Notas iniciais
Finalmente, de vera verdadeira, o momento que vcs - bando de safadenhos - esperavam chegou. Mr. Catra já está aqui sentado esperando o capítulo começar. Devo adiantar que quem sentiu falta de Kyuu-chan, talvez mate sua saudade nesse capítulo. *aquela carinha*. O capítulo está gigante, o cio foi tão extenso que tive que dividi-lo em três capítulos, então calma com o andor que o santo é de barro. Hj teremos a primeira parte. Aproveitem. P.S. - Superaconselho a ouvirem as músicas para melhor imersão na história *aquela carinha*

Perdoem a correria, mas é que eu estou num momento complicado da minha vida. Quero dizer, não é bem a minha vida, mas está intimamente ligado a ela. O que faço agora? Estou praticamente expulsando todas as pessoas da minha casa porque acabei de receber a notícia por Shikamaru que Naruto desmaiara durante um exercício simples de tiro ao alvo. No ato de cair, o loiro acabou atirando no teto com a pistola que estava usando para praticar. Ao tocarem nele, perceberam que Naruto ardia em febre. Foi aí que ligaram para mim.

Mandei que o trouxessem para minha casa caso fosse confirmado que o desmaio foi provocado pela febre do cio. Não sei se eu digo que para minha felicidade, mas os médicos confirmaram que o cio de Naruto iniciara de maneira tão intensa que a febre o derrubara. Poucos minutos depois da ordem dada, uma ambulância parou na frente da minha casa e dela desceram os subordinados do Porão carregando uma maca com Naruto deitado nela.

Então começou a correria dentro de casa. Eu me informara que quando Naruto acordasse, a loucura se estagnaria no ar e só haveria dois caminhos: ou ele matava todo mundo, afinal a adrenalina no sangue provocada pelo assassinato de alguém também pode dar um fim ao cio – porém demora mais – ou ele estupraria todo mundo. Das duas uma.

Deixei Naruto em meu quarto e fui até a sala atrás de Yamato.

—Senhor Uchiha! – ele disse. Estava suado de angústia e em seu rosto estava claro o quando ele estava com medo do que iria acontecer quando Naruto acordasse. – A casa já foi evacuada.

—Acionou os sistemas de segurança?

—Sim senhor. Está tudo como o ordenado. Mais alguma coisa?

Fitei meu relógio de pulso. Faltam poucos minutos para Naruto acordar. Eu corri para o quarto de Yamato e troquei de roupa, deixando o meu terno de lado e pus uma calça jeans preta de tecido bem resistente e mais nada. Retirei do meu corpo toda e qualquer joia, ou acessório, ou qualquer outra coisa que pudesse me machucar durante o momento, se é que me entendem.

—Bom, senhor, apenas lhe lembrando: há comida suficiente para um mês com um suplemento extra de vitaminas para o senhor e o capitão. – assenti enquanto seguíamos para a sala e parávamos de frente às escadas – O cio durará exatos sete dias. O capitão estará terrivelmente perigoso e vai tentar dominá-lo, senhor. – fitei-o e eu fiz aquela cara de “E agora?” sem tanto desespero – Devo lembrá-lo que confrontá-lo poderá comprometer a fecundação, pois é justamente nesses dias que o útero parasita estará predisposto. No último dia a febre diminuirá...

—E ele tornará a si, mas ainda estará no cio. – penteei meus cabelos com as duas mãos e agradeci mentalmente aos deuses por o meu cio ser justamente nos dias em que Naruto estará também. Eu sempre fico mais “dominador”, por assim dizer, e virá bem a calhar.

—Tenha cuidado no sétimo dia. – Yamato olhou para porta e depois me fitou sorrindo – Se o capitão chegar a engravidar, o sétimo dia será definidor, pois é nesse dia que o feto vai se firmar no corpo. – assenti – Digamos que... – estranhamente Yamato corou – É nesse dia que o capitão estará mais carinhoso e mais receptivo se for devidamente fecundado.

—Certo. Obrigado por tudo, Yamato, já pode ir. Eu assumo daqui.

Acompanhei-o até a porta e depois que ele saiu da propriedade, eu a tranquei completamente, selando a casa e o terreno inteiro. Exigi que meus seguranças ficassem depois dos muros que delimitavam a minha casa e impedissem que qualquer pessoa se aproximasse da propriedade. Digitei os códigos de segurança e fitei o relógio digital do meu escritório: era chegada a hora da ação de verdade.

