Amigos são Anjos
32 12º Capítulo
Notas iniciais
1 semana já tinha passado desde o sucedido. Pedro se sentia muito culpado e já tinha jogado aquelas drogas fora,tinha muito medo que acontecesse algo parecido de novo. Ele sentiu muito medo de perder Manu,ela virou sua melhor amiga,coisa que ele nunca teve. Manu e os outros estavam vivendo normalmente,mas Gui e Lis ainda estavam encucados com essa história,não era possível que Manu tenha usado drogas na rua assim,encontrado do nada e colocado do nada na boca,eles queriam descobrir o que tinha acontecido. Gui foi conversar com Pedro sobre isso,ele iria se tornar um médico,quem sabe ele poderia saber algo sobre isso.
Pedro: Eu tenho cara de repórter?Eu não sei como aparece as drogas assim em qualquer lugar,eu sei de medicina e não de detetive.
Gui: Você me parece nervoso.
Pedro: Eu não,porque você acha que estou nervoso?Eu não to suando nem nada,eu to suando?Você está vendo algo?Só falta me chamar de drogado também.
Gui: Pedro,calma. Eu só perguntei se você sabe se tem usuários por aqui,afinal,eu não vi ninguém. Passei várias vezes e nada. Fui dia e noite e não passava ninguém,tenho a sensação que ela pegou de alguém.
Pedro: Como assim de alguém?Alguém que deu pra ela?
Gui: Exatamente. Mas eu nunca vi Manu com uma má amizade.
Pedro: Nem eu,talvez seja o que ela disse mesmo,ela se enganou e pegou no chão da casa de alguém.
Gui: como assim casa?
Pedro: Oi?
Gui: Você acabou de dizer que ela poderia ter pegado de uma casa,que casa?
Pedro: Hã...er...a...eu...eu não sei. Só deduzi.
Gui: De boa então.
Pedro: Por que não esquece essa história?Já deu o que tinha que dar,Manu está bem e é o que interessa.
Gui: Não consigo esquecer. Quase perdi minha mulher e quero saber mais dessa história para ser mais cuidadoso,afinal,são dois bebes lá em casa,Manu e Gu. Se eu perder um deles,eu não sei o que faço.
Pedro engoliu a seco,quanto mais comentavam nesse assunto,mais ele ficava nervoso. Ele tentava esquecer,mas o fantasma da culpa o perseguia o tempo todo,ele mal conseguia se concentrar. Ele queria dizer tudo,mas não conseguia e o pior,não tinha pra quem desabafar. Então ele comprou um peixe e um aquário. No estado que ele se encontrava,falar com um peixe era o mínimo de doideira que ele faria. Era um peixe igual a Dory do Procurando Nemo,como ele não sabia se era macho ou fêmea,ele preferiu fingir que é macho e colocou o nome de Bóris. O aquário era bem grande e tinha enfeites da fenda do biquíni do Bob Esponja. Ele ficava encantado olhando o aquário. Ele começou a conversar com o peixe e o peixe somente nadava,apesar disso,Pedro se sentia melhor,era bom ter alguém pra conversar. Alguns dias se passaram e Pedro foi visitar Manu pra conversarem sobre isso,Gui ajudava Lis na cozinha e ele pôde ficar sozinho com Manu.
Manu(no sofá): Senta aí,Pedro. O que te incomoda tanto?
Pedro(sentando): Sei que já faz tempo que aconteceu aquilo das drogas,mas...eu não consigo esquecer,eu to muito mal.
Manu: Mas ninguém se importa mais com isso,Pedro.
Pedro: Você diz isso porque não sabe que Gui e Lis estão comentando quase sempre sobre isso. Eles querem saber como você descobriu as drogas e onde estavam.
Manu: Aff,eles nem comentam nada comigo.
Pedro: Depois do que você passou,eles não iriam querer te meter nisso de novo.
Manu: É,foi péssimo o que passou. Mas por que você não esquece e pronto?Eu converso com eles sobre isso e falo para eles pararem de te atormentarem,ok?
Pedro(levantando): NÃÃÃÃÃOOOOO. Quis dizer,esquece. Você tem razão,é melhor eu ir pra casa e desabafar com o Bóris.
Manu: Quem é Bóris?
Pedro: Meu novo peixe,ele parece com a Dory do Nemo.
Manu: Ah entendi,um dia vou na sua casa pra ver ele. O Gu adora animais,né Gu?(o olha e ele faz boca de peixe)Viu como ele gosta?
Pedro sorri,nessa hora Gui e Lis se aproximam,eles tinham feito um bonito bolo escrito 'Pedro Herói'. Agora sim Pedro estava mais nervoso.
Pedro: Po...Por que fizeram esse bolo?É pra mim?
Manu: Acho que sim,ta o seu nome.
Gui: Fizemos esse bolo em sua homenagem,pois você salvou a vida da Manu. Se não fosse por você,ela não estaria aqui.
Pínho: Eu caí de cara no chão e ninguém se importou.
Lis: Isso é pra mostrar que o que você fez foi muito importante,você salvou a vida da nossa amiga aqui.(abraça Manu que sorri)
Pedro(sem graça): Er...é que eu...(coça a cabeça)É que eu preciso falar uma coisa para vocês.
Manu olhou assustada,sabia que ele iria falar que a culpa foi dele também. Todos olharam atentamente para saber o que Pedro queria dizer.
Gui: Diga,Pedro. O que aconteceu?
Pedro(suando): É que...A Manu encontrou as drogas...na minha casa.
Lis: Que?Como assim?
Gui: Você se droga?
Pedro: Foi só uma vez. É que tinha muitos problemas e...eu precisava esquecer,pensar em outras coisas e eu não conseguia. Eu conversei com um amigo e ele me apresentou isso.
Lis: Isso não são desculpas para usar essa porcaria,Pedro.
Gui: Você tem noção do que aconteceu?Minha mulher foi numa boa te ajudar na casa e usou aquelas porcarias,por pouco ela não se mata.
Pedro: Eu sei,eu passei dias pensando nisso. Eu to muito mal,eu contei porque não achei certo Manu assumir a culpa por mim.
Gui: Estou sem palavras pra você,Pedro. Como vamos ficar perto de alguém assim?
Pedro(escorrendo lágrimas): Por favor,não se afastem de mim. Eu...eu não uso mais.
Lis: Não sei como você se aproximou desse lixo se você sabe a furada que isso é,isso não trás nada,exatamente nada de bom para a nossa vida.
Pedro(chorando,mas tentando conter): Eu sei. Depois que eu vi Manu naquele estado,a ponto de se matar por minha culpa...eu...fiquei desesperado. Eu não queria fazer mal a ninguém,vocês são muito importantes pra mim. Perdão, Manu.
Pedro pôs a mão no rosto com a tentativa de conter as lágrimas,mas não conseguiu. Ele estava com muito medo de perder os amigos e sentia o medo antigo de perder uma amiga tão especial que era Manu. Apesar desse grande erro,Gui e Lis se entre olharam e o abraçam,até Gu abraçou ele,só que na perna junto a Pínho. Manu olhou aquilo tudo,se levantou,levantou a mão,Pedro ao ver,estendeu a mão também,os dois entrelaçaram os dedos e sorriram um pro outro. Tinham virado mesmo uma família.
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