Amor à moda antiga
14 Capítulo 13
Notas iniciais
Eu estou nervoso, eu estou nervoso, eu estou nervoso, eu estou nervoso, eu estou nervoso, eu estou nervoso, eu estou nervoso, eu estou nervoso, EU ESTOU NERVOSO PRA CARALHO!!! QUE DIABOS!!! E É SÓ UMA CRIANÇA, MAS QUE INFERNO!!! Respirei fundo e tomei uma dose cavalar de whisky e para tentar me acalmar. Boruto me olhava como um verdadeiro investigador caricaturado, sorrindo de lado.
–Então, o que quer conversar comigo? – ele perguntou sugando com força o seu milk-shake.
–Eu quero... – pigarreei e tomei outra dose. Massageei as minhas têmporas cansadamente e o encarei. Vamos lá, Sasuke Uchiha, você consegue se quiser viver bem com Naruto – Olha só, eu sou péssimo com palavras, então é o seguinte: não tem como Naruto fugir do casamento, mas eu quero conquistar seu pai.
–Eu sei. E eu quero ter uma família, então acho que podemos trabalhar juntos. – seu olhar sugestivo me lembrou do de Naruto, porém sem nenhuma malícia – Eu vou te ensinar o que sei sobre meu pai, para que você possa conquistá-lo.
Assenti e respirei fundo, um pouco mais aliviado. Pode dizer: eu estou no fundo do poço, por está pedindo ajuda a uma criança. Mas tudo bem, tudo em nome daquilo que eu quero!
–Primeiro, papai não é uma pessoa qualquer.
–Como é? – quase cuspi o que eu estava bebendo na hora.
Boruto desviou seu olhar de mim, como se estivesse preocupado com algo ou com muita vergonha de me dizer algo. Deslizei lentamente meu dedo sobre a borda do copo e esperei a reação do garoto. Boruto sabe de algo.
–Bom... – ele arregalou os olhos imensamente e me fitou com fúria – Eu não quero nem saber, meu pai é uma pessoa especial, ouviu?! Ele tem problemas e eu não admito que um qualquer faça mais mal a ele do que já tem! – Boruto alterou consideravelmente a voz.
–Certo. – falei paciente — O que eu preciso fazer para conquistar seu pai?
Boruto sorriu, me entregou um papel dobrado e cruzou as mãos na frente do rosto, me imitando quando estou no meio de minhas transações e estou pensando sobre algo. O garoto estreitou o olhar e aumentou seu sorriso.
–Se seguir essas instruções, você vai ter sucesso.
Observei o pedaço de papel: era uma folha de caderno com uma lista. Detalhe: a letra de Boruto é feia pra caramba. Li rapidamente e fitei-o com desconfiança.
–Com base em quê que você tem tanta certeza que eu terei sucesso na minha conquista seguindo essas instruções? – ele fez uma face de confusão. É difícil afastar o empresário do homem gato que quer conquistar alguém. – Por outros termos, tem certeza?
Ele simplesmente assentiu e eu suspirei. Aqui vamos nós, pensei. Naquela mesma noite eu colocaria o plano que Boruto criou, baseado em “Dez passos para conquistar Naruto”, em prática e seja o Deus quiser. Naruto e Boruto ficaram hospedados por alguns dias juntamente com Mito em minha casa, como minha mãe pedira, paté o momento do casamento, então eu tinha minha chance de ouro. Não poderia perder.
Eram mais ou menos dez da noite e Naruto assistia à televisão com cara de entediado. Deveria ser um filme muito chato ou um programa sem graça. Passei por ele com alguns papeis debaixo do braço, pois eu estava ocupado com algumas coisas da empresa de minha mãe, e no meu bolso eu apertava o papel que Boruto me entregara. “Primeiro Passo”, iniciava, “Papai costuma dar apelidos a quem ele tem um grande carinho, apelidos sobre os pontos fortes da pessoa, então é simples: crie um apelido para papai e peça para ele fazer algo. Ainda que ele reclame, ele fará se o apelido for legal”.
