Notas iniciais
oi, bom, eu sei que tem poucas pessoas lendo , mas , por favor, falem se estao gostando ou não, estava até pensando em parar, sériamente, espero que gostem xx

Entrei na festa e vi que o povo estava ainda mais agitado, talvez a bebida? Não sei. Cada vez mais o lugar parecia mais aglomerado e me sentia como uma formiga em meio à uma 25 de Março. Não gosto de lugares fechados ou com muita pessoas, ou seja, aquilo estava se tornando horrível para mim, mas tentava não pensar/ não ligar para isso e aproveitar a noite. Não sabia que horas eram e nem queria saber, eu queria aproveitar minhas férias. As três saideiras estavam lá ainda e Tifanny ainda dava em cima de Harry, que, em vez de falar com ela, virava de costas e falava comigo. Talvez Louis tinha dito à ele que me viu chorando e não triste, mas ele não me perguntara nada até agora.

Já tínhamos falado de tudo e estava meio entediante aquilo. Todos dançando feito loucos, a música penetrava em meus ouvidos bruscamente, o que significava uma dor de ouvido pro dia seguinte, ou até para hoje, pois vai que era mais de meia noite... Não sabia.

-Ei, quer ir lá pro quarto? Quero te mostrar uma coisa

-Não sei Harry, você vai deixar a festa sem ninguém?Digo, o apartamento é “seu” e de sua mãe e você vai deixar sem ninguém para tomar conta?

-Louis está lá fora... E outra, desde que essa festa começou eu nem tomei conta de verdade, vamos, quero te mostrar uma coisa-analisei sua face. Sua expressão era apenas “estou em uma festa” e então confiei nele.

Andamos um pouco, tropeçamos um pouco, em meio de tanta gente não havia como não tropeçar, até que chegamos.

-Aqui – ele disse, apontando para algo no seu quarto, supostamente em sua prateleira. O escuro que estava em seu quarto me impossibilitava de ver o que havia lá. Caminhei até o interruptor de luz e acendi. A luz fez meus olhos se fecharem um pouco, mas logo abri – os totalmente até que cheguei a prateleira e vi um retrato. No retrato, uma menina e um menino pequenos, uns três anos, no máximo. A foto tinha aparência de velha e logo vi ao lado da foto uma marcação de data “09.23.1997” ou seja, dia 23 de setembro de 1997. Naquela época eu tinha 4 anos já e Harry também. Ele nasceu dia 1 de fevereiro de 1994 e eu dia 5 de janeiro de 1994, pouco tempo de diferença entre nós dois. Deixei as lembranças me levarem ao passado, e, o máximo que consegui lembrar foi uma imagem que, apesar de embaçada pela memória, dava muito a recordar. Nós brincávamos no parquinho com a areia. Estávamos no parquinho do nosso prédio, nunca nos mudamos daqui... Nossas mães estavam no banco sentadas, conversando e vezes e outras olhavam para nós para ver se estávamos bem. Nossas risadas alegravam o lugar que era um pouco quieto, até demais. Era mais ou menos meio dia, o sol ardia na pele e o cheiro de protetor recém-passado-pela-mãe ainda caminhava pelo ar. Era normal um dia assim, eu e Harry sempre nos víamos, não importava a hora, se eu estivesse com saudades eu falava a minha mãe e de tanta insistência minha me levava até o apartamento de Harry para chamá-lo e vice-versa. Eu e ele, aquele menininho com cabelos lisos, sim, inacreditavelmente, cabelos lisos e claros, de olhos verdes, éramos muito amigos, muito mesmo. Nos chamávamos de namorados quando perguntavam para gente “vocês namoram?”. Eu me lembro muito desses dias... Até que minha mãe pegou a câmera e falou “ei crianças, olhem para cá, vamos bater a foto” . “Digam ‘x’ “ tia Anne falou. “XXXXXXXXXX” nós dois falamos, abrindo um sorriso. Até que sai dos meus devaneios, sim, eu me lembrava da foto.

Quanto tempo. Por que nós crescemos? Por que temos que tomar decisões bruscas?

Senti alguma coisa molhada em meu rosto descendo pela minha bochecha... Por que eu estava chorando? Por relembrar da minha infância? Talvez, sou uma pessoa que sabe esconder as emoções mas também sou manteiga derretida, sou confusa, eu sei.

Harry percebeu que estava chorando então passou seu polegar pela minha bochecha afastando as lágrimas da minha face. Não me conti e o abracei, sim, eu o abracei. Precisava sentir seus braços me envolvendo e ter certeza que ele não havia mudado. Eu não tinha certeza disso, mas queria ter, pelo menos naquele momento queria me sentir segura. Desde que houve a separação dos meus pais eu me sentia uma garota perdida. Minha mãe me ajudava, meu pai me ajudava, além de não estar sempre do meu lado, já que ele morava um pouco que longe da minha casa. Mari estava sempre do meu lado e foi ela quem me ajudou nos momentos mais difíceis, assim como eu faço sempre com ela. Harry... Bom ,ele sabia um pouco da minha vida, mas nunca contei a ele os detalhes, estava certa que contaria... Um dia. Só queria naquele momento “desabar” todas as minhas emoções naquele choro. Eu gosto de chorar, me sinto “limpa” por dentro, sem nenhuma impureza nem nada. Agradeci eternamente por ter Harry ao meu lado, mesmo que nós tínhamos nos separados, agora eu sinto que posso me segurar nele e ele irá me segurar sem que eu caia.

-Está tudo bem... Eu estou aqui... Para tudo! – ele disse no meu ouvido. Em prantos eu disse:

-Obrigada, por tudo! – e ficamos lá, abraçados.

Notas finais
eu adorei esse capitulo, ta meio ... pequeno ? mas é bem 'tocante', espero que tenham gostado tanto quanto eu, nao esqueçam de me seguir @StolemyBooBear no twitter e façam perguntas da fic, etc, xx
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.