Amigos Unidos
2 Capítulo 2 - Uma Paixonite?
Notas iniciais
Hoje de manhãzinha acordei e bocejei e do nada acabei lembrando do rosto do Max...
– Ai,ai será que estou apaixonada. – Pensei com cara de abestada
Mexi com a cabeça do lado pro outro
– Não,não. Não pense besteiras Bianca, ele é bonito demais pra você – Pensei.
Olhei pro relógio marcando 10:47 a.m
Levantei com tudo perdendo o equilíbrio correndo para o banheiro do outro lado da casa.
Escovei os dentes, penteei o cabelo, amarrei em rabo de cavalo e fui tomar café.
Encontrei minha mãe chorando sozinha.
– Mãe? Por que está chorando? – perguntei
– é seu Pai filha. Estou muito preocupada. – Disse ela
– Calma mãe, pense que tudo,tudinho vai sair bem. Logo ele vai estar melhor e vai entra ali – disse eu apontando para a porta não muito longe. — Por aquela porta.
– Que Deus te ouça filha! Agora tome seu café. – disse ela.
Xxx
Eu estava na sala lendo pela segunda vez um livro intitulado: Amigos X Love .
Onde a estória se passava com dois amigos de infância que se apaixonaram,mas que não tinham se dado conta. Sentindo ciúmes deles mesmos quando se relacionavam com outras pessoas o que fazia eu me divertir muito.
– Ahh, amo esse livro. Ele é tão romântico e engraçado!! – disse eu pra mim mesma
De repente o telefone toca.
– Alô? – perguntei
– Olá, é da recepção do hospital “ Melhore Aqui Seja Mais Saudável.” Para informar que o paciente Pedro está fora de perigo e que amanhã já estará bem para receber visitas. – disse a Recepcionista.
Acabei soltando um grito no meio do telefone.
– A senhorita está bem? – perguntou a Recepcionista.
– Melhor impossível, até mais – disse eu desligando o telefone e dando mais um grito.
– Saco será que não pode nem dormir mais sossegada? – perguntou minha mãe entrando com um pijama velho de ursinho.
– Mãe, o Papai está bem poderemos ver ele amanhã – falei correndo para abraçar minha mãe onde festejamos com refrigerante e macarrão instantâneo na janta.
Xxx
O dia estava nublado o lindo sol de verão já havia desaparecido e eu já estava pronta para visitar meu pai enfermo no hospital.
– Ué, o que houve com o tempo? – disse eu sozinha olhando a janela.
– Filha vamos logo, temos que andar até lá. – disse minha mãe me apressando.
A caminhada não foi curta mas não muito longa mas foi chata e cansativa.
Finalmente eu cheguei no hospital onde meu pai estava internado.
– Pai –disse eu correndo para abraçá-lo.
– Cuidado filha. – disse minha mãe.
– Está tudo bem. – disse meu pai dando uma risadinha.
– Ficamos tão preocupadas com você, como pode fazer uma coisa assim com a gente? , somos tão sensíveis pai, não faz isso de novo promete. – Disse eu rapidamente.
– Calma, eu já estou bem pode ficar tranqüila, nunca mais vai acontecer eu prometo. – disse meu pai sorrindo.
Minha mãe foi correndo o abraçar também.
– Pensei que iria te perder. – disse ela
– Alarme falso. – disse ele rindo.
– Quando você irá sair desse hospital? – perguntou minha mãe
– Não sei, terei que ficar aqui por um tempo até melhorar. – disse meu pai
– Mas eles não disseram que você estava fora de perigo – perguntei
– Sim filha, mas ainda tenho que receber o tratamento, os remédios para isso não acontecer nunca mais. — disse meu pai
– Que bom assim ficamos mais tranqüilas. – disse minha mãe.
Meu pai então sorriu.
Xxx
– É uma pena que meu pai tenha que ficar naquele hospital. – pensei sozinha em minha cama.
– Eu tenho que achar um jeito de ajudá-lo a melhorar, eu tenho sim. – continuei pensando.
– Filha quer fazer um lanchinho antes de ir deitar?. – perguntou minha mãe
– Sim. – gritei do meu quarto.
Alguns Dias Depois.
– Ai mãe estou nervosa amanhã é meu primeiro dia de aula nessa escola nova que você falou. – falei pra minha mãe tomando um chá antes de dormir.
– Ahh filha, fique tranqüila tenho certeza que tudo vai ocorrer bem. – disse minha mãe.
– Tomara. – falei
Quando terminei, fui para o meu quarto continuar a ler o livro.
– Eu daria tudo para ver ele de novo, apenas uma vez. – Pensei alto
– Ele quem filha? – perguntou minha mãe entrando no quarto com tudo
Se minha mãe tivesse fotografado minha cara quando ela entrou no meu quarto com certeza ela estaria chorando de rir.
– Mãe,que susto pelo amor de Deuus. – falei
– Você ainda não respondeu minha pergunta querida. – disse minha mãe
– Ai ta,ta. Lembra daquele garoto que eu te falei no dia que meu pai passou mal? – perguntei
–Sim. – respondeu ela.
– Então... eu não sei por que mas ele mexeu comigo, meu coração dispara só de lembrar em como ele falou comigo, só de lembrar de seu olhar, seus cabelos pretos, do jeito como ele riu. Ahh está me dando um frio na barriga só de falar. – Contei
– Ah filha... – disse minha mãe arrumando meu cabelo que estava solto.
– O que mãe? – perguntei
– Você pode ter tido só uma paixonite com esse garoto afinal você nunca ligou muito pra isso. – disse minha mãe
– é... pode ser. Bem, obrigada por me ouvir mãe. – disse eu abraçando ela.
Minha mãe me deu um beijo na testa saiu e fechou a porta e eu continuei a ler o livro mas me acabei lembrando da cena em que eu conheci ele.
Flashback:
– Ah, me desculpe eu estava andando de Skate quando te vi e não deu tempo de virar. – se desculpou ele.
– Não,não. A culpa é toda minha eu que estava bem no meio distraída e...
–Ta,tudo bem , pelo menos não nos machucamos. – disse ele
– Qual é seu nome? – perguntei
– Max, Max Santos – disse ele amigavelmente.
– Bem o meu é Bianca Medeiros, mas algumas pessoas me chamam de Bia mesmo.
– Bem eu tenho que ir agora, prazer em conhecer. – falei
– Prazer, bem já vou indo. – disse ele indo embora no Skate
Fim de Flashback
– Será mesmo uma paixonite...? Será? – perguntei para mim mesma.
Mexi com a cabeça rapidamente
– Ai,para de pensar nisso Bianquinha, amanhã é seu primeiro dia de aula e você precisa estar muito calma para não extrapolar. – falei sozinha.
Guardei docemente o livro, tirei os óculos,apaguei a luz e me joguei na cama e adormeci lentamente.
Continua...
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