E então, o sol nasce... uma pequena luz invade a parede do meu quarto, é hora de se levantar e encarar o mundo mais uma vez, mas... todos os dias são sempre iguais, não há nada que me faça ter vontade de viver por ser tudo tão cinza.

Uma respiração funda toma o ar do lugar fechado.

Tenho mesmo de encarar as coisas como elas são, mas meu olhar continua apagado... normal pra uma garota como eu tão triste...

Decido tomar um banho e me arrumar antes que passe do horário de ir à escola, pra uma aluna do ensino médio como eu responsabilidade é importante... até porque quase sempre estou atrasada, devo parar... desço as escadas e percebo que não há ninguém em casa, vou assim mesmo.

Todo o caminho é cercado por arvores, o que gosto, havia mais, porém foram retiradas pela prefeitura... pessoas... olhar o céu a esse horário é a melhor sensação, tão lindo, tão azulzinho, isso tudo acaba me distraindo, ao continuar andando vou avistando mais pessoas, o caminho até a minha casa não é tão longo, mas devo confessar que cansa, são muitas esquinas... só nisso já perdi algumas calorias e assim vai...

Começo de ano é assim, gente com novidade pra contar e ansiedade de sobra, já estava sendo a ultima aula, por incrível que pareca o dia passou rápido, o que não me é bom ou ruim... não faz diferença,o que mais tive foram aulas de filosofia e história, as matérias que mais me atraio, mas que me causam mais crises existenciais...

O alarme dispara.

Os alunos foram saindo da sala e já estava quase sozinha quando decidi ir pra casa com fones, as manhãs são sempre melhores com música, qualquer hora na verdade, pego os meus pertences e saio às pressas... o porteiro me cumprimenta, respondo com um sorriso e um aceno, são poucos os que me notam, além do fato de eu ser tímida é porque sou chata mesmo, chata de nunca ter nada de bom pra falar... fui contaminada pelo tédio.

A dar passos rápidos vou me levando, mas o tempo está fechado, droga, eu tinha de ter esquecido o guarda-chuva, não querendo ter de ir pra casa assim resolvo parar num estabelecimento, mas não percebi ser um grande bar, daqueles com música ao vivo e joguinhos baratos, não me sentindo confortável fico apenas na entrada

— Agora um pouco de Salad days pra neutralizar o dia, hehe

Uma voz que veio do palco começa a cantar, e por acaso músicas que gosto, estava ouvindo algumas no celular, vou me sentando em alguma mesa, mas prefiro não gastar nada, só esperar... parece ser um lugar pra gente diferente, não é de se ver música assim por aqui, o que estou adorando... algo que me ganhou sorriso.

Um garoto, de camisa escura com uma mochila cheia nas costas se aproxima, o nervosismo toma conta de mim, quando ele para e apenas diz que aquele era um de seus álbuns favoritos, que beber não era seu forte... foi quando perguntou o meu nome,

—Emily

Respondi de forma assustada, sem jeito, a chuva já estava passando, pude ver seu olhar em minha direção, e sem dar tempo de dizer mais alguma palavra deixo aquele lugar, mas aquele olhar profundo permaneceu em minhas lembranças...

O frio é tão bom...

Notas finais
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.