Deixei os papeis e fui buscar meu notebook, lembrando-me dos apelidos que ele me dera, que só quando Boruto mencionara eu percebera. Scarface e Playboy. Meu lado gangster e meu lado fanfarrão ricaço. Eu tinha que pensar num apelido para ele, um que pegasse e combinasse com ele, mas qual? Nunca eu pensei tanto como naqueles minutos que me demorei no andar de cima, pensando no apelido.
–Bom, ele é uma raposa... Que sabe dançar e era um tipo específico de policial... É muito gostoso e sexy quando quer, quando não quer também, porque aquele traseiro perfeito enlouquece qualquer alma desavisada... – ok, eu estou oficialmente maluco por estar conversando só — Mas também é cabeça dura, igual a um burro bravo... – eu comentava enquanto buscava meus pertences – Porém, ele é muito gentil, paternal, inteligente e alegre, chegando a ser bobo às vezes...! – parei no meio da escada e sorri – Já sei!
Andei apressadamente até o sofá, onde ele descansava só de bermuda e blusão, quase dormindo, de modo que eu aproveitei e beijei sua bochecha, despertando-o. Naruto me fitou num misto de confusão com surpresa. Sorri e afaguei levemente seus cabelos, me afastando na direção do meu escritório. Percebi seus olhos sobre meus ombros.
–Hei, Kyuu-chan. – falei parando para fitá-lo – Pode fazer um café para mim? Você é único nessa casa que acerta o jeito como eu gosto. – seu rosto continuava surpreso.
Entrei rapidamente e me sentei na minha poltrona. Fiquei nervoso, batendo os meus pés rapidamente e tamborilando os meus dedos nas mãos cruzados. Será que ele gostou, será que vai dar certo? Ou estou mais ferrado do que já estou? Concentrei-me nos sons de seus pés para saber se ele iria fazer o que eu pedi.
Primeiro ouvi-o caminhando pela casa, resmungando algo como “Eu nem casei ainda e esse babaca me trata como empregada”. Depois eu ouvi barulho de água e de metais tintilando, como se algo estivesse sendo feito na cozinha. Levantei-me num salto da poltrona e comecei a comemorar. Ele estava fazendo o que eu pedi.
–Valeu Boruto! – disse dando um soco no ar.
–Pelo?
No susto eu quase me desequilibrei e caí, mas consegui disfarçar me apoiando na mesa e fitando-o, dando alguns pigarreios e ajustando a minha camisa. O cara é um rato! Anda de um jeito que eu nem sinto quando ele o faz! Naruto entrou com a xícara em uma mão e uma garrafa térmica na outra, e pelo cheiro eu sabia que ele fizera de novo a mágica do café.
Cacete, não é que o moleque tinha razão?! Funciona essa boba! Listinha de ouro!
–Por nada de mais... Foi só que ele – eu vi o computador e engoli em seco – Ele me ajudou com uma coisa no meu computador e deu certo.
–Sei... – Naruto caminhou até a minha mesa e serviu café para mim – Ele entende dessas coisas mesmo... E qual foi essa de “Kyuu-chan”? Desde quando somos tão íntimos?
–Desde o dia que você começou a me chamar de Scarface e de Playboy. – falei envolvendo sua cintura com meus braços, encurralando-o contra a mesa. Naruto cruzou os braços e arqueou uma sobrancelha – Kyuu é o diminutivo de Kyuubi, que é todo esse seu lado... – mordi meu lábio inferior – Que eu adoro! E o chan é por você ser íntimo do povo daqui, principalmente de Sarada, mostrando o quanto você é ótimo de conviver.
Eu pensei que nada aconteceria, mas... Acho que já que vocês já estão pegando o jeito de saber quando eu me engano, não é? Ele deu uma joelhada tão segura no meu joelho que eu perdi as forças e caí, o que eu não esperava é que o mesmo joelho que me acertara ficara ali, de modo que meu queixo acertou aquela mesma parte e eu mordi a língua.
