Notas iniciais
12º Episódio - Segredos ocultos parte 2

1 semana já tinha passado desde o sucedido. Pedro se sentia muito culpado e já tinha jogado aquelas drogas fora,tinha muito medo que acontecesse algo parecido de novo. Ele sentiu muito medo de perder Manu,ela virou sua melhor amiga,coisa que ele nunca teve. Manu e os outros estavam vivendo normalmente,mas Gui e Lis ainda estavam encucados com essa história,não era possível que Manu tenha usado drogas na rua assim,encontrado do nada e colocado do nada na boca,eles queriam descobrir o que tinha acontecido. Gui foi conversar com Pedro sobre isso,ele iria se tornar um médico,quem sabe ele poderia saber algo sobre isso.

Pedro: Eu tenho cara de repórter?Eu não sei como aparece as drogas assim em qualquer lugar,eu sei de medicina e não de detetive.

Gui: Você me parece nervoso.

Pedro: Eu não,porque você acha que estou nervoso?Eu não to suando nem nada,eu to suando?Você está vendo algo?Só falta me chamar de drogado também.

Gui: Pedro,calma. Eu só perguntei se você sabe se tem usuários por aqui,afinal,eu não vi ninguém. Passei várias vezes e nada. Fui dia e noite e não passava ninguém,tenho a sensação que ela pegou de alguém.

Pedro: Como assim de alguém?Alguém que deu pra ela?

Gui: Exatamente. Mas eu nunca vi Manu com uma má amizade.

Pedro: Nem eu,talvez seja o que ela disse mesmo,ela se enganou e pegou no chão da casa de alguém.

Gui: como assim casa?

Pedro: Oi?

Gui: Você acabou de dizer que ela poderia ter pegado de uma casa,que casa?

Pedro: Hã...er...a...eu...eu não sei. Só deduzi.

Gui: De boa então.

Pedro: Por que não esquece essa história?Já deu o que tinha que dar,Manu está bem e é o que interessa.

Gui: Não consigo esquecer. Quase perdi minha mulher e quero saber mais dessa história para ser mais cuidadoso,afinal,são dois bebes lá em casa,Manu e Gu. Se eu perder um deles,eu não sei o que faço.

Pedro engoliu a seco,quanto mais comentavam nesse assunto,mais ele ficava nervoso. Ele tentava esquecer,mas o fantasma da culpa o perseguia o tempo todo,ele mal conseguia se concentrar. Ele queria dizer tudo,mas não conseguia e o pior,não tinha pra quem desabafar. Então ele comprou um peixe e um aquário. No estado que ele se encontrava,falar com um peixe era o mínimo de doideira que ele faria. Era um peixe igual a Dory do Procurando Nemo,como ele não sabia se era macho ou fêmea,ele preferiu fingir que é macho e colocou o nome de Bóris. O aquário era bem grande e tinha enfeites da fenda do biquíni do Bob Esponja. Ele ficava encantado olhando o aquário. Ele começou a conversar com o peixe e o peixe somente nadava,apesar disso,Pedro se sentia melhor,era bom ter alguém pra conversar. Alguns dias se passaram e Pedro foi visitar Manu pra conversarem sobre isso,Gui ajudava Lis na cozinha e ele pôde ficar sozinho com Manu.

Manu(no sofá): Senta aí,Pedro. O que te incomoda tanto?

Pedro(sentando): Sei que já faz tempo que aconteceu aquilo das drogas,mas...eu não consigo esquecer,eu to muito mal.

Manu: Mas ninguém se importa mais com isso,Pedro.

Pedro: Você diz isso porque não sabe que Gui e Lis estão comentando quase sempre sobre isso. Eles querem saber como você descobriu as drogas e onde estavam.

Manu: Aff,eles nem comentam nada comigo.

Pedro: Depois do que você passou,eles não iriam querer te meter nisso de novo.

Manu: É,foi péssimo o que passou. Mas por que você não esquece e pronto?Eu converso com eles sobre isso e falo para eles pararem de te atormentarem,ok?

Pedro(levantando): NÃÃÃÃÃOOOOO. Quis dizer,esquece. Você tem razão,é melhor eu ir pra casa e desabafar com o Bóris.

Manu: Quem é Bóris?

Pedro: Meu novo peixe,ele parece com a Dory do Nemo.

Manu: Ah entendi,um dia vou na sua casa pra ver ele. O Gu adora animais,né Gu?(o olha e ele faz boca de peixe)Viu como ele gosta?

Pedro sorri,nessa hora Gui e Lis se aproximam,eles tinham feito um bonito bolo escrito 'Pedro Herói'. Agora sim Pedro estava mais nervoso.

Pedro: Po...Por que fizeram esse bolo?É pra mim?

Manu: Acho que sim,ta o seu nome.

Gui: Fizemos esse bolo em sua homenagem,pois você salvou a vida da Manu. Se não fosse por você,ela não estaria aqui.

Pínho: Eu caí de cara no chão e ninguém se importou.

Lis: Isso é pra mostrar que o que você fez foi muito importante,você salvou a vida da nossa amiga aqui.(abraça Manu que sorri)

Pedro(sem graça): Er...é que eu...(coça a cabeça)É que eu preciso falar uma coisa para vocês.

Manu olhou assustada,sabia que ele iria falar que a culpa foi dele também. Todos olharam atentamente para saber o que Pedro queria dizer.

Gui: Diga,Pedro. O que aconteceu?

Pedro(suando): É que...A Manu encontrou as drogas...na minha casa.

Lis: Que?Como assim?

Gui: Você se droga?

Pedro: Foi só uma vez. É que tinha muitos problemas e...eu precisava esquecer,pensar em outras coisas e eu não conseguia. Eu conversei com um amigo e ele me apresentou isso.

Lis: Isso não são desculpas para usar essa porcaria,Pedro.

Gui: Você tem noção do que aconteceu?Minha mulher foi numa boa te ajudar na casa e usou aquelas porcarias,por pouco ela não se mata.

Pedro: Eu sei,eu passei dias pensando nisso. Eu to muito mal,eu contei porque não achei certo Manu assumir a culpa por mim.

Gui: Estou sem palavras pra você,Pedro. Como vamos ficar perto de alguém assim?

Pedro(escorrendo lágrimas): Por favor,não se afastem de mim. Eu...eu não uso mais.

Lis: Não sei como você se aproximou desse lixo se você sabe a furada que isso é,isso não trás nada,exatamente nada de bom para a nossa vida.

Pedro(chorando,mas tentando conter): Eu sei. Depois que eu vi Manu naquele estado,a ponto de se matar por minha culpa...eu...fiquei desesperado. Eu não queria fazer mal a ninguém,vocês são muito importantes pra mim. Perdão, Manu.

Pedro pôs a mão no rosto com a tentativa de conter as lágrimas,mas não conseguiu. Ele estava com muito medo de perder os amigos e sentia o medo antigo de perder uma amiga tão especial que era Manu. Apesar desse grande erro,Gui e Lis se entre olharam e o abraçam,até Gu abraçou ele,só que na perna junto a Pínho. Manu olhou aquilo tudo,se levantou,levantou a mão,Pedro ao ver,estendeu a mão também,os dois entrelaçaram os dedos e sorriram um pro outro. Tinham virado mesmo uma família.