Inspirei o ar e senti os feromônios característicos da minha raposa impregnar o ar. Quando dei por mim, eu já estava correndo para o meu quarto, com meu pelo completamente eriçado e minha respiração acelerada. Minha boca estava seca e meus olhos estavam vermelhos, as orelhas em pé. Indicativos que eu estava completamente em alerta. Parei diante da porta e empurrei-as devagar, com alguma cerimônia, entrei sem fazer tanto barulho e fechei-as.

Sweet Dreams — Interpretação de Marilyn Manson

Uma música tocava pelo quarto. Eu acredito que seja Marilyn Manson interpretando Sweet Dreams de Eurythmics. Naruto estava de pé na cama, se mexendo lentamente, usando apenas uma bermuda box laranja – por que laranja? – com as mãos sobre a cabeça. Parecia concentrado nos acordes da música, talvez já houvesse percebido a minha presença e estivesse fazendo charme, sem me dar nenhum indício de tal.

Lindo e muito delicioso. Respirei fundo e percebi nesse momento que eu começara a babar, como de leve, nada exagerado. Aproximei-me da cama, minhas mãos tremiam, loucas para tocar seu corpo, sentir seu calor e fazê-lo meu.

—Naruto. – chamei com o tom baixo. Ele girou a cabeça o suficiente para que só um pouco de seus olhos dourados me fosse exibidos. Merda! Dourado! É o instinto de matar. Faz isso com ele. Eu tenho que ser muito cauteloso.

Fui para o criado-mudo, com certo receio de que ele saltasse sobre mim e me atacasse violentamente. Respirei devagar, exercendo o meu autocontrole, para não me deixar dominar tão rapidamente. O problema é que seus feromônios estavam começando a nublar a minha mente e eu tenho certeza que em poucos instantes eu estarei à mercê das suas vontades.

Abri a gaveta e retirei de lá uma Dália Amarela, aproximei-me da cama, perto de suas pernas, beijei suavemente uma das pétalas da flor e ofereci a ele.

Naruto pegou a flor entre os dedos, havia interesse em seu olhar ao mesmo tempo em que desdém, observou-a como se a flor fosse uma caixa ou algo assim, e, então, sorriu. Devagar eu fui aproximando-me dele, enquanto Naruto contemplava a beleza e o significado daquela flor, com uma concentração incoerente com a febre que eu sei que ele está sentindo.

Subi na cama, observando sua pele amorenada ficar praticamente parda por causa do calor.

Cheguei-me perto, coloquei-me de pé, atrás de seu corpo, enlacei sua cintura e inspirei seu cheiro. Revirei meus olhos com seu cheiro impregnando a minha mente. É como se eu estivesse cheirando Heroína em doses cavalares. O fato de ele ser maior e parecer ainda mais imperioso daquele jeito fez com que minha única vontade fosse de abraçá-lo.

—Por que está me dando flores? – ele perguntou com calma, afagando de leve as minhas pernas com a cauda, seu rebolado no ritmo da música provocando a minha pélvis.

Ergui seu queixo com um dedo e fi-lo me fitar. Nossos lábios se encontraram de leve, apenas um encostar para sentir a maciez e o sabor de nossas bocas. Afaguei seus cabelos suados, escorregando meus dedos por suas costas. Ele nada dissera, nem me repelira, continuava naquela dança estranha, como se seus quadris fossem uma serpente hipnotizando.

—Porque é assim que eu direi tudo o que se passa em meu coração. – continuava de costas, movendo-se como uma dançarina do ventre. Eu já estava ficando louco, completamente louco, com aqueles movimentes sensuais em mim. – Não posso dizer com palavras o que eu sinto, nem nasci com olhos como os seus, por isso me valerei das flores para falar aquilo que meu orgulho não deixa.

Naruto parou de se mexer, ainda de costas, com uma das mãos acariciando seus cabelos. Foi aí que eu me toquei do que estava diante de mim. Eu pude ver. Finalmente eu pude ver.

Toda a pele desde os seus pulsos até a parte de trás de suas coxas, passando pelo seu pescoço, abarcando completamente as suas costas, estava marcada pela cicatriz do raio, aquele que Naruko falara, como uma enorme ramificação, uma figura de Lichtenberg perfeita. Naruto transformara aquilo numa enorme tatuagem, com ramas e flores, seguindo por seu braço direito. No esquerdo havia uma tatuagem de raposa, cujos pelos eram a cicatriz. Assustador, mas incrivelmente lindo e artístico.

Ele moveu seus músculos, quase dando vida a tatuagem. Aquela deformidade em sua pele era a prova viva de que Naruto era um sobrevivente, um guerreiro, um Highlander, que faz tudo por quem ama de verdade.

