Amizade colorida, vira paixão!
12 Cap. 11 - Eu vou morrer.
Notas iniciais
Narrado por Hermione Weasley.
Eu havia levantado cedo, apesar de não ir para o trabalho. Era meu dia de folga. Desci para fazer alguma coisa para comer. A casa estava vazia. Rony havia ido para o Ministério. Só voltaria no almoço. Eu estou sozinha em casa. Sem nada para fazer.
– Acho que vou fazer uma visita a Gina, aproveitar que ela está de férias. – Falei para mim mesma.
Arrumei minha bolsinha de contas. Amarrei o cabelo numa trança. Quando eu já ia saindo. Algo me fez parar no ato.
– Pichi? – Parei na porta mesmo.
Esperei a coruja vir até mim. Ela voou para dentro de casa. Pousou no braço da cadeira. Ficou lá parada. Vi que tinha uma carta amarrada em sua perna. Fui tentar, se liguem eu disse “tentar”, tirar a carta. Porém a danada não deixou.
– Droga sua coruja maluca, não vai me deixar tirar essa carta? É de um dos meus filhos! – Falei para ela como se fosse me entender. – Já sei. – Saquei minha varinha. – Imobilus! – A coruja ficou imóvel. – Desculpe. – Falei tirando a carta de sua perna.
Era de Hugo. Direcionada a Rony. Por isso a coruja não queria me deixar pegar, não era para mim, era para Rony. Mas ele não vai se importar se eu abrir e lê-la. Desenrolei o pergaminho e li com atenção.
“Papai, já faz um tempo que venho engolindo essa história da detenção que a Profª McGonagall deu a Rose e aquele filhote de doninha”.
“Só que de uns meses pra cá Rose anda ficando muito grudada com aquele energúmeno, eu descobri que eles estão ficando. E isso não é bom. Eu já discuti com ela, e até agora ela tá com raiva de mim. Porque dei um soco na cara do salafrário. Eu suspeito que eles estejam namorando, pois dão beijos em públicos, andam de mãos dadas.”
“Se eu não soubesse do potencial que Rose tem com feitiço, podia jurar que ele a amaldiçoou com um Imperio. O que não me parece muito provável. Papai, eu não posso por um fim nisso, mas o senhor pode. Então o faça.”
Mande um beijo para Mamãe.
Li mais uma vez a carta para ver se eu entendi direito. Rose e Scorpius ficando. Ou melhor dizendo, namorando. Céus! Como vou mostrar isso para Rony. Ele vai pirar. Surtar. Conheço a fúria de meu marido. Oh Merlim, me ajude.
***
Rony chegou para o almoço. Eu fiz uma lasanha. É uma comida trouxa. Improvisei melhor dizendo. Não sei cozinhar muito bem.
– O que tem para o almoço? – Perguntou me depositando um beijo.
– Lasanha. – Respondi forçando um sorriso.
– Oh. – Ele sentou-se à mesa. – Estou morrendo de fome.
Eu trouxe a travessa. Ele se serviu e eu fiquei só olhando-o comer.
– Querida... Você... Não vai comer? – Ele falava enquanto se deliciava com a lasanha.
– Não. É que eu quero te mostrar uma coisa. – Puxei a carta de dentro do bolso. – Rony, por favor, se contenha.
– Hermione, o que está havendo? – Ele puxou o pergaminho.
O silêncio pairou sobre nós. Ele estava lendo.
– AQUELE FILHO DA MÃE TÁ O QUÊ COM MINHA FILHA? – Ele gritou com tanta raiva que a mesa estremeceu.
***
Narrado por Scorpius Malfoy.
Eu estava sentado debaixo de uma árvore. Esperando minha ruivinha chegar. As férias de Natal estavam chegando. E eu ia ficar longe dela. Eu não queria.
E se eu a convidasse para passar o ano novo comigo? Será que ela aceitaria? Duvido muito. Talvez James, meu cunhadinho, ou Al pudessem levá-la. Caso o pai dela não a deixasse ir.
Eu tão absorto em meus pensamentos. Não percebi que uns garotos do quarto ano falavam comigo.
– Ei cara? – Chamava o mais baixinho.
– Fala moleque. – Falei agora prestando atenção.
– Você tem namorada? – Perguntou o mais alto.
Tenho? Será que tenho?
– É... Sim. – Respondi sem certeza.
– É a Rose?
Ok. Eu digo que sim. E estarei mentindo. O que faço?
– É. Por que essas perguntas? – Perguntei.
