Amnésia

1 Prólogo


Notas iniciais
Deixe críticas construtivas,sem ofensas ou algo assim.

“Amnésia pode ser uma maneira de esquecer um passado tenebroso, mas às vezes, é a causa de um futuro ainda pior”
– Giovanna M.

Acordei em um lugar mal cheiroso, empoeirado e verdadeiramente nojento.

A cama era mofada, do mesmo jeito que quase todo o resto. Havia um ventilador velho no teto, meio quebrado, devia dar umas 13 voltas por minuto. Eu diria que é um quarto de hotel bem vagabundo, daqueles que são limpo a cada mês.

Estava sentada em uma cadeira, perto da janela, acho que peguei no sono:

– O-o que...? – Olhei para os lados, tentando me recordar onde estava, mas não lembrava, aliás, não me lembrava de absolutamente nada, nada mesmo, nem mesmo um pingo de lembrança.

Por que eu não lembro de nada? Nem mesmo quem eu sou??Que droga de sonho é es- E se eu estiver acordada? Comecei a dar vários beliscões em mim mesma, sem parar no intuito de acordar:

– Acorda, droga – Tarde de mais, já sabia que não ia adiantar, como se eu fosse lembrar em míseros segundos.
Só havia algumas perguntas à para questionar: Quem, quando, onde e é claro, por quê?

Eu devia estar chapada, drogada ou algo do gênero, cheguei até a acreditar nisso por um tempo.

Levantei-me da cadeira e vasculhei o quarto por respostas. Por um milagre achei uma bolsa, minha bolsa!
Comecei a jogar tudo que tinha dentro dela para fora rapidamente.., vocês queriam que eu fizesse o que? Eu estava desesperada.Infelizmente, só haviam baboseiras, e é ai que eu percebo o quanto eu sou uma tapada:

– Cadernos, canetas, maquiagem, moedas... Eu sou o que? Uma bibliotecária prostituta?!

Enquanto guardava as coisas de volta na bolsa de couro, algo me chamou atenção, uma carteira de motorista, os dados não eram tão específicos:

“Nome: Maryan Broodway;
Nascida em 23 de Março de 1997;
Lugar de Origem: Lawrance, Kansas;
Pais: Desconhecidos”:

– Bom, pelo menos eu sei dirigir, mas vou arriscar um ônibus.. Será que-Procurei na bolsa por dinheiro, até que abri o bolso da frente e achei uma carteira, abri e veja que maravilha!– 350 dólares?! Seja lá no que eu trabalhava eu ganho muito bem!

Peguei o dinheiro, enfiei no bolso do jeans que estava usando, e foi ai que eu notei que estava péssima.

A camiseta amarela que eu usava estava empoeirada e rasgada na borda, o tênis sujo de lama e quando me olhei no espelho, então:

– Vish – Abaixei a cabeça me olhando por completo– Quando tudo isso acabar, preciso urgente de um banho – Meus cabelos eram negros, acho, mas na hora estavam de um tom de preto-azulado, todo bagunçado por sinal e meus olhos castanhos mal davam para ver com tanta olheira em volta– Bem, vamos de uma vez.

Pendurei a mochila sobre o ombro, passei pelo banheiro, nem me arrisquei a olhar para o cômodo, no mínimo estava pior que o quarto em si. Abri a porta e sai no corredor, não sabia para onde iria, mas de uma coisa eu sabia.

Quero minha memória de volta, custe o que custar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.