—Perfeito... – sussurrei tocando aquela pele preciosa.

Ouvi-o rir baixo e me olhar por cima dos ombros, enquanto acariciava com a ponta das garras as pétalas da flor.

—Três anos internado num hospital, sem poder me sentar, me deitar, suspenso pelos braços por perder o contato com os nervos das pernas... Três anos sofrendo de dor me renderam a mais bela de todas as marcas. – ele desceu o braço da cabeça e deixou ao lado do corpo.

—Eu... – eu não sabia o que fazer ou o que dizer exatamente. Apenas estiquei meu braço um pouco mais para baixo e toquei sua cauda. Ele afastou-a de reflexo e virou o rosto para mim. Finalmente, azul. Estava sério, perigoso, seus olhos azuis intensos perfuravam a minha alma. Ele se virou completamente, analisou todo o meu corpo, depois desceu da cama. – Hei, vai para onde? – fui me abaixando sobre o colchão.

Praticamente desfilava, me torturando, me castigando, me provocando. Naruto me fitou arqueando uma sobrancelha e nada me disse.

Ele foi até o criado-mudo e guardou a flor ali, depois seguiu até uma poltrona. Pegou seu moletom e vestiu-o, enquanto eu me sentava na cama e observava seu comportamento. Eu estou sentindo que eu vou me ferrar, mas quem se importa?

—O que é? – ele perguntou colocando as mãos na cintura e ficando imperiosamente na minha frente, sensual demais para o meu gosto.

—Nada. – dei de ombros – Só que...

—Que? – falou impaciente.

—Está gostoso demais e a minha vontade é te morder.

Naruto deu de ombros e foi para a porta. Merda, eu não acredito que vou fazer isso. Mas é o jeito, senão ele vai usar todas as suas energias para o instinto assassino. Eu tenho que fazê-lo sentir mais dessa tensão sexual, focar nela e descarregá-la em mim, se não meus planos vão por água abaixo. Ainda bem que só estamos eu e ele aqui.

Eu corri para a porta, empurrando-a e fechando-a antes que Naruto pudesse sair, virei-o para ficar de frente para mim, ajoelhei-me, abracei o seu ventre e comecei a esfregar meu rosto ali, ronronando baixo, apalpando a sua bunda. Eu sentia seu olhar superior sobre meus ombros. Eu estou muito ferrado, eu sei que estou, mas eu quero muito ter o melhor sexo da minha vida com essa raposa e fazê-lo mãe dos meus filhotes. Vale tudo nessa porra.

Naruto tocou meu queixo com a ponta de seu dedo, a garra quase perfurando a minha garganta, ergueu meu rosto e sorriu de lado. Sua garra descendo pela pele da minha garganta, me fazendo arrepiar, me fez entender que eu tinha que soltá-lo. A contra gosto tirei meus braços do seu entorno e fiquei de joelhos, esperando seu próximo ato.

Ele se afastou da porta, fez um gesto para que eu o seguisse e eu fui. Naruto agarrou a minha nuca, me fazendo ir a sua frente. Empurrou-me sobre uma poltrona e me montou sensualmente, lambendo a lateral do meu pescoço.

—Primeiro. – ele sussurrou – Eu que mando aqui, Sasuke Uchiha. – eu assenti arfando e revirando os olhos ao sentir sua mão apertando a minha virilha – Segundo. Eu quero ser fodido decentemente, então é bom estar bem duro para mim. – porra, nem preciso fazer muito esforço para isso. Estou quase do jeito que ele quer. – Terceiro.

Ele saiu de cima de mim e foi para o closet. Dez minutos depois voltou usando uma calça preta apertadamente imoral, um blusão muito folgado laranja – por que laranja? – que deixava seu ombro exposto, e parte de seu peito, uma echarpe vermelha no pescoço, além de botas de couro negro e salto alto. Oh caralho, é hoje, porra, é hoje! Se eu não morrer hoje, não morro nunca mais!

Baby one more time — Britney Spears

A música do som começou a tocar, uma mulher com a voz um pouco fanha, e Naruto começou a se mover, esfregando o tecido da blusa no próprio corpo. Respirei fundo e me ajeitei na poltrona, controlando meus ímpetos de saltar sobre aquele corpo e fazer o que minha mente mandava.

Minha calça estava me incomodando muito, mas eu tinha que aguentar, firme e forte. Naruto começou a se mover lentamente, seu equilíbrio era de fazer inveja a qualquer mulher, bem como sua habilidade superior de dançar e seduzir enquanto faz isso. Seu olhar só tinha um único objetivo: me provocar, deixar no meu limite, me levar as últimas consequências, a loucura no embalo.

