Notas iniciais
Hoje eu estou com preguiça para fazer notas iniciais que preste, então vão para o capítulo... ¬_¬.... Só digo que hoje vcs verão que o gato mais famoso do Nyah faz quando mexem com a fêmea dele, só digo isso.

Já estávamos chegando aos arredores da sede da Construtora Uchiha, onde a reunião iria acontecer. No estacionamento havia limusines de toda classe de jeito que se imaginava. Naruto estacionou num ponto estratégico e nós descemos. Fomos ao elevador e Yamato apertou o botão do 29º andar. Olhei de baixo para Naruto. Realmente ser mais baixo que ele é desvantajoso, eu preciso suprir esse desfalque de alguma forma.

—Naruto. – ele me fitou. – Tome nota.

O loiro assentiu e buscou um bloco pequeno e uma caneta. Aprontou-se e esperou.

—Preciso que prepare um treino diário específico para mim de combate corporal e de massa muscular. – ele em encarou, nada disse e anotou rapidamente – Se eu fui dopado era porque eu não estava devidamente preparado, então quero um treino de elite, algo como o que a polícia militar prepara para os ingressos na carreira. – ele assentiu – Preciso estar pronto.

—Vai ter alguma guerra e eu não estou sabendo? – Naruto terminou de anotar tudo e me fitou como se perguntasse se havia algo mais. Neguei e ele guardou o bloco no bolso do colete.

—Mais ou menos.

A porta do elevador se abriu e Naruto estirou o braço. Saiu primeiro e fez sinal para que Yamato saísse, só então eu saí. Depois do que fizeram há três meses comigo, era de se esperar que ele agisse dessa maneira. Naruto fechou de vez a cara, logo atrás de mim, cruzou as mãos do corpo e concentrou-se em meus passos. Eu tomara semelhante postura, pois eu me recordara, ao ver o nome Uchiha na porta da sala de reuniões, o que a minha família decidira na minha alucinação depois que os Uzumakis foram assassinados.

Eu sei que tudo não passou de coisa da minha cabeça, mas a irritação foi real. Yamato abriu a porta e nós entramos. Observei o ambiente: cada Uchiha importante levara consigo, para a própria segurança, pelo menos quatro pessoas, mas foda-se, eu tenho Naruto. Assim que pisamos dentro da sala, todos estremeceram. Sentei-me na poltrona oposta a cabeceira da mesa e Naruto colocou-se ao atrás de mim.

—Naruto. Contenha sua presença.

—Sim senhor. – ouvi-o soltar o ar e então só um aroma suave foi sentido no ar. Eu vi que alguns presentes sentiram-se bem com aquilo. Sorri de lado.

Pisquei lentamente e deixei que toda a minha irritação escapasse na forma da minha presença de felino superior. Eu vi todos sentirem-se intimidados comigo. Yamato colocou um tablet a minha frente juntamente com o relatório e ficou perto de Naruto. Quando pensei em começar a ler os documentos, meu pai entrou acompanhado de minha mãe, de Itachi e mais dois primos meus que lhe serviam de guarda-costas. Estreitei meu olhar. Meu pai não estava com uma cara muito boa. Isso significa que problemas virão.

Sentamos e depois de muita conversação particular sobre temas particulares de um ou outro parente e depois partimos para o estranho caso da morte de Suigetsu.

—Uma vez que ele foi morto sem deixar descendentes, temos que colocar Sasuke a proposta novamente. – meu pai falou sem expor um pingo de humor. Ele falava sério, muito sério. – É certo que falhamos em nossos planos, como era de se esperar de alguém tão descuidado como você, Sasuke. – ele me fitou.

Eu quis dizer algo, mas um cheiro adocicado espalhou-se repentinamente pelo ar. Olhei em volta e percebi que de fêmea só havia minha mãe. Filtrei um pouco mais o ar e percebi que haviam machos ali que poderiam ser fêmeas, mas o cheiro adocicado não vinha de nenhum deles, pois, ao que me pareceu, eles estavam afetados por aquele cheiro. Farejei mais o ar e ouvi um gemido. Olhei de lado e vi Yamato estremecendo de pé.

Meu pai me encarou com um semblante muito furioso.

—Sasuke. – sua voz me saiu severa – Como espera continuar comandando os Gatos da Noite, se não consegue se quer controlar um de seus soldados.

Virei-me e vi o rosto de Naruto levemente corado.

—Você aplicou? – indaguei a ele. Naruto baixou o olhar e assenti. – Me mostre seu braço.

