Amigos
1 Capítulo 1
Lá estava o Pyro blu, de cama, mas precisamente em uma cama de hospital, dois médicos tentando achar o diagnostico dos seus problemas. Vario exames já havia sido feitos e nada de achar o que provocou aquela repentina situação. Mesmo que não estivesse muito forte, o Pyro sorria por ver que seu melhor amigo estava por perto, que ele não havia desistindo, mas isso vinha com a preocupação sobre o fato de seu amigo está "faltando" os serviços para ficar consigo.
- Sério... Não precisa ficar aqui... — ele falou em um tom baixo, os tubos ligados a ele impediam que este usasse tom mais alto.
- Não, fiquei com você até eles acharem a cura. — o engenheiro falou segurando firme a mão do amigo.
- E... Se não houve? — o Pyro disse de maneira tristonha. — Ou for tarde de mais? — indagou no mesmo tom.
- Não fale bobagens, ok? Eu vou estar aqui. — ele pegou o violão e resolveu tocar algumas notas para alegrar o mais novo.
Nada além de sonolência tomava o corpo do mesmo. As notas de seu amigo eram belas, mas seu cérebro parecia cansado demais para ouvir e degustar de tal som, ela sempre assim, fazia quase uma semana e nada... Sentia as esperançar fugindo de seu corpo e seu coração, mas fraco a cada segundo. Ainda sim, não queria decepcionar seu companheiro, não queria deixa-lo triste, logo este que se empenha tanto em permanecer em seu lado. Pedia mentalmente para que os médicos achassem logo a solução.
: Já os médicos naquele instante estavam tento varias ideias do que podia ser, mas nenhum dos sintomas se encaixava com alguma coisa. A pressão baixa, os batimentos fracos com ataques repentinos, uma vermelhidão estranha quase uma brotoeja em sua perna, parecia isso, mas não era isso. Exames repetidos dois ou três vezes e nada. Estavam até pensando em deixa-lo ir e depois da autópsia desenvolver uma cura para a ditada doença, mas parecia estrema ruindade.
Voltando ao quarto no período da noite, quando o Pyro finalmente acordou olhando em volta vendo o quarto vazia, se questionava onde estavam todos? Tentou erguer-se, mas sentiu-se encurralado, como se estivesse em um lugar muito pequeno.
- Querido, não se mecha, estamos fazendo uma ressonância de novo. — um dos médicos falou carinhosamente com o mesmo que votou a ficar parando e a adormecer de maneira pesada.
Pela manha, acordava com os raios de sol entrando em seu quarto e logo via pela janela os medico conversando com seu amigo. Sinceramente, não era a primeira vez que via aquela cena, mas não sabia se devia se preocupa ou não. Soltou apenas um suspiro pesado e viu o mais velho entrando no quarto.
- Hello boy. Como se sente hoje? — passou as mãos pelos cabelos do mesmo de uma maneira delicada. — Você está com febre, vou chamar o doutor. — disse sem dar tempo de resposta para o outro que novamente suspirou.
Um dos médicos se aproximou, fizeram todos os procedimentos e o resultado foi apenas um remédio para gripe e uma futura transferência para uma sala esterilizada, agora, ficaria basicamente sozinho, sem contado algum... Suas lagrimas começaram a descer em um pequeno desespero, não queria ficar sozinho. De maneira alguma, para si era torturante ficar longe de sua base e ficar ali preso com os médicos. Não que eles fossem más pessoas, mas realmente queria de volta a adrenalina, as brincadeiras, as pequenas briguinhas faziam falta e agora... Estava prestes a ficar longe do seu melhor amigo.
- E-Ei? — o blu mais novo chamou o outro.
- Hum? O que foi?- indagou o maior olhando os médicos preparando tudo para levar para a sala esterilizada.
- Não... Abandona-me, por favor. — ele pediu deixando as lagrimas escorrem mais.
Seu coração bateu forte ao ver o maior sorrir cheio de esperança e amor, junto as seguintes doces palavras: "Nunca vou te abandonar". Um sorriso pequeno se formou no rosto do Blu Pyro e este foi levado até a dita sala onde passaria seus próximos dias sem data de volta.
Era tudo branco, nada entrava ali, além dos médicos com roupas especiais. Comida? Era passada alguma espécie de sopa por um espaço que era feito especialmente para isso na parede de vidro.
O Pyro passa horas e horas olhando o teto e o horário de visita era olhar seu amigo lhe olhando pelo vidro com um ar de preocupação.
