Amethyst no Hana - A Flor de Ametista Original
40 Capítulo 39 - Um novo passo rumo ao Amor
— Cherry-kun…
Somente uma pessoa havia lhe dado aquele apelido nada carinhoso. E quando ela o avistou com a Sensei, não pensou duas vezes e voou para cima do garoto, o aplicando uma chave de braço
— O que você tá fazendo, Cherry-kun?! Há tempos estava com a Akane-chan e agora me aparece com uma mais velha! Qual o significado disso? — Exclamou a jovem, portando um semblante furioso e mordendo a cabeça do garoto de puro ódio.
— Taniguchi-san, não é nada disso que--
— Eu já disse que era pra me chamar de Hijiri, não foi?! — A ruiva apertou o calo, fazendo-o reclamar mais.
— Hijiri… chega… chega, por favor…
— Você é tão fraco… tome isso!
E com tudo, ela o puxou ao chão, se manobrando para que fizesse com que este caísse antes dela. Pós queda, ao abrir os olhos, vislumbrou um par de listras vermelhas e levemente rosadas bem próxima a seu rosto. Yuuki tentou falar, porém, sua boca estava tapada pelas nádegas da garota: ela havia sentado em seu rosto durante sua queda. Ao perceber a situação que estava, levantou-se, colocando a mão para trás.
— Yuuki… não me diga que… — Dizia a Sensei, enquanto pegava o celular e começava a discar um número.
— Sensei! Não ligue para a polícia! Está fazendo disso um mal-entendido! — Ele exclamou, chamando a atenção da mais nova ali perante os dois. Como um pedido de misericórdia, clamou para que a ruiva explicasse tudo.
Hijiri poderia muito bem tomar vantagem daquela situação, porém, vendo o quão séria era a questão, decidiu por cumprir o desejo do rapaz, salvando assim sua pele de algo ruim. Até continuaria seu caminho, porém, decidiu os acompanhar. Ao perguntar sobre Akane, Yuuki respondeu sobre a situação do carro da sensei. Como era algo fora do cotidiano ver ele por ali, também o perguntou a respeito de tal, ao qual sua Sensei decidiu responder em seu lugar.
— Eh… entendo… mas se você está aqui… com quem está a Akane-chan?
— Akane está com a Shizue
— Shizu?
Enquanto isso, no quarto da alaranjada, Akane estava sozinha, mexendo em suas roupas; em específico, em suas roupas íntimas. Como estava de visita, não trouxe muitas. Todavia, uma lhe chamou a atenção: uma cueca boxer preta. Por um momento, ficou a olhar aquela roupa íntima masculina, que a algum tempo não usava. Fuçou mais um pouco e pegou um sutiã esportivo, também preto. Encarava aquele par como se algo obscuro houvesse naquelas peças.
Foi até a área de serviço e, somente a fechando na maçaneta, começou a remover suas roupas até se deparar consigo mesma vestida em sua lingerie feminina.
“Será que eu deveria?” — Pensou ela por um momento, com certa hesitação. Olhou para trás e, certificando-se de que ninguém passava por ali, despiu-se, e sem pensar duas vezes, vestiu a cueca boxer e o sutiã esportivo, para que não fosse vista nua na casa de Shizue, já que era sua convidada. Se fitou no espelho por um momento, vendo que aquela vestimenta estranhamente se adequava a ela.
— Que estranho… até parece que eu me sinto mais à vontade assim… — Denotou para si mesma com um olhar de dúvida.
Sua fala não era a toa: dados alguns ajustes pessoais, aquele par trazia um conforto ao qual suas outras roupas íntimas não conseguiam fazer com tanta facilidade assim. Era como uma sensação de leveza sem igual; as peças pareciam fazer parte como um todo do corpo da menina, sem tirar sua feminilidade em questão.
— Que mulher, hein…
Uma voz soou por detrás da moça, a assustando. Sua reação fora de instantaneamente se cobrir ao virar para trás e dar de cara com Shizue, que havia adentrado com o intuito de se banhar.
— Não, não se cubra, está tudo bem! estamos entre meninas, não estamos? — Questionou a alaranjada, tentando apaziguar Miyagi.
— E-E se eu estivesse nua, você ainda afirmaria isso?
— Akane-chi… nua?
Mais uma vez, tornou a pensar na cena. Em sua mente, a imagem da garota inteiramente despida era panorâmica, de cima a baixo. E uma vez que a visão havia passado por sua cintura, a ponto de mostrar sua intimidade, esta estava coberta com uma cara de elefante e seu bramido selvagem.
