A amizade entre a onça e a cuidadora era insofismável. Todos que trabalhavam no zoológico eram testemunhas de que o animal era bem tratado.

Niúe fora encontrada por Augusto Cruzeiro do Sul, dono do zoológico, em condições deploráveis quando filhote durante a queimada no pantanal.

— Tânia, seu pai te chama — falou um tratador chamado Pedro Veloso, seu amigo.

A mulher saiu da água e foi até o recinto administrativo.

— Papai... voltou de viagem mais cedo.

— Taninha, quero que me ouça. Durante a minha viagem para Brasília, soube que um deputado quer levar Niúe a um santuário.

Taninha levou um susto.