POV ROSALINA

Resolvi dormir um pouco, estava meio exausta e queria descansar (fazer uma redação de romance é muito cansativo!). No meio do cochilo, fui acordada por Mônica ouvindo Panamericano e mandei ela abaixar o som.

– Não curte? — ela perguntou sorrindo

– Adoro essa música, mas eu quero dormir!

– Rô, — ela me chamava assim agora — é melhor dormir depois, senão de noite você não dorme!

– Verdade... — exclamei me levantando e indo dar uma volta

A escola era muito calma de tarde, a maioria da galera dormia de tarde e estava quase anoitecendo e os mesmos garotos apareceram e me olhavam de um jeito... Diferente.

– E aí gatinha? Tá sozinha? — perguntou um ruivo de cabelos arrepiados

– Ela não está! Deixem-na! — eu sabia quem era, Henrique

O grupo saiu e me virei. Lá estava Henrique, ele tinha um olhar lindo e... Por que estou dizendo isso?

– Valeu... Mas não precisava.

– Você não sabe o que eles iriam fazer com você. — ele disse

Henrique pegou minha mão e fomos andando para fora, num campo aberto, estava completamente vazio e um pouco escuro. Eu estranhei aquele lugar e Henrique me empurrou contra a árvore.

– Por que fez isso? — perguntei inocentemente

– Vai ver... — ele disse olhando para meus lábios

O menino se aproximava e apenas fechei os olhos, preparada para a surpresa. No mesmo momento, senti a boca dele, os lábios doce me faziam sentir o beijo calmo e doce.

– E aí pimentinha, gostou? — ele perguntou e estranhei

– P-pimentinha?

Ele me disse que eu estava corada e afirmei que tinha gostado do beijo. Não era meu primeiro, confesso, mas foi o melhor, por enquanto. Eu sorri e voltei a andar com ele ao meu lado.

POV EDUARDO

Estava trancado no meu quarto, jogando no Habbo. Depois de meia hora, fui dar uma volta e cheguei no corredor do dormitório das meninas e bati na porta do quarto de Mônica. Eu ouvia ela escutando Ain't Fun do Paramore e ouvia ela cantando.

– So what are you gonna do

When the world don't orbit around you?

So what are you gonna do

When the world don't orbit around you? — cantava ela, docemente. Uma voz perfeita

– Posso entrar?

– AH! Oi Eduardo! Entra!

– Você canta bem... — exclamei, deixando ela corada

– V-valeu...

Passou um minuto naquele silêncio constrangedor. Mônica foi até a gaveta da cômoda e pegou algo, era um colar. Ela se dirigiu até mim e se virou de costas.

– Põe pra mim?

– Claro!

Coloquei o colar que tinha um pingente de uma rosa bem vermelha e ela sorriu.

– Era da minha mãe, ela faleceu com meu pai num acidente de carro... Aí eu moro com a minha vó...

– Meus pêsames...

Vimos Rosalina chegar corada e demos um sorriso malicioso para ela.

Notas finais
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