada.
Tanya chegou mais perto para observar a sobrinha, mas ao fazer isso, Violet largou o bico do seio recomeçando a chorar.
- O que eu fiz? Eu sou uma tia horrível, minha bonequinha não gosta mais de mim.
Kate consolou a filha, tentando fazê-la aceitar o seio novamente.
- Ela gosta sim – respondeu Kate, tranquilizando a irmã. – Só está ressentida, como se você tivesse dado uma bronca nela.
- Mas por quê? Eu não quero ser a tia má. Estou passando esse papel para Irina.
- Ei sai fora. Eu passo para a Rose, então – Irina rebateu.
- Para mim?! Como assim? Eu não aceito esse papel não. Pode ficar com ele inteiramente para você – disse Rosalie.
Enquanto ambas discutiam a respeito de ser, ou não ser, a tia má, a pequena Violet ficava sonolenta, sugando o seio da mãe.
Tanya chegou mais perto novamente.
- Está gostosinho, bebê?
- Saí pra lá – queixou-se Kate. – Vai fazê-la chorar novamente. Para Tanya, ela está quase dormindo.
- Ah que droga, eu vou ficar como sendo a tia má mesmo?! Tudo bem. Quando eu presenteá-la com o seu primeiro Dolce Gabbana ela me perdoa. Aí eu serei a tia favorita.
- Ah tá – Rosalie retrucou. – Amor não se compra Tanya. Amor se conquista.
- Ferrou então, estou perdida mesmo. Ela não gosta mais de mim – fez cara de sofrida. Mas aí, falando em Dolce Gabbana, vocês viram a nova coleção? – Tanya pulou da cama, indo buscar seu notebook que estava sobre a penteadeira. Não demorou muito ela voltou a sentar no centro da cama novamente.
Irina e Rosalie ficaram ambas em cada lado para que pudessem ver. Tanya ficara ensandecida a cada modelo que surgia na tela de seu notebook. Irina suspirava vez ou outra, e enchia de elogios, mas não tanto quanto a irmã. Já Rosalie, bem... Essa achava alguns modelos muito bonitos, mas diferente das demais, ela não demonstrava nenhum interesse em adquiri-los.
Rosalie sabia que para adquirir algum daqueles modelos teria que trabalhar muito. Entretanto sua vida tinha prioridades muito mais urgentes que adquirir uma roupa de grife, extravagâncias e ostentação. Certamente que se Rosalie tivesse crescido com seus pais, ou até mesmo, tivesse aceitado tudo o que os Cullen estavam dispostos a lhes dar, teria sem duvida toda a roupa de grife que desejasse. No entanto, não era bem assim que as coisas funcionavam. Emmett e Rosalie eram orgulhosos demais para aceitar uma vida fácil e oportunista. Tudo o que eles tinham eram fruto de seu próprio esforço. Exceto alguns presentinhos de natal e aniversário, porque afinal, não mata e não ofende aceitar um presente, vez ou outra.
Logo Rosalie desistira de ver e cobiçar o que não estava ao seu alcance. Deitou na cama de Tanya, bem ao lado da pequena Violet, que dormia tranquilamente. Kate estava do lado oposto bloqueado para que sua filha não caísse. Sem que se desse conta Rosalie cheirava uma das mãozinhas de Violet, mas sem tocá-la para que essa não acordasse.
- Ela é tão linda... – murmurou para Kate, que a observava mimando sua filha.
Kate lhe sorriu com carinho fraterno.
— Você gosta mesmo de crianças, não é?! – constatou.
- Eu gosto muito. Acho que meu instinto materno é a flor da pele – confessou, observando Violet dormir. Vez ou outra a pequena mexia a boquinha como se buscasse o seio da mãe.
- Não se preocupe Rose. Em algum momento você terá o seu bebê, e aposto que será tão lindo quanto a minha bonequinha.
Inconscientemente Rosalie repousou a mão direita sobre a barriga, imaginando que talvez seu bebezinho já estivesse ali, no calor de seu útero. Afinal, ela e Emmett tiveram a primeira relação sexual visando isso. Visando construírem uma família, portanto nenhum dos dois se preocupara em se proteger. No entanto como ela poderia ter certeza, era muito cedo ainda. Mas no que dependesse de Emmett eles tentariam muitas e muitas vezes. Em algum momento o resultado daria positivo e enfim eles teriam seu bebê, o qual seria muito amado.
- Pensando em que, mocinha? – perguntou Kate, com um leve sorriso.
Rosalie piscou algumas vezes e lhe sorriu.
- Nada demais... – respondeu um tanto sonhadora, o que não deixou Kate tão certa quanto a sua resposta.
[...]
Enquanto as garotas se distraiam no quarto, Carmen aproveitou para falar com Esme ao telefone.
