Amigos e Amantes
16 OVA - A vida é perfeita, mas nem tanto n.n°
Notas iniciais
Lutt e eu já estamos morando há dois anos juntos (dois anos de namoro!). Eu e ele estamos, respectivamente com 19 e 20 anos, então decidimos criar responsabilidade, hehe! Tentamos o vestibular para uma Universidade Federal, ela é apenas um pouco distante da nossa casa. Não estávamos colocando muita fé, pois éramos duas pessoas à toa que gostavam de não fazer nada (ou fazer algo interessante, huhu). No dia em que deveria sair o resultado, eu corri para o notebook. Lutt se sentou no sofá ao meu lado.
- Vamos ver você primeiro. – eu disse.
- Se eu não tiver passado, não me conta.
- E se tiver?
- Não me conta, também. – eu ri de sua piada. Ele passou um braço por sobre meus ombros e me abraçou.
- Tenho certeza que você passou. – ele disse.
- Incrível como nossas certezas são opostas.
Entrei no site e pesquisei na lista o nome dele. Em milésimos de segundo apareceu: Lutt Viana de Andrada – Relações Internacionais.
- Meu amor! Você passou! – eu disse até mais feliz que ele. Ele estava ocupado não acreditando...
- Isso é sério mesmo?
- Eu falei que você iria conseguir. – virei o rosto um pouco para beijá-lo.
- Ok, ok. Agora vamos ver você.
- Nem tenha tantas esperanças. Por que motivo eu escolhi um curso tão tenso?
- Você passaria de olhos fechados.
- O amor é cego e burro, Lutt?
- Há! Há! Veja logo o resultado.
Eu coloquei meu nome no espaço e mandei pesquisar. De fato, meu nome apareceu: Desirée Azurbell Rossi – Medicina Veterinária.
- I-na-cre-di-tá-vel!
- Realmente, seu nome é inacreditável. Desirée é nome francês, Azurbell é alemão, enquanto Rossi italiano.
- Culpa dos meus pais!
- Aliás, eu pesquisei o que significa Rossi.
- E o que é?
- Parece que é o plural de vermelho. É a sua cara, minha ruiva. – ele veio cheio de gracinha beijando meu pescoço.
- Não vi graça... – ele continuou me beijando até me derrubar sobre o sofá.
- Lutt! – eu ri enquanto brincava com seus cabelos.
- Nós passamos. Vamos comemorar?
- Só pensa nisso, não é?
- Culpa sua! Ter uma gata como você sob o mesmo teto que eu, não há meios para controlar os hormônios.
- Eu posso ir embora se quiser.
- Não!!! – ele me agarrou, como uma criança ao se despedir da mãe, e ainda fez biquinho. Eu ri muito daquela cena.
- Ok, ok. Já passou, bebê.
- Quero mamar. – ele disse com uma voz infantil.
- Aham. Tá. Sai de cima de mim. – eu disse com uma cara sarcástica.
- Sabe, meu amor... – ele disse se sentando novamente e com a voz normal – isso seria considerado como negligência materna.
- Tá certo, Lutt... Deixa-me ver o período de matrícula. – olhei no edital o período para efetuar a matrícula no curso.
- Acaba hoje... Às 18:00...
- Já são 16:00... – olhamos um para o outro e saímos em disparada, caçando pela casa o celular, os papéis e documentos necessários e praticamente atravessamos a porta direto.
Tudo correu bem. Conseguimos efetuar as matrículas e as aulas começarão no mês que vem. Na Universidade, as aulas eram ótimas, os professores davam um pouco de medo, as garotas davam em cima dele e os garotos em cima de mim... Há, há! Tudo correndo perfeitamente bem! Durante os pequenos intervalos, nos encontrávamos e conversávamos sobre as aulas que tivemos. Cada um sabia um pouco sobre o curso do outro. Nossos pais não achavam certo que trabalhássemos enquanto estivéssemos estudando. Por isso, nos davam uma boa pensão / mesada. Isso era ótimo! Eu acho que só nessa área nós não éramos tão à toa. Bom... Ele pelo menos não era. Eu continuava consumista compulsiva... Eu já tinha desistido de tentar mudar isso.
À noite, eu sempre estudava um pouco antes de dormir.
- Linda, guarda isso. – ele dizia vindo se deitar.
- Espera, Lutt! Só falta um capítulo! – ele se sentava na cama, atrás de mim e me abraçava, apoiando o queixo sobre meu ombro e lendo o livro comigo.
- Pronto! Finalmente acabei. – ele pegava o livro de minha mão e colocava no chão, ao lado da cama.
- Ótimo! Agora deite e durma. – eu o obedecia e, como sempre fazia, dava um belo beijo de boa noite nele.
- Boa noite, meu amor. – eu virava na cama, ficando deitada de lado. Ele passava o braço por minha cintura e me puxava contra ele, deixando seu corpo bem juntinho do meu.
- Amo você. – ele sussurrava em minha orelha e dava um beijo em meu pescoço.
Não tinha como ter pesadelos com noites tão maravilhosas. Tudo eram sonhos, sempre.
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