Amnésia
2 Sem Memória
Notas iniciais
Minha cabeça dói ao abrir meus olhos. Meu cérebro nao consegue raciocinar direito. Eu tento me levantar, mas algo me diz pra continuar deitado. Eu passo os meus olhos pelo lugar, para ter alguma ideia de onde eu possa estar.
O quarto parece uma cela, é pequeno e nele tem uma cama escura e suja, o travesseiro rasgado e cheio de poeira. Do lado esquerdo da cama tem uma pequena mesa com um caderninho e uma pena daquelas que as pessoas escreviam antigamente e um nanquim. Do lado direito, há um armário de madeira velho e escuro que fazia barulhos esquisitos quando tentava pensar o que estaria lá dentro. Do outro lado do quarto havia uma escrivaninha de ferro cheia de ferrugem com uma cadeira de madeira. Era impossível ver se era dia ou noite, pois do lado da escrivaninha havia uma janela tampada por uma duas cortinas pretas, uma costurada na outra, o que me impedia de ver a vista. Em uma parede do quarto havia um buraco de tamanho médio, porém estava fechado e parece que só abria por algum controle de fora, e no teto havia uma lâmpada que estava falhando.
Me levantei do chao frio e caminhei até o buraco fechado. Passei os meus dedos fracos pelas finas linhas entre ele e a parede, pensando para que será que servia aquela abertura que provavelmente as vezes abria? De onde ela vinha? Como era controlada? E eu nao tinha as respostas para nada. Sai de perto quando a parede começou a tremer e o buraco se abriu, lançando em minhas maos um pequeno bilhete de papel com um embrulho e depois se fechando de novo. Abri o embrulho e quase vomitei com o que vi. Um pedaço de carne viva estava em minhas maos, ainda sangrando e eu tive a empressao de que estava se mexendo. Larguei-o rapidamente no chao e peguei o bilhete, que dizia em letras finas e cursivas:
Esta com fome? Pois a carne humana vai ser a única coisa que você vai conseguir para se alimentar aqui. Agora, coma.
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