Amigas amigas, amores a parte!
16 Grávida???
Notas iniciais
Um mês depois...
LUNA
Bom fui traída, pela minha melhor amiga e irmã de outra mãe, aquilo me doía só de lembrar, era horrível, sentia falta dela mas não iria procura-la. Já se passou um mês ,tenho piorado cada dia mais, mal tenho comido, ando sempre tonta e enjoada, e fraca claro. Encontro Ally todos os dias na aula, mas não falamos, nem cumprimento ela, ver ela o David me machuca, me volta a mente tudo como um filme: a biblioteca, a praia, tudo, uma grande farsa, como um circo em que eu era a palhaça, era lembrar disso meu estômago revirava, e logo chorava. Ally tentou falar comigo na aula hoje, disse que eu estava com cara de doente, apenas respondi com "isso realmente te importa Alice? Como eu estou? " e saÍ de perto. Novamente não consegui jantar, comi muito muito pouco. E logo deitei. Na manhã seguinte acordei mais tonta que nos últimos dias, me levantei e estava me arrumando, quando tudo ficou escuro, e cai na cama ...
ALLY
Passou um mês e nada mudou, eu ainda estava mal, mas melhorei um pouco, a cada dia o David me ajudava a recuperar, mas sei que não conseguiria chegar a 100%.
Esses dias na escola percebi que a Luna não estava muito bem, ela continuava com os enjoos, e sempre estava pálida, e eu estava preocupada, mas não podia ajudar, sabia que ela não aceitaria a minha ajuda. Mesmo assim insisti, e falei que ela não estava bem, e claro que eu já esperava uma má resposta.
Na manhã seguinte, fui pra aula, e não vi a Luna, achei estranho ela não era de faltar aula. Após a aula David me levou em casa e foi pra casa dele, fiquei na sala assistindo TV, e o telefone tocou, minha mãe atendeu e não estava com uma cara muito boa.
—O que foi mãe?- falei a olhando
—A mãe da Luna ligou- ela disse se sentando ao meu lado- Ela está internada.
LUNA
Acordei algumas horas depois, estava no hospital, um soro ligado ao meu braço e me sentia melhor.
—Como se sente filha? — Perguntou minha mãe que estava ao meu lado.
—Bem, meio zonza e enjoada mas bem melhor que antes. -sorri fraco.
—Você nos deu um susto e tanto. O resultado do exame sai daqui a pouco, você desmaiou pois estava fraca demais, o médico acha que está com anemia. -falou ela
—Ah sim, estou gorda como posso estar fraca? É lógico.
O médico não demorou e chegou sorrindo no quarto
—Então doutor o que ela tem? -perguntou minha mãe preocupada
—Bom senhora Bouvier, ela está com início de anemia, mas trataremos isso, e os enjoos e tonturas é porque ela está grávida -falou sorrindo- de dois meses. Parabéns Luna!
—Que??? Grávida?- falei em choque, isso não podia ser verdade, eu grávida daquele infeliz, era muito pra mim, desmaiei de novo.
ALLY
A mãe da Luna ligou, dizendo que ela estava internada. Então troquei de roupa rápido e peguei um taxi pro hospital. Chegando lá a mãe dela disse que ela ainda não havia acordado, então fiquei na sala de espera, esperando alguma notícia. Até que a mãe dela me chamou, não me disse nada, nem o que havia acontecido. E quando eles saíram pra tomar um café, resolvi ir ver a Luna.
—Oi- falei baixo na porta a olhando
LUNA
Acordei e estava só no quarto, na verdade não só, porque agora tinha uma criaturinha crescendo dentro de mim, a ideia era assustadora. Ouvi uma voz família na porta, era Ally, mas o que ela fazia aqui? Bem estava cansada pra discutir resolvi no mínimo ser educada.
—Olá Alice, que faz aqui? -falei baixo quase num sussurro tentando sentar na cama.
—Vim ver como estava, posso entrar?-falou ela sorrindo fraco na porta.
—Entra, estou um pouco melhor, ou melhor nós estamos -falei após um suspiro colocando a mão na barriga.
—Desculpa, mas nós?-apontou pra barriga assustada.
—Sim Alice, estou grávida! -falei contendo o choro
—Uou!- mexendo no cabelo- de quanto tempo?
—Pelo que o médico disse antes de eu apagar de susto, são dois meses, e sim foi na minha noite com o David e sim seu namorado vai ser pai. -falei séria só de lembrar me dava raiva.
—Huum- falou pensativa- foi o que pensei!
—Era lógico não acha? Por que ele foi o único homem com quem dormi, e bom tem exatos dois meses do feriado e um mês quase exato que vocês me traíram -falei chorando de raiva -ele veio com você? Quem te disse que eu estava aqui?