Ele negou. Eu ia reclamá-lo, no entanto Naruto abriu seu colete e ergueu uma pequena parte da camisa, na altura esquerda da pélvis. Havia um curativo ali e ainda era visível um avermelhado característico da injeção anti-cio, que ela sempre deixa na região onde fora aplicada. Levantei-me da cadeira e farejei perto de seu pescoço. O cheiro doce não vinha dali, era de outro lugar. Então havia outra pessoa no cio.

—Não é ele. – falei ao me sentar. – Deve ser outra pessoa. Continue.

Meu pai olhou de maneira desconfiada para Naruto, pigarreou e observou seus papeis.

—Como tática comercial, você terá que fecundar uma das fêmeas que selecionamos. Temos que continuar conquistando território. Não podemos perder para os Cães da Terra.

—E quanto ao assassinato? – indagou um tio meu. – Quero dizer, não faremos nada a respeito da Aldeia do Som? Eles podem ser uma ameaça para nós se não...

—Isso não importa. – meu pai foi bem restrito – Não podemos nos preocupar com um erro tão trivial como esse. Temos que nos preocupar com assuntos de maior importância para a companhia e para a OGN. – ele fitou meu irmão – Por forças maiores, Itachi não pode assumir determinadas responsabilidades, então Sasuke terá que...

—Quantos filhos Itachi têm? – interrompi propositalmente. Ninguém respondeu a minha pergunta, eu senti um pesar nos olhos de minha mãe. – Nenhum, como eu esperava de um fracassado na cama. – suspirei erguendo minha taça para Yamato enchê-la.

—Como se você tivesse milhões de filhos. – meu irmão debochou. Nós nos fitamos e nós pensamos em nos hostilizar, eu vi pelo seu olhar, mas de repente começamos a rir baixo. Eu percebi que ninguém entendera o motivo do nossa risada repentina. – Deixando isso de lado, o que nosso pai quer dizer, é que você vai ter que se envolver com uma ou duas fêmeas. Nada que não já tenha feito até hoje.

—Sei... É delas esse cheiro?

—Sim. – meu irmão abriu o seu relatório e eu fiz o mesmo. Parece que de repente todo mundo se recordou que estava em plena reunião e começaram a rever seus documentos, inclusive meu pai – De uma delas, na verdade, o cio começa hoje, no entanto é uma espécie inferior, por isso não estamos sendo tão afetados.

—De que raça elas são? – fitei as fichas delas – Hanabi Hyuuga e Ino Yamanaka, aquela puta, são essas as oferecidas? – suspirei e fechei a ficha – Não, obrigado.

Meu pai abriu seus olhos e me fitou.

—Como é, seu gato insolente? – ele se levantou de vez e bateu as mãos na mesa.

Suspirei e cruzei as pernas calmamente, para só então cruzar as mãos sobre meus joelhos.

—Eu já tenho uma fêmea e pretendo engravidá-la. – dei de ombros – Não quero obrigar uma criança a se tornar mãe e nem quero ter filhos com uma puta. – ouvi um suspiro longo de Yamato – Antes que me pergunte, a fêmea que eu escolhi é de alta classe e de genes raros, podem ter certeza que o futuro familiar está garantido.

—E quem é essa mulher tão incrível? – Itachi com seu tom de deboche de sempre.

—Digamos que vocês saberão quando a criança nascer. – falei minimamente já me colocando de pé – Se me derem licença, eu tenho assuntos mais importantes do que uma foda para resolver agora. Vamos, Naruto, Yamato.

—Sim. – os dois responderam ao mesmo tempo.

Fui para a porta, mas a presença de meu pai me impediu de dar mais um passo.

—O que é mais importante do que...

—Saber quem foi que me drogou e me deixou num estado catatônico de alucinações durante três meses. – fitei-o – Eu já disse que não me importo com os assuntos dessa família caótica desde que não envolvam a minha mãe. Eu sou líder dos Gatos da Noite, então só me chamem quando for algo realmente importante para mim.

Saí batendo a porta. Mas ouvi a porta ser aberta. Fitei minhas costas. Era meu pai ao lado de minha mãe. Havia algo diferente nos olhos dos dois. Meu pai sorria e eu senti que ele sabia de algo, que ele iria me dizer algo que iria abalar completamente as estruturas da minha vida, eu podia sentir isso em cada célula do meu corpo. Minha mãe estava com o olhar baixo, preocupada com alguma coisa, provavelmente com esse algo que meu pai iria me dizer.

—Fêmea de alta classe? É assim que você o chama agora? – ele disse fechando a porta e se encostando a parede. Meu pai retirou um cigarro de dentro de seu paletó e acendeu, numa tragada profunda eu vi seus olhos ficarem vermelhos.

—Quem? – franzi o cenho.

