Amor À Primeira Canção
1 Único
Notas iniciais
Katy Perry, a cantora exibida.
Meu nome é Bill Kaulitz e simplesmente odeio essa mulher.
A voz dela me irrita.
Seus cabelos azuis me irritam.
Tudo nela me irrita. Até mesmo seu corpo perfeito.
Fico irritado com o fato de achá-la bonita.
Estava andando sozinho pelas ruas de Los Angeles, quando avisto um pequeno mercado. Estava com fome, então decidi entrar e ver se tinha algo de bom para comer.
Comecei a andar pelos corredores, porém nada me interessava. Só via comida, comida, comida, mas nada me apetecia. Na ala dos doces isso já mudou. Todas aquelas cores envolvidas de açúcar me deram água na boca. Fiquei tão hipnotizado que esbarrei em uma moça, derrubando-a junto com todas as coisas que carregava.
-Caramba, desculpe-me. Você se machucou? – perguntei.
-Não, estou bem.
-Deixe-me ajudá-la.
Segurei suas mãos e a levantei. Catei suas compras, sua bolsa e tudo que a pertencia que havia se espalhado pelo chão.
-Desculpe-me novamente. Sou mesmo um desastrado.
-Não, imagina. Eu estou bem.
Enquanto ela falava, fitei seu rosto e vi algo familiar. Ela estava de óculos escuros, roupas largas e escuras e um boné que prendia todo seu cabelo dentro dele, assim como eu. Estávamos idênticos.
-Eu te conheço?
-Não sei – ela respondeu.
-Por que você anda vestida assim? Parece que está se escondendo de alguém. – Sim, eu estava curioso. Ela era tão magra, então por que esconder sua beleza de baixo de roupas discretas?
-Olha, vou confiar em você. Eu sou famosa e não quero que meus fãs me descubram.
Mas não sei por que me perguntou isso. Você não está muito diferente de mim. Com óculos escuros e tudo mais...
-Olha, vou confiar em você. Também sou famoso e se eu não andar assim, amanha terá um monte de fotos minhas na internet.
-Sério? Qual seu nome?
-Bom eu... não queria me identificar, mas pode me chamar de Will.
-Me chame de Katia.
Para ser sincero, não queria dizer que eu era o vocalista do Tokio Hotel. E se ela estivesse mentindo, dizendo que era famosa para eu ter mais liberdade ao conversar com ela, e na verdade ela fosse um paparazzi ou algum tipo de entrevistador tentando brincar comigo? Acho que ela deve ter pensado a mesma coisa, já que não me recordo de nenhuma artista chamada Katia.
-O que faz da vida, Katia?
-Sou cantora.
-Mesmo? Eu também. Que tipo de musica você canta?
-Pop. E você?
-Rock. Mas fiz uma participação com o Far East Movement um tempo atrás.
-Que legal. Já fiz participação com Snoop Dog, Kanye West, Kesha, Nicki Minaj... e não me lembro com quem mais.
Fiquei impressionado, afinal pela quantidade dos nomes citados já deu pra perceber que ela é realmente famosa.
Um silêncio se instalou entre nós. O assunto havia acabado.
-Bom, foi um prazer te conhecer, Will.
-O prazer foi meu. Mas antes, não quer que eu te ajude com as compras? Afinal eu te derrubei e...
-Para!
-Que?
-Fica quieto.
-Por que?
-Eu adoro essa música. É da Katy Perry.
-Jura que você gosta dela? Ela canta mal pra...
Naquele momento, não consegui parar de olhar para ela e ouvi-la cantando. Katia cantava super bem e sabia cada palavra da letra da musica.
I know a place
Where the grass is really greener
Warm, wet and wild
There must be something in the water
Sippin' gin and juice
Laying underneath the palm trees, undone
The boys, break their necks
Trying to creep a little sneak peek, at us
You could travel the world
But nothing comes close
To the Golden Coast
Once you party with us
You'll be falling in love
Oh oh oh oh.
Não sei o que deu em mim, mas naquele momento, ao ouvi-la cantando, deu-me vontade de cantar com ela. As batidas do meu coração ficaram audíveis e me senti nervoso com sua presença. Meus olhos não paravam de fitar a sua boca, já que os dela estavam escondidos debaixo dos óculos.
Ao perceber que estava parado a observando, Katia perguntou:
-Está tudo bem?
-Está, é que... além de linda você canta muito bem.
Ela sorriu. Fiquei mais encantado do que já estava. Se já estava assim só de ouvir sua voz, imagina na nossa primeira troca de olhares. Se isso acontecer, né?
Não queria ir embora tão cedo. Queria ficar perto dela e conhecê-la melhor.
A ajudei a terminar suas comprar e a seguir, a acompanhei até seu apartamento, que não ficava muito longe dalí. Katia me fazia feliz. Estava gostando muito dela.
-Bom, é aqui – ela disse assim que chegamos – Obrigada por me acompanhar.
-Não foi nada – disse sorrindo – Katia, eu sei que esse não é seu nome de verdade. Deixa eu te ver sem os óculos e os bonés, quero saber quem você é.
-Só se você fazer o mesmo.
Imediatamente tirei meu pequeno disfarce e ela me olhou de cima a baixo com atenção. Fiquei nervoso. E se ela não me aprovasse?
-Bill Kaulitz. Já imaginava que era você.
-Olha, eu gostei muito mesmo de você. Eu queria te ver de novo. Me de seu telefone ou alguma outra coisa.
Ela abriu sua bolsa e pegou um papel e me entregou. Antes mesmo que pudesse abri-lo, ela abraçou-me com rapidez, e me beijou. Um beijo tão caloroso e ao mesmo tempo lento, que fez com que surgisse algo em meu peito, que não soube decifrar o que era. Enquanto a beijava, retirei seu boné e a envolvi em meus braços a apertando contra meu corpo. Quem era aquela mulher que me fazia sentir daquele jeito? Não quero parecer um adolescente, mas aquele beijo foi mágico pra mim. Jamais irei esquecer.
Assim que o beijo terminou, ela saiu correndo e subiu as escadas que dava bem em frente ao prédio. Seus cabelos eram roxos.
Enquanto ela ia embora, abri o papel que ela havia me dado e me surpreendi quando li Katy Perry e o seu número. Olhei para ela novamente e a vi finalmente sem seus óculos. Mesmo de longe, pude perceber que seus olhos eram tão claros quanto a sua pele. Tão brilhantes e ao mesmo tempo tão profundos que me fizeram sorrir.
Ela delicadamente acenou para mim, e antes de entrar fez um movimento com as mãos pedindo para que eu a ligasse.
Katy Perry, a cantora incrível.
Meu nome é Bill Kaulitz e simplesmente me apaixonei por essa mulher.
A voz dela me encanta.
Seus cabelos roxos me fascinam.
Tudo nela é perfeito, até mesmo a forma com que fez eu me apaixonar sem mesmo o seu olhar, que a partir de hoje não consigo mais ficar sem.
Notas finais
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