Esme lhe disse que a decoração do apartamento novo de Emmett e Rosalie seguia um ritmo acelerado, que se continuasse nesse mesmo ritmo, logo mais a noite eles poderiam seguir com o plano e levar Rosalie para conferir o resultado. No fim do dia ligaria com mais informações.
Após ter falo com Esme, Carmen subiu e chamou as garotas para irem almoçar. Durante o decorrer da tarde Rosalie esteve sempre ao lado de Emmett, fora como se necessitasse daquele momento. Como se Emmett fortalecesse sua energia vital. Definitivamente Rosalie Hale não saberia mais viver sem a presença do jovem Emmett McCarty em sua vida, tampouco ele sem a dela.
No início da noite o esposo de Kate, Garret, veio buscá-la. Rosalie se despediu da pequena Violet já sentindo uma pontada de saudade.
Somente depois do jantar, por volta das vinte e duas horas, Esme fizera a ligação esperada. Pediu que Emmett seguisse com sua parte no plano fingindo-se de desentendido e levasse Rosalie até lá.
Toda equipe de decoração havia trabalhado duro para finalizar em tempo recorde. Desde ontem quando Emmett deixara a chave com o porteiro que eles viam trabalhando nisso.
Uma vez que Rosalie não saía do lado de Emmett, Carmen teve dificuldades para repassar o recado. Então Tanya distraiu Rosalie, falando a respeito da nova coleção Dolce Gabbana que tinha lhe mostrado mais cedo. Logo a imagem de um lindo vestido invadiu a mente de Rosalie, mas ela fez questão de expulsá-lo de sua mente.
Cerca de uma hora e meia após o telefonema de Esme, Emmett e Rosalie se despediram de todos, com muitos pedidos de retorno.
Com Rosalie na garupa de sua moto, Emmett seguiu para o novo apartamento sem que ela soubesse. Alice e Isabella já haviam passado no antigo lar dos amigos para buscar as coisas que ambos haviam guardado nas malas e nas caixas.
Emmett estava a par de tudo, mais um dentre tantos cúmplices, na missão de fazê-la feliz.
Rosalie achou estranho quando Emmett entrou na rua oposta ao destino que deveriam tomar. Em poucos minutos Emmett parou em frente ao portão da garagem, que abriu automaticamente para que ele entrasse com a moto. Emmett estacionara em sua vaga, Rosalie saltou da moto, retirou o capacete, então, ficou encarando-o.
- Porque viemos para cá? Você disse que não podíamos vir porque não tínhamos uma cama ainda.
Emmett se aproximou e a abraçou pela cintura, depositando um beijo no topo de sua cabeça.
- Eu te falei que ontem seria sua última noite naquele apartamento, não falei?!
Rosalie parecia confusa.
- Mas não trouxemos nossos objetos pessoais, Emm.
- Está tudo bem, amor. Eu te deixo lá em cima, depois vou para casa de taxi buscar nossas malas – mentiu, entretanto, não fora uma mentira ofensiva.
De repente o semblante de Rosalie mudou de curioso para preocupado.
- Não precisa ficar com medo, Rose. O prédio é seguro, ninguém irá te machucar aqui – tranquilizou, e então lhe deu um leve beijo nos lábios.
Com um fraco sorriso, Rosalie aceitou a sugestão.
- Está bem, eu fico, mas você terá que prometer que volta rápido.
- Serei o mais rápido possível – continuou encenando sua parte no plano.
Enquanto atravessavam o saguão do prédio, Emmett mantinha o braço em volta da cintura de Rosalie. Ao entrarem no elevador, ela ficou de frente para Emmett, recostando sua testa sobre o peito forte dele. Esse, por sua vez, mantinha uma das mãos nas costas de Rosalie enquanto a mão livre segurava a bolsa dela.
Assim que o elevador parou no andar especifico ambos se retiraram sem olhar para trás. De mãos dadas caminharam alguns passos até ficar de frente a porta.
Rosalie sorriu.
- Sério que iremos dormir aqui, mesmo sem uma cama? – ela parecia querer ter certeza de que Emmett não estava brincando.
- Daremos um jeito, amor – respondeu ao girar a chave na fechadura.
A essa altura dos acontecimentos o porteiro já havia avisado que eles estavam subindo.
Dentro do apartamento, Esme, Alice, Isabella, Edward e Carlisle apagaram as luzes para que a surpresa fosse maior no momento em que a jovem de cabelos dourados acendesse novamente iluminando todo o ambiente.
Emmett abriu a porta dando passagem para que Rosalie fosse à frente. Sem desconfiar de absolutamente nada ela levou a mão ao interruptor, fazendo as luzes do hall de entrada e da sala de estar se acenderem.
