American Life
1 Prólogo
Notas iniciais
O problema? Eu. Sempre eu e meu jeito único de fazer com que tudo acabe do pior jeito. Não que fosse tão ruim assim ir morar em um apartamento apertado com um desconhecido no Brooklyn (sentiram a ironia?), mas definitivamente era melhor continuar morando na minha amada Londres, em que eu era idolatrada por todos e conhecida como uma garota perfeita. Lá eu já tinha uma reputação construída, e aqui eu definitivamente sofreria para conseguir ela aqui, onde ninguém parece se importar com educação, mas eu estava disposta a mudar isso, só pela emoção.
Se me dissessem á algumas semanas atrás que a companhia do meu pai iria falir, e que eu teria que vir morar em Nova Iorque, dividindo um apartamento super apertado com um cara que eu conheci pela internet, eu riria.
E como riria.
Quando a aeromoça anunciou o pouso do avião, acabei por soltar um longo e pesado suspiro.
Adeus Inglaterra, olá America.
Assim que o avião pousou, apressei-me ao sair. Eu estava muito cansada. Peguei minhas bagagens e pus naqueles carrinhos, saindo do aeroporto.
― Ei, táxi!
― Entra ai, docinho ― me controlei para não revirar os olhos, juro que me controlei. Mas docinho? Cristo, estamos em que ano, 1940?!
O táxi fedia a queijo, meias sujas e perfume barato. E isso estava me causando ânsia de vômito.
― Ahn, senhor, quanto fica a rota até o Brooklyn?! ― perguntei e o homem coçou a barba rala.
Simplesmente repugnante.
― Hum... ― começou. ― o Brooklyn é longe daqui, então uns vinte e sete dólares...
Santo Deus! Assim eu fico sem dinheiro para nada!
Não que eu não chegasse ao Brooklyn eu daria um jeito.
Assim que chegamos em um bairro completamente nojento, eu percebi que se tratava do meu mais novo bairro.
Que dor dá falar isso.
― Então, de onde você é? ― o homem perguntou e eu mordi o lábio.
― Londres.
― Uma britânica! E por que uma britânica estaria no Brooklyn? ― ele soltou um sorriso malicioso.
― Motivos pessoais. ― limpei a garganta, tirando uma mecha loira dos meus olhos. ― Ahn, senhor, eu não tenho o dinheiro todo e...
O homem parou o carro em uma força que me fez ser jogada para frente.
― Desça do carro.
― Mas...
― Desça, agora.
E assim eu fiz.
Assim que sai do táxi, vi o mesmo sendo arrastado rapidamente.
ÓTIMO! Uma britânica perdida no Brooklyn. Nada pode piorar essa situação.
― Ei, loirinha! Abre a bolça, isso é um assalto.
Me enganei. Pode piorar sim.
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