Notas iniciais
excerto da fanfic English Love: https://fanfiction.com.br/historia/533017/English_Love_-_Carlisles_birth/

Carlisle POV

1921

Em outubro de 1921, tive uma enorme surpresa na véspera do Halloween, quando trouxeram um corpo quase sem vida ao necrotério. Não sei o que me fez ir até lá, mas eu tinha que ver o que aconteceu. Quando levantei o lençol e vi a menina que eu havia tratado há uma década toda machucada, banhada em sangue. Não podia suportar, ao pensar em perdê-la lágrimas rolaram por dentro de meu rosto, já que nunca mais eu poderia chorar externamente.

Tomei uma decisão quando escutei seu vacilante coração ainda batendo, não iria deixá-la morrer e perdê-la para sempre, antes tive que ir embora, mas agora não vou me furtar do que mais quero, ficar com ela para sempre; a tornei igual a mim. Não sei se ela se apaixonará por mim como eu sou apaixonado por ela. Não importa. Eu poderia sofrer se ela não correspondesse meu sentimento, mas o importante é que ela não iria morrer. Eu cuidaria dela para sempre.

Esme, nunca esqueci o nome dela, estava, parecia dormindo e sonhando. Algumas vezes ela pronunciava meu nome.

...XXX...

Esme POV

Eu não entendo, porque Deus fez isso comigo? Porque Senhor? Eu sempre fui uma boa garota, e porque Vós me destes um pai horrível, um marido pior ainda e agora meu filhinho, que era a única razão de meu viver, Vós o tirastes de mim? Ah Deus! Meu coração está em pedaços. Minha alma está em frangalhos.

Hoje faz uma semana que me filhinho, Collin, morreu. Me disseram que foi devido a uma infecção pulmonar. Foi culpa minha, alguma coisa não deixou com que ele se formasse direito dentro de mim. Charles. Foi ele que me bateu, antes mesmo de eu saber que estava grávida. Foi ele quem matou nosso filho. Nosso único filho. Por isso que nunca mais quero ver Charles novamente. Para ele eu morri. Morri. Isso mesmo! Como não pensei nisso antes? Vou me suicidar. Assim eu vou rever o meu filhinho, Collin, tão bonitinho, meu anjinho, e nunca mais vou ver Charles. Perfeito.

Saí de casa e me dirigi ao cemitério onde foi enterrado meu bebê. Me ajoelhei perante o pequeno túmulo improvisado. Olhando para a lápide onde estava escrito um breve epitáfio: “Em minha breve vida dei felicidade para minha mãe.” COLLIN MATTHEW PLATT* 20/10/1921 + 23/10/1921. Lágrimas rolaram por meu rosto ao lembrar os pequenos olhinhos cheios de ternura com que meu anjinho olhava para mim. Vendo o precipício ali perto decidi que era ali, agora.

Fui até lá e tomei coragem e impulso. Recuei três passos para trás e saltei par o vazio fechando meus olhos. Logo senti meu corpo parar de subir e descer, senti os choques contra as rochas do despenhadeiro. Por fim eu cheguei até a borda onde meu corpo moribundo esperava pacientemente pela morte. A inconsciência me envolveu e logo eu não sentia mais nada. Comecei a ter visões, lampejos do rostinho de meu filho. Se eu já não estava morta eu estava quase, eu ansiava pelo nosso reencontro.

De repente senti meu corpo ser içado do chão. Alguém me encontrou. Me deixe morrer! Por favor, me deixe morrer! Eu implorava mentalmente. Mas logo senti uma queimação consumir meu corpo, uma ardência insuperável. Algo que eu jamais senti em toda a minha vida. A dor era tamanha que não havia nada com que comparar. Quando eu apanhava do meu pai, não doía tanto. Quando eu quebrei a perna não doeu tanto. Quando Charles me batia, nem a pior surra dele, foi tão dolorida. Nem mesmo quando eu tive o meu filho foi tanta dor.

...XXX...

Notas finais
A historia continua na fic 1921: https://fanfiction.com.br/historia/521654/1921/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!