Notas iniciais
Amores, me perdoem pela demora. Eu estou um pouco sem criatividade, então se eu demorar é por conta disso!

Jade


Sim, eu tinha aceitado aquela ideia absurda de tentar fazer ciúmes no Cobra. Por mais que eu soubesse que nada disso daria certo, alguma coisa no meu coração queria me fazer acreditar que nada disso seria em vão. Conversei um pouco mais com o Léo sobre como nós iríamos fazer o nosso “teatro” e, sinceramente, as ideias dele eram ótimas. Nosso plano começaria com ele me levando em casa, depois ele entraria e ficaríamos fazendo qualquer coisa só para “despistar”. Leonardo tinha a plena certeza de que Cobra seguiria a gente, já que ele também se ofereceu para me levar em casa e eu não aceitei. Disse que iria comemorar a sós com o Léo, já que, daqui para frente, trabalharíamos juntos.


Chegamos em casa e ficamos conversando um pouco do lado de fora para ver se o Cobra tinha realmente vindo atrás da gente. Por enquanto, tudo estava como previsto. Ricardo parou o carro um pouco distante da minha casa e tentou, inutilmente, não ser visto. Então começamos o “teatro”, Léo se aproximou um pouco de mim e colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. Ele selou nossos lábios e em pouco tempo estávamos nos beijando. Eu já tinha me esquecido de como o seu beijo era bom; nada comparado ao do Cobra, mas, ainda assim, não era de se jogar fora. Convidei-o para entrar e seguimos de mãos dadas.


– Você acha que ele viu o nosso beijo?
– Jade, ele não tirou os olhos da gente um minuto. Claro que ele viu! –eu sorri e dei alguns pulinhos de felicidade, fazendo-o rir.
– Obrigada por fazer isso por mim.
– Não precisa agradecer. Sempre que você precisar de um beijo ou de outras coisas, pode contar comigo. –ele disse malicioso e eu dei um tapa em seu braço- Estou brincando!
– Eu sei! –ri- Porque você está fazendo isso? Quer dizer, você não tem obrigação nenhuma e não irá ganhar nada com isso...
– Só quero te ver feliz, isso é o suficiente...


Nós sentamos para tomar uma taça de vinho e aproveitar o tempo para conversar sobre como seria o meu estágio, rotina de trabalho e todas essas coisas. Fomos interrompidos por batidas fortes na porta.


“Jade, sou eu. Abre para mim!” –ouvi ele gritar.


– Léo, é o Cobra!
– A reação foi melhor do que eu esperava. Não achei que ele fosse bater aqui.
– Nem eu!
– Você vai abrir?
– Vou, mas antes... Tira a camisa e abre o cinto!
– O que?
– Sem perguntas! Faça o que estou mandando! –ele fez e eu aproveitei para arranhar seu peitoral, deixando ali uma marca- Abre para mim que eu já volto!


Peguei sua camisa e fui para o quarto, tirei o vestido que eu usava, coloquei a camisa dele e baguncei um pouco o meu cabelo. Voltei para a sala e Cobra já estava dentro de minha casa, encarando Leonardo da pior forma que se possa imaginar.


– Ele entrou sem a minha permissão, Jade. Não pude conte-lo. –Leonardo disse tentando esconder o riso.
– Tudo bem. O que você está fazendo aqui Cobra?
– Eu... Eu só vim ver se você esta precisando de alguma coisa.
– Não preciso, eu estou ótima. Era só isso?
– Não, é que... Pensei que estaria sozinha e vim te convidar para jantar.
– Desculpa Cobra, mas eu te falei que iria comemorar hoje só com o Leonardo.
– É, estou vendo... Vocês devem estar se divertindo bastante.
– Posso te garantir que estaria bem mais divertido se você não tivesse nos interrompido. –Léo se intrometeu.


Cobra não respondeu nada, apenas virou e saiu dali. Fechei a porta e não conseguimos segurar o riso. Por mais que eu quisesse ir atrás dele, abraça-lo e dizer que ele é o único homem que eu quero, eu não podia fazer isso. Não agora!


Cobra


Cheguei em casa e passei direto para o meu quarto. Eu estava com tanta raiva, que se eu não me isolasse ali, faria alguma besteira com certeza.


– Filho, eu posso entrar? –minha mãe perguntou, mas não me atrevi a responder- Foi tudo bem lá? Você não chegou com uma cara boa!
– Foi tudo péssimo! A Jade conseguiu a vaga!
– Que maravilha! Ela deve estar muito feliz. Você também deveria estar feliz por ela! — Ela está muito feliz! Tanto que preferiu sair com o ex namoradinho a comemorar comigo. Você acredita que eles estavam transando no apartamento dela?
– Como você tem tanta certeza disso?
– Eu fui até lá. Ele abriu a porta mim e estava sem camisa e com a marca das unhas dela. As mesmas unhas que me marcavam antes! Ela estava só de calcinha e com a blusa dele, e...
– Sem detalhes, por favor!
– Mãe, você ouviu o que eu disse? Eles estavam transando! Você não vai me dizer nada?
– Não tenho o que dizer. Isso tudo é culpa sua! Se não tivesse sido tão burro, você estaria no lugar dele agora!