Essas seriam as ultimas visões de sua vida? O blu mais novo pensava consigo, às vezes deixando novamente as lagrimas correm. Às vezes por ter seus pensamentos tomados por momentos felizes que formava em sua imaginação fértil. Onde o mundo podia ser sempre colorido e feliz, onde sua profissão não era um perigo e sim uma mera brincadeira.
Ou às vezes de tristeza quando seus pensamentos entravam em um rumo triste aonde dava por si que a realidade sempre foi dolosa demais para ele se manter nesta.
- Ei, Doutor... – o menor chamou o outro, enquanto este fazia a checagem dos aparelhos.
- Sim? –olhou o mesmo que lhe segurava pela manga.
- Posso dar um passeio lá fora? – ele falou baixo quase como uma suplica.
- Não é seguro.
- Por favor, só uma ultima vez... – o medico ao ouvir a frase, não soube como reagir.
Era difícil até para si. Um médico formado, com experiência naquelas situações ver o menor daquele jeito. Era como uma criança pedindo para sair de casa...
Era pior que isso, era uma criança implorando pelo seu ultimo passeio, uma criança que não enxergava esperança...
Então, o medico concordou com a cabeça, não tinha condições de fazer um discurso otimista para deixa-lo melhor, muito menos algum que o deixasse menos preocupado.
- Quando o Engie estiver aqui ele vai te levar, ok? – o médico olho aqueles pequenos olhos pretos tomarem certo brilho com sua frase.
E assim o Pyro esperou... Todo dia ele perguntava para o médico, mas a resposta que tinha era que o engenheiro ainda não avia voltado para base.
Aquilo doía ainda mais seu peito, parecia que algo havia acontecido, sua mente não consegui em momento algum ter bons pensamentos, seu coração podia parar a qualquer segundo... Mas para si o que mais importava naquele momento era o seu amigo.
Ele reuniu todas as forças que tinha, sem autorização foi saindo daquele inferno branco e saiu andando até aonde foi impedido pelos médicos.
- Onde pensa que vai?
- Eu... Tenho... Que... Acho... — o Pyro não conseguia respirar direito sem os aparelhos lhe ajudando.
Rapidamente os médicos colocaram uma marcara e fica ficaram bombeando, ou a menos tentaram, o teimoso afastava-se, lutava para ir atrás do outro.
Quando o menor conseguiu chegar à porta, foi no mesmo instante que o engenheiro do time entrou e deu cara com o ele ali.
- O que pensa que ta fazendo??!
- Eu... – o mais novo não teve tempo de resposta, acabara desmaiando no tempo seguinte.
Rapidamente os médicos, colocaram o menor de volta aos aparelhos, fizeram e refizeram uma bateria de exames.
- Engie... Ele vai ter que passar por uma operação urgente. – avisou o medico enquanto o outro preparava o menor para a dita operação. – Precisamos da sua autorização...
- Quais são os ricos? – questionou o engenheiro um tanto mais preocupado com a situação.
- Muitos... Ele tem uma boa chance... De morrer na mesa. – o Medico disse não muito animado.
- Certo... Mas se tudo der certo? – questionou o menor.
- Posso dizer apenas que ele terá mais tempo de vida. – falou o doutor ainda sem empolgação.
- Então façam... – ele falou sabendo que tudo podia dar errado... Seu coração já pesava, pois sabia que se disse não, poderia mata-lo agora, mas dizendo sim, ele ainda tinha algumas poucas outras ou mais. – Posso falar com ele antes disso?
- Terá que entrar na sala com a gente para isso. Temos que fazer isso tudo bem rápido, quando começamos a operação você poderá ficar na sala de operação.
E assim o engenheiro fez, foi até a sala com os médicos, falou poucas palavras como: “vai ficar tudo bem”, mas apenas queria que o mais novo soubesse de sua presença ali. Sentia que assim iria acalma-lo.
Após o Pyro apagar, teve de sair da sala e ficou observando cada passo do medico. Cada longo processo, horas e horas se passaram... Alguns poucos sustos. Mas no fim o Pyro sairá vivo.
- Então? – questiono o Engie olhando um dos médicos.
- Ele está relativamente melhor, mas não temos certeza se isso é uma boa ou uma má noticia. – disse ele com certa frieza no tom.
- Como assim “relativamente”? E por que da falta de certeza? – indagou um tanto preocupado.
- Bom, o Pyro é forte e resistente, ele está lutando. Porém é uma doença nova. Nada registrado no ritmo dos sintomas, já vimos se não teria haver com o DNA entre outras coisas. Sem resposta. Temos que começar um tratamento do zero. Desenvolver a cura...
- O que está esperando? — o texano parecia um tanto nervoso.
- Ele vai ser uma cobaia, tudo pode ser perigoso demais, o tempo pode ser curto demais para acharmos o tratamento certo. Teremos que fazer tudo as pressas e isso torna tudo um tremendo risco. – o medico parecia redundante, contudo ele não podia fazer nada quanto isso, por mais que fosse repetitivo falar ele tinha que avisa que cada passa que se dava ali para frente poderia ser um imenso risco.
O Engenheiro apenas concordou com a cabeça e sentou indagando-se como seria dali para frente com aquilo...
Como o Pyro havia contraído uma nova doença? De onde surgiu essa “coisa”. O coração dele pesava a cada segundo, a cada milésimo de segundo. Tinha medos que nunca havia deixado-o o preencher. Não com a profissão que tinha. Todos ali eram assim.
Mas aquela pequena criatura, aquela criança que sempre cuidou e que cuidou de dele... Era importante, era diferente. Naquele instante chegava a ser confuso... Não era só a ciência de saber que tudo que ele dizia que sim... Poderia provocar a morte de seu companheiro, seu amigo. Ou o não que podia apressar isso. Mas a pessoa. A pessoa que ia sofrer isso tudo.
Se ele pudesse trocar? Se estivesse na situação do Pyro e vice-versa... Seu amigo colocaria a si nos riscos de uma cobaia pela esperança de melhora, ou aproveitaria os últimos dias... O ultimo tempo ao lado dele?
Cada questionamento fazia algo arder dentro de si, à dor de perder alguém tão amado, tão junto... Aquele que passou momentos difíceis e fácies do seu lado.
“Na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza até que a morte nos separe.” Para si aquilo era basicamente um casamento ou até mais forte que aquilo.
E de maneira quase inacreditável, sentiu que agora era ele que chorava. Não ia deixar o mais novo vê-lo assim, nunca. Mas naquele instante, sozinho ali. Abriu-se para si e deixou as lágrimas descerem para o alivio de sua alma.
Mais uma bateria de exames, mais uma semana vendo o maior ser torturado por agulhas, remédios, o respiradouro que mal saia de sua boca. Os poucos minutos entre exames se viam, era rápida, uma troca de sorriso, um típico beijo na testa, uma caricia calma sobre os cabelos.
- Ei... – o engenheiro chamou o outro, naquele instante era noite, estava um momento mais calmo.
Sem resposta, o menor olhou o outro e viu que seu amigo dormia tranquilo. Passou a mão pelos seus cabelos, era uma sensação boa, sentia como estivesse cuidando dele, mesmo que só o que pudesse naquele instante era fazer aquilo.
- Sabe algo que eu reparei abelhinha? – indagou rindo um pouco de sim. – Não posso viver sem você... – ele falou apertando as mãos do Pyro. – Sua presença me motiva... E ninguém vive sem motivação. – sem perceber ele apertava os dedos do maior e isto já estava fazendo-o acordar.
- Do-Doi... – ele falou com dificuldades por causa dos respiradouros.
- Ah... Desculpa. – sem graça ele soltou a mão do mais novo que o olhava.
- Você... Está... Chorando? – ele indagou, tentando levar as mãos para o rosto do mais velho.
- Claro que não, boy... – ele falou com um tom mais alto e sorriu. – Não queria ter te acordado.
O maior apenas sorriu fraco era bom ver que ele estava ali do seu lado, ele era o seu porto seguro. A pessoa que seu coração ocupava a pessoa que lhe dava amor e carinho.
- Durma... – ainda com dificuldades, o mais novo falou.
- Não se preocupe comigo. – acariciou o rosto do mais novo com delicadeza.
A conversa não foi muito longe depois disso, o maior falava como seria depois que saísse dali. Era um mundo de fantasias, cheios de alegria, digno da imaginação dele.
O processo, a programação de cada dia, o Engenheiro já tinha até uma pequena rotina para ir ao campo e para ir sempre ver o menor.
Estes dias foram passando, uns pareciam que o Pyro estava melhor, outros parecia que ele tinha piorado drasticamente. Era realmente confuso e visivelmente arriscado, podia acontecer de uma hora para outra.
Eles tentavam não manter tais pensamentos na cabeça, viam que quanto mais próximos ficavam, parecia que tudo ia dar certo, parecia que tudo se ajeitaria com uma dose de tempo. Até mesmo o humor dos médicos estava mudando, eles pareciam mais precisos, mas confiantes no que faziam... Os remédios finalmente iam dar certo? Sem operações? Ia mesmo tudo se concretizar?
- Engie... – o maior chamou.
- Sim? – este olho o outro que tinha um sorriso no rosto.
- Posso te fazer um pedido? – há esses tempos ele já falava sem dificuldades, sem o respiradouro.
- Claro.
- Quando eu sair daqui... Tem um lugar que eu quero ir. Pode me levar?
- Hum? Que lugar? – o mais velho indagou curioso.
- Sempre sonhei em ir a um imenso campo de flores, com as mais diversas flores, ver as borboletas voando, correr livre... Sem me preocupar com nada. – o mais novo falou com um sorriso tímido no rosto.
O menor sorriu e afirmou com a cabeça, que mal tinha em deixar seu pequeno realizar seu sonho? Afinal, eles acabaram de sentir na pele que a vida não é para sempre.
Mas semanas de tratamentos se passaram o mais novo já podia sair da cama sem problemas, como passou muito tempo na mesma posição ele foi readaptando-se a andar, a comer. Agora o Pyro e o Engenheiro podiam até mesmo dar voltas pelo jardim juntos.
- Sabe de uma coisa, depois que sair daqui, vamos mudar nossas vidas. – comentou o menor.
- Hum? O que vamos fazer? – questionou olhando o outro.
- Vamos comprar uma casa perto de um lugar bonito, vou arrumar um emprego qualquer e viveremos disso. Concorda? – acaba o encarando esperando a resposta.
- Claro! Seremos como marido e mulher... Digo... Grandes amigos! – ele acabou corando um pouco.
O engenheiro parou na frente do outro, vendo as bochechas coradas dele e indagou com um sutil sorriso: “Quer que sejamos como marido e mulher?”. Sua resposta foi apenas um sim com a cabeça e a extrema vermelhidão na pele alva do Pyro.
Aquilo provocou um beijo longo, iniciado pelo mais velho, que começava a desfrutar inocência do outro. Era o primeiro beijo do mesmo. O beijo foi cheio de carinhos e sentimentos novos sendo trocados pelo mesmo. O passeio continuou como todos os outros caminhavam de mãos dadas até o quarto do mais novo.
As boas notícias pareciam não parar de chegar, um dos médicos anunciara que logo o mesmo teria alta. Isto não demorou muito para acontece, menos de um mês, mesmo assim o engenheiro se empenhou em cada segundo daquele tempo para realizar o desejo do Pyro.
O mais velho havia conseguindo uma casa distante daquele mundo violento, arranjara uma casinha num vilarejo tranquilo onde perto desta havia um vasto campo que ficava florido na primavera. Agirá também toda papelada burocrática da “demissão” do atual “emprego”, tanto a sua quando a do parceiro.
No dia da alta do blu mais novo, querendo fazer uma surpresa, vendo mesmo e foi levando-o até o local.
- Ei, lembra quando me disse que te prometi que mudaríamos de vida. – comentava enquanto direcionava o maior até a nova casa.
- Sim, lembro. – respondeu empolgado.
- Então... Tacharam! – tirou a venda dos olhos do outro e acabou por ver um sorriso muito feliz no rosto do outro.
Era uma casa simples, mas bem ajeitada. Não muito grande, mas que dava para os dois viverem muito bem.
- Nossa! Ela é linda! – disse o Pyro correndo pela casa de forma infantil, querendo ver cada canto da mesma.
- Calma. – o engenheiro riu da atitude do mais novo. – Eu tenho mais uma surpresa. –pegou carinhosamente a mão dele e foi o levando para o tão espaço dos sonhos do outro.
Ao chegar lá o maior não se contou, começou a deixar algumas pequenas lágrimas saírem, mas eram lagrimas de alegria. Ele abraçou o engenheiro e sussurrou ao pé do ouvido dele: “Obrigado”.
Em um jeito carinho, ele levou as mãos até os cabelos do outro, afagando-os e aproveitou a proximidade para falar em um tom baixo: “Estou fazendo isso porque te amo e quero te ver feliz”.
- Eu também te amo. – ele falou com um sorriso alegre no rosto ainda apertando o outro. Era a certeza de um futuro feliz.
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