—Eu sei, só queria confirmar- ela parecia surpresa, não tanto- Ele não sabe de nada, não falei com ele. E foi sua mãe que ligou lá em casa pra avisar que estava internada!
—Era de imaginar que ela faria isso, ela ficou surpresa com a notícia e logo saiu falando com meu pai, não conte pro seu namorado nada disso ok? Não quero que ele saiba, até porque sei que pra ele não significa nada mesmo assim como eu. Espero sair logo, o médico disse que estou com anemia também. Devido a alimentação- falei olhando pro teto, não queria olhar pra ela, seu olhar me incomodava, transmitia algo como pena ou sei lá o que mais. Certamente ela estava chateada porque agora teria que dividir ele, que agora eu tinha algo que o ligaria a mim pra sempre...
—Não tenho que contar nada pra ele, quem tem que contar é você!- a olhando- Agora, se significa ou não pra ele, eu não sei, mas acho que como pai ele deveria saber, aliás, ele que fez também!
—Não vou contar. Pode deixar, não precisa preocupar, meu filho não vai atrapalhar a felicidade de vocês. -falei chorando de novo ,porque tinha que ser tão emotiva? o enjoo estava voltando, respirei fundo -seu celular está tocando -falei e minha mãe voltou pro quarto e sorriu pra mim.
—A enfermeira vai trazer seu remédio e sua comida filha -disse minha mãe- Ally, poderia me acompanhar? Preciso dar uma palavrinha com você -disse ela olhando a Ally e ambas saíram
—Luna, para de pensar assim, não tem nada a ver, meu namoro com o David e o filho de vocês dois!- falou e minha mãe a chamou-Tchau, melhoras!- disse saindo.
—Até Alice -sussurrei quando ela disse tchau.
A enfermeira chegou a comida estava ótima, o remédio era apenas uma vitamina, comi tudo e tomei o remédio, ela saiu e fiquei só com o bebê.
—Oi pequena ou pequeno, aqui é a mamãe, seja bem vindo! -falei boba, o que de fato eu parecia ao passar a mão na barriga.- Nada vai tirar você de mim bebê, seu pai creio que não irá curtir, mas eu vou, só vou demorar um pouquinho mas vou cuidar bem de você e te dar muito amor e carinho -falei ainda passando a mão na barriga, quem estivesse lá fora certamente iria me achar louca kkk.
ROSE(Mãe da Luna)
—Ela te contou a terrível notícia ? — falei assim que sai com a Alice, espero que ela nos ajude a livrar a Luna desse problema antes que ele fique maior- bom gostaria que nos ajudasse a solucionar esse problema antes que ele cresça -falei sorrindo
—A "terrível" notícia de que ela está gravida!- falou ela meio assustada- bom, se estiver ao meu alcance!
—Sim, isso é terrível, irá atrapalhar o futuro da Luna, então eu e meu marido resolvemos abortar essa criança, será simples, já falamos com outro médico amigo nosso, e ele irá dar a ela o remédio ela irá abortar e quando acordar diremos que infelizmente o organismo dela rejeitou a criança. E você só irá precisar parecer triste com a perda e bancaremos uma bela viagem para as duas pro Caribe, pra que ela se distraia e esqueça isso -falei sorrindo- é simples ela claro nunca saberá o que aconteceu.
—Tia, eu não concordo muito com isso, de fazer sem que ela saiba! Mas também não posso escolher, vocês que tem que decidir. Eu não posso fingir ficar triste, porque eu realmente vou ficar, e como amiga estou aqui pro que der e vier!- disse séria
—Apenas preciso que haja como se não soubesse de nada. Talvez eu conte a ela, mas duvido que aceite, ela é muito ingênua a esse ponto -falei, ela não iria ajudar tenho certeza — bom, está ficando tarde, deveria ir, quer que eu peça o motorista pra te levar? -Falei de frente a porta do quarto da Luna -mas esse aborto irá acontecer você ajudando ou não Ally.
—Vou fingir que não sei de nada, para não machucá-la mais. Mas saiba que a minha ajuda é somente ficar calada!- falou se estressando- E ajudarei ela a superar, porque quero vê-la bem. E não precisa, o taxi já está me esperando lá fora!
—Já será grande ajuda querida, aviso quando ela sair do hospital. Boa noite! -falei sorrindo e entrando no quarto da Luna, ela passava a mão na barriga e sorria conversando com o bebê, uma pena que ele não iria durar muito tempo ali mais, logo meu marido chegou e juntos tomamos a decisão de contar a ela e convence-la que era o melhor a fazer.
—Filha precisamos conversar -eu disse me sentando na lateral da cama e segurando sua mão, ela parecia estar com medo
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