Amigos são Anjos
72 13º Capítulo
Notas iniciais
Lis vai viajar pra casa da avó. Gu não queria ir,ele não gostava das priminhas de Lis,mas Manu disse que as priminhas de Lis viajaram pra um acampamento e não estariam lá,então Gu aceitou ir. Manu aceitou ir,mesmo sabendo que Gui iria também,já que Lis convidou Pedro e não podia deixar de convidar o Gui. Arrumaram tudo e foram rumo a casa da avó de Lis,Pedro e Gui foram de moto seguindo o carro das garotas. Chegando lá,A avó de Lis ficou muito feliz e cumprimentou a todos com um belo sorriso no rosto,já que não esperava visitas e estava sozinha. Todos se acomodaram,quando anoiteceu,já estava bem tarde,antes de dormir,a avó de Lis fez biscoitos caseiros pra todos e um belo achocolatado que só ela sabia fazer,todos sentaram na sala e ficaram a luz de velas,a avó de Lis contava uma história de terror,ela dizia que sua mãe mexia com coisas de espíritos e que uma vez,ela andava pelo matagal em busca de frutas,quando viu uma alma,uma luz em forma de humano caminhando pela floresta,ela se escondeu e só observou,a alma a olhou e foi se aproximando dela,nessa hora,Pedro faz o celular dele dar um grito assustador fazendo todo mundo se assustar,ele riu,Lis o repreendeu,ele não brincaria mais assim. Já era de madrugada,todos foram dormir,menos Manu que ficou sentada na varanda olhando as estrelas,ela sentia saudades do céu. Ela sentiu alguém tocar seus ombros,era Gui.
Gui(sentando ao seu lado): O que faz aqui sozinha?
Manu: Só olhando o céu,ele é bem mais bonito daqui de baixo.
Gui: É verdade,sente saudades?
Manu: Sinto,bastante. As coisas aqui no mundo não estão nada bem,as coisas no céu são bem melhores.
Gui: É verdade.(suspira)Queria te contar uma coisa.
Manu: Que foi?Aconteceu algo com o Gu?
Gui: Não,não é sobre ele. É sobre mim.
Manu: Conte-me.
Gui: Bom,eu não quero que você saiba por outras línguas,então quero contar. Eu to saindo com outra pessoa.
Manu(engole a seco): Me alegro.
Gui: Sério?
Manu: Sim,estamos separados,não somos mais nada e nunca vamos ser,então...você faz certo em...querer seguir a sua vida né.
Gui: É,eu espero que dê certo,já que a solidão é ruim.
Manu: Espero conseguir ser tão rápida quanto você.
Gui: Manuela...
Manu: Não,nada. Você está certo,se você consegue ser feliz,eu também consigo.
Gui: Não toquei na palavra feliz.
Os dois ficaram em silencio e curtiram a noite assim,depois cada um foi pro seu quarto. No dia seguinte,a avó de Lis pediu pra ela ir buscar amoras no meio da mata,lá tinha um pé de amoras muito linda. Lis se arrumou e chamou Manu e Gu pra irem juntos,enquanto isso,Pedro e Gui brincavam com os animais. Lá estava Manu,Gu,Pínho e Lis andando pela mata,tinha muitas e muitas árvores e não achavam o pé de amoras,mas continuaram a caminhada. Chegaram numa casinha que tinha lá no meio e viram um pé de amoras bem do lado. Como uma boa curiosa,Manu entrou na casa e ficou fuxicando junto a Gu e Pínho,enquanto isso,Lis pegava as amoras e colocava na sacola. Lis escutou um barulho e viu uma uma luz,igual na história de sua avó,ela logo deduziu que era uma alma penada,ela continuou olhando até aquela alma a olhar também,ela deu um grito e saiu correndo deixando Manu e Gu na casa. Manu escutou o grito e viu umas pessoas se aproximando,eram homens com armas de caça,ela se assustou,pegou Gu e saiu correndo. Gu estendia a mão querendo pegar Pínho,mas Pínho ficou preso na casa. Manu chega na casa da avó de Lis e vê Lis lá.
Manu: Ô filha de uma mãe perdida,como ousa me deixar sozinha e com o Gu lá naquela casa?Quase morro assassinada a tiros.
Lis: Desculpe,eu me assustei e só pensei e correr.
Manu: Se eu tivesse morrido,eu te matava.
Avó: Lis estava me dizendo que viu uma alma vagando pela mata.
Lis: É,igual na sua história,vó.
Manu: Eu num vi nada,o que eu vi estava bem vivo e tinha uma espingarda quase do meu tamanho.
Avó: Onde vocês foram pegar as amoras?
Lis: Numa casa abandonada,tinha um pé de amoras lá.