Cuspi sangue e comecei a rosnar. Esse merda já está me tirando do sério! Agarrei seu pé e o derrubei no chão, puxando para perto de mim e no ato, socando sua barriga com força, fazendo Naruto se retorcer em cima do tapete. Sorri limpando o sangue de minha boca e no ato eu consegui desviar de um chute graças aos meus reflexos felinos, mas eu esqueci que atrás de mim estava minha mesa e bati com toda força minha cabeça na quina. Naruto desatinou a rir descontroladamente, mesclando suas gargalhadas com os gemidos de dor.
–Porra Kyuu-chan! – falei esfregando minha cabeça – Eu só queria... – ouvi-o se mexendo, então o fitei rapidamente, temendo que ele me atacasse de novo.
–Está tentando comprar o meu perdão? – ele sugeriu. Engoli em seco. Naruto veio até perto de mim, passeando sua mão por minha virilha até enfiá-la no meu bolso. Droga, ele descobriu de novo! É a porra de um radar?! Naruto se levantou e desdobrou a lista. Ele forçou a vista, mas conseguiu ler o que estava escrito – Dez passos para conquistar Naruto... Bolt te deu isso?
Eu assenti, me levantando doloridamente. Naruto demorou-se me olhando, amassou o papel e o jogou sobre minha mesa com algum desprezo. Estreitei meu olhar.
–Esse Bolt... – ele esfregou seu cabelo e suspirou – Não é a primeira vez que ele repassa essa lista para alguém. O caso é que ninguém passou do primeiro passo. – seu olhar dominador inundou a minha mente – Eu conquisto, não sou conquistado. – falou firme – Mas não posso culpar Bolt por tentar. Ele quer ter uma família, mas eu não consigo me interessar por... – ele me fitou. Olhos azuis com um sentimento estranho de sugestão. Eu já vira aquele olhar. Ele me dera no dia em que dançara para mim – Nenhuma mulher.
–Então você não gosta de mulheres...?
Naruto piscou e sorriu sagaz.
–Só como amigas. – ele confessou e num suspiro cruzou os braços abaixo do peitoral – Um dia eu amei tanto uma amiga minha que me permiti viver uma vida a dois com ela, ter sexo com ela e um filho. – então ele não amava Hinata carnalmente? Era algo mais puro que esse tipo de amor. Amor de amigos é tão poderoso quanto o de amantes – Mas na minha adolescência eu descobri que meu corpo se atraia por machos, não por fêmeas, porque meu corpo é o corpo de uma fêmea superior, de modo que me conformei.
–Como assim?
–Significa que não sou frágil, que só preciso de um macho para me engravidar e para controlar o meu cio, que é a união de um macho com o de uma fêmea. Só. – estremeci com aquele “Só” seco e severo – Se eu pudesse me autoengravidar, eu seria perfeito.
Suspirei e peguei a xícara de café, tomando um longo gole, diminuindo a dor em meu corpo graças ao calor da bebida, respirando fundo a cada tomada até secar a xícara. Ele fizera de novo, o café do jeito que eu gosto.
–Por que não deu um jeito de me castrar? – perguntei seriamente, tornando a encher a minha xícara – Se eu não puder te engravidar e ninguém souber do que você fez, isso não anulará automaticamente o contrato. Por que não acaba com esse tormento de uma vez? – ele estreitou o olhar, entendendo bem o que eu estava dizendo – Se não fizer nada, eu vou seguir em frente, eu vou tentar te conquistar a todo custo. – desamassei o papel e fitei-o.
Meus olhos estavam um vermelho ardente, puro fogo, em oposição ao seu azul oceânico, mar perigoso. Fitamo-nos demoradamente. Naruto moveu seu indicador para que eu fosse até ele e eu fui, aproximando-me com certa hesitação. Podia ser que ele resolvesse me bater por causa daquela afronta. Ele agarrou minha camisa e girou o corpo, me lançando numa poltrona que havia atrás dele, para em seguida me montar lentamente.
–Que foi? Pensei que ia me espancar... – falei apalpando sua bunda assim que ele sentou em meu colo. Naruto desfivelou meu cinto, abriu a minha calça e a deixou assim — Vai me torturar de novo? Daquele jeito que só você conhece, Kyuu-chan?