Ali mesmo no hall, Rosalie sentiu que algo estava acontecendo. O hall estava lindo, uma mesa de vidro redonda estava no centro, e sobre ela um lindo arranjo de flores silvestres, escolhidas a dedo, todas em tons de branco e lilás. Suas mãos ficaram nervosas e seu coração vacilou uma batida. Ela olhou para Emmett, que estava ao seu lado. Esse, por sua vez, fez sinal com a mão para que ela seguisse em frente.
Rosalie ficou estática diante a beleza em que a sala de estar se encontrava. Seus olhos marejados de lágrimas percorreram em volta, buscando os responsáveis por tudo aquilo. Ali estavam eles, esbanjando sorrisos verdadeiros, fazendo com que o seu coração se aquecesse. Sua família, a família que o coração escolhera.
Procurando forças para se manter de pé diante tamanha surpresa, Rosalie buscou por Emmett com o olhar. Não fosse pelos rostos tão conhecidos ela poderia jurar ter entrado no apartamento errado.
Esme veio de braços abertos em sua direção, sem cerimonia abraçou Rosalie afetuosamente como quem abraçava um de seus filhos. Rosalie retribuiu o carinho com lágrimas percorrendo seu rosto. Após o abraço, Esme secou as lágrimas de Rosalie carinhosamente com suas próprias mãos.
- Gostou querida? – perguntou, mantendo um sorriso amável enquanto sua mão direita segurava a de Rosalie, que por sinal, estava gélida.
Rosalie olhou para Emmett, e usando sua mão livre lhe deu um tapa no peito.
- Você sabia, não era? Por isso me trouxe para cá, seu trapaceiro de uma figa – sorriu em meio às lágrimas de felicidade.
Emmett retribuiu o sorrio, revelando suas covinhas encantadoras. Chegou mais perto de Rosalie e apertou suas bochechas. Essa, por sua vez, olhou para Esme ao seu lado com um sorriso genuíno.
- Está tudo tão lindo. Oh meu Deus obrigada. Obrigada a todos vocês por dedicarem seu tempo em me fazer feliz. Carmen e as garotas também sabiam, não era? – constatou. Aqui está a melhor família que a vida poderia ter feito cruzar o meu caminho. Obrigada, obrigada, obrigada...
Isabella e Alice praticamente correram até Rosalie e a abraçaram. Em seguida fora a vez de Edward abraçá-la como quem abraça uma irmã tão querida. Afastou-se dando passagem para Carlisle. Esse, por sua vez, envolveu Rosalie em seus braços paternos lhe dando conforto e segurança.
- Estávamos todos ansiosos e preocupados para saber se você aprovaria – disse ele, seguido de um beijo na testa de Rosalie.
- Obrigada pessoal – o lábio inferior de Rosalie tremeu, denunciando sua emoção. – Não sei o que dizer, a não ser que, amo muito cada um de vocês – uma lágrima escapou, rapidamente chegando ao seu queixo.
Emmett afastou alguns fios dos cabelos dourados dela para trás da orelha. Ao olhá-lo Rosalie suspirou profundamente e sorriu. Naquele momento ela entendera que Emmett abriu mão de seu orgulho, aceitando a decoração do apartamento somente para fazê-la feliz. Rosalie se aproximou lhe dando um selinho demorado, seguido de um sorriso.
- Vem, Rose – disse Alice. – Vem ver todos os cômodos. – Está tudo muito lindo. Claro que eu dei muitos palpites, apesar da mamãe está sempre me brecando.
Todos ali presente, sorriram.
- Vem ver o seu quarto, querida. Tenho certeza de que é o cômodo, o qual está mais ansiosa por vê-lo – disse Esme.
Rosalie assentiu esbanjando um sorriso genuíno. Estendeu a mão novamente para Esme, que recebeu igualmente lhe sorrindo. Juntas, Alice, Isabella e Esme acompanharam Rosalie até a suíte. Ficando na sala somente os rapazes.
A cada sorriso que Rosalie esboçava o coração de Emmett se enchia de alegria e esperança. Esperança de que realmente ela esqueceria os dias ruins e conseguiria ser feliz em seu novo lar.
Fora exatamente a respeito do quão Rosalie havia ficado feliz com a surpresa que os rapazes ficaram conversando.
[...]
No quarto, Rosalie corria de um lado para o outro, observando de perto todos os detalhes. Os móveis, as cores, os pequenos objetos, eram tudo tão perfeito. Mas seu desejo absoluto era o closet. Ah, como Rosalie ansiava por vê-lo. Quando criança ela adorava o grande closet que tinha em seu quarto – antes de sua vida se tornar um conto de fadas imperfeito –, e essa parte de sua infância vem acompanhando-a em um desejo oprimido desde então.
