Notas iniciais
Boa Leitura.

Amnesia! Every memory fades away till it's gone

–Justin Timberlake-

*-*-*

São duas da madrugada neste instante. As palavras escritas nas folhas que tenho em mãos de nada adiantam para aplacar que me consome por dentro. Eu poderia explicar a situação de várias formas; primeiro eu poderia me culpar ou talvez simplesmente dizer que foi obra do acaso, seja como for, tudo vai levar no mesmo lugar, mesmo momento, mesmo final.

Solidão.

Isso mesmo, solidão.

Talvez não seja tão ruim quanto parece, finalmente terei tempo para consertar aquela moto que ela tanto odiava. Ou assistir aos programas que ela julgava grotescos e violentos. Sem dúvida eu poderia finalmente mochilar pela Ásia, ou talvez América! Eu sempre quis conhecer a América.Tais ideias seriam perfeitas na teoria, sem dúvida alguma. Mas teria apenas um problema: Ela não estaria junto.

Na verdade, ela se quer saberia quem sou eu.

Meus suspiros tornaram-se cada vez mais frequentes ao pensar em toda a situação, minha mente não deixava de computar o fato de que tudo fora culpa minha, e apenas minha. Eu tinha total exclusividade sobre os acontecimentos, e não tinha como mudar isso — A chuva que caía lá fora não me deixava esquecer isso por um segundo.

Talvez todas essas palavras e lamentações confundam sua cabeça, caro leitor. Mas isso é realmente confuso, admito. Ela nunca gostou de coisas confusas.
Talvez eu poderia fazer uma última coisa pelo o que sobrou da lembrança de nós dois. Apenas desenrolar os fatos para que tire suas próprias conclusões, sem serem influenciadas pelos lamentos de um cara solitário.

Um cara que tivera seus sentimentos mortos pela amnésia.


–*-*-

Só de olhar para o céu cinzento e encoberto por nuvens, podia-se concluir que sem dúvida alguma choveria. Naquele momento não liguei para o que aconteceria em um outro momento, apenas queria me abrigar do frio que fazia naquela hora da manhã.

Friccionei as mão assim que entrei no carro e girei a chave na ignição para aquecer o motor. Eu estava ficando bom naquilo, coisas trouxas quero dizer. Apertei a buzina com a exclusiva desculpa de apressar minha mulher, sempre atrasada, sem nunca admitir que apenas fazia isso por achar legal.

Intimamente eu torcia para que ela demorasse mais um pouco, só pelo prazer de apertar novamente, quando os cabelos flamejantes surgem na calçada. Ela dava pequenos pulinhos para se esquentar, enquanto abria a porta e entrava no carro com uma rapidez invejável. O cheiro de seus cabelos tomaram o ambiente em segundos.

_Eu ainda não vejo a graça em apertar uma buzina, Scorpius. — Ela disse com aquele seu tom superior, mas visivelmente achando graça da situação.

_Eu não precisaria aperta-la se você não demorasse tanto para sair de casa, Rose.
Ela apenas revirou os olhos e afivelou o cinto, rendendo-se para não acender uma possível discussão. Sorri vitorioso.

_Então, nervosa? — Perguntei no instante que o silêncio se instaurou no local.

_Nem um pouco. — Respondeu com um sorriso confiante.

Uma vez fiz um pequeno juramento: Apenas me casaria com uma mulher que gostasse de quadribol. Era uma coisa completamente idiota se for notada agora, mas na época eu realmente levei à sério. Mas, aos meus 11 anos, eu nunca imaginei que eu não apenas me casaria com a mulher mais incrível do mundo e que gosta de quadribol, mas que também é uma jogadora profissional!

Rose Weasley havia acabado de passar de um time independente para uma das maiores seleções. Este seria seu primeiro grande jogo e ela estava agindo como se fosse jogar no campinho da casa de sua avó na companhia de seus parentes.

Era isso o que eu amava ela. Nada a abalava.

Seu sorriso confiante mostrava suas covinhas. Eu deveria sorrir meio bobo quando olhava para ela, pois assim que estacionamos próximo ao lugar onde estaria a chave do portal para nos levar para o estádio ela falou:

_Se não fechar essa boca vai babar, Malfoy.

Eu me endireitei, envergonhado. O beijinho que ela depositou em meus lábios e a risadinha ao sair do carro, foram o suficiente para me acordar definitivamente e ir ao seu encalço atrás da bugiganga que nos transportaria.

Sua família já estava lá, todos animados e receptivos. Foi naquele momento que os primeiros trovões puderam ser escutados e, mais uma vez, ignorei o tempo por sentir o vento frio que se aproximava. Eu só queria chegar logo ao estádio e me aquecer.

Foi naquele momento que as coisas começaram a dar errado.

Notas finais
Espero que tenham gostado, em breve tem mais.Bjs, Penny.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.