Era o mesmo Naruto das minhas alucinações, o cara que me fazia penar e mendigar por seus beijos, que faziam homens delirarem só com seu olhar. Ele tomava todo o espaço do meu quarto para dançar poderosamente, envolvido completamente pela música e pelos meus olhares suplicantes por ele. Naruto foi lentamente colocando-se no chão e fazendo movimentos sugestivos demais. Meu corpo estava em chamas, a febre do meu cio começando, porém sendo dominada pela dele.

Merda! Vem logo para o meu colo, que eu preciso estar dentro de ti, minha mente gritava, mas Naruto respondia sorrindo sensualmente. Quando finalmente minha tortura – vulgo sua dança – acabou, meu pau latejava dentro das minhas roupas e eu não tive outra saída senão me tocar por cima do tecido enquanto ele retirava suas botas com indiferença. Vem para mim, eu chamava com os olhos e ele não me fitava.

—Naruto... – tive que verbalizar. Ele ergueu seu olhar e caminhou até mim com as mãos nos bolsos. A música da mulher acabara e a Marilyn tornara a enlouquecer a minha mente. – Eu preciso muito... – falei arfando com seu olhar intenso sobre mim.

Naruto subiu na poltrona, ficando com os pés em cada braço, desceu um e imprensou minha ereção entre seus dedos, masturbando-me. Apertei meus olhos sentindo-me mais sensível que o normal por causa da maldita febre. Espalmei minhas mãos em suas coxas e fui subindo, apertando, até o seu traseiro.

Ele sorriu mais e veio para o meu colo ao dobrar as pernas, pressionando seu ventre contra a minha ereção. Sibilei alto ao passo que ele ria. O loiro empurrou echarpe contra meus olhos, vendando-me, segurou meus ombros e foi se levantando, me levando consigo. Fomos para outro lugar e lá fui deitado por Naruto, era a cama, pois eu estava num local macio demais para ser o chão e inclinado demais para ser outra poltrona.

Seus lábios se apossaram da minha pele e eu me senti marcado. Beijamo-nos e eu arfei com seu rebolar lento, na velocidade da música, esfregando o tecido grosso do jeans em meu pênis, eu sabia que era sua bunda, mas rosnei irritado por ainda estar coberta. Ele desceu o tecido do meu rosto, foi me beijando pelo caminho, de leve só para me causar arrepios, indo até o chão, cruzando os braços sobre minhas pernas e piscando um olho.

Quase saltei em seu pescoço para fazê-lo meu, mas ele foi mais rápido, agarrando a minha cauda e me puxando para ficar de pé. Obedeci-o, apesar de minha mente está ficando completamente envolvida pela loucura do cio.

Naruto puxou-me para uma cadeira que havia no quarto de hóspedes onde estávamos, perto da escrivaninha, fez eu me sentar ali e trouxe minhas mãos para trás. Enquanto beijava os meus ombros, ele foi me amarrando, não com força, mas de um jeito que eu sabia que demoraria a me libertar. Fitei-o ir até a cama e puxar de debaixo dela uma caixa, ele ainda sorria safadamente para mim, seus olhos azuis me diziam o quanto eu iria penar em suas mãos durante aquela semana. Penar no bom sentido. Aliás, no melhor sentido.

De dentro da caixa ele retirou outro par muito bonito de botas de salto alto. Colocou-os com uma sensualidade ousada e então ficou de pé, desfilando para mim perigosamente, retirando lentamente aquela blusa, quase como se fosse uma stripper. Arfei, arrepiado, forçando as minhas amarras de maneira inconsciente.

Ele andou até mim, as mãos na cintura, com um olhar tão vulgar e sexy quanto eu podia imaginar que alguém como ele podia fazer. Só nesse momento eu percebi que ele perdera parte daquela masculinidade imponente e ganhara uma feminilidade perigosíssima. Ele parou na minha frente, afastou minhas pernas com os pés e abriu a minha calça, deixando minha ereção mais acentuada pela cueca que eu usava. Ironicamente, é branca.

Minha vontade era de mordê-lo, sem sombra de dúvidas. Por Deus, eu não sei se sou sortudo ou se sou sortudo. Difícil dizer. Naruto só parou de se mover quando encarou o meu pau. Ele sorria ainda e aquele sorriso me dizia o que viria a seguir. Naruto se desfez de suas botas e veio para o meu colo.

