Notas iniciais
ooi gente, segundo capítulo da fic e eu queria dizer que fiquei um pouco triste pelo fato de que tem treze pessoas lendo a história é apenas duas comentaram. Mas obrigada a essas duas pessoas, esse capítulo é para vocês. Beijos

Já se arrependeu muito de ter falado alguma coisa? Eu sim, e estou me torturando mentalmente pela pergunta imbecil que acabei de fazer para um cara com quem nunca troquei nem meia dúzia de palavras. Scorpius Malfoy deve achar que sou louca, mas eu não o culpo, também acharia se estivesse no lugar dele.

Ele me encarou um pouco surpreso com a pergunta, mas logo depois assumiu seu típico sorriso sarcástico.

― Por que o interesse, Weasley? Quer entrar na lista?

Revirei os olhos.

― É o sonho da minha vida, Malfoy ― disse usando meu tom mais irônico.

― Então qual o motivo da pergunta? ― ele sussurrava e encarava fixamente o livro que compartilhávamos para disfarçar a conversa durante uma explicação importante na qual eu deveria estar prestando atenção.

― Esquece isso, ok? ― falei tentando pôr um fim àquela conversa.

― Respondendo a sua pergunta, eu perdi a conta já tem uns dois anos.

― Dormiu com tantas garotas que não consegue nem ao menos contar? ― eu o encarei completamente abismada.

― Por que essa reação? É algo normal.

― Não, Malfoy, isso não é normal ― afirmei.

― Talvez você ache um absurdo porque dormiu com poucos caras ― ele disse dando de ombros.

― Queria eu que esse fosse meu problema ― murmurei de forma quase inaudível, mas mesmo assim o loiro escutou.

― Se não dormiu com poucos caras, mas ao mesmo tempo achou um absurdo eu ter perdido a conta, qual o seu "problema"?

Eu parei de responder e me foquei inteiramente na leitura. Aquela conversa já tinha ido longe demais. Não ia compartilhar minha vida sexual inexistente com Scorpius Malfoy. Mesmo eu tendo colocado um fim no nosso diálogo, ele continuou falando.

― Eu pensei em uma coisa, mas é algo totalmente absurdo ― falou com um sorriso de canto.

Continuei o ignorando e lendo as palavras do texto sem realmente entender o que elas queriam dizer.

― Por um minuto cheguei a cogitar que você fosse virgem.

Ao ouvir aquela frase senti meu sangue ferver. Mais uma vez eu agi totalmente por impulso e sem medir as consequências, acabei dizendo:

― E se eu fosse? Qual a porra do problema de uma garota ser virgem? ― Eu estava completamente exaltada e nem percebi que havia falado muito alto e agora todos os olhares da sala se voltavam para mim.

― Me desculpa ― murmurei completamente envergonhada.

O professor me lançou um olhar feio e voltou a dar sua aula.Olhei para o lado e vi Scorpius Malfoy tentando conter a risada.

― Não tem graça ― afirmei.

― Eu achei hilário ― disse e logo depois seus olhos azuis se encontraram com os meus. ― Você é virgem, Weasley?

― Não, não sou ― falei tentando soar convincente.

― Você é uma péssima mentirosa― ele fez uma pausa ― Virgem. Isso é difícil de acreditar.

Eu voltei a ignora-lo. Sabia que amanhã provavelmente todo o campus estaria comentando sobre isso e eu seria uma piada.

― É por alguma questão religiosa? ― Eu virei para mandá-lo calar a boca, mas ele parecia estar realmente interessado.

― Não, não tem nada haver com religião. Está tentando fazer um relatório completo antes de espalhar para todo mundo?

― Não vou fazer isso ― disse dando um pequeno sorriso ― Não é da conta de ninguém.

Eu comecei a me sentir mais calma.

― Obrigada.

Nesse instante a aula acabou e eu recolhi minhas coisas rapidamente. Sai da sala apressada sem nem ao menos me despedir do loiro e fui em direção aos jardins do campus.

Eu gosto muito de vir aos jardins. Apesar de ser barulhento por conta da imensa quantidade de jovens que fica aqui nos seus horários livres, é um lugar que me transmite muita paz. Talvez seja por conta das árvores e das flores que me lembram um pouco a casa em que cresci. Me sentei em um dos bancos e peguei meu celular para enviar uma mensagem a Alvo.

" Dá pra você vir no jardim?"

Não demorou nem um minuto para que a resposta chegasse.

" Estou em aula, assim que sair eu vou até aí"

Eu tinha que contar a Alvo sobre o que tinha acontecido. Ele conhecia Scorpius Malfoy então poderia me dizer se ele era ou não uma pessoa confiável. Fiquei pensando no tamanho da vergonha que eu iria passar se o loiro resolvesse abrir a boca. Como eu disse antes, não vejo problema algum em ser virgem, mas não acho que seria legal ter todas as pessoas com quem você estuda comentando sobre isso e te encarando. Estava muito distraída e nem percebi que alguém havia sentado ao meu lado.

― Ok, você é virgem, mas até que base já chegou?

― Você de novo, Malfoy? ― questionei ― Será dá para você me deixar em paz?

― Me desculpa, mas é que eu fiquei realmente interessado.

― Na minha virgindade? ― Inquiri arqueando as sobrancelhas.

― É uma coisa muito rara de se encontrar, especialmente nesse campus, Weasley ― afirmou.

― Do jeito que você fala faz parecer que eu sou um animal em extinção.

― É como se fosse ― eu revirei os olhos ― Mas você ainda não respondeu a minha pergunta.

― Até que base já cheguei?

Ele assentiu.

― O que é uma base? ― questionei.

Scorpius pareceu bastante surpreso com a minha pergunta.

― Não sabe o que é uma base? ― ele deu uma leve risada ― Será que vou ter que te ensinar tudo sobre sexo?

Eu já estava começando a ficar irritada quando ele deu início à sua explicação.

― Num jogo de beisebol existem as bases, e também é assim no sexo. A primeira base é o beijo.

― Já passei dessa base ― falei interrompendo sua explicação.

― Ótimo. Se não tivesse passado seria um pouco estranho ― Ele prosseguiu ― A segunda base consiste no cara apalpar seus seios.

― Ainda não cheguei nessa base.

― É sério? Eu achei que tivesse chegado pelo menos na terceira.

― Qual é a terceira? ― Inquiri.

― Alguém passar a mão lá embaixo.

Eu corei instantaneamente.

― Isso é inacreditável ― ele afirmou ― Você é virgem de todas as formas possíveis. Já teve um namorado?

― Sim, no colegial.

― E ele nunca tentou nada? ― Scorpius parecia um pouco desconfiado.

― Ele era gay.

― Foi o único que você teve? ― questionou.

Assenti. Eu comecei a explicar sobre os últimos anos da minha vida para um cara que há poucas horas era um completo estranho. Falei sobre tudo e sobre como esperava poder voltar a ter relacionamentos antes de a faculdade acabar. Ele ouvia tudo atentamente e quando eu concluí a minha história ele disse:

― Rose Weasley, vou te ajudar a encontrar o cara certo para tirar a sua virgindade.