Amor à oitava vista
3 Chegada no Internato Brasil
Notas iniciais
POV ROSALINA
Depois de sairmos do avião, um homem de jaleco, que aparentava ter 55 anos, cabelos grisalhos e que usava óculos olhou para todos os alunos.
– Bem-vindos ao Rio de Janeiro! — disse o homem — Sou o diretor do Internato Brasil, Matias. Me sigam para a van.
Nós o seguimos e chegamos. Como éramos mais ou menos 20 pessoas, 10 foram em uma van e 10 em outra, e tive o azar de reencontrar o tal do Henrique.
– Você tá me seguindo? — perguntei irônica
– Haha! Comediante você hein...
Nos sentamos lado a lado e ele me olhou, fiquei estranhando-o até que entendi... Meus olhos. Geralmente quando me conhecem ficam encarando meus olhos pelo fato de serem bicolores.
– Já entendi... Eu sei que são estranhos.
– Estranhamente legais!
Fiquei surpresa e olhei para Mônica, estava sentada com um menino de 14 anos, moreno, cabelos e olhos pretos... Me lembrava o Ash do Pokémon. Enfim, chegamos logo em seguida no Internato Brasil.
– Agora, alunos, vão para a recepção e vejam onde serão seus quartos, e novamente, sejam bem-vindos.
Fui com Mônica para a recepção e descobri que iríamos dividir o quarto. Eu carregava minhas malas e olhei para Mônica que, com dificuldade, carregava as dela.
POV HENRIQUE
– Eu vi você sentado com a ruivinha... Olha só, já tá pegando!
– Não pode dizer muito Henrique, — comentou Eduardo — você tava com aquela menina lá!
Eu revirei os olhos e descobri que iria dividir o quarto com Eduardo. Fomos para nosso quarto e arrumei minhas coisas, sai para dar uma volta e vi Rosalina com caras em volta dela.
– E aí gatinha, tá sozinha?
– E-eu?
– Não, não está. — disse chegando e encarando os outros
Eu estudo no Internato Brasil desde meus 13 anos, conhecia aqueles idiotas, Pedro, Lucas e Vitor. Eles fizeram cara de nojo e saíram.
– VOCÊ DE NOVO? — berrou Rosalina
– Te salvei, me deve uma...
– Do que me salvou.
– Sabe de nada inocente, e estou dizendo a real, você é muito inocente...
Ela me encarou brava e saiu batendo o pé para seu quarto. Ela não sabia mesmo... Eles eram malfeitores, fariam mal a ela.
Entrei na biblioteca e peguei um livro, no caso "O Trono de Fogo". Olhei por cima e vi Eduardo trombando com a ruiva.
POV MÔNICA
Eu havia pego um livro pra ler, mais precisadamente um gibi "Turma da Mônica Jovem número 50" e não olhava por onde andava, até que trombei com o garoto da van.
– CUIDADO! — berrou ele
– Shhhh! Isso é uma biblioteca sem noção!
Sai andando com o gibi e entrei no meu quarto, mas confesso, foi paixão à primeira vista.
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