Ele nada disse, pegou o celular no bolso e me pareceu buscar algo.
Uma música tocou e ele posicionou o celular ao lado do meu rosto.
–Pony. – ele pegou minhas mãos e colocou sobre os braços da poltrona, segurando-as ali e foi se levantando, pressionando-as. Franzi o cenho e fui arregalando meus olhos quando eu entendi que o filho da mãe colocou os pés sobre minhas mãos e ficou de pé ali. Nota: Naruto não é tão pesado assim como parece. – Ginuwine. Não vai saber viver depois disso.
Sua cauda entrou na minha calça e se enroscou no meu pênis. Estremeci com o toque macio e Naruto riu debochadamente ao sentir que eu já estava ficando duro. Maldito, sabe mesmo fazer um homem sofrer e penar. Recusei-me a levantar meu rosto quando senti seus pés se movimentarem, indicando que ele provavelmente dançava ao som daquela maldita música sensual, que já me fazia imaginar “coisas”.
Sua cauda me massageou deliciosamente e eu arfei, me contorcendo na poltrona e meu olhar acabou fitando o alto. Naruto mexia-se lentamente, movendo seu quadril de um lado para o outro sem pressa, mas quando percebeu que eu o assistia, passou lentamente suas mãos pelo seu corpo e com isso subiu sua camisa até a altura da sua boca. Ele começou a rebolar na velocidade que me masturbava, fazendo sua cauda imitar os movimentos de sua bunda e me fazendo acreditar que eu estava fodendo ele. Merda! Mas que merda! Eu não consigo parar de olhar! Naruto mordeu a ponta de sua camisa e de vez em quando apoiava as mãos nos joelhos ou passavas por seu corpo. Ora ele ia e vinha, fingindo um galopar, depois subia e descia, para então começar a rebolar de novo das formas mais sexys que eu já vira.
Quando eu queria gozar, ele parava e estrangulava o meu pênis, eu me contorcia e me sentia enojado com seu riso safado de debochado. Eu estava perdendo a sanidade. Arrepiei-me completamente e grani baixo quando ele gemeu rouco, voltando a rebolar e a me masturbar deliciosamente. Arfei e sorri, satisfeito com aquela tortura.
Naruto apoiou-se na poltrona e desceu, desceu até ficar de joelhos sobre mim e fazer seu quadril tremer bem perto do meu rosto. Eu já estava babando de tesão, por cima e por baixo – se é que me entendem – pirando com a ideia de ter aquele corpo para mim. Senti os lábios dele nos meus, me dando breves selinhos, enquanto seu rebolar ficava mais felino e sua cauda enlouquecida me fazer ver estrelas.
–Vai aguentar até o fim da música? – ele murmurou rouco mordiscando minha orelha. Eu assenti velozmente, sem me importar com as consequências. É oficial: eu sou masoquista porque amo profundamente as torturas desse homem! Meu quadril se movia sozinho, desejando ir mais fundo no nada, era inconsciente, mais forte do que eu, era puro instinto viril agindo, explodindo de baixo para cima, literalmente.
Outra vez ele riu de mim de modo mais embargado, não era um deboche, não dessa vez, ele estava com ares mais quentes, com um cheiro forte, algo que eu só sentia em fêmeas que estavam quase gozando. Naruto riu, mas me parecia ser satisfação. Satisfeito com o meu sofrimento? Talvez, isso combina com ele.
Naruto parou de me beijar e começou a chupar meu pescoço, mas eu senti pela pressão que ele não queria deixar marcas e nem deixaria. Sua cauda saiu de dentro da minha calça e ele desceu parando de me beijar, chocando sua bunda deliciosa contra a minha ereção dolorida, me fazendo gemer alto e segurou novamente minhas mãos com força nos braços da poltrona, me prendendo novamente. Ele começou a rebolar, cavalgando, e eu mal pisquei, não queria perder um único movimento.
–Não vai ver isso, Sasuke Uchiha. – ele sussurrou empurrando meu queixo para trás, quase me fazendo perder o fôlego. Eu só pude sentir: sua mão libertando meu pênis da minha calça, suas nádegas se chocando serialmente contra minha ereção a cada movimento frenético e compassado com a música e ouvir seus gemidos provocantes.