Manu: Eu entrei na casa e tinha umas coisas estranhas,coisas de caça.
Gu(puxando Manu): Mãe,mãe. Pínho,ele ficou lá.
Manu: Aff,Gustavo. Eu te compro outro ursinho de pelúcia.
Gu(chorando): Nãããããããooooooo,eu quero o Pínho.
Manu: Pois não vai ter mais Pínho,não vou voltar mais naquele lugar assustador.
A tarde,Gu encheu o saco,pois queria a pelúcia. Então Gui resolveu buscar junto a Pedro. Procuraram por toda a mata e nada. Anoiteceu e Lis já estava em pânico,pois eles ainda não haviam voltado. Já passava das onze da noite,as garotas estavam acordadas e Gu cochilava no sofá,escutaram um barulho e foram ver,era Gui que entrou primeiro todo sujo e com a pelúcia na mão e depois Pedro com cara de cansado dizendo 'conseguimos'.
Manu(corre e abraça Gui): Meu amor,eu pensei que tinha morrido.
Todo mundo parou e olhou pra Manu com cara de surpresa. Manu logo soltou Gui e disfarçou,voltou a sentar no sofá e todo mundo entendeu,mas resolveram deixar pra lá.
Lis: Nossa,amor. Como vocês estão sujos.
Pedro: E que parecia cena de filme,nós entramos numa casa mal assombrada,pegamos a pelúcia,apareceu dois caras armados e tinham uns 2 metros de altura,brigamos com eles,entramos no tapa mesmo,aí vencemos e voltamos,por isso estamos sujos.
Lis: Qual é a verdadeira história,Gui?
Gui: Encontramos dois caras sentados na frente da casa e contamos a história de vocês,eles riram e pegaram a pelúcia. Na volta,escorregamos em um barranco e ficamos sujos e um pouco machucados assim mesmo.
Lis: Eu cuido de você,Pedrinho.
Gui: Legal e quem cuida de mim?
Lis: A Manu,oras.
Manu: Quando foi que eu entrei nessa agência de encontros?
Lis e Pedro foram pro quarto onde os meninos ficavam e Manu ficou com Gui na sala enquanto a avó de Lis dormia no quarto dela e Gu dormia no quarto da garotas.
Pedro(saindo do banho): Você me achou corajoso?
Lis: Claro que sim. Enfrentar dois monstros de 2 metros não é pra qualquer um não.
Pedro: Ta tirando sarro de mim.
Lis(ri): É,eu to. Eu sei que você é corajoso e gosto muito que seja,pois eu sou muito medrosa.
Pedro: Que bom,me sinto importante agora sabendo que te protejo.
Lis(o abraça): Claro que protege. Sei que mesmo você estando ferido e cheio de dores pelo corpo,você enfrentaria um dragão agora pra me salvar.
Pedro: É,eu sou um super herói né.(fazendo pose)
Lis(ri): É,você é.
Enquanto isso,Manu tinha pegado uma maleta de curativos para fazer um no rosto de Gui que estava meio cortado.
Gui: Ai.
Manu: Não se mexa,parece uma criança.
Gui: E você sempre agressiva.
Manu: Deveria voltar machucado pra casa,aí tua namorada cuidava de você.
Gui: Eu iria,mas até chegar em casa,sangraria até a morte. E você?Toda enciumada aí.
Manu: O que?Eu?Faça me o favor,Guilherme.
Gui: Uma mulher com ciúmes é digno de pena.
Manu: Dá pra parar de falar que eu to com ciúmes?
Gui: Por que?Te irrita?
Manu: Sim e muito.(aperta o band-aid na ferida)
Gui(pondo a mão na ferida): Ai,meu Deus. Que isso?Quer abrir mais a ferida?
Manu: Quero que você pare de me encher.Principalmente porque não preciso mais de você,eu tenho o Paulo.
Gui: Como é que é?Você disse que não iria ficar com ele.
Manu: Eu somente disse que ele não iria ser pai dos meus filhos.
Gui: Não é justo,você não pode ficar com ninguém.Fomos feitos um para o outro.
Manu: Você arranjou uma,agora é minha vez.
Gui(se levanta): Se eu soubesse,eu teria pedido a Deus pra não ter me dado uma mulher tão fácil.
Manu não fala nada,só o olha e pega um jarro de vidro,acaba por tacar na cara dele o fazendo cair e abrir mais a ferida. Ele desmaiou,mas a ferida que ele fez no coração dela com as suas simples palavras,a fazia não se importar. Ela saiu e disse pra Lis que matou Gui e que era pra ela ver.Lis acreditou quando o viu no chão,mas ver Manu não se importar,a preocupava mais ainda.
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