Amor Além De Amizade.
47 Capítulo 47: Beijo com pegada.
Notas iniciais
Na verdade essa história de comprar materiais novos era tudo uma farsa, porque ele não tinha motivo algum para ficar em sua casa, ainda mais que sua prima vivia lá. Ela mudou pro condominío dele, não para a casa dele. E ela já estava enchendo muito, então Jorge deu essa desculpa para ficar fora de casa, ele já não estava aguentando a mãe ainda mais a mãe do lado da prima, imagina as duas então.. ninguém merece.
Assim que todos estavam na casa de Valéria, eles sorriram uns para os outros. Paulo estava cansado e com cara de bêbado, ele tentou beijar a Alícia mas no mesmo instante ela virou o rosto, a boca dele tinha o cheiro de cachaça pura, ele havia tomado muito e Alicia não estava nenhum pouco afim de sentir cheiro de cachaça.
(...)
- BIBI — gritou Valéria assim que viu a amiga encarando o corpo de Peter sem camisa. Bibi logo se assustou e virou-se para Valéria.
- O que é?
- Eu vi tá sua danadinha — Elas duas riram e começaram a conversar.
- Margarida — chamava Jorge, Margarida foi até o amigo e o encarou.
- O que é alma bondosa
- Preciso de uma ajudinha aqui — Margarida olhou para Jorge e ergueu a sobrancelha, do que ele estava falando? Ele apontou rapidamente seu dedo ao tênis colado no chão.
- Mas que diabos você conseguiu colar o tênis no chão alma abençoada?
- Eu pisei em uma cola (super bonde) que estava espalhada pelo chão, e por acaso foi o bêbado do Paulo que jogou isso aqui! — Margarida caiu na gargalhada ao ver o amigo ali naquela situação sem conseguir mexer o pé.
- Jorge usa o cerébro você podia muito bem ter tirado o tênis, anta! — Jorge foi tentar tirar o tênis mas Margarida o impediu — Agora também não né imbecil.
- Vai ficar me xingando aí ou vai me ajudar?
- Ai sabe, estou com preguiça.. posso deixar você dormir aí? — Jorge olhava furioso para Margarida que estava morrendo de rir, ela colocou as mãos na barriga e começou a gargalhar super alto, todos desviaram o olhar para a menina, que corou. Ela pegou uma regua e passou de baixo do tênis de Jorge, com dificuldade, mas logo conseguiu soltar o tênis do chão, os dois de uma só vez e de repente, PLOFT, Jorge caiu com tudo para trás, aí todos começaram a gargalhar feito doidos, Jorge acabou rindo dele mesmo, aquela risada gostosa e que parecia de bruxa.. digo, bruxo.
- Valeu — agradeceu Jorge ao se levantar e recuperar o fôlego. Margarida puxou o garoto pelo braço até o corredor aonde ninguém estava e olhou bem no fundo dos olhos do menino que a olhava de volta.
- Jorge, esses dias nos aproximamos muito um do outro e eu sei que posso confiar em você é que eu to apaixonada — Jorge olhou confuso.
- Por quem? — disse calmamente.
- Se você deixasse eu terminar o que ia dizendo eu iria falar né — ela revirou os olhos — Como ia dizendo esses dias nos aproximamos muito um do outro e eu...
- Você já disse isso — Jorge cruzou os braços como uma criança mimada.
- Caramba da pra calar a boca e ouvir a porra do assunto que tenho pra dizer? — disse Margarida furiosa — Como eu ia dizendo..
- PUTA QUE PARIU MARGARIDA DIZ LOGO A PORRA DO ASSUNTO, PULA ESSA PARTE QUE VOCÊ JÁ FALOU UM MONTE DE VEZ MOCREIA — disse Jorge já impaciente.
- CARALHO DA PRÁ ESCUTAR A PORRA DO ASSUNTO QUE TENHO PRA DIZER? — ela olhou para ele que se calou — Como eu ia dizendo — ela deu uma pausa pra ver se ele ia dizer algo, ele ficou encarando ela e ela continuou — esses dias nos aproximamos muito um do outro e eu to apaixonada pelo Peter — cochichou Peter baixinho.
- Que novidade! — ele riu — FINALMENTE ACABOU ESSA PORRA NÉ, FICA REPETINDO ESSA BOSTA UM MONTE DE VEZ.
- Cala boca Jorge, vai atrás de comer alguém. Tá de ressaca aí e vem falar merda pra mim, e se você contar pra ele eu te arrebento no meio seu viado — ela disse provocando.
- DO QUE VOCÊ ME CHAMOU MARGARIDA? — gritou ele.
- Viado — repetiu ela provocando ele novamente, ele a encostou na parede e começou a fazer cócegas nela, passava suas mãos pela barriga de Margarida até chegar alguns centímetros mais para cima de sua barriga fazendo cócegas na menina que se agachava no chão se contraindo contra seu corpo, colocando os braços em volta do joelho, Jorge abaixava no ritmo dela e continuava a fazer cócegas nela, ela já estava perdendo o ar de tanto que ria, Jorge parou de fazer cócegas na menina que se levantou assim que ele se levantou e respirou fundo procurando ar, pois estava sem ar de tanto que riu. Jorge começou a rir do nada e ela riu junto com o garoto.
(...)