–Fala de novo. – ele murmurou, a voz lasciva queimando meus ouvidos.
–O que...?! – mal consegui falar dada a pressão em meu queixo e a aproximação do orgasmo.
–O meu apelido. – senti algo naquela voz. Algo como a urgência típica dos momentos entre quatro paredes. Ele estava... Não, ele não poderia... Não poderia estar e me proibir de ver... Essa era sua tortura afinal?! Masturbar-me e ficar duro com o meu comportamento?! Naruto ia gozar também e eu não veria?! Filho da puta!
–Kyuu-chan... – gemi sentindo cada vez mais suas nádegas me pressionarem e se mexerem mais luxuriosamente – Kyuu-chan. – Naruto riu baixo de satisfação – Kyuu-chan! – a música estava acabando e eu também, eu iria gozar. Um último movimento, uma última pressão, um último gemido e então – Naruto!!! – gritei ao ejacular.
–Ah Sasuke... – ele arfou baixo, como se tivesse gozado também. Eu estava ofegante e de certa forma realizado. Acho que terei que reformular minhas fantasias sexuais.
Senti a folga em minha garganta e o peso diminuir sobre meu corpo. Movi-me para vê-lo o quanto ele estava ofegante pelo orgasmo, mas lá estava o loiro maldito sorrindo, com uma sobrancelha arqueada, de braços cruzados, só com o rosto um pouco corado por cauda da dança. Ele não parecia ter nem chegado perto de se excitar.
Eu quis dizer algo, mas a voz não veio, ficou falhada em minha garganta, presa, pois meu corpo louvava a atitude daquela fêmea superior. Ao contrário da minha mente, meu corpo sucumbira aos caprichos daquele homem, já era seu refém e reagiria como ele quisesse, isso eu soube no instante que eu quis me mexer e simplesmente não pude.
–Quer continuar com isso? – ele me mostrou a folha de caderno contendo a lista. Engoli em seco, respirei fundo e acalmei os batimentos cardíacos. Alguns segundos depois, com as roupas organizadas, eu finalmente saí daquele transe.
–Eu vou até o fim. – falei apesar da boca seca e da língua ressecada – Eu te amo e só fico mais louco por você com essas suas formas estranhas de rejeição! Vou até o fim com isso, mesmo que não dê em porra nenhuma!
Naruto descruzou os braços, veio até mim, passou ao meu lado e parou na poltrona. Buscou seu celular e contornou uma parte do carpete, eu olhei para baixo: a prova da minha derrota estava lá, o meu sêmen liberado apenas com a ideia de Naruto dançando. Uma humilhação sem comprimento para um Uchiha do meu nível. Eu nunca fora tão humilhado em toda a minha vida, e merecidamente. Até quando ia durar?
Ele passou por mim e me fitou de cima a baixo, me entregou o papel e se afastou, se encaminhando para a porta sem me fitar.
–Não estou te rejeitando, Scarface. – oi?! Ele disse o quê?! Não está me rejeitando?! Então o que porra foi isso?! – Eu estou reagindo. – ele se virou lentamente, me mostrando seus fatais olhos azuis – É assim que eu ajo quando um macho interessante me deixa queimando por dentro. Ação e reação.
PARA A PORRA DO MUNDO QUE EU NÃO ENTENDI CACETA NENHUMA!!! Fiquei mais perdido que cego em tiroteio. Andei de um lado para o outro, tentando traduzir aquelas palavras lançadas assim, sem preparo, sem aviso e na lata. PAROU COM A BRINCADEIRA, QUE A PORRA FICOU SÉRIA AGORA!!! QUE MERDA FOI ISSO?! Recordei-me do que Boruto me dissera alguns dias atrás, sobre as situações que eu teria que evitar em relação à Naruto.
Então aquela fora uma dose de “Naruto demoniacamente excitado” provocada por mim? Mas como foi que eu fiz isso? Para eu fazer de novo!

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