— Sua maluca, não era pra imaginar!!! — Reclamou Miyagi, para seu desespero, pois ela “podia ver” os pensamentos de sua amiga, e em sua aflição, dissolveu os mesmos.
— Bem, eu não iria me importar… — Retorquiu, de nariz em pé, dando uma pausa esquisita em sua fala. — ...talvez.
Como se visse através da moça, Akane apontou que estava mais do que óbvio que ela se importaria. Após aquela pequena “briga”, pediu licença para que pudesse se vestir novamente com as roupas de costume.
Tendo Shizue se banhado, viu a moça um pouco entediada e a convidou para sair. Esta lhe questionou, afinal, havia se banhado a pouco, todavia, ela não se importava com isso. Então, as duas saíram juntas à um parque próximo dali, chamado Parque Aokinomori. Lá, Akane se sentou em um dos balanços, e Nakajima continuou a perceber como ela se portava.
— Akane-chi… o que houve? — Questionou a gyaru, levemente preocupada com a morena.
— Ah… bem… é a respeito do Yuuki-kun…
— Yuuki né… e com o que esse coraçãozinho tá tão preocupado em relação a ele?
— É que apesar de todo esse tempo, parece que estamos estagnados… nossa relação não parece progredir como eu esperava… — Comentou ela, sentindo insegurança dentro de si, enquanto olhava para o chão.
— Imaginei que fosse isso…
— Espera, você sabia? — Arregalou os olhos, surpresa com a intuição da moça.
— Sabe… as vezes, é bom juntar a coragem e tomar o primeiro passo para uma mudança. Chegou a pensar nisso? — Nakajima sugeriu, olhando para a árvore do parque.
— O primeiro passo…
— Você já fez isso debaixo da ponte, sabia? — E então, Miyagi lembrou: o beijo na bochecha do garoto.
— A-Aquilo só foi algo do momento--
— Independente, você plantou uma semente de esperança nele. Sua questão no momento é “como prosseguir”. E a resposta não tá muito longe disso. — A morena então acabou por pensar em um beijo nos lábios, e ruborizou-se.
— B-B-Beijo na boca?! — Exclamou ela, nervosa.
— Antes de tudo, acalme-se. — Disse a Gyaru. — Isso daí vai ter sua hora. Quero dizer antes disso. Precisa mostrar mais afeto! Mais carinho!
— Tipo… um abraço? — Questionou Akane, em dúvida.
— Um abraço, mordidas na orelha, brincadeiras e provocações com aquele fundinho de verdade, uma conversa face a face, e quando digo isso, quero dizer rosto bem coladinho mesmo, nariz com nariz, viu?
“Eu sinto que vou explodir…” — Pensou Miyagi, com vergonha, cobrindo o próprio rosto.
— Escuta, Akane-chi… se você quer que o relacionamento de vocês progrida, tem que ter intimidade. E se ele não começa, quem vai ter de começar é você, querendo ou não! Se você gosta mesmo do Yuuki, terá de agir, e mostrar isso pra ele, o quanto antes. De nada adiantou aquele beijo se você não tem coragem pra prosseguir.
— Mas…
— Me diz uma coisa. — Neste momento, Shizue pôs as mãos nos ombros de Akane e a fez lhe encarar. Podia-se notar que seu semblante estava sério. — Você quer namorar com o Yuuki, não é? — Questionou, obstinada.
— Quero… — A garota respondeu com uma voz fraca, e Nakajima a incitou a falar com mais convicção, ao qual Miyagi levantou sua voz.
— E você quer isso até o final desse ano, não é?
A moça concordou com um aceno positivo, todavia, mais uma vez, foi incentivada a falar com clareza. Ela assim o fez. Então, Shizue assim tornou a encorajar a moça, sugerindo até que eles marcassem um encontro na véspera de natal. Ainda estava longe, porém, Nakajima sabia que por amor a Akane, ele não rejeitaria seu convite.
Não demorou muito, e a morena se sentia mais confiante, levantando do balanço com um olhar otimista, independente do que o futuro lhe reservava. Com esta nova coragem, começou a procurar no celular por alguma coisa que pudessem fazer em seu encontro. A Gyaru, todavia, tomou o celular da garota, e fechou quaisquer aplicativos que estavam abertos ali, e o entregou de volta a ela.
— Tsk, tsk, tsk… Se você procurar, você não vai sair do lugar. Deixe essa parte com ele. Somente aproveite esse tempo para se aproximar dele, e deixar claro os seus sentimentos.
— Shizu-chan…
Akane então conformou-se, com um sorriso bobo no rosto. Ela e Shizue então passearam por um tempo, antes de enfim retornar para sua casa.
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