Notas iniciais
Gente, me perdoem o capítulo pequeno, mas estou sem Internet e escrevi essa parte na correria pra não ficar tanto tempo sem atualizar. Peço que dêem uma passadinha na minha one. Não estou conseguindo postar o link, então é só olhar na minha página. Beijos!

Cobra

Ao meu ver, ter a Jade trabalhando comigo era a melhor coisa que apoderia acontecer. Mas ela não achava isso e eu não poderia ser egoísta ao ponto de obriga-la e fazê-la desistir das coisas que conquistou. A Sara tinha chegado na p bem cedo e passei o dia todo o a ela tudo que ela precisava, como ela deveria agir, horários e tudo o mais. A noite chegando e eu tinha marcado um jantar com a Jade, na minha casa. Meus pais estavam "loucos" para nos ver como namorados. Principalmente minha mãe, que sempre deu forças para que isso acontecesse.

– Sara, se você quiser já pode ir. Eu vou ficar por aqui mesmo.
– Ainda tem muito trabalho?
– Na verdade, não. Vou tomar um banho e esperar a Jade chegar. Ela vai sair do trabalho e vir direto para cá.
– Ela tem sorte de estar junto com o Leo. Quer dizer, trabalhando. Ele é bom em tudo que faz.
– É, é sim.
– Você se importa se eu ficar mais um pouco? É que como hoje é o meu primeiro dia fiquei um pouco enrolada e não consegui terminar tudo.
– Não se preocupe com isso. Vá para casa e amanhã você termina isso.
– Não, eu prefiro terminar hoje. Se você não se importar, é claro.
– Tudo bem, eu não me importo. Faz um favor para mim?
– Claro.
– Eu vou tomar um banho. Se a Jade chegar, você recepciona ela para mim?
– Sim, pode ficar despreocupado. Vai ser até bom revê-la depois de tantos anos. Aliás, tenho que agradecer a ela por ter lembrado de mim.
– Você tem que agradecer ao seu amigo. Foi ele que indicou você.
– Sim, mas se não fosse pela ajuda dela nada teria acontecido.
– Realmente.
– Posso te fazer uma última pergunta? -balancei a cabeça em sinal positivo e ela continuou- Você não tem medo de deixar a sua namorada sozinha com o Leo?
– Por que eu teria?
– Você sabe que eu gosto muito dele e sempre fomos muito amigos, mas ele nunca foi "flor que se cheire" e pode ser que eu esteja enganada, mas eu acho que ele ainda sente alguma coisa por ela.
– Você acha?
– Sim. Mas não se preocupe, pode ser apenas coisa da minha cabeça. Afinal, vocês estão juntos e você confia na Jade, não é?
– É, eu confio na Jade.

(...)

Jade

– Bom dia. O Ricardo está?
– Sim, senhorita. Esta na sala dele. Quer que eu avise que a senhora chegou?
– Obrigada, mas não precisa.

Entrei no elevador para ir até a sala do Cobra. Eu estava um pouco ansiosa por esse jantar. Por mais que eu já estivesse ido lá muitas vezes e já estivesse mais do que acostumada com os pais dele, dessa vez era diferente. Eu não era mais a Jade "Melhor amiga" e sim a Jade namorada.

Cheguei na frente da sua sala e bati na porta, não queria atrapalhar seu trabalho. A porta estava aberta, então me dei a liberdade de entrar. A Sara estava com o cabelo amarrado em um coque frouxo e usava apenas calcinha e sutiã. Podia ouvir o barulho do chuveiro, que me fazia deduzir que eles tinham tomado banho juntos.

– Jade, pelo amor amor de Deus, não é isso que você está pensando.
– Não é, Sara? Você podia ser um pouco mais criativa. Essa frase já está mais do que batida.
– Mas é verdade, se você esperar ele sair do banho, ele vai confirmar tudo que eu disse.
– Claro que vai. Mas não é necessário, o recado que eu tenho pra ele você mesma pode dar. Diga, apenas, para ele não me procurar mais.
– Não faça isso, espere por ele. Ou então me bate, me chinga, eu não sei..
– Alguma vez já te disseram que você é uma ótima atriz? E você quer que eu te chame de que? Vagabunda? Piranha? Ainda não cansou de ouvir essas coisas, Sara?
Bom, não vou mais perder o meu tempo com vocês.

Sai rápido dali, não queria ter que chorar na frente de ninguém. E se eu ficasse mais um minuto se quer ali não iria conseguir. Eu precisava me manter forte, pelo menos em aparência.

**
–- Leonardo?
–- Alô. Jade? Você está chorando? Aconteceu alguma coisa?
–- Aconteceu. Desculpa eu te ligar assim, mas eu precisava conversar.
–- Não tem problema. Você sabe que pode contar comigo sempre. Foi o Cobra, não é?
–- Foi. Como você sabe?
–- Não é preciso fazer muito esforço para descobrir. Para você ficar assim, só pode ter sido ele. Vamos fazer assim, vai pra sua casa e daqui a pouco eu estou chegando lá. -- Não, na minha casa não. O Cobra deve ir para lá me procurar e eu não quero encontrar com ele.
–- Tudo bem. Vem para minha casa então. A gente come alguma coisa e você me conta tudo. Pode ser?
–- Pode. Só vou dar uma passadinha em casa para tomar um banho. Daqui a meia hora estou aí.