Wiggle wiggle — Jason Derulo

Outra música começou pelo quarto. Naruto ficou de frente para mim, seu traseiro ganhara vida própria, se mexendo no ritmo da música. Ele foi baixando, apoiando as mãos nos joelhos e descendo, sugerindo tudo o que eu queria com aquela dança erótica. Naruto começou a rebolar girando no próprio eixo no compasso da música, enquanto seus olhos acompanhavam minha expressão de prazer por ver algo daquele porte acontecendo de verdade.

Ele se veio desfilando até mim, virou de costas empinando bem sua bunda num lento rebolar, sua cauda ficou afagando o meu peito de modo provocante e aproximou sua bunda imoral da minha virilha, voltando a rebolar, subindo e descendo, sugerindo movimentos nada puritanos em minha mente. Arregalei meus olhos e perdi o fôlego quando finalmente nossas pélvis se encostaram e ele me fitou sorrindo, por cima dos ombros, levantando as mãos para ficarem no alto de sua cabeça. Era delicioso, dolorido e muito quente. Os tecidos friccionando nossos corpos, aumentando o calor em nós, deixando nossas pelas mais coradas.

Naruto subiu num movimento, faltando pouco para os meus lábios tocarem sua bunda, ainda que coberta, e se afastou dois passos, girando nos saltos e me fitou. Aliás, seus olhos desceram do meu rosto para a minha ereção. Arfei, diminuindo a tensão em meus pulsos, pois durante o “show”, eu forçara mais de uma vez as amarras.

—Apressado, não? – ele comentou com deboche, apontando para a minha virilha com a cauda, pois seus braços estavam cruzados – Você quer foder o quê primeiro?

—Sua boca. – disse sorrindo de lado.

—Se é isso que quer... – veio e se ajoelhou.

Naruto apoiou-se em meu colo, usou um dedo para ir puxando o tecido da cueca para baixo e abriu a boca, deixando que meu pau entrasse dentro dela, mas não se moveu. Senti um certo desespero. Franzi as sobrancelhas, confuso com o seu comportamento e depois de alguns segundos eu entendi o que ele esperava.

Com alguma habilidade movi meus quadris, empurrando meu pênis garganta de Naruto adentro. Eu senti minha febre intensificar e guiar os meus movimentos. Ele apertou os lábios e eu me senti sugado. Seus dedos dedilharam por meu peitoral e me arranharam de leve, me arrepiando completamente. Seus olhos se conectaram aos meus e a sucção ficou mais forte, de modo que inconscientemente me vi movendo os quadris mais rapidamente.

Eu rosnava, forçando a echarpe para me soltar. Não demorou a que eu gozasse. Apesar de que eu amo ver Naruto dançar, eu odeio ver Naruto dançar porque isso me faz chegar ao meu limite mais rápido. Mal consigo aproveitar um bom boquete que seja. Naruto engoliu tudo e suspirou. Passou um tempo me observando para só então iniciar uma felação lenta com a mão, me preparando de novo.

—Foi rápido. – ele disse indiferente. Naruto riu da minha cara de indignação envergonhada, porque realmente é uma vergonha para alguém “como eu” gozar tão rápido e ainda mais no cio. – Até parece um virgem que nunca se tocou antes. – deu um beijo na minha glande e continuou o vai-e-vem com a mão.

Respirei fundo, tentando controlar o meu gênio. Era preciso fazê-lo sentir-se desejoso a ter sexo comigo, mas do jeito que as coisas andam, ele só vai brincar comigo, como já ocorreram em outras épocas que eu me recordara. Eu preciso incentivá-lo.

—Que tal um jogo? – indaguei tentando ficar sério.

—Um jogo? – ele arqueou uma sobrancelha e apoiou os braços nas minhas coxas, parando de me masturbar. – O que quer propor com isso?

—Se eu ganhar, vai me deixar fodê-lo. – falei soltando o ar, em acalmando – Seu perder, vai poder me torturar do jeito que quiser.

Notas finais
Quem sobreviveu dá um gritão!!!! Só quero saber de uma coisa: quem realmente manda é Sasuke? Depois desse começo eu tenho as minhas dúvidas, não concordam? E aí, gostaram desse começo? Ainda tem mais duas partes pela frente. Eu espero que tenham gostado. Que jogo será que Sasuke inventou para conseguir convencer Kyuu-chan? Só digo uma coisa: vocês não vão acreditar quando souberem! XD Link da Figura de Lichtenberg (ou algo parecido com isso) http://www.capturedlightning.com/photos/Nash-III/15x20x2-SpecimenA/IMG_1920.JPG