Dentre as coisas que ela buscava em seu novo lar, o closet sempre fora a primeira pergunta que fazia ao corretor de imóveis. E assim, ela entrara naquela parte do imóvel e se permitia voltar ao tempo, imaginando sua infância ao lado de seus pais, onde seu closet mantinha suas fantasias de princesas. Sua brincadeira favorita quando criança – na época em que ela fora feliz –, era fingir ser uma princesa Disney.
- Vocês são o máximo, sabia?! Eu juro que não imaginava que pudessem estar preparando tudo isso.
- Vê-la feliz, nos deixa feliz, Rose – disse Isabella.
- Não achou que eu deixaria vocês mudarem para esse apartamento lindo, mas sem móveis, não é?! – essa foi Alice, saltitando ao lado de Rosalie.
- Fico extremamente feliz querida, por ter lhe agradado tudo o que fizemos. Aproveite cada detalhe, tudo aqui foi feito com muito carinho, visando todo o conforto que você e Emmett merecem – disse Esme, com um sorriso maternal.
- Sabe Esme, eu até gostava do cantinho onde Emmett e eu vivíamos antes. Fora ali que passamos os primeiros anos longe do instituto. Fora ali que os laços entre todos nos se estreitaram. Fora onde aprendi a sorrir depois de muito chorar. No entanto depois do que aconteceu... Eu não sei explicar, mas algo muito forte me deixa presa ao medo. As memórias ruins são tão fortes que chegam a oprimir as boas.
- Nós entendemos meu bem. E acredite. Vocês são parte muito importante dessa família. Nós não nos resumimos apenas ao laço sanguíneo, Rose, mas sim ao amor – disse Esme, trazendo Rosalie para um abraço.
Rosalie suspirou, emocionada.
- Ás vezes me pergunto se vocês são mesmo reais, ou apenas fruto de minha imaginação. Mesmo com tantas desventuras, Emmett e eu encontramos anjos que simbolizam união familiar. Amor no sentido mais verdadeiro da palavra. Amigos que o tempo não pode afastar.
Alice saltitou ao lado de Rosalie.
- Ei, nós somos reais sim. E vamos te importunar para sempre, porque você e Emmett são da família também. E família às vezes enche o saco pra burro – sorriu.
Rosalie segurou a mão de Alice, com um sorriso fraterno.
- Quando eu te vi a primeira vez, eu soube de cara, que seriamos grandes amigas – confessou Rosalie.
Com o mesmo sorriso fraternal, Alice respondera.
- Eu também Rose, eu também...
- Venham meninas! Vamos mostrar para Rose como ficou os outros cômodos – Esme sugeriu.
Ao saírem da suíte, Rosalie quis ver o quarto ao lado. O local onde ela e Emmett fizeram amor pela primeira vez. O quarto estava igualmente impecável, decoração distinta, mas ainda assim muito belo. Havia sido decorado para ser um quarto de hospedes, pois não era segredo para ninguém que Emmett e Rosalie haviam assumido um compromisso recente.
Todos ainda estavam alheios aos planos para um futuro não tão distante que Rosalie e Emmett planejavam. Aquele quarto, muito em breve, seria redecorado para um bebê. Um lindo bebê que encheria a vida do jovem casal de luz. Rosalie sorriu consigo mesma lembrando à tarde em que estiveram ali, fazendo planos, e logo depois se amaram pela primeira vez.
Rosalie deixou as memórias de lado e fora visitar todos os cômodos restantes: sala de TV, cozinha, banheiros, sacada e até mesmo a área de serviço.
Não se cansava de agradecer e mencionar o quanto tudo estava perfeito. Em seus olhos continham lágrimas. Lágrimas essas de felicidade genuína.
Voltaram a juntar-se aos rapazes na sala de estar. Alice, muito empolgada, insistiu em abrir um champanhe, alegando que a ocasião era mais que merecida. Esperta como ela só, já havia colocado um champanhe para gelar mais cedo. Correu até o bar e pegou algumas taças trazendo-as entre os dedos. Esme a ajudou servir, passando uma taça para cada membro de sua família.
Todos fizeram um brinde à nova fase na vida do jovem casal de recém-namorados, agora, não apenas amigos.
A relação se tornara sólida e oficial. Emmett deixara de ser apenas seu amigo, tornando-se assim seu amor amigo.
Independente do que viesse a seguir, o jovem McCarty estava disposto a viver esse amor intensamente.
Para todo o sempre...
Notas finais
Todos deram o seu melhor para chegar a um resultado que agradasse a nossa Rose.
Não deixe de comentar, mesmo que seja curtinho :)
Postei fic nova, meu mais novo xodozinho, passem lá e confiram:
http://fanfiction.com.br/historia/328735/A_Gotinha_De_Amor_Que_Faltava/
Beijo, beijo
Sill
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