Peter tinha se aproximado muito de Anna Sofia eles tinham muita coisa em comum, mas ele estava confuso pois Anna Sofia não demonstrava seus sentimentos e na maioria do tempo ela era revoltada, só Peter havia conhecido a menina que ela é de verdade, deve ser por causa deles terem várias coisas em comum, mas não, ele não estava gostando dela. E sim de Margarida, como esperado, ele sempre se lembrava como conheceu a garota, como foi incrível estar ao lado dela compartilhando momentos marcantes, como ele a protegeu de Erick muitas vezes, como ela tinha um carinho enorme pela sua irmã, ou o primeiro beijo deles na piscina, quando ela cantou aquela voz que entrava pelo seus ouvidos em uma forma de melodia, como se fosse algo que o encantava, era impressionante estar ali junto com Margarida, mesmo que ele não estivesse ao lado da garota sempre sentia falta dela, pensava nela a todo mundo, se distraia com facilidade, morria de ciúmes da garota com o tal do Cavalieri que não pegou muita amizade, será que era por causa do ciúmes grande que ele tinha por Jorge ser o melhor amigo de Margarida, mas Margarida nunca havia ficado com Jorge, mas tudo tem sua primeira vez, Peter estava inseguro, ele levou seus pensamentos a longe quando vê Margarida adentrar a porta da cozinha sozinha e se sentar em uma cadeira da do lado de Peter, o local estava vazio só tinha eles dois ali, e de um jeito inexplicável o coração dele começou a acelerar, ele a olhou de cima a baixo e desviou o olhar para o chão, meio tímido.
- O que faz aqui sozinho Peterzinho? — ela sorria meigamente, ele encarou os lábios dela que se abria com um sorriso encantador, ele queria aquele lábio encostado ao dele, sentindo aquele gosto doce que só Margarida tinha.
- Estava pensando
- Será que posso levar seus pensamentos a longe por um instante? — Peter não entendeu o que ela quis dizer com ''posso levar seus pensamentos a longe por um instante'', mas assentiu com a cabeça para a menina, que arrastava a cadeira até ela sair da cadeira e ir em direção ao menino, o coração do garoto estava acelerado.
Flash Back on.
- Você deve contar a ele Margarida, toma coragem menina — Jorge aconselhava a menina.
- Como se você entendesse alguma coisa, mas irei tentar, vou procurá-lo — ela sorriu e saiu dali alegremente a encontro do Peter.
Flash Back of.
Ela levou as mãos dela até aos ombros de Peter e começou a massagear, uma massagem, ele estava precisando mesmo, andava muito preocupado com que Margarida estava fazendo ou deixando de fazer, ele suspirou fundo ao sentir as mãos de Margarida afundarem em seu ombro.
- Mas afinal o que quer falar comigo? — Peter disse se levantando e ficando cara a cara com Margarida. Ele era um pouco mais alto que a menina, obviamente. Margarida fitou os cabelos loiros de Peter que estava meio bagunçado, estava algo sexy ali, como ele podia ser tão perfeito, ela mordeu o lábio e disfarçou em seguida.
- Queria afirmar uma coisa — ela aproximou mais do garoto, fazendo o corpo dos dois ficarem colados, agora já podia sentir-se o coração dos dois juntos, ambos batendo forte demais.
- E que coisa seria? — Peter pousava suas mãos a cintura de Margarida a puxando mais para perto de si, rosto de Margarida estava pouco centímentros longe do de Peter, ela olhou nos olhos dele que a observava, os olhos dos dois se encontraram e ela olhou bem no fundo daqueles olhos perfeitamente claros e soltou um suspiro abafante.
- Eu to gostando de você — ela engoliu em seco não acreditava que falou para ele, e agora qual seria a reação dele? O que ele faria? Será que ele iria mandar ela o esquecê-lo? Como vai ficar a situação depois daqui? Vai acontecer algo diferente? E agora, vai mudar tudo? Mas ela acabou se surpreendendo e Peter encostou seus lábios ao dela, começando um beijo quente e apaixonante, ele envolvia suas mãos aos cabelos da menina puxando algumas mechas de leve, as mãos de Margarida percorria as costas de Peter ela cravava suas unhas nas costas de menino com leveza para não o machucar, Margarida sentia borboletas na barriga, coração de Peter estava muito acelerado assim como o de Margarida não era qualquer beijo, aquele foi com mais amor e paixão, como se ele sentisse o mesmo por ela? Será que ele sentia? Peter pediu entrada com a língua na boca de Margarida, que logo cedeu ela mordiscava a língua de Peter de leve enquanto ele brincava com a língua dela. Depois de longos 2 minutos ali se beijando se separaram, ele sorriu com um sorriso bobo para ela que logo sorriu de novo, sem ao menos pensar. Ele ainda segurava a cintura de Marg.
- Margarida, eu também to gostando de você — ela abriu um sorriso ao ouvir as palavras de Peter e o agarrou ali mesmo — Posso te perguntar uma coisa? — eles foram parando os beijos aos poucos.
- Pode, claro — ela sorriu encarando os lábios dele.
- Quer namorar comigo? — ela não acreditou quando ouviu aquilo sair da boca de Peter então ela se tocou que tinha que responder, apesar que a resposta estava mais óbvia.
- Sim — ela disse animada — SIM — ela disse mais animada ainda. Eles trocaram um selinho demorado.
- Ok minha namorada, sexta vou te pegar na sua casa para poder te apresentar para minha família como minha namorada.. e claro pedir permissão para seus pais — ela sorriu e concordou. Então eles decidiram retornar ao quarto e dormirem.
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