—Quem mais, Sasuke? – ele riu – Achou que eu não iria perceber sua estratégia ao se casar com Suigetsu? – seus olhos se encurtaram – É por isso que ainda não lhe dei a chefia da nossa casa, é por isso que estou preparando Itachi para o cargo, porque você não é esperto o suficiente, você é só um cão que gosta de briga, só isso.

—Do que diabo está falando?

—Fêmea de alta classe. – ele riu de novo – Naruto é tão macho quanto você. Chamá-lo de fêmea é insultar o monstro que ele se tornou com os anos. – cada nervo do meu corpo estremeceu com suas palavras. Então ele sabia? Eu não deveria ter subestimado meu pai. – Eu sei que você tem se relacionado com ele desde que eram crianças.

—Como...?

—Nada acontece com meus filhos sem que eu saiba. – outra tragada – Quando for pai, saberá disso, meu caro. – ele fitou minha mãe e depois o loiro atrás de mim – Deixa eu te dizer uma coisa, Sasuke, algo que eu nunca lhe disse porque eu pensei que você já soubesse.

Meu pai foi até Naruto e tocou a coleira dele.

—Ninguém, nenhum dos grupos de guerra e nem as empresas envolvidas, querem mais Uzumakis no mundo... Aliás, raposas, ninguém querem raposas no mundo. – seus olhos me diziam o quanto ele estava sério em dizer isso – Por isso que criamos Naruko estéril, por isso que os Uzumakis estão se transformando em lobos e cães, por isso que Naruto é o último de si mesmo. – ele me fitou – Naruto não é seu para que possa usá-lo assim.

Eu realmente fiquei sem entender o que ele estava dizendo.

—Como assim...?

—Naruto pertence aos Uchihas, de modo geral, independente do que você faça com ele. Ele nos serve como um cão de guarda, nada mais que isso. Não ouse ultrapassar isso, Sasuke, ou não teremos outra opção.

—O que vai fazer?

Meu pai suspirou.

—Vai ser difícil, mas vamos ter que matá-lo. – eu vi o olhar de Naruto baixar e ele suspirar pesadamente ao ouvir aquela decisão – Se você fosse o último, Sasuke, entenderia o quão complicada é posição desse garoto. – ele afagou as orelhas de Naruto e eu o vi o quanto o loiro estava incomodado com essa carícia.

Eu fiquei incomodado. Não toque nele, não no que é meu. Naruto sempre foi meu, mesmo de bem antes de ele fazer o que fez e se tornar escravo da minha família. Não diga que eu não o entendendo, porque eu o entendo sim, sei sim o que é ser o último de si mesmo, eu entendo perfeitamente como é estar sozinho e ter certeza de que a morte não vai livrá-lo de nada. Eu sei muito bem como é se ver flutuando num vazio escuro e pesado.

—Ouça. Se quiser que Naruto continue vivo, é melhor me obedecer como sempre fez e...

—Cala a boca. – ordenei severamente.

Naruto agarrou a mão de meu pai e o lançou contra o chão usando um movimento de judô. Eu fui até ele e puxei a arma que estava dentro do meu paletó. Ouvi o suspiro desesperado de minha mãe e não a engatilhei.

—Não fale do que não entende. – minha voz saiu pesada e fria – Naruto só servia ao meu avô até o momento em que ele tinha vida, mas uma vez morto, o único vínculo que ele tem com os Uchihas sou eu e nada mais. – guardei a arma – Naruto é um Alpha e manda em todos os canídeos ao seu alcance e só há uma pessoa acima dele em autoridade. – abri meus olhos, deixando-os tão vermelhos que eu sorri ao ver meu pai estremecer com eles – Eu. É a mim que ele obedece e se eu quiser engravidá-lo, ninguém poderá me impedir, como nunca me impediram até hoje.

—Mas temos que...

—A regra dos Uchihas nunca foi quebrada e não será agora que isso mudará. O mais velho deve ter dois filhos para dar seguimento à família. Eu sou o segundo e minha obrigação é cuidar da máfia, nada mais. Coloque Itachi para cumprir seus deveres que eu estou cumprindo os meus.

Notas finais
QUERO VER QUEM O DOIDO QUE VAI SE METER A BESTA COM UCHIHA SASUKE, MEU AMIGO!!! Surto passando, fiquem com a vinheta de adeus! kkkkk to de brinks. Negada, pra qm não se lembra, to com uma fique nova muito legal chamada Não me Desbote - deem uma passadinha lá, comente, favoritem, recomendem: essa e a outra kkkkk Façam essa autora imensamente feliz *_* Mais uma coisa: alguém ouviu a risada do Mr. Catra? Pois é, deixo essa no ar. muahahahahahahah