– Não era nada falow! – Se mandaram me deixando ali sem entender nada.
Nessa escola tem cada um. Eu continuei encarando os moleques irem embora. Até alguém sussurrar em meu ouvido.
– Distraído Scorpius? – Era Rose. Fazendo uma voz sensual e meiga.
– Um pouco. – Falei me virando para olhá-la.
– Com quê, será que eu posso saber? – Ela continuava com aquela voz sensual.
– Aqueles moleques vieram me perguntar se você é minha namorada.
– E você disse? – Ela falou normal agora.
– Que sim. – Encarei aqueles olhos. – Algum problema?
– Não, nenhum. É que... Não somos...
– Namorados? – Ela ficou vermelha. – Não tem problema. Eu peço a você.
Me levantei. Estendi a mão para ela. Ela também ficou de pé. Confusa, mas não disse nada.
– Rose Weasley, você quer namorar oficialmente comigo? – Ela ficou em choque. Ficou muda. Me olhava estática. — Rose?
– Sim? – Por fim ela disse.
– Sim o quê?
– Eu quero. – Ela disse caminhando em minha direção, parece que ela saiu do estado de choque. E a minha vez de entrar em um.
Ela aceitou. Rose Weasley aceitou namorar comigo. Não dar para acreditar. Eu vou já acordar e isso tudo foi um sonho. O que me fez parar com esses devaneios. Foi quando senti seus lábios macios tocarem minha boca.
Não era um sonho. Era tudo real. Rose é minha namorada. Como o mundo dá voltas. Quem diria, que no meu último ano em Hogwarts eu fosse me apaixonar pela menina que eu odiava até ano passado. Que ela seria minha namorada.
Parei de viajar nas nuvens. E desci para minha realidade. Rose. E a beijei com mais intensidade.
***
Na manhã seguinte. Rose estava sentada na mesa da Sonserina. Junto a mim. Nós dois não contamos ainda sobre o que aconteceu ontem para ninguém. E precisava?
– Quer dizer que os pombinhos aí, tão namorando oficialmente? – Al falou sarcástico. Não sei como, mas Al tinha uma facilidade incrível de sacar as coisas. Deve ser de família. A pequena Potter também é do mesmo jeito. Diz Rose.
– Como você sabe? – Rose perguntou me olhando.
Dei os ombros.
– Quem é que não sabe priminha? – Al riu.
Nós dois nos entreolhamos. E rimos também. No mesmo instante o correio chegou. Uma coruja veio na direção de Rose. Pousou mesmo na sua frente. Havia duas cartas, uma em cada perna da coruja.
Rose pegou a que estava na perna esquerda. Parece que foi mandando pela mãe dela. Quando ela ia tirar a outra a coruja levantou vou. E foi para a mesa da Grifinória. Entregar a outra para Hugo.
– Quê? Pichi trazendo duas cartas? – A ruiva se perguntava.
– Abre. – Indiquei a carta em suas mãos.
– É da mamãe. – Ela me olhou e sorriu.
– Eu posso ver? – Perguntei.
– Claro. Vem cá lê. – Ela desenrolou o pergaminho.
“Querida filha, já fiquei sabendo do seu rolo com Scorpius, filho de Draco. Seu pai quase enfarta quando soube. Ele está furioso. Já sei, você deve estar se perguntando como ele soube, não é mesmo. Seu irmão, mandou uma carta ontem.”
“Filha, quero que você saiba que eu não estou nenhum pouco chateada. Estou muito feliz por você. Só quero que você seja feliz. E se sua felicidade está com esse rapaz. Por mim, tudo bem.”
“Quero lhe pedir um favor: Convide seu namorado para passar o natal conosco. Não aceito ‘não’ como resposta. O jantar de natal vai ser na casa do Harry e da Gina.”
Passar bem filha, mamãe ama você.
Mande um beijo para Scorpius.
Uou. Meu mundo estava girando. Sra. Weasley, mãe de Rose, já sabia. E pior. Sr. Weasley também já sabe. Meu Merlim. E agora? Se o irmão de Rose teve a coragem de me dar um soco por estar ficando com a irmãzinha dele. Imagine o que o pai não vai fazer. Me mata.
– Scorpius? – Eu ouvia a voz de Rose ao longe. – Você está bem?
– Eu... É... Sim. – Eu não conseguia nem falar direito.
– Iai, você vai?
– Se eu vou... É claro que vou. – Falei tentando passar segurança.
Oh Céus! EU VOU MORRER.
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