Notas iniciais
Apesar de achar que está um lixo, espero que gostem, kkkk...

Arthur estava em sua escola, ouvindo aquela mesma aula chata de português com aquela mesma professora velha querendo dar uma de nova e descolada. Não, aquilo não é para ele. Olha ao seu redor e vê aquele menino Caio, de óculos, inteligente, prestando sempre atenção ao que a professora fala, apesar de ambos Arthur e Caio acharem ela uma chata sem precedentes.

Ao tocar do sinal, todos saem para o pátio. Finalmente intervalo, finalmente todos poderão conversar sem ter que ser escondido, mexendo no celular ou algo do tipo. Arthur vai agora para sua namorada Rafaela, a menina mais popular e bonita da escola, com cabelos loiros como a luz do sol e olhos azuis como as grutas de pedras da Chapada Diamantina.

- Oi, gato. – fala Rafa, dando um beijo nos lábios carnudos se Arthur. Sim, o casal mais popular e bonito da escola. Artela. Pelo menos foi o shipper que foi dado a eles.

Ninguém nunca falava com Caio, ninguém nunca shippava Caio com outra pessoa. O mesmo menino de cabelos ruivos cacheados bem baixinhos, com sardas no rosto e magricelo, sempre agarrado á um livro de J.K. Rowling ou Robert Galbraith, o livro da vez é “O Bicho da Seda”, novo da Rowling. De fato Caio é bonitinho por trás daqueles olhos. Parece uma versão mais adolescente do personagem de “Hotel Transilvânia”. Agora só faltava uma vampira filha do Drácula para ele ter um romance.

O casal Artela estava como nunca. Grudados um ao corpo do outro sentados no chão do pátio, como é de costume, na área dos populares. Os amigos dos dois, claro, igualmente populares. Clarice, Daniel, Renata e Pedro estavam todos conversando sobre assuntos aleatórios. Mas Arthur não parava de pensar naquele menino solitário que era Caio, sentado ali sozinho lendo um livro de mistério e aventura para preencher o que não há na vida dele.

- Gente. – fala Arthur, interrompendo a conversa nada produtiva de seus amigos.

- O que foi, amor? – pergunta Rafaela, fazendo cafuné em seus cabelos negros.

- Vocês já se perguntaram por que o Caio não tem amigos? – pergunta Arthur, olhando para todos.

Ninguém parece entender ao certo o por que de Arthur tocar nesse assunto tão repentinamente, mas Daniel, com sua pele negra sem cabelo algum em sua cabeça, fala:

- Vai ver ele só não é sociável.

- Vai ver ele prefere ficar sozinho. – fala Renata, mexendo em seu cabelo loiro oxigenado. – Ele nunca nem se interessou em tentar fazer amigos.

- Ou ele só pode ser tímido. – fala Arthur, olhando para Caio ao longe.

- Por que esse assunto do nada? – perguntou Rafa.

- Não sei... – fala Arthur, olhando para o menino enquanto ele vira uma página de seu livro. – Só acho que deve ser muito ruim não ter amigos. Ser sozinho.

- Ele optou por isso. – fala Clarice, afastando seus cabelos negros cacheados de seu rosto enquanto se olha no espelhinho de maquiagem. De fato, Clarice é a mais fresca de todos. Ela termina de passar blush em sua pele negra e fala: — Não temos culpa se ele é forever alone.

- Eu vou lá falar com ele. – fala Arthur, levantando-se.

- O quê? – pergunta Rafa, olhando para seu namorado em pé enquanto ela está sentada no chão. – Por que isso, Arthur? Passamos todos esses anos muito bem sem falar com o menino. E vai ser meio esquisito chegar para ele e do nada “oi, tudo bom? Eu nunca falei com você, mas de repente eu achei você muito legal. Vamos ser amigos?”.

- Não vai. – fala Arthur, dando alguns pequenos passos em direção á Caio. – Eu vou falar com ele com ou sem vocês.

-Arthur! – grita Rafaela, vendo seu namorado se aproximar de Caio, e depois se levanta, para ir atrás dele, assim como todos.

- Oi, tudo bom? Eu nunca falei com você, mas de repente eu achei você muito legal. Vamos ser amigos. – fala Arthur, de pé, olhando para o menino que lê o livro sentado no chão.

- O quê? – pergunta Caio, abaixando o livro e vendo todos chegarem perto de Arthur, enquanto riem. – Olha, é pra fazer graça de mim, Arthur?

- Você sabe meu nome! – fala Arthur, rindo.

- Quem não sabe? – pergunta Caio, ironicamente. – Você é namorado de Rafaela, formam Artela e tem quatro escudeiros tão populares quando o casal mias shippavel do colégio.

- Uau, estou vendo que fez o dever de casa, hein, moleque? – fala Pedro, mexendo em seus cabelos loiros.

- Até demais. – fala Caio, e depois se recompõe falando: — O que vocês querem? Fila para o teste de português?

- Não, só queremos ser seus amigos. – fala Arthur, sentando-se no chão ao lado de Caio.

- Correção: ele quer. – fala Clarice, sentando-se no chão ao lado de Arthur, enquanto Rafaela senta-se do outro lado.

- Uau, Clarice. Eu esperava tão mais de você. – fala Caio, ironicamente. – Mas não me surpreendo que vocês não queiram falar comigo. Sou um nerd sme graça, uma merda na privada.

- Ei, para com isso, cara. – fala Pedro, sentando-se no chão ao lado de Clarice. – Vamo melhorar essa autoestima aí.

- Isso não é uma opção para mim. – fala Caio, marcando seu livro com um marcador e fechando-o. – Minha autoestima se afunda nos livros.

- Ei, para com isso. – fala Arthur, dando um murro até bastante forte no ombro de Caio.

- Ai. – fala Caio. – Me machucou.

- Era para machucar mesmo. – fala Arthur. – Onde já se viu? Uma autoestima dessas?

- Eu posso te levar para o basquete, moleque. – fala Daniel, sentando-se ao lado de Rafaela.

- Não, sou muito baixinho e muito magro. Não vou acertar a cesta de nenhum jeito. – fala Caio.

- Caio, você vai. – fala Arthur, dando um murro ainda mais forte no ombro de Caio. – Acabou sua vida sem amigos.

- Mas vocês são os populares... Ai. – fala Caio, acariciando seu próprio braço. – Eu não vou me dar bem nesse mundo.

- Ei. Somos seres humanos como qualquer outro. – fala Clarice, escovando seu lindo cabelo cacheado. – Temos nossos problemas, alegrias, lemos, conversamos besteira, choramos. A única diferença é que a sociedade nos fez ficarmos populares. Por que somos sociáveis.

- Você também pode ser assim. – fala Rafaela. E Arthur fica feliz em ver sua namorada do seu lado neste assunto. – Vamos fazê-lo legal.

Neste momento, o sinal de arrebentar ouvidos toca, e consegue se ver todos voltando para o prédio onde estão as salas. Todos na roda levantam-se.

- Devo admitir que não achei que o Arthur estava certo em fazê-lo do nosso grupo. Mas você até que é legal, moleque. – fala Pedro, levantando-se.

- Sou não. – fala Caio, e sai andando.

Isso irrita Arthur, e ele sai correndo atrás dele, antes que ele suba as escadas do prédio, Arthur dá uma chave de pescoço em Caio, deixando-o aturdido e sem movimento, chamando atenção de todos os alunos. O braço de Arthur é forte, e Caio fica bem preso. Arthur apenas sussurra no ouvido de Caio:

- Quem é o menino mais legal da escola? Diga!

- O Caio... – fala Caio, quase sufocando.

- O quê? Não tô te ouvindo! – fala Arthur, um pouco mais alto.

- O Caio! – grita Caio.

- Isso mesmo. – fala Arthur, soltando Caio e deixando-o voltar para a sala, enquanto ele está parado com os outros populares. Depois ele grita: — Amanhã em quero essa sua autoestima melhor, viu Caio?

A aula de inglês é sempre a aula da conversa. Todos os alunos sentam-se em grupo enquanto o professor está cagando para eles. Caio foi praticamente forçado por Arthur a ficar em seu grupo. Deu seu endereço, e naquele mesmo dia, á tarde, Rafaela, Renata, Clarice e Arthur apareceriam em sua casa, chamando-o para o shopping. A mãe de Caio pareceu ser bem legal. Claro, uma mulher rica com um casarão enorme com tudo do bom e do melhor, com um filho antissocial? Claro que não. Ela deu seu cartão sem nem perguntar o que iriam fazer.

No shopping, entraram em todas as lojas mais chiques. John John, Zara, Abercrombie, Tommy Hilfiger, Lacoste. Caio saiu com um monte de sacolas nas mãos. No mesmo shopping, exite um salão de beleza do renomado cabelereiro de novelas da Globo, então, Caio fez com seu cabelo um corte estiloso, fazendo-o parecer um verdadeiro popular pegador de meninas.

E assim nasceu uma estrela. Caio não deixou de ser quem é, mas acabou aprendendo uma verdadeira boa lição: os amigos vem de qualquer lugar, nas formas mais importunas, e podem até te dar algumas pancadas (ou muitas, no caso de Arthur), mas eles só querem seu bem. Aprendeu também que os populares não são pessoas mesquinhas e fúteis como ele sempre pensou. Achou em Daniel um verdadeiro colega de basquete no qual ajudou-o a conseguir ser o maior recordista de cestas de todos. Achou em Clarice, a meninas mais fresca e fútil de todas, uma menina insegura consigo mesma, e que só queria se sentir bem para achar um amor. E o achou com Caio.

Amigos são amigos. E vão lhe ajudar, não importa de que fonte seja. Afinal, o que seria de Harry Potter sem Rony e Hermione, ou do Andy sem o Woody ou até mesmo da Katniss sem o Gale? Amigos são a maior fonte de força que possa existir.

Notas finais
Obrigado por ler, espero que tenha gostado! Agradecimentos á menina que postou no face e inspirou essa one shoot. COmentem suas impressões, e se quiserem ver minhas outras histórias, garanto que estão mais bem escritas que essa.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!