Amor Além Da Imaginação
4 Capítulo 3
Capitulo 3
A cada momento meu coração apertava, a cada minuto minha respiração aumentava, a cada segundo meus músculos ficavam mais tensos. Eu não estava entendendo nada, mas agora eu iria descobrir.
A casa começou a se aproximar e se possível meu coração acelerou ainda mais. Assim como no meu sono, parecia que um furacão havia passado por ali. Paredes estavam destruídas ou derrubadas poucas permaneciam em pé, e eram provavelmente as que sustentavam a construção. Blackjack pousou no pátio, e por um enorme buraco adentrei a uma sala.
- Fique sobrevoando a casa.
- Ok, chefe!
No centro da mesma havia o homem, e como no meu sonho ele estava morto, não esperei ouvir os gritos para agir.
Corri em direção ao quarto e novamente era igual ao meu sonho. O quarto tinha uma decoração infantil, uma mulher estava jogada no chão, tinha uma das pernas quebradas e com toda a certeza o seu braço não estava melhor que a perna, nas suas costas havia um baú que a mesma protegia.
Um Cão Infernal rosnava e avança lentamente em sua direção, do outro lado da janela pude notar outros monstros no máximo uns cinco, mas estranhamente apenas observavam. Nem os monstros nem a mulher haviam notado minha presença. Sem pestaneja, saquei minha espada e ataquei, o monstro foi pego de surpresa e rapidamente foi morto, mas antes mesmo das cinzas do mesmo tocarem o chão, ouvi o estouro da janela. Deixei meu corpo lidar no automático, atacar, desviar, chutar, recuar, avançar, matar!
Depois de não haver mais monstros e ainda com a respiração ofegante me virei para a mulher. Ao analisa-la pude notar que ela estava muito branca e algo me dizia que não era o susto, mas sim a enorme perda de sangue. Dei uns passos na sua direção, ela por sua vez se encolheu.
- Sou um amigo – falei erguendo as mãos. Seu olhar seguiu meu gesto e permaneceu em uma das minhas mãos. Olhei para mesma e vi que na minha mão ainda estava a Contracorrente, a transformei em caneta e coloque no bolso.
- Sou apenas um amigo – tornei a repetir, ela por sua vez assentiu e eu me aproximei. – Como você esta? Que pergunta mais idiota vou ligar para uma ambulância.
- Não – ela sussurrou – Não, eu estou morrendo!
- Não diga isso, eu vou ajudar você!
- Não se preocupe, eu vou encontrar meu amor, meu marido! E você vai me ajudar! Cuide dos meus bebês. – disse ainda sussurrando
- Tudo bem! Eu cuido, mas agora vou ligar para a ambulância. – disse angustiado
- Obrigado! – disse fechando os olhos
- Ei, Ei, abra os olhos. Vamos!
Ela não me respondeu. E nem se mexeu. Toquei seu pulso e chequei seus batimentos, estava morta!
- O que eu faço agora...
Foi então que pude ouvir um choro de criança, tirei a mulher da frente do baú, e coloquei delicadamente no chão. Abri o mesmo e senti meu coração falhar.
Uma lembrança percorreu sua mente.
“- Porque estava me olhando?
- Estava apenas pensando!
-Pensando em que exatamente? – perguntou curiosa, um fato muito comum para a mesma.
-Nossos futuros filhos minha pequena, se for uma garotinha vão ter os meus cabelos, mas com esses seus lindos cachinhos, assim como seus olhos, se forem meninos, vão ter o teu cabelo, mas meio louco como o meu e também terá meus olhos, resumindo serão lindos.
Annabeth imaginou um lindo garotinho, um lindo garotinho que seria dela e do seu Percy.”
E eram essas crianças que estavam na minha frente...
Uma luz muito forte iluminou o ambiente, que me fez fechar os olhos e colocar meu corpo na frente das crianças, pra as mesmas não ficarem cegas.
Quando me virei, esperava encontrar qualquer Deus, mesmo ela.
- Atena...
- Sim, sou eu! Tire as crianças daqui, rápido! Mais monstros estão chegando.
- O que elas são? Nenhum dos seus pais me pareceram semi-deuses...
- E eles não são...
- Então como eles vão entrar no acampamento? – falei os enrolando em lençóis e amarando junto ao meu corpo.
- Realmente você não nega ser filho do seu pai! – disse fazendo uma expressão de desagradada já Percy tinha a expressão de furioso.
Depois daquelas palavras, até pensei em deixar as crianças com ela, mas não coração se apertou e a ideia foi deixada de lado.
- Você ainda não percebeu que esses filhos são seus?!
O que ela disse? Meus filhos?
- Impossível, eu vi eles na barriga daquela mulher, e Anny não pode ter filhos!
- Isso é um presente dos Deuses para você Perceu, as crianças não poderiam vir do ventre da minha filha, então vieram por outro caminho... Não a mais o que ser dito, vá embora! Proteja meus netos e minha filha. – em seguida seu corpo começou a brilhar, e eu me virei de costas.
Meu corpo ficou extasiado, eu era pai! Pai! Foi inevitável não imaginar eu cuidando das crianças junto com Annabeth. Me pareceu uma imagem emocionante.
Quando me vi sozinho olhei para as crianças, meus filhos. Infelizmente eu não podia ficar aqui por muito tempo, Monstros estavam a caminho e eu não suportaria colocar meus filhos em perigo. Agi rapidamente, ajeitei os lençóis presos em mim, e fui para a cozinha, onde peguei um isqueiro na gaveta, imediatamente comecei a colocar fogo na casa, primeiro coloquei fogo nas curtinhas da cozinha, depois peguei algumas revistas em cima da bancada, coloquei fogo e joguei dentro de um armário qualquer. Fui para a sala coloque fogo nos sofás e nas cotinhas. Segui pelo corredor entrei num. banheiro onde também coloquei fogo numa curtinha, em seguida fui para os quartos, onde coloquei fogo nos sofá, nos colchão nas roupas e nas curtinhas.
Depois de pronto joguei o isqueiro no chão e corri para fora da casa, não queria que os bebés inalassem a fumaça do fogo. Assobiei para Blackjack e ele rapidamente desceu.
- Chefe, está tudo bem?
- Esta tudo ótimo – disse rindo e montando nele. – Vamos, precisamos voltar para o acampamento.
- Huumm, na velocidade da luz? – disse já decolando, e ao contrario de me segurar, segurei as crianças. – Ei, que barulho é esse? É um bebe?
- São dois! Meus filhos! Não vá muito rápido não posso me segurar.
- Ei que legal, agora eu vou ter minis – chefes. Mas como eles surgiram do nada, eu não entendi, a já sei aquele bicho trousse eles, como é mesmo o nome? Não me diga! HÁ droga, eu vou lembrar, não me diz... – disse relinchando
Eu nada respondi, apenas fiquei olhando meus filhos